Avenida que passa por trás da prefeitura está virando “estradinha de chão”

VIDA EM PERIGO – Situação de abandono força ciclista a fazer malabarismos para não ser atingido por carro em alta velocidade

Embora transversal, a avenida Procópio Rola, que abrange os bairros Central e Jesus de Nazaré, é uma via de alta trafegabilidade, principalmente entre sete da manhã e duas da tarde. Contudo, apesar de passar por trás do palácio Antônio Lemos (sede da Prefeitura de Macapá), boa parte dela está abandonada. Um dos trechos mais críticos localiza-se entre as ruas Hamilton Silva e Hildemar Maia, abrangendo as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes.
Os pedestres são as maiores vítimas do desleixo municipal. Entre as ruas Hamilton Silva e Manoel Eudóxio Pereira, existe uma oficina mecânica funcionando no que antes fora uma calçada. Três sucatas de automóvel foram deixadas sobre o meio-fio e estão se desfazendo em ferrugem bem na frente da população. Pelo visto, o dono do estabelecimento nunca foi importunado por qualquer fiscal da Prefeitura de Macapá.
Sem calçamento apropriado, sem meio-fio, com pouco asfalto, a avenida Procópio Rola, que divide o Jesus de Nazaré, parece uma estradinha de chão, com mais buracos do que um campo de golfe.
Qualquer temporal alaga o quarteirão entre as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes. Problema crônico, denunciam os moradores mais antigos. Entretanto, este não é o único drama vivido por eles. Quando a água escoa, sobra quase nada para o transeunte que, sem espaços para se locomover, é obrigado a dividir com os carros um fiapo de asfalto.
Na PMM (leia-se Secretaria Municipal de Obras), ninguém soube responder, ao certo, se existe algum projeto para implementação de melhorias na avenida Procópio Rola. “Deve constar no mapa de ações”, comentou, sem muita convicção, um dos assessores técnicos da Semob. Não quis se identificar para a reportagem do blog. Também não falou nada sobre o crachá funcional está metido no bolso frontal de sua camisa.

Governo ignora mães carentes em hospitais superlotados de Macapá

Reportagem: Emanoel Reis
ESQUECIDAS – Dezenas de mulheres vivem diariamente o drama do abandono em dois hospitais especializados no atendimento de crianças

Diariamente, dezenas de mulheres indignadas podem ser facilmente encontradas nas frentes do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital da Criança e Adolescente (HCA). Quem passa com muita pressa não percebe o drama vivido por essas pessoas, sempre aglomeradas às proximidades dos dois hospitais, na avenida FAB, Centro de Macapá. Na condição de baixa renda, elas são ignoradas pelos governos estadual e municipal, e, sendo assim, seus queixumes não ecoam nos Palácios do Setentrião (sede do governo Waldez Góes), tampouco no “Laurindo Banha” (local de trabalho do prefeito de Macapá, Clécio Luís). Desamparadas pelos dois governos, resta-lhes, somente, clamar aos céus para que seus filhos e filhas não morram nos corredores superlotados das duas unidades.
A tristeza dessas mulheres, mães e donas de casa, tem uma única origem: seus filhos e filhas estão internados nas duas unidades de saúde mais mal-afamadas no Amapá pela superlotação e, conforme denúncias, também pelo atendimento clínico deficiente. Todas vivem sobressaltadas por isso, temendo pelo que pode acontecer às suas crianças doentes. “Tenho pavor de que meu filho morra sem assistência médica”, comenta a desempregada Marilza Santos, residente numa área de baixada no bairro do Pacoval. O filho dela, com dois anos de idade, contraiu uma bronquite aguda e há três dias vivia drama indescritível nos corredores lotados do HCA. Nas 72 horas de permanência na unidade, a criança continuava apresentando os mesmos sintomas. “Já andei todo esse hospital, implorando para meu filho ser atendido”, queixa-se ela. (Leia Mais em Cidade)