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Fraudes se sofisticam e exigem mais cuidado em transações pela internet

Golpe do e-mail falso aproveita temas do momento e loja fraudulenta tem até call center. Outro tipo de golpe que tem se tornado frequente é o da loja falsa
PROTEÇÃO DEFICIENTE – Ataque hacker afetou mais de 100 países e revelou falhas de segurança em grandes empresas

Os ciberataques iniciados na sexta-feira, 12, e que já atingiram cerca de 150 países mostram que nem mesmo as grandes companhias estão imunes a crimes digitais. Para quem compra produtos ou faz transações financeiras pela internet, a recomendação de especialistas é redobrar o cuidado, pois golpes e fraudes têm se tornado cada vez mais sofisticados.
“Uma característica comum às fraudes na internet é que elas envolvem temas do momento”, diz Camillo Di Jorge, presidente da Eset no Brasil. No início do ano, a empresa de segurança com sede na Eslováquia detectou um vírus disseminado por e-mail sobre os saques do FGTS. A mensagem, que prometia informar o calendário para retirada, roubava senhas bancárias por meio de um programa instalado no computador de quem baixasse o arquivo anexado.
Características do e-mail, como o domínio (o que vem depois do símbolo @) e a identidade visual evidenciavam o golpe. A artimanha, porém, poderia enganar usuários menos experientes.
Outro tipo de golpe que tem se tornado frequente é o da loja falsa. Felipe Panniago, diretor de marketing do site ReclameAqui afirma que há casos de golpistas que respondem reclamações de usuários, fraudam CNPJs e até contratam serviços de call center. “É fundamental que a vítima exponha isso de alguma maneira, para evitar que outros consumidores passem pela mesma situação”, diz.
Para Bruno Cavalcante, a isca foi um iPhone anunciado no site Mr. por R$ 2 mil, valor abaixo do preço médio no mercado. O produtor de eventos checou os registros da empresa vendedora e entrou em contato com uma central de call center. Bem atendido, ele só se deu conta da fraude dias depois, ao solicitar o código de rastreamento do produto e não obter resposta. Cavalcante entrou em contato com seu banco e foi informado de que o valor desembolsado havia sido bloqueado – mas não obteve ressarcimento. Hoje, ele espera uma decisão da Justiça sobre o caso. O site está fora do ar.
Leonardo Moura, do escritório Silveiro Advogados, diz que, quando um golpe digital é detectado, é necessário fazer um boletim de ocorrência. Quanto a ações na Justiça, o entendimento é de que o cliente deve ser amparado, porém cabe a ele ficar atento. “É cada vez mais comum ver decisões que cobram do consumidor um nível mínimo de atenção e zelo em transações eletrônicas”, diz.

(continuação)

Veja como o Facebook lê e interpreta dados para manipular você

Uma nova extensão para o Chrome permite que você tenha uma ideia de como a plataforma criada por Mark Zuckerberg “adivinha” os seus gostos e modela a sua timeline
DONO DO MUNDO - Essa foto tem seu significado reforçado a cada dia pela ambição de Mark Zuckerberg pelo controle absoluto
DONO DO MUNDO – Essa foto tem seu significado reforçado porque revela  entrelinhas a grande ambição de Mark Zuckerberg pelo controle absoluto

Quem costuma frequentar regularmente o Facebook, mas sempre fica com um pé atrás com que tipo de dados o site coleta com base em suas atividades, pode ficar tranquilo: uma nova extensão para o Chrome permite que você tenha uma ideia de como a plataforma criada por Mark Zuckerberg “adivinha” os seus gostos e modela a sua timeline – e os anúncios – de acordo com essas informações.
Chamado de Data Selfie, o plugin para o navegador da Google mostra, na verdade, que ficar tranquilo é uma tarefa bastante difícil para qualquer internauta que tenha ciência de como é fácil para as redes sociais lerem seus consumidores. Uma vez instalado, o addon passa a monitorar toda a sua navegação pelo portal, simulando de uma forma mais simples – mas não menos assustadora – o que o Facebook faz com a sua vida diariamente.
O vídeo acima, produzido pelos próprios desenvolvedores do software, exemplifica muito bem o que até mesmo uma versão reduzida da “stalkeada” periódica da equipe de Zuckerberg é capaz de fazer. Duvida? Bem, basta conferir que a extensão consegue enxergar com bastante precisão o que você vê no feed, quanto tempo é gasto nessa visualização, os links que são acessados e até mesmo o que é digitado em qualquer campo da página.
Depois de coletar uma certa quantidade desses dados, o Data Selfie recorre a algumas APIs do sistema cognitivo do IBM Watson e a recursos da Universidade de Cambridge para transformar tudo em uma planilha detalhada do que o usuário gosta, quais as suas inclinações políticas e até mesmo o que a pessoa gosta ou não gosta de comer. Esse quadro-negro é dividido em uma infinidade de categorias – com direito a legendas e cores –, dá um parecer sobre as suas atividades na rede e faz todo tipo de previsão a respeito da sua personalidade.

Um olhar na sua alma digital
Embora a extensão utilize ferramentas externas e soluções de terceiros para mastigar todos os dados antes de entregá-los a você, a turma do Data Selfie garante que todas essas informações sobre o seu comportamento facebookiano é armazenado apenas localmente, no seu próprio computador. Segundo eles, isso é feito para evitar que pessoas mal-intencionadas ou outras empresas saibam tudo e mais um pouco sobre os seus hábitos online.
Ainda assim, não deixa de ser preocupante o quanto determinados sites conhecem você meramente pelo uso contínuo dos seus serviços, criando um perfil progressivamente mais detalhado e certeiro a cada dia extra e que você navega por eles. Não chega a ser um segredo o fato de os dados de usuários serem a principal moeda do Facebook na hora de vender espaços e público para seus anunciantes, mas conhecer mais de perto o que isso significa é um baque até mesmo para quem não andava muito preocupado com sua privacidade, não é?
Se quiser testar o brinquedinho, basta acessar este link para fazer o download do plugin, que, apesar de não ter previsão para uma versão mobile, pode receber em breve uma adaptação para o Mozilla Firefox. E aí, está pronto para ver como o Facebook te enxerga?

(continuação)

Terra em perigo: a raça humana está sob ameaça de extinção

Cientistas de todo o mundo estão em alerta permamente e com os olhos fixos no espaço temendo que há qualquer momento um asteroide desabe sobre a Terra
ARMAGEDDON - É cada vez mais assustadora a possibilidade de um asteróide ou meteoro colidir com a Terra. Esse risco iminente ganhou dimensão de catóstrofe quando o ex-conselheiro científico da Casa Branca, John Holdren, tornou-se porta-voz dessa tragédia humana
ARMAGEDDON – É cada vez mais assustadora a possibilidade de um asteróide ou meteoro colidir com a Terra. Esse risco iminente ganhou dimensão de catóstrofe quando o ex-conselheiro científico da Casa Branca, John Holdren, tornou-se porta-voz dessa tragédia humana

No Brasil, o monitoramento espacial é feito pelo Observatório Nacional por meio do projeto Impacton (Iniciativa de Mapeamento e Pesquisa de Asteroides nas Cercanias da Terra), usando um telescópio com espelho de 1,5 metro, instalado em Itacuruba, no interior do estado de Pernambuco. Com o equipamento, os brasileiros conseguem estudar as propriedades físicas dos asteroides. “A depender do seu brilho, tamanho e distância, um objeto pode ser visto da Terra até mesmo com o uso de binóculos”, diz nota do ministério.
Recentemente, especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) anunciaram que cerca de 500 asteroides ameaçam potencialmente a Terra. Chefe do setor de NEO (Near-Earth Objects) na ESA, Detlef Koschny conteporiza os riscos. “Seguimos seus caminhos, tentamos prever o que poderiam ser e se, eventualmente, representarão um risco. Em caso de perigo real, temos duas soluções atualmente viáveis. O primeiro é o acidente de movimento cósmico. Imagine um veículo, que é o asteroide, e um outro veículo, que é a nossa ferramenta, colidindo com ele e o deslocando de sua trajetória. Por conta da pressão, é possível desviá-lo gradualmente da Terra. A segunda solução é destruir o asteroide com a ajuda de uma explosão nuclear.”
A questão é: como mirar um objeto espacial viajando a 3.600 km/h com um outro objeto lançado da Terra para interceptá-lo com a mesma velocidade? Um projeto lançado pela Agência Espacial Norte Americana (NASA), batizado de Asteroid Redirect Mission (ARM), está buscando a resposta para esta pergunta perturbadora. Ele foi desenvolvido para estudar com maior profundidade como é que nós, humanos, podemos defender-nos de um “pedregulho” espacial.
As pesquisas de NASA e ESA ainda não encontraram as respostas definitivas, como afirma, com surpreende sinceridade, o chefe de setor da ESA. Conforme Detlef Koschny, uma experiência americana chamada “Deep Impact” tornou possível alcançar no espaço todos os objetos acima de 100 metros de diâmetro que estejam viajando a 3.600 km/h. “Nos encaminhamos provavelmente aos satélites autoguiados por uma câmera, porque não teríamos tempo para dirigi-los a partir da Terra”, explica o cientista.
“É mais fácil quando é Bruce Willis quem faz isso”, diz, brincando, Richard Tremayne-Smith, copresidente da Conferência de Defesa Planetária (Planetary Defence Conference, PDC). A alusão é ao filme americano “Armageddon”, em que o ator destrói um asteroide que ameaça a Terra. Mas, a realidade atual é bem diversa da trama de ficção.

Estados Unidos batem recorde no uso de smartphones e internet

A pesquisa, realizada pelo Instituto Pew Research Center, descobriu que 77% dos adultos tinham um smartphone no fim de 2016
AVANÇO - Pesquisa do Pew Research Center revela que os smartphones são quase onipresentes entre os adultos mais jovens
AVANÇO – Pesquisa do Pew Research Center revela que os smartphones são quase onipresentes entre os adultos mais jovens

A pesquisa, realizada pelo instituto Pew Research Center, descobriu que 77% dos adultos tinham um smartphone no final de 2016, mais do que o dobro do nível de 2011, quando 35% disseram usar tais dispositivos.
Esse crescimento foi alimentado por um “aumento acentuado” no uso de smartphones por pessoas com rendimentos baixos e com 50 anos ou mais, segundo o Pew. “Os smartphones são quase onipresentes entre os adultos mais jovens”, disse o pesquisador do Pew Aaron Smith, observando que 92% dos adultos menores de 29 anos possuem um.
Ele acrescentou que agora três quartos dos americanos com mais de 50 anos são usuários de smartphones, assim como mais de quatro em cada 10 pessoas acima de 65 anos. Houve, ainda, um grande salto no uso de smartphones entre adultos de baixa renda: 64% dos que ganham menos de US$ 30.000 por ano hoje possuem um aparelho inteligente. Já a posse de tablets era de 51% em novembro, em comparação com os apenas 3% de 2010, de acordo com o Pew.
A pesquisa também encontrou um aumento na porcentagem de americanos com internet de alta velocidade em casa, após um declínio modesto observado entre 2013 e 2015. Cerca de 73% dos americanos afirmam que têm serviço de banda larga em casa. Os pesquisadores encontraram um nível recorde de 88% no uso da internet, mas 12% destes usuários são “dependentes de smartphones” – pessoas que usam dispositivos móveis mas não têm serviço de banda larga em casa.
O Pew descobriu que 69% dos americanos usam as mídias sociais, principalmente o Facebook. A rede social líder foi citada por 68% dos entrevistados, seguida pelo Instagram (28%), Pinterest (26%), LinkedIn (25%) e Twitter (21%).

“Carro voador” de Israel está perto de chegar ao mercado

A geringonça pode ser usada para retirar pessoas de ambientes hostis e ou permitir acesso seguro a forças militares
PRÉ-LANÇAMENTO - Drone Cormorant, da Urban Aeronautics, funciona como 'carro voador'. (Foto: Amir Cohen/Reuters)
PRÉ-LANÇAMENTO – Drone Cormorant, da Urban Aeronautics, funciona como ‘carro voador’. (Foto: Amir Cohen/Reuters)

Após 15 anos de desenvolvimento, uma empresa de tecnologia israelense está otimista que, finalmente, conseguirá colocar no mercado até 2020 o seu drone de passageiro de 1,5 tonelada.
O Cormorant, chamado de carro voador, pode transportar 500 quilos e viajar a 185 quilômetros por hora. Ele completou seu primeiro voo solo automatizado em novembro. Seu preço total é estimado em 14 milhões de dólares.
Os desenvolvedores da Urban Aeronautics acreditam que o drone verde escuro, que usa rotores internos em vez de hélices de helicóptero, poderia retirar pessoas de ambientes hostis e ou permitir acesso seguro a forças militares.
“Basta imaginar uma bomba suja numa cidade … e este veículo pode entrar roboticamente, pilotado de forma remota, numa rua e descontaminar uma área”, disse o fundador e presidente da Urban Aeronautics, Rafi Yoeli, à Reuters.
Yoeli criou a empresa em 2001 para criar o drone, que ele diz ser mais seguro do que um helicóptero, pois pode voar entre edifícios e abaixo das linhas de energia sem o risco bater uma hélice. .
Ainda há muito trabalho a ser feito antes que o veículo autônomo chegue ao mercado.
O Cormorant, do tamanho de um carro familiar e anteriormente chamado de “Air Mule”, ainda não cumpriu todas as normas da Federal Aviation Administration e um teste em novembro viu pequenos problemas com dados conflitantes enviados por sensores de bordo.
Um especialista da indústria disse que a tecnologia pode salvar vidas.
“Poderia revolucionar vários aspectos da guerra, incluindo a evacuação médica de soldados no campo de batalha”, disse Tal Inbar, chefe do centro de pesquisa de UAV do Fisher Institute for Air and Space Strategic Studies.

Lançado com sucesso terceiro voo de foguete reutilizável da Blue Origin

Fundador da empresa, Jeff Bezos anunciou ‘perfeita aterrissagem’. Nave não tripulada desceu cem quilômetros após lançamento no Texas.
RECICLADO - Técnicos montam um motor de hidrogênio BE-3 nas instalações da Blue Origin em Kent, Washington
RECICLADO – Técnicos montam um motor de hidrogênio BE-3 nas instalações da Blue Origin em Kent, Washington

A empresa americana Blue Origin lançou com sucesso o terceiro voo de seu foguete reutilizável, ao conseguir que a nave não tripulada aterrissasse sem problemas após ter descido cem quilômetros, anunciou seu fundador, Jeff Bezos.
“Decolagem sem problemas do BE-3 e perfeita aterrissagem do booster”, um foguete reutilizável, tuitou em tempo real Jeff Bezos, também fundador da Amazon.
O foguete reutilizável tinha feito seu primeiro voo no fim de novembro, o que pôs a Blue Origin em vantagem com relação à concorrente SpaceX, a primeira empresa a tentar uma experiência do tipo, mas de forma infrutífera.
Em janeiro passado, o segundo lançamento também resultou em voo e pouso bem sucedidos.
O lançador da Blue Origin chega até 100 km de altitude, considerada a fronteira entre a atmosfera terrestre e o espaço, antes de começar uma descida vertical, que realiza cada vez mais lentamente, ajudado por um paraquedas, até chegar a uma velocidade de 5 km/h antes de pousar no local de lançamento da empresa, no Texas (sul).
Conseguir que lançadores possam ser reutilizados, sobretudo os mais pesados, é um objetivo prioritário da indústria aeroespacial, fundamentalmente de operadores de satélites, com a finalidade de reduzir os custos.
“A recuperação plena do lançador muda as coisas”, disse Bezos em novembro.

UE acusa Facebook de ter dado ‘informações enganosas’ sobre compra do WhatsApp

Nova investigação poderá ter resultados pífios por conta de provas inconsistentes

A Comissão Europeia acredita que o Facebook ofereceu “informações enganosas” durante a investigação realizada em 2014 sobre a compra do aplicativo WhatsApp e poderá multar a companhia.
Na ocasião, a empresa de Mark Zuckerberg assegurou que “não tinha a capacidade de associar automaticamente (…) as contas do usuário das duas plataformas”, o que acabou fazendo em agosto de 2016, explica a Comissão.
No entanto, a abertura de uma nova investigação não terá impacto sobre a luz verde dada à operação em 2014, afirmou ainda Bruxelas.

Universidade suíça fabrica drone com plumas que imita voo das aves

Os pesquisadores do Laboratório de Sistemas Inteligentes construíram um drone alado de baixo consumo energético, capaz de mudar a envergadura de suas asas, voar a grande velocidade e se movimentar em espaços estreitos

Pesquisadores da Escola politécnica federal de Lausanne (Suíça) fabricou um drone com plumas artificiais que imita o voo das aves, informa nesta sexta-feira a revista “Royal Society Interface Focus”.
“A maioria dos drones é desenhada para funcionar em condições específicas, enquanto as aves se adaptam às diferentes mudanças do clima”, explica o diretor da pesquisa Dario Floreano em um vídeo divulgado pela universidade.
“As aves podem transformar o tamanho e a forma de suas asas porque têm um esqueleto articulado controlado pelos músculos e coberto de plumas, que se sobrepõem quando as asas estão dobradas”, explica um dos pesquisadores, Matteo diz Luca.
Um dos grandes desafios foi o desenho do drone, já que é “extremamente difícil encontrar o equilíbrio entre a eficiência aerodinâmica e o peso do dispositivo”, afirma outro dos especialistas, Stefano Mintchev.
Para conseguir o máximo movimento das asas, estas contam com plumas artificiais compostas por fibra de cristal recobertas com um tecido de náilon e reforçadas com uma estrutura de fibra de carbono.
O drone abre e fecha suas asas, por isso que pode voar rapidamente com as asas enviadas e resistir fortes ventos quando estão dobradas, asseguram os cientistas.
Ao mudar sua envergadura durante o voo, o dispositivo é capaz de voar entre obstáculos, completando com requisitos aerodinâmicos procurados pela equipe de pesquisadores.
“Com as asas cruzadas, descobrimos que não necessitávamos aerofólios para ajudar o giro durante o voo”, diz o diretor da pesquisa.
Este drone alado abre novas possibilidades para a indústria aeronáutica, já que sua capacidade de adaptação poderia resultar muito eficiente a baixa altitude ou em um entorno urbano, onde os ventos mudam rapidamente.
Estas asas que “podem se adaptar ao meio ambiente e as condições meteorológicas” são especialmente relevantes levando em conta que os engenheiros “ainda tratam de encontrar a substituição ideal para as asas rígidas e os aerofólios dos aviões”, asseguram os pesquisadores.

Cubanos poderão acessar conteúdos do Google mais rapidamente

A ilha conta atualmente com cerca de 900 salas de navegação de internet e mais de 200 pontos de conexão sem fio, a um custo de dois dólares por hora
CUBA - "Este acordo permitirá aos usuários em Cuba encurtar o tempo de acesso aos conteúdos do Google na internet"
CUBA – Este acordo permitirá aos usuários em Cuba encurtar o tempo de acesso aos conteúdos do Google na internet

Cuba, um dos países com menos acesso e maior controle da internet, poderá baixar os conteúdos do Google com mais velocidade, segundo um acordo assinado na segunda-feira pelo gigante americano e o monopólio estatal de comunicações Etecsa.
“Este acordo permitirá aos usuários em Cuba encurtar o tempo de acesso aos conteúdos do Google na internet, proporcionando uma maior velocidade e qualidade no serviço”, afirmou a Etecsa em um comunicado.
A Etecsa poderá utilizar sua “tecnologia para reduzir a latência (atraso) ao entregar localmente alguns de nossos conteúdos mais populares e de maior largura de banda, como os vídeos do YouTube”, destacou o Google.
As partes não especificaram quantos servidores o Google instalará em Cuba para reduzir o tempo que leva hoje para entregar seus conteúdos, através da fibra ótica que une a ilha com a Venezuela.
O acordo foi assinado em Havana pelo presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, e sua homóloga da Etecsa, Mayra Arevich.
Desde 2014, Cuba tem acesso a alguns serviços do gigante americano da internet, mas os tempos de conexão podem ser muito lentos.
A ilha conta atualmente com cerca de 900 salas de navegação de internet e mais de 200 pontos de conexão sem fio, a um custo de dois dólares por hora, um valor ainda inacessível para a maioria dos cubanos, que recebem uma renda mensal média de 29 dólares.
De cada 1.000 cubanos, 348 tiveram acesso à internet em 2015, segundo dados oficiais. Instituições estatais, universidades, centros de pesquisa e outras entidades também recebem o serviço.
O acesso domiciliar está restrito a médicos, jornalistas e advogados.
A partir da assinatura do acordo, “os cubanos que já possuem internet e queiram utilizar nossos serviços verão uma melhora nos termos de qualidade dos mesmos”, acrescentou o Google no texto.

Cinco premonições apocalípticas feitas pelo físico Stephen Hawking

O físico já anunciou algumas vezes que inteligências artificiais e alienígenas podem ser o fim da raça humana
Reportagem: Marina Demartini
FIM DO MUNDO - O físico Stephen Hawking anunciou acontecimentos catastróficos para o futuro da humanidade
FIM DO MUNDO – O físico Stephen Hawking anunciou acontecimentos catastróficos para o futuro da humanidade

Stephen Hawking fez uma premonição dramática sobre o futuro da humanidade na semana passada. O físico afirmou durante uma palestra na Oxford Union Society, na Inglaterra, que os seres humanos não irão sobreviver outros mil anos caso continuem na Terra.
Essa não é a primeira vez que Hawking faz comentários apocalípticos desse tipo. Ele já fez muitas premonições relacionadas ao fim da humanidade. Veja abaixo cinco vezes que Hawking fez uma previsão desse tipo.

Inteligência artificial
Em 2014, o físico disse à BBC que o empenho da comunidade científica para criar inteligências artificiais representa uma ameaça à nossa existência. “O desenvolvimento da plena inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana”, afirmou.
Hawking falou que esse tipo de tecnologia é útil para o progresso científico, mas que teme a criação de um robô que se iguale ou supere seres humanos. “Isso [a inteligência artificial] se desenvolveria por conta própria e cresceria em ritmo cada vez mais veloz”, profetizou. “Os seres humanos, que são limitados pela evolução biológica lenta, não poderiam competir e seriam substituídos.”

Armas autônomas
Hawking assinou uma carta aberta alertando que a inteligência artificial pode levar seres humanos a uma terceira guerra mundial. O documento foi assinado por mais de mil pesquisadores, incluindo também Elon Musk, CEO e fundador da Tesla, e Steve Wozniak, cofundador da Apple.
Para esses especialistas, esse tipo de tecnologia tem grande potencial de beneficiar a humanidade. Contudo, utiliza-la para a criação de armas autônomas de uso militar é um grande erro.
“Se isso acontecer, uma guerra armada global será inevitável e o fim da trajetória é óbvio: armas autônomas se tornarão os Kalashnikovs (AK-47) de amanhã”, afirmam os cientistas no documento. “A pergunta chave para a humanidade hoje é se devemos dar início a uma corrida de armas feitas com inteligência artificial ou se devemos prevenir que ela sequer comece.”

Mudança de planeta
Em junho desse ano, o físico fez uma afirmação bem similar à que fez em Oxford. Ele disse durante o Festival Starmus, na Espanha, que o futuro da humanidade depende da exploração espacial. Isso porque, segundo Hawking, a Terra não irá durar mais mil anos.

Alienígenas
No documentário “Stephen Hawking’s Favorite Places”, o cientista diz que está cada vez mais convencido de que a humanidade não está sozinha no universo. Segundo o jornal The Guardian, ele diz estar ajudando na busca por vida alienígena com o Breakthrough Listen, um projeto internacional que vasculha o cosmo por sinais extraterrestres.
Hawking aponta que sabe por onde começar sua pesquisa: pelo planeta Gliese 832c. No entanto, ele alerta que o dia que a Terra receber um sinal desse astro, os seres humanos deverão ter cuidado ao responder. O primeiro contato dos seres humanos com alienígenas poderia ser equivalente ao encontro dos nativos americanos com o explorador Cristóvão Colombo – ou seja, não seria nada bom.
Quando apresentou o Breakthrough Listen no ano passado, Hawking já havia sugerido que qualquer civilização que esteja lendo nossas mensagens poderia estar bilhões de anos à frente dos humanos. “Se assim for, eles serão muito mais poderosos e nos verão como nós vemos as bactérias”, disse o cientista.

Inteligência artificial, o retorno
O físico advertiu recentemente que a criação de uma inteligência artificial poderá ser “a melhor ou a pior coisa para humanidade”. “Talvez com as ferramentas desta nova revolução tecnológica, poderemos desfazer alguns danos causados ao mundo natural”, previu o cientista em outubro desse ano.
Contudo, de acordo com Hawking, os seres humanos podem estar arquitetando sua própria destruição ao criar uma superinteligência que tenha vontade própria. Por isso, ele elogiou a criação do Centro Leverhulme para o Futuro da Inteligência (LCFI), na Universidade de Cambridge. “Ele [o instituto] é crucial para o futuro da nossa civilização e da nossa espécie.”

Mais da metade da população mundial não usa a internet

O problema é que nos países mais pobres, um pacote mensal de banda larga fixa custa mais da metade de um salário médio anual
INTERNET - Cerca de 3,9 bilhões de pessoas não têm acesso à internet em casa ou no celular
INTERNET NO MUNDO – Cerca de 3,9 bilhões de pessoas não têm acesso à internet em casa ou no celular. As grandes corporações visam este público

Mais da metade da população mundial não usa a internet devido ao custo proibitivo da banda larga, afirma um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira em Genebra.
A União Internacional de Telecomunicações da ONU (ITU, siglas em inglês) disse que cerca de 3,9 bilhões de pessoas não têm acesso à internet em casa ou no celular, e que o problema é maior entre as “mulheres, os idosos, as pessoas menos educadas, com rendas mais baixas e os moradores de zonas rurais”.
A ITU destaca que o maior obstáculo é o custo do acesso à banda larga, que apesar de ter ficado mais barata nos últimos dez anos, continua sendo “claramente inacessível” em muitos países pobres.
Em 2008, o preço médio de uma conexão fixa de banda larga no mundo era de 80 dólares mensais, uma tarifa que caiu para 25 dólares no ano passado, segundo a organização.
No entanto, nos países mais pobres, um pacote mensal de banda larga fixa com apenas um gigabyte de dados – que é aproximadamente a quantidade necessária para baixar um filme – ainda custa mais da metade de um salário médio anual.
A internet em dispositivos móveis pode ser uma solução para ampliar o acesso, disse a ITU, observando que as redes de banda larga móvel cobrem tecnicamente 84% da população mundial.
Mas para muitos, o custo do aparelho é a maior barreira econômica para o acesso à internet móvel, de acordo com a organização.
“Em 2016, as pessoas não ficam mais on-line, elas estão on-line”, diz o relatório.
“No entanto, muitas pessoas ainda não estão usando a internet, e muitos usuários não se beneficiam plenamente do seu potencial”, acrescenta.

Brasil pode ter 100 milhões de objetos conectados em 2025

Uma das grandes tendências da tecnologia, a Internet das Coisas pode ter uma adoção lenta no Brasil: segundo estudo da consultoria Teleco revelado nesta segunda-feira, 21, o País pode ter 100 milhões de objetos conectados até 2025.
O número poderá ser maior caso barreiras regulatórias e tributárias sejam reduzidas, de acordo com a consultoria. Sem esses entraves, o número de objetos conectados poderia chegar a 200 milhões em nove anos.
Hoje, mostra a pesquisa, o País tem cerca de 20 milhões de objetos conectados – alguns, no entanto, ainda têm baixa complexidade de conexão, como os 5,8 milhões de carros com sistema de pagamentos de pedágio integrado.
“Há áreas que têm conectividade há muitos anos, mas agora elas precisam ser colocadas em um sistema central”, avalia Tude. Segundo o relatório, a previsão é de que o País tenha 22 milhões de carros conectados em 2025, caso a situação regulatória não se altere.
Para Tude, o Brasil não está atrasado ou adiantado em relação à Internet das Coisas, mas pode ter um crescimento lento nos próximos anos. “Precisamos rever nossa regulação, especialmente no que diz respeito aos custos de manutenção de uma linha pelo Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel)”, diz.
Trata-se de uma taxa de R$ 13,41 paga pelas operadoras ao governo todos os anos para manter cada linha ativa. “Se cada objeto conectado tiver uma linha diferente, isso pode afetar o custo de instalação da tecnologia”, explica.

Na mão
Os dados do estudo conduzido pela Teleco não incluem smartphones nem tablets – o que acontece em levantamentos globais feitos por consultorias como a Gartner, que projeta 21 bilhões de objetos conectados em todo o mundo até 2020.
“Sentimos a necessidade de fazer um estudo que demonstrasse o potencial do Brasil nessa área”, diz Eduardo Tude, presidente da Teleco. Para ele, no entanto, mais do que a quantidade de objetos conectados, é também preciso considerar se eles estarão no mesmo sistema.
“Um objeto conectado é capaz de coletar informações. Porém, se ele não está integrado para usar essas informações, o avanço é bem pequeno”, diz Tude.
De acordo com o executivo, é por causa disso que smartphones e tablets ficaram de fora do levantamento. O mesmo vale para a automação industrial: fábricas inteiras foram consideradas pelo estudo como apenas um objeto conectado, uma vez que, “por questões de segurança, muitos aparelhos acabam sendo plugados apenas em redes internas de informação”.

Golpe no Facebook Messenger rouba senhas e sequestra contas

Muito cuidado ao clicar em arquivos de imagem recebidos pelo Facebook Messenger. O pesquisador de segurança digital Bart Blaze descobriu um novo vírus que tem se espalhado pelo aplicativo com esse simples disfarce.
Tudo começa com a mensagem, de um amigo que teve a conta comprometida, com uma suposta foto de extensão “.svg”, que na verdade acaba levando os usuários a uma versão falsa do Youtube. Lá, o usuário é induzido a adicionar uma extensão no navegador para que possa ter acesso ao vídeo.
Pronto! Basta a instalação dessa extensão para que o cibercriminoso tenha acesso a informações de todos os sites acessados pelo usuário, incluindo detalhes de login e senha, bem como dados de contas bancárias.
Paralelo ao roubo dessas informações, segundo Bart Blaze, o cibercriminoso sequestra a conta do Facebook da vítima para que em nome dela espalhe o link malicioso para sua rede de contatos.
O golpe também pode ser usado para instalar um ransomware no computador da vítima, que criptografa todas as informações armazenadas, tais como documentos, músicas e imagens. O que tornaria o computador inacessível ao seu proprietário até que ele pagasse uma espécie de resgate.
Blaze recomenda que os usuários do Facebook Messenger sejam cautelosos ao clicarem em links não solicitados, mesmo quando enviados por amigos.

Astronauta francesa tentou alertar Terra a respeito de alienígenas

Teóricos da conspiração afirmam que Claudie Haigneré foi pressionada pelo governo para manter história em segredo
GRITO DE ALERTA - Ao ser encontrada em laboratório, Claudie estava incontrolável e gritava: “A Terra precisa ser alertada!”
GRITO DE ALERTA – Ao ser encontrada em laboratório, Claudie estava incontrolável e gritava: “A Terra precisa ser alertada!”
Reportagem: Sarah Barns

Claudie Haigneré, de 59 anos, supostamente teve que “ser contida” após gritar o alerta antes de entrar em coma por causa de uma overdose de medicamentos para dormir.
Um vídeo de seis minutos publicado no YouTube pela UFOmania ressurgiu esta semana examinando a sua história. Ele já foi visualizado quase um milhão de vezes.
Em 1993 a renomada cientista Claudie era parte da equipe reserva da missão Mir Altaïr, que incluía também seu futuro marido, Jean-Pierre Haigneré.
Ela chegou à estação espacial Mir em 1996 como parte da missão franco-russa Cassiopée, e em 2001 se tornou a primeira mulher europeia a visitar a Estação Espacial Internacional.
O asteroide 135268 Haigneré recebeu este nome como uma homenagem a Claudie e seu marido.
Após se aposentar de suas funções no espaço, Claudie entrou para a política francesa e trabalhou como ministra delegada para pesquisa e novas tecnologias de 2002 a 2004, e ministra delegada para assuntos europeus de 2004 a 2005.
No entanto, apesar de seus esforços, os orçamentos direcionados a pesquisas científicas foram cortados drasticamente.
Após deixar a política, ela trabalhou em um laboratório de biologia no Instituto Pasteur. Foi aí que a história começou a ficar estranha.
Em dezembro de 2008 a notícia de que Claudie havia sido levada apressadamente a um hospital após sofrer uma overdose de medicamentos para dormir foi amplamente divulgada.
Supostamente ela estava consciente quando foi encontrada, mas teve que ser contida enquanto gritava “A Terra precisa ser alertada!” antes de entrar em coma.
Claudie afirmou que o incidente foi resultado da “síndrome de burnout”, e agora trabalha como diretora do Cité des Sciences et de l’Industrie, o maior museu de ciências da Europa.
No entanto, os teóricos da conspiração acreditam que ela estava tentando alertar a Terra a respeito da vida extraterrestre presente no espaço sideral.
O vídeo publicado no YouTube, narrado por uma voz robótica, é uma conspiração que une fatos e ficção.
Claudie realmente tentou cometer suicídio em 2008, mas as outras alegações parecem ter sido inventadas. A história ressurge de tempos em tempos em fóruns de conspiração, como o site de David Icke.
O vídeo diz: “Ela teve que ser contida à força após gritar ‘A Terra precisa ser alertada!’”
“Estranhamente, o laboratório onde Claudie trabalhava liderando pesquisas sobre DNA humano/alienígena foi destruído por um incêndio.”
O vídeo usa trechos de relatórios reais da agência de notícias AFP, mas eles são retirados do contexto em que foram escritos, e são acrescentadas informações adicionais.
Não há nenhuma “pesquisa de DNA humano/alienígena” porque nós nunca encontramos alienígenas.
A história de Claudie sempre vem à tona quando algo acontece com algum especialista em OVNIs.
A misteriosa morte do teórico da conspiração Max Spiers em outubro pode ter desencadeado esta onda mais recente de interesse.
Spiers foi encontrado morto no sofá da casa de um amigo na Polônia, dias após ter pedido que sua mãe “investigasse” caso algo acontecesse com ele. Amigos também afirmam que ele vomitou um líquido preto antes da sua morte.

Política Show: rede social promove o contato entre políticos e eleitores

Todos os políticos brasileiros tem uma página na plataforma, que é gratuita, apartidária e voltada para o público engajado no assunto
DESENVOLVEDORES - Ricardo Mota e Matheus Correa, dois dos três responsáveis pela rede social Politica Show
DESENVOLVEDORES – Ricardo Mota e Matheus Correa, dois dos três responsáveis pela rede social Politica Show
Reportagem:  Álef Calado

Grande parte dos internautas já foi hostilizado, por amigos, familiares ou colegas, ao postar opiniões pessoais sobre acontecimentos políticos no Brasil e no mundo. Nos últimos meses, as redes sociais se transformaram em grandes ferramentas de disseminação de ideias e promoveram debates – muitas das vezes, bem acalorados – sobre os rumos da política nacional.
Diante da necessidade de um lugar próprio para receber essas discussões, nasceu, em 2012, o Política Show. A rede social precisou de um tempo de amadurecimento relativamente grande e é bem semelhante a qualquer outra plataforma de compartilhamento de informações: o usuário faz um cadastro, manda solicitação de amizade para conhecidos, escolhe personalidades para seguir e pode dar a sua opinião sobre assuntos de cunho político.
Um dos princípios mais fortes da plataforma é a apartidariedade. “O objetivo do Política Show é ajudar o eleitor a pesquisar o histórico do político e decidir se ele pode representa-lo ou não. Por isso, ela é 100% colaborativa e os próprios usuários são responsáveis pelo conteúdo apresentado. Nenhum assunto é proibido”, explica Ricardo Mota, CEO da startup. Para manter o ambiente relativamente saudável, uma Black List fica responsável por bloquear palavrões.
Todos os políticos brasileiros, atuantes ou não, têm uma página dentro do Política Show. Os governantes que se interessarem podem administrar o perfil ou simplesmente deixar estático, sem atualizações. “Quem precisar de um canal para falar com o público engajado, visando um retorno mútuo, ou tem material para publicação pode solicitar acesso e passar a se manifestar da maneira que achar melhor”, afirma Matheus Correa Clo, um dos sócios da plataforma.
Dentre as pautas abordadas estão, principalmente, projetos de lei, que podem ser sugeridos tanto por políticos quanto pela população. Uma das grandes diferenças do Política Show é o recurso de recordação, que serve para “instigar a memória do brasileiro” e lembrar o que estava sendo discutido. “Quando a população começar a entender a importância dessa conscientização e o que está sendo feito, o eleitor muda as suas expectativas e passam a agir de outras formas”, ressaltam.
Os candidatos podem ainda criar um plano de mandato com base nas sugestões de seus possíveis eleitores. “É uma ferramenta de qualidade para debater política, conectar eleitores e candidatos e promover interação entre eles, mesmo depois das eleições”, afirma Ricardo.
Até o momento, a plataforma vem sendo bem aceita pelo público; e já registrou, em um único dia, cerca de 20 mil usuários. Além do website, a plataforma possui aplicativos tanto para Android quanto para iPhone.

Poderoso ciberataque nos EUA aparentemente foi ‘neutralizado’

CIA - Estação de trabalho no Centro de Operações de Ameaça, em Fort Meade, em Maryland, em 25 de janeiro de 2006
QG DA CIA – Estação de trabalho no Centro de Operações de Ameaça, em Fort Meade, em Maryland, em 25 de janeiro de 2006

O potente ciberataque que paralisou muitas páginas na internet recentemente nos Estados Unidos foi “neutralizado”, anunciaram autoridades americanas à Imprensa.
“Neste momento, consideramos que o ataque foi neutralizado”, afirmou o secretário de Segurança Interior, Jeh Johnson, em um comunicado.
No começo do mês, várias páginas importantes na internet (Twitter, Spotify, CNN, Airbnb, Amazon, entre outras) foram afetadas por um ataque informático em várias etapas contra um provedor de internet, o Dyn, e milhões de usuários não conseguiram fazer compras pela internet, assistir vídeos, publicar ou enviar mensagens por horas.
Em seu comunicado, Johnson confirmou que o ataque de negação de serviço (DDoS), que consiste em bombardear um serviço com consultas ou buscas para saturá-lo, incapacitando-o de responder, pode ter sido realizado a partir de vários objetos conectados à internet.
As autoridades identificaram um software malicioso chamado Mirai, dirigido “às câmeras de vigilância e a dispositivos de entretenimento conectados à internet” para realizar este tipo de ataques sem conhecimento de seus proprietários, assegurou o alto funcionário.
As autoridades “trabalham com as forças de ordem, o setor privado e a comunidade científica para desenvolver meios para neutralizar este e outros programas maliciosos que estão relacionados”, acrescentou Johnson.

Hacker americano reivindica ataque a site da diplomacia russa

O Ministério das Relações Exteriores russo confirmou que um de seus sites da Internet havia sido hackeado, depois que um americano afirmou no Twitter ter atuado em resposta aos ataques, também de pirataria, que os Estados Unidos atribuíram à Rússia.
O hacker “The Jester” divulgou o link da página do site que havia pirateado, onde publicou uma mensagem acusando Moscou de “pirataria por motivos políticos”.
“Trata-se do nosso site antigo, que não utilizamos há tempos. Especialistas então averiguando quem está por trás”, reagiu a porta-voz do Ministério russo, Maria Zajarova, em sua página do Facebook.
Zajarova afirmou que o site tem sido atacado regularmente desde 2013. A página atualmente ativa (mid.ru) funcionava normalmente neste domingo à tarde.
“Se for comprovado que americanos estão por trás deste ataque, ainda que seja contra uma fonte inativa, isso não será uma boa notícia, pois isso quer dizer que uma cibermáquina de destruição está sendo utilizada […] ou que a infernal campanha eleitoral dos Estados Unidos tem colocado as pessoas em um estado que começam a destruir tudo a sua frene”, acrescentou.
Recentemente, “The Jester”, conhecido por vários ataques, incluindo um contra o site WikiLeaks em 2010, publicou em sua conta do Twitter (@th3j35t3r) uma mensagem reivindicando seus atos.
“The Jester” publicou um link que levava a uma página arquivada do site do Ministério onde aparecia a imagem de um palhaço com um texto dirigido a Moscou.
O hacker acusa a Rússia de estar por trás dos vazamentos diplomáticos do site WikiLeaks nos últimos anos e das revelações do ex-consultor dos serviços de inteligência americanos, Edward Snowden. “E após toda essa pirataria por motivos políticos, cismam com Trump e tentam influenciar nas eleições de outra nação”, escreveu.
Washington acusou a Rússia recentemente de ter planejado diversas operações de pirataria para influenciar na campanha eleitoral dos Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, negou essas alegações.
Os Estados Unidos culpam Moscou de querer favorecer o candidato republicano, Donald Trump, que elogiou o chefe do Kremlin e prometeu melhores relações com a Rússia se chegar à Casa Branca.

Ciberguerra: entenda essa ameaça

No dia 15 de julho passado, um alto representante das Nações Unidas alertou o mundo para a ameaça da ciberguerra – que, segundo ele, já está em curso e é muito real. O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações da ONU, Hamadoun Touré, fez um apelo para que a comunidade internacional busque prevenir os mais diversos tipos de ataque virtual.
“Como na guerra convencional, na guerra cibernética não há vencedores, apenas destruição”, destacou Touré, acrescentando que a ciberguerra pode causar enormes perdas financeiras e mesmo um caos social. Como os ataques virtuais podem ser desencadeados a baixo custo, não é possível prever qual ator é mais poderoso. Nesse caso, não há superpotências.
Guerra silenciosa
Se a década de 1990 foi marcada por vândalos cibernéticos e os anos 2000 por criminosos virtuais, entramos em 2010 na década da ciberguerra – cujos participantes são terroristas e os próprios governos. Esses ataques se tornaram parte central do planejamento estratégico de vários países do mundo, a ponto de criarem uma unidade de inteligência militar especializada.
Quando o campo de batalha é virtual, não há disparos nem mortes, mas as perdas materiais e os efeitos políticos de um ataque cibernético podem ter a mesma proporção de um ataque real. Suas razões estão ligadas a alguma situação de conflito, político-ideológico, financeiro ou religioso. Seu objetivo é derrubar o “inimigo”, retirando do ar serviços importantes por meio da internet.
Como ocorre
Os ataques podem ser planejados e executados via “botnet” (rede de computadores zumbis), possibilitando uma execução remota. Os alvos mais prováveis são infraestruturas, públicas ou privadas, como sistemas bancários, redes elétricas, refinarias, tubulações de petróleo e gás, serviços de água e esgoto ou sistemas de telecomunicações.
Ataques cibernéticos a companhias petrolíferas, por exemplo, podem gerar perda de produção, de emprego e elevação do preço do combustível. O chefe da inteligência militar de Israel, Amos Yadlin, disse, em 2010, que a utilização de computadores para a espionagem é uma prática tão importante para as guerras atuais quanto era o apoio aéreo durante os conflitos do século 20.
A ciberguerra ainda parece uma realidade distante? Então conheça três malwares que, supostamente, foram criados com este propósito:
Stuxnet: O sofisticado malware teria causado a destruição de mais de 1.000 centrífugas de gás nas instalações do programa de enriquecimento do Irã, na cidade de Natanz: Há suspeitas de que ele foi criado pelo governo dos Estados Unidos em parceria com o de Israel, como parte de uma operação conjunta chamada de Jogos Olímpicos. O Stuxnet foi descoberto em junho de 2010, mas pesquisadores acreditam que a primeira variante do malware seria de junho de 2009.
Flame: O supervírus foi descoberto em maio de 2012, durante uma investigação sobre uma série de incidentes com perdas de dados ocorrida no Ministério do Petróleo do Irã. Foi encontrada uma conexão entre o Flame e o Stuxnet, que tinham códigos em comum. Pesquisadores acreditam que o Flame foi criado na primeira metade de 2008 pela mesma parceria Israel-EUA, mas essa operação teria sido realizada sem o conhecimento dos EUA.