Provas contra Lula produzidas pelo MPF são robustas e ensejam condenação

CONTRADIÇÕES – O ex-presidente Lula tergiversou em vários momentos sobre questões cruciais quando questionado pelo juiz Sérgio Moro
Por: Carlos Mendes

A tese petista e da esquerda a ela atrelada, de que a condenação do ex-presidente Lula é política e não jurídica, estupra os fatos, ignora as provas contidas nos autos e serve apenas para alimentar o jogo de desqualificação pessoal e moral do juiz Sérgio Moro.
O desvario dos insultos e ataques ferozes contra a honra do magistrado, como se vê nas redes sociais, obedecem a uma velha estratégia de vitimizar Lula e colocá-lo como um perseguido, que nada fez de errado e que, portanto, é inocente. Se há um culpado, esse é Moro, não Lula, o homem mais honesto do Brasil, que pela manobra de um integrante do judiciário tornou-se o primeiro ex-presidente do país condenado por corrupção.
Li todas as 218 páginas da sentença, anotei os trechos mais importantes e vejo que Moro produziu um relatório bem fundamentado e que dificilmente sofrerá reforma dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, onde a decisão do juiz paranaense será avaliada em colegiado.
As provas estão lá e só não vê quem se recusa a vê-las. São resultados de laudos periciais, apurações do Tribunal de Contas da União (TCU), registros do imóvel do Guarujá, quebra de sigilos, notas fiscais, resultados de comissões internas da própria Petrobrás, que no processo aparece como vítima, além da acusação contundente do Ministério Público Federal (MPF), responsável pelo processo.
Não foi Moro quem inventou essas provas, que foram anexadas aos autos durante investigações, apesar de manobras de Lula para dificultar a apuração. O petista foi condenado a 9 anos e seis meses por corrupção passiva pelo recebimento em benefício próprio de R$ 2,2 milhões de propinas da OAS, no apartamento tríplex, que era, de acordo com a sentença, propriedade oculta, daí também a condenação por lavagem de dinheiro. (Leia Mais Em Política)

Acusado de envolvimento em mega esquema de corrupção na AL do Amapá é preso em Belém

AÇÃO POLICIAL - Mega esquema de corrupção operado nos subterrâneos da Assembleia Legislativa do Amapá foi desmontado pela Operação Eclésia. Marcel Bittencourt estava foragido
AÇÃO POLICIAL – Mega esquema de corrupção operado nos subterrâneos da Assembleia Legislativa do Amapá foi desmontado pela Operação Eclésia. Marcel Bittencourt estava foragido

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) efetuou, no início da tarde de sábado (4), a prisão do empresário Marcel Bittencourt, condenado em ação decorrente da Operação Eclésia, que tinha mandado de prisão decretado, desde novembro de 2016. A partir do trabalho de inteligência realizado pelo Núcleo de Investigação do Ministério Público (NIP) com apoio da Polícia Civil, o foragido da Justiça do Amapá foi encontrado e preso no Hotel Grão Pará, em Belém-PA, acompanhado de Rosangela Santos, presa em flagrante por auxiliar na fuga.
Bittencourt foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil da capital paraense e será recambiado para Macapá, no decorrer da semana, pelo delegado Celson Pacheco e pela promotora de Justiça Andréa Guedes, coordenadora do NIP.
“Nossa equipe do NIP fez um trabalho minucioso e incansável, sempre com apoio do delegado Celson Pacheco, até chegar ao empresário, a fim de que responda pela condenação da Justiça”, ressaltou Andréa Guedes.
Marcel Bitencourt foi condenado na mesma ação decorrente da Operação Eclésia, deflagrada em 2012, que condenou à prisão o deputado Moisés Souza, o ex-deputado Edinho Duarte, Edmundo Tork, e Manuela Bitencourt, sua esposa. Todos presos e cumprindo suas penas. Os cinco são acusados de peculato, desvio e dispensa ilegal de licitação e delito de falsidade ideológica. As penas variam de 7 a 9 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Operação Eclésia/Reportagem: Simone Guimarães: