Em Macapá, ex-ministro petista enumera erros cometidos por Lula e Dilma

GILBERTO CARVALHO – Convidado ilustre da Plenária realizada pela CUT Amapá exortou militantes e sindicalistas para que participem da “construção do novo PT”
Reportagem: Emanoel Reis/Fotos: Mateus Araújo

Diante de uma plateia estimada em 200 pessoas, Gilberto Carvalho, o ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Dilma Rousseff, fez um surpreendente mea-culpa em nome dos caciques petistas ao enumerar os erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores enquanto esteve no poder, entre 2003 e 2015. Ao final de sua palestra, concluiu, sem subterfúgios: “Nós nos acomodamos numa política de alianças e fizemos o mesmo que os outros fizeram.”

PALESTRA – Carvalho fala sobre erros e acertos do PT

A análise de Carvalho, que esteve em Macapá para participar da Plenária sindical da Central Única dos Trabalhadores Amapá (CUT-AP), realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amapá, calou fundo no peito de militantes mais exacerbados. Reconhecer os erros, no entendimento do “cardeal petista”, deve ser o princípio basilar de reconstrução da ideologia petista. “Governar é sempre saber fazer escolhas a favor dos carentes”, assinalou ele. E prosseguiu: “O problema é que nós nos afastamos desse preceito.”
Para o ex-ministro, o “preceito” empregado em seu arrazoado significa um amplo resgate do PT das origens, o partido que era das massas, o partido, de fato, dos trabalhadores brasileiros. “Tentam estigmatizar o PT. Mas, o PT não inventou a corrupção”, assinalou ele.

No entanto, o escritor carioca Augusto Franco, que foi muito amigo de Lula nos anos 1980, é taxativo ao afirmar em suas palestras que o PT “foi irremediavelmente contaminado pelo vírus da corrupção” quando estava no poder. Franco, que é criador e um dos netweavers da Escola-de-Redes, uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving, assinala que, para os dirigentes do partido, toda manifestação contrária ao ideário petista provém dos “agentes da elite abastada”, nunca de alguém independente, com uma visão crítica particular, e preocupado com o futuro do país (leia aqui a opinião de Augusto Franco: https://www.facebook.com/augustodefranco/posts/1635720793126779).

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População macapaense paga caro por transporte coletivo ruim

PENDENGA JUDICIAL – Juiz Mário Mazurek (falando ao microfone) reduziu o aumento em R$ 0,15. O promotor Luiz Marcos da Silva propõe a anulação do reajuste. Pesquisa de acadêmicos da UNIFAP expõe péssimas condições do transporte urbano em Macapá
Por: Emanoel Reis

Satisfação é uma palavra ausente do vocabulário de quem usa o transporte urbano em Macapá. Para atestar realidade tão sombria, basta uma breve consulta junto aos usuários para ouvir um antônimo que virou regra entre eles: descontentamento. Isso mesmo. A maioria absoluta critica o sistema de transporte coletivo macapaense. A começar pelo novo valor da passagem, três reais e vinte e cinco centavos, estipulado pelo juiz Mário Mazurek, da 2ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Em seguida, pelas más condições de muitos dos veículos em circulação na capital amapaense; por último, pelos maltratados ensejados por motoristas e cobradores contra crianças e idosos.
Realmente, não há motivos para festas quando o assunto é transporte urbano em Macapá. A questão guarda uma caixa-preta antiga e inexplicavelmente inacessível, inclusive, para o próprio prefeito de Macapá, Clécio Luis (Rede). Devido a complexidade do problema, Clécio Luís prefere manter-se à distância, mesmo isso significando uma mordida de tubarão branco nas já combalidas finanças das milhares de famílias carentes de sua municipalidade.
Aparentemente, Clécio lavou as mãos diante do imbróglio que teria começado com o vereador Rinaldo Martins (PSOL), depois encampado pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor. Numa ofensiva contra as pretensões do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap), o MPE protocolou pedido de anulação do aumento da tarifa de ônibus, o que deixou o presidente do Setap, Décio Melo, à beira de um ataque de nervos.
A única reação da Prefeitura de Macapá, mais para desencargo de consciência, partiu da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac). O diretor-presidente da autarquia, André Lima, declarou-se contrário ao aumento, observando que aguardaria o órgão ser notificado da decisão para tomar as “providências cabíveis”. Não esclareceu quais “providências” pretendia adotar. Ou se, pelo menos, ensaiou a adoção de alguma medida. Deu uma de esfinge e fechou-se em copas. (Leia Mais Em Cidade)

NINP e PF apreendem 16 kg da droga “skank” em Macapá

ROTA DO SKANK – Os 16 tablets de droga apreendida em Macapá tinham em torno de 1 quilo cada. A droga é raramente encontrada no Brasil, sendo mais consumida na Europa

Após denúncia anônima, o Núcleo de Inteligência do Ministério do Amapá (NINP) e a Polícia Federal (PF), através da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), apreenderam em Macapá, 16 kg da droga “skank” (uma espécie de maconha cultivada em laboratório). A droga veio de Campo Grande (MS) e chegou ao Estado trazida por uma adolescente, que a transportou em voo comercial.
Ao desembarcar, a adolescente pegou um taxi, que já a aguardava no Aeroporto Internacional. O veículo foi abordado pelos agentes do MP e PF na Rua Hildemar Maia com a Avenida José Tupinambá, bairro Santa Rita. Em seguida, os dois foram encaminhados ao DRE para a autuação do flagrante.
“O sucesso dessa operação reflete a importância do apoio que estamos recebendo da comunidade nessa guerra diária contra o tráfico de drogas. Sabemos que não é fácil e existe um verdadeiro exército aliciado pelo crime. No entanto, nada pode ser mais poderoso que a união da comunidade nessa luta. Pedimos sempre que nos ajudem e denunciem. Qualquer informação pode ser útil e será devidamente apurada. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho”, manifestou a coordenadora do NINP, promotora de Justiça Andrea Guedes.

Saiba mais sobre o skank
Também conhecida como supermaconha e skunk, é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo – THC (Tetra-hidro-canabinol).
O que torna o Skank uma forma mais concentrada de entorpecente?
A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).
Segundo estudos, no skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor.
Ações no organismo: A droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC alcance o cérebro e o aparelho reprodutor.
Efeitos colaterais: como já foi dito, a espécie Skank é mais entorpecente que a maconha, seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina no organismo, e fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.
Em geral, os efeitos da droga Skank são semelhantes aos da maconha: excitação, aumento de apetite por doces, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alucinações e distúrbios na percepção de tempo e espaço.

O que é Skank ou Skunk?

Ministério Público apura mortes em Hospital da Criança e Adolescente

CRISE SEM FIM – Denúncias sobre mortes de crianças em hospital de Macapá novamente descortinam o desleixo dos governantes com a saúde da população

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), através da Promotoria de Defesa da Saúde Pública e Promotoria da Infância e Juventude de Macapá, está apurando denúncias de que a superlotação na Unidade de Tratamento Intensivo – UTI do Hospital da Criança e Adolescente, única do Estado, estaria resultando em óbitos de crianças internadas naquela unidade de saúde.
Segundo relatos de alguns pais, somente nesta semana, quatro crianças faleceram esperando transferências para a UTI do HCA, que atualmente conta com apenas 10 leitos em funcionamento.
Na última quarta-feira (14), em inspeção realizada pelos promotores de Justiça André Araújo, Eduardo Kelson de Pinho e Jorge Fredi, foi constatado que várias crianças aguardam leitos na UTI, internadas de forma precária nas salas vermelha e amarela do Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Segundo a direção do Hospital, o atraso na conclusão das obras do HCA, que contempla a ampliação da UTI para 20 leitos, contribui para a dificuldade na transferência das crianças, pois, nesse período do ano aumentam bastante os casos de doenças respiratórias, especialmente pneumonia.
A Promotoria da Infância e Juventude de Macapá também vem recebendo diversas reclamações sobre a superlotação do Pronto Atendimento Infantil e a insuficiência de leitos de UTI.
Uma destas reclamações refere-se ao falecimento, no último dia 12, da criança Evelyn, de apenas 15 meses, após complicações resultantes de uma pneumonia. Segundo os pais, a causa da morte teria sido a falta de acesso a um leito de UTI.
Os pais procuraram a Promotoria da Infância para denunciar suposta negligência no atendimento.
A promotora da Infância e Juventude (substituta), Clarisse Alcântara, vai determinar que sejam apuradas as circunstâncias da morte da criança, por ter encontrado evidências de que esta veio a falecer por não ter conseguido internação na Unidade de Terapia Intensiva do HCA.
“É urgente a necessidade de ampliação de vagas de UTI no Hospital da Criança. Muitas crianças ainda podem morrer caso essa situação se prolongue” destacou a promotora Clarisse.
Desde 2016 está em trâmite na Justiça uma ação civil pública para a melhoria das condições de atendimento do HCA.

Avenida que passa por trás da prefeitura está virando “estradinha de chão”

VIDA EM PERIGO – Situação de abandono força ciclista a fazer malabarismos para não ser atingido por carro em alta velocidade

Embora transversal, a avenida Procópio Rola, que abrange os bairros Central e Jesus de Nazaré, é uma via de alta trafegabilidade, principalmente entre sete da manhã e duas da tarde. Contudo, apesar de passar por trás do palácio Antônio Lemos (sede da Prefeitura de Macapá), boa parte dela está abandonada. Um dos trechos mais críticos localiza-se entre as ruas Hamilton Silva e Hildemar Maia, abrangendo as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes.
Os pedestres são as maiores vítimas do desleixo municipal. Entre as ruas Hamilton Silva e Manoel Eudóxio Pereira, existe uma oficina mecânica funcionando no que antes fora uma calçada. Três sucatas de automóvel foram deixadas sobre o meio-fio e estão se desfazendo em ferrugem bem na frente da população. Pelo visto, o dono do estabelecimento nunca foi importunado por qualquer fiscal da Prefeitura de Macapá.
Sem calçamento apropriado, sem meio-fio, com pouco asfalto, a avenida Procópio Rola, que divide o Jesus de Nazaré, parece uma estradinha de chão, com mais buracos do que um campo de golfe.
Qualquer temporal alaga o quarteirão entre as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes. Problema crônico, denunciam os moradores mais antigos. Entretanto, este não é o único drama vivido por eles. Quando a água escoa, sobra quase nada para o transeunte que, sem espaços para se locomover, é obrigado a dividir com os carros um fiapo de asfalto.
Na PMM (leia-se Secretaria Municipal de Obras), ninguém soube responder, ao certo, se existe algum projeto para implementação de melhorias na avenida Procópio Rola. “Deve constar no mapa de ações”, comentou, sem muita convicção, um dos assessores técnicos da Semob. Não quis se identificar para a reportagem do blog. Também não falou nada sobre o crachá funcional está metido no bolso frontal de sua camisa.

Governo ignora mães carentes em hospitais superlotados de Macapá

Reportagem: Emanoel Reis
ESQUECIDAS – Dezenas de mulheres vivem diariamente o drama do abandono em dois hospitais especializados no atendimento de crianças

Diariamente, dezenas de mulheres indignadas podem ser facilmente encontradas nas frentes do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital da Criança e Adolescente (HCA). Quem passa com muita pressa não percebe o drama vivido por essas pessoas, sempre aglomeradas às proximidades dos dois hospitais, na avenida FAB, Centro de Macapá. Na condição de baixa renda, elas são ignoradas pelos governos estadual e municipal, e, sendo assim, seus queixumes não ecoam nos Palácios do Setentrião (sede do governo Waldez Góes), tampouco no “Laurindo Banha” (local de trabalho do prefeito de Macapá, Clécio Luís). Desamparadas pelos dois governos, resta-lhes, somente, clamar aos céus para que seus filhos e filhas não morram nos corredores superlotados das duas unidades.
A tristeza dessas mulheres, mães e donas de casa, tem uma única origem: seus filhos e filhas estão internados nas duas unidades de saúde mais mal-afamadas no Amapá pela superlotação e, conforme denúncias, também pelo atendimento clínico deficiente. Todas vivem sobressaltadas por isso, temendo pelo que pode acontecer às suas crianças doentes. “Tenho pavor de que meu filho morra sem assistência médica”, comenta a desempregada Marilza Santos, residente numa área de baixada no bairro do Pacoval. O filho dela, com dois anos de idade, contraiu uma bronquite aguda e há três dias vivia drama indescritível nos corredores lotados do HCA. Nas 72 horas de permanência na unidade, a criança continuava apresentando os mesmos sintomas. “Já andei todo esse hospital, implorando para meu filho ser atendido”, queixa-se ela. (Leia Mais em Cidade)

Macapá continua entre as piores em saneamento básico

RETROCESSO – Cidades da Amazônia lideram ranking de pior saneamento básico do Brasil; Macapá aparece entre as últimas na pesquisa

O ranking do saneamento básico do Instituto Trata Brasil, lista quatro capitais da Amazônia entre as piores do Brasil em acesso ao serviço. A publicação avalia séries históricas de água e esgoto dos 100 maiores municípios do Brasil entre os anos de 2009 e 2013. Neste período, enquanto as cidades mais bem colocadas estão no eixo Sul-Sudeste, o estudo aponta que localidades como Várzea Grande, no Mato Grosso, e Santarém, no Pará, não investiram nem R$ 1 no serviço.
A capital do Mato Grosso, Cuiabá, e São Luís, no Maranhão, são as cidades da região com o melhor índice de saneamento básico. Ainda assim, ocupam as 70ª e 78ª colocações, respectivamente. Em situação ainda mais grave aparecem as capitais do Amazonas, Amapá, Pará e Rondônia. Manaus é a 92ª do ranking, seguida de Belém, 93ª e Macapá, 96ª. No fim da lista está Porto Velho, na 100ª posição da lista.
De acordo com informações do Trata Brasil, caso Manaus, Macapá, Belém e Porto Velho mantivessem os níveis de avanços de 2009 a 2013, nenhuma das cidades atingiria a universalização dos serviços até 2033.
Já outro estudo, desta vez elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas em 2089, ou 35 anos após a média nacional, a Região Norte do Brasil vai conseguir universalizar o saneamento básico para todos os seus habitantes, onde, hoje, menos de 15% do esgoto é tratado e falta água encanada para mais de 47% dos municípios. Segundo a pesquisa, o País só atingirá meta de saneamento em 2054.
De acordo com o estudo, apenas 6,5% do municípios da Região Note têm rede para a coleta de esgoto. Além dos problemas de acesso ao saneamento, o estudo da CNI aponta para o elevado índice de perda na distribuição de água. Em valores monetários, o desperdício e o roubo de água fazem com que de cada R$ 100 gastos para fornecer água, apenas R$ 63 sejam faturados pelas companhias de abastecimento. A perda de água tende a ser pior no Norte. Mais da metade da água que é captada, 50,8%, não chega aos domicílios, aponta a CNI.
De acordo com Wagner Cardoso, gerente de Infraestrutura da CNI, há um círculo vicioso que impede que todos os brasileiros tenham acesso à água encanada e ao tratamento de esgoto. “Nós temos um sério problema de planejamento urbano e esse é um dos problemas que afetam a eficiência no saneamento também. Não é só um problema. Existe um círculo vicioso que precisa ser rompido”. Diante do contexto de epidemias de dengue, zika vírus e febre chikungunya, ele assinala que custa muito caro não ter saneamento básico no País, principalmente nas internações hospitalares.
O estudo da CNI ‘Burocracia e Entraves no Setor de Saneamento’ aponta que toda a população do País só será atendida com água encanada em 2043. Segundo as metas definidas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), os serviços deveriam chegar a todos os lares em 2033.

Waldez Góes ignora recomendação do MPF e mantém diretor do IMAP

SUSPEIÇÃO – MPF-AP recomenda afastamento do engenheiro florestal Bertholdo Dewes Neto do cargo de diretor presidente do IMAP após operações da PF

O governador Waldez Góes (PDT) vem ignorando a recomendação do Ministério Público Federal no Amapá (MPF-AP) que sugeriu a exoneração do engenheiro florestal Bertholdo Dewes Neto do cargo de diretor presidente do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap). A autarquia foi alvo de duas operações policiais ocorridas no dia 26 de abril, coordenadas pelo delegado federal João Paulo Bastos.
De acordo com o MPF-AP, o engenheiro seria sócio em pelo menos cinco empresas que exercem atividades nos ramos madeireiro e de agronegócio no Amapá. Por isso, no entendimento dos procuradores da República de meio ambiente e patrimônio histórico e cultural, essas firmas estariam se sobressaindo por conta de informações privilegiadas sigilosamente repassadas aos responsáveis por cada uma delas. Mesmo com todo esse conflito de interesses, Góes insiste em manter Dewes Neto no comando do Imap.
As operações Pantalassa e Quantum Debeatur foram deflagradas pela Polícia Federal após minuciosa investigação centrada no Imap. Conforme Paulo Bastos, servidores públicos recebiam propina para facilitar e acelerar a liberação para exploração ilegal de madeira no Estado.

MP-AP recomenda exoneração de funcionários do Imap por nepotismo

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público de Macapá (PRODEMAP), recomendou ao Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) a exoneração de todos os ocupantes de cargos comissionados, função de confiança ou função gratificada, que possuam relação de parentesco consanguíneo ou por afinidade até o terceiro grau com o Secretário de Estado dos Transportes (SETRAP), Jorge Amanajás Cardoso.
De acordo com o promotor de Justiça Adauto Barbosa, titular da PRODEMAP, o MP-AP foi informado que, que no quadro de funcionários IMAP existe um número significativo de pessoas ligadas ao titular da SETRAP. “Emitimos essa recomendação para que diretoria do Imap adote todas as medidas necessárias e envie as informações e documentação comprobatória no prazo de 30 dias”, alerta o promotor.
O não cumprimento da recomendação pode implicar em punições aos agentes públicos por improbidade administrativa por parte do MP-AP, de acordo com a Lei Federal n.º 8.429/92.
Ressalta-se também que é vedado o nepotismo através da Súmula Vinculante nº 13, que traz em seu texto que “a nomeação de cônjuge, companheiro, parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, […] na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

(Leia Mais Em Ecologia)

Macapá é o pior capital do Brasil, aponta levantamento da Macroplan

Reportagem: Valéria Bretas

Com pouco mais que 460 mil habitantes, a cidade de Macapá (AP) é a primeira na lista das piores capitais para se viver no Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.
Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.
O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434.
Alguns exemplos explicam os pontos negativos da capital amapaense. Na área de saúde, por exemplo, Macapá aparece na 89ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil. Motivo? A cidade tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil e baixa cobertura de atendimento básico.
No extremo oposto está Curitiba (PR), que garantiu o primeiro lugar no ranking entre as melhores capitais do país, com índice de 0,695. Segundo o estudo, a cidade tem bons resultados nas quatro áreas analisadas pela consultoria.
Por lá, segundo o levantamento da Macroplan, 100% da população é atendida com água encanada e coleta de lixo. A título de comparação, na capital do Amapá, apenas 36,4% dos moradores têm água encanada.
Veja as melhores e piores capitais para se viver no Brasil e o desempenho de cada uma delas nas quatro áreas analisadas pela consultoria.

FONTE DOS INDICADORES

*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015. Veja aqui todas as fontes dos indicadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pobre Amapá I – Vídeo de Darlisson Oliveira

Pobre Amapá II – Vídeo de Edson Lopes

Macapá é a 3º pior cidade do Brasil em saneamento básico

NEGATIVO - Um ranking das condições de saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras coloca Macapá entre as três piores do país no quesito
NEGATIVO – Um ranking das condições de saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras coloca Macapá entre as três piores do país no quesito

Um levantamento recentemente produzido pelo Instituto Trata Brasil, mostrou a vulnerabilidade da cidade de Macapá. O estudo analisou as condições de saneamento básico das 100 maiores cidades brasileiras. A capital do Amapá sempre ocupa os últimos lugares nas pesquisas sobre saneamento básico feitas no país, dessa vez esteve colocada entre as três piores do Brasil, estando em 98º lugar.
Os estudos são realizados desde 2009, com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Segundo o Instituto, “Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao Governo Federal, portanto, são números oficiais das próprias cidades”.
De acordo com o ranking, a cidade de Macapá foi um dos municípios que declararam que apenas 5,54% da população possui acesso aos serviços de coleta de esgotos, sendo assim a 3º pior cidade em saneamento do pais ficando à frente apenas dos municípios de Ananindeua (PA) que ocupou a 100º lugar e Porto Velho (RO) em 99º lugar. Nesses municípios, todos os indicadores são ruins, tanto na questão da coleta e tratamento de esgotos, quanto nas perdas de água. (Leia Mais Em Cidade)

Um drama que atinge milhões de brasileiros: