Morre, aos 70 anos, o trovador alucinado

ENCONTROS E DESENCONTROS – Belchior viveu o auge da carreira na segunda metade da década de 1970, quando vários artistas gravaram suas canções. Nas imagens, Belchior com a ex-esposa Angela, a mãe Dolores, a filha Camila, a irmã Angela, e os amigos Tota e Conceição Marques, nos 80 anos da mãe do compositor. Tota, com os filhos Rafael e Jéssica, Gilberto Gil e Belchior em Sobral. Com Veveu Arruda, prefeito de Sobral. Com Tarcísio Sardinha. Ednardo, Zé Tarcísio, Tota e Belchior

Após uma década voluntariamente fora de cena, Antônio Carlos Belchior foi-se aos 70 anos de idade. A notícia chegou ao público após Edna Assunção de Araújo, a companheira do artista, ter ligado para parentes informando que Belchior foi dormir, mas não acordou. O casal vivia em Santa Cruz do Sul (RS), a 120 km de Porto Alegre, em um exílio voluntário da vida artística do cantor e compositor. Foi lá que o músico sofreu uma parada cardíaca, horas após realizar uma pequena apresentação.
Compositor cearense entre os mais notórios do cancioneiro popular brasileiro, Belchior conheceu a fama na década de 1970, quando morava no Rio de Janeiro e teve canções gravadas por Elis Regina, incluindo Como Nossos Pais. A carreira decolou como um foguete. Ele gravou discos, emplacou sucessos, colecionou namoradas e compôs hinos que atravessaram gerações.

Apenas um rapaz…
Cinco anos antes de Alucinação ganhar as emissoras de radio, Belchior era um estudante de Medicina da UFC. Circulava em importantes corredores da cultura de Fortaleza – como o Bar do Anísio, na Beira Mar – e trabalhava no programa da TV Ceará Porque Hoje é Sábado, que apresentou a nova geração da música local. Mas foi em 1971, em uma viagem cheia de percalços, que Belchior conseguiu projetar suas composições nacionalmente. Deixou para trás a faculdade e a vida em Fortaleza. Juntou os pertences e foi para o Rio de Janeiro.

Discografia Completa:

1974 – Belchior (Continental – LP)
1976 – Alucinação (Polygram – LP/CD/K7)
1977 – Coração Selvagem (Warner – LP/CD/K7)
1978 – Todos os Sentidos (Warner – LP/CD/K7)
1979 – Era uma Vez um Homem e Seu Tempo/Medo de Avião (Warner – LP/CD/K7)
1980 – Objeto Direto (Warner – LP)
1982 – Paraíso (Warner – LP)
1984 – Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon – LP)
1986 – Um show – 10 anos de sucesso (Continental – LP/ K7)
1987 – Melodrama (Polygram – LP/K7)
1988 – Elogio da Loucura (Polygram – LP/K7)
1990 – Trilhas sonoras (Continental – CD/ LP/ K7)
1992 – Eldorado – com Eduardo Larbanois e Mario Carrero (Movieplay – CD)
1993 – Baihuno (MoviePlay – CD)
1995 – Um concerto bárbaro (Polygram – CD)
1996 – Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas – CD)
1999 – Auto -Retrato (BMG – CD)
2004 – As várias Caras de Drummond

Belchior em 1974 

 

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Macapá é o pior capital do Brasil, aponta levantamento da Macroplan

Reportagem: Valéria Bretas

Com pouco mais que 460 mil habitantes, a cidade de Macapá (AP) é a primeira na lista das piores capitais para se viver no Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.
Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.
O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434.
Alguns exemplos explicam os pontos negativos da capital amapaense. Na área de saúde, por exemplo, Macapá aparece na 89ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil. Motivo? A cidade tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil e baixa cobertura de atendimento básico.
No extremo oposto está Curitiba (PR), que garantiu o primeiro lugar no ranking entre as melhores capitais do país, com índice de 0,695. Segundo o estudo, a cidade tem bons resultados nas quatro áreas analisadas pela consultoria.
Por lá, segundo o levantamento da Macroplan, 100% da população é atendida com água encanada e coleta de lixo. A título de comparação, na capital do Amapá, apenas 36,4% dos moradores têm água encanada.
Veja as melhores e piores capitais para se viver no Brasil e o desempenho de cada uma delas nas quatro áreas analisadas pela consultoria.

FONTE DOS INDICADORES

*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015. Veja aqui todas as fontes dos indicadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pobre Amapá I – Vídeo de Darlisson Oliveira

Pobre Amapá II – Vídeo de Edson Lopes

Requião e Randolfe trocam ofensas por causa de projeto de abuso de autoridade

ROTA DE COLISÃO – Relator da proposta, Roberto Requião chamou de “molecagem” vídeo publicado por Cristovam, Randolfe e Reguffe contra o seu substitutivo

O relator do projeto de abuso de autoridade no Senado, Roberto Requião (PMDB-PR), e o autor da proposta que incorporou as sugestões da Procuradoria-Geral da República, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), trocaram ofensas pelas redes sociais nessa sexta-feira (21). Requião ironizou e chamou de “molecagem” o vídeo em que Randolfe e os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Reguffe (sem partido-DF) convocam a sociedade a se mobilizar contra a aprovação de seu relatório, na próxima quarta-feira (26), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Vídeos com jograis, sem conteúdo, oportunistas, desqualificando trabalho sério a a favor dos direitos do cidadão. Molecagem!”, atacou. O relator também fez alusão ao vídeo publicado no meio da semana por procuradores da força-tarefa da Lava Jato com críticas ao projeto de abuso de autoridade.
O senador ainda sugeriu que Cristovam Buarque é o “Múmia” nas planilhas de beneficiários dos repasses da Odebrecht. “Qual seria o Múmia da Odebrecht?”, indagou. “O Múmia é o Múmia, useiro e vezeiro. Mas os outros dois? Santa periquita da boca do monte, salvai-os!”, provocou. O paranaense chegou a publicar uma enquete: “Qual foi o jogral mais bonitinho? Do Savanarola (Deltan Dallagnol) ou do Múmia?”.

Assista o vídeo:

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Amapá é o pior Estado da Amazônia Legal em transparência do poder público

Reportagem: Anna Beatriz Anjos

A falta de transparência em relação a informações ambientais ainda predomina nos órgãos públicos da Amazônia Legal. Essa é a conclusão de um relatório lançado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), organização que atua na promoção da sustentabilidade do uso da terra e recursos naturais.
Os resultados da pesquisa, realizada de agosto a dezembro de 2016, aparecem em dois indicadores. Um deles, o índice de transparência ativa, busca medir o percentual de informações disponibilizadas de forma espontânea pelos órgãos públicos dos estados e a qualidade do que é oferecido, analisada através de critérios como atualização, detalhamento e formato de apresentação. Nesta categoria, a melhor colocação é do Pará, cujo índice ficou em 49% (veja no infográfico abaixo). Dos nove entes federativos que compõem a Amazônia Legal, entretanto, seis não atingem sequer os 20% e dois (Amapá e Maranhão) não ultrapassam a linha dos 5%. O ICV calcula que o índice geral da região seja de apenas 24%, nível considerado baixo.

 

O segundo indicador, denominado índice de transparência passiva, equivale ao percentual de pedidos de informação atendidos em relação aos solicitados. Embora seis estados tenham retornado a totalidade dos pedidos de informação enviados, o destaque negativo fica com o Amapá, que não respondeu a nenhum deles. Este é o único estado da Amazônia Legal que ainda não regulamentou a Lei de Acesso à Informação (LAI) e, portanto, não implantou o serviço de prestação de informações ao cidadão previsto na lei – dados públicos podem ser solicitados somente via ofício. O índice geral de transparência passiva, de acordo com o ICV, é de 75%.

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Justiça recebe denúncias contra políticos suspeitos de vários crimes

SUSPEITOS – Políticos e ex-servidor da Assembleia Legislativa do Amapá foram denunciados pelo Ministério Público e ações penais são recebidas pelo TJAP

Cinco Ações Penais ajuizadas pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), decorrentes da Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal no Amapá (PF), foram recebidas pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). Os denunciados são a deputada estadual Mira Rocha (foto 1) e os ex-deputados estaduais Jorge Amanajás (foto 2) (ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá – ALEAP), Eider Pena (ex-1º secretário da Mesa Diretora da Casa), Zezé Nunes (foto 3), Leury Farias, Francisca Favacho (foto 4) e Keka Cantuária (foto 5), além do ex-secretário de Finanças da ALEAP, Wilson Nunes, todos acusados de formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato, pelo desvio de recursos públicos, mediante simulação de diárias pagas pelo poder legislativo.
Para o relator das ações, desembargador Carlos Tork, presidente do TJAP, os argumentos apresentados pelo MP-AP são procedentes e baseados em laudo e análise da PF, manifestando-se pelo recebimento das denúncias. À unanimidade foram recebidas as ações penais, durante a 592ª Sessão de Julgamento do Pleno, presidida pelo desembargador Carmo Antônio, com voto dos desembargadores Agostino Silvério, Sueli Pini, Manoel Brito e João Lages.
O representante do MP-AP, procurador de Justiça Nicolau Eládio Bassalo Crispino, ratificou todos os termos da denúncia, pugnou pela rejeição das preliminares e pelo recebimento ante o indício de materialidade e autoria. “Vejo patente, no mínimo, indícios para recebimento das mesmas”, arguiu, acrescentando, que apesar do procedimento ter iniciado em 2010, no entanto, somente em novembro de 2015, o Ministério Público, por decisão de declínio de competência do juízo do Superior Tribunal de Justiça, teve acesso aos autos do IPL nº 718/2010-STJ.
Em decorrência do inquérito, e em razão da alta complexidade, em janeiro deste ano, foram ajuizadas 20 ações penais pelo MP-AP, que devido à comprovada materialidade ressaltada pelo procurador de Justiça, em menos de três meses, cinco foram colocadas em pauta e recebidas hoje (5) pelo Tjap, contra parlamentares, ex-deputados e o ex-secretário de finanças da Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP), todos acusados de formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato, pelo desvio de aproximadamente R$ 17 milhões, no total, mediante simulação de pagamento de diárias.

Atolado em corrupção, Congresso é execrado pela população brasileira

CONGRESSO FECHADO – Em abril de 1977, o então presidente Ernesto Geisel optou por fechar o legislativo e baixar série de medidas conhecidas como o Pacote de Abril. A oposição, representada pelo então deputado federal Ulysses Guimarães, reagiu como pôde
Reportagem: Matheus Teixeira

Há 40 anos, o Congresso tinha as portas fechadas pela terceira vez no regime militar. O contexto político guarda algumas semelhanças com os dias atuais. Após o sucesso do “milagre econômico” de 1970, o Brasil mergulhava em uma crise financeira e o governo enfrentava dificuldades para aprovar reformas no Congresso Nacional. Era abril de 1977 e o então presidente da República, general Ernesto Geisel — que havia ganhado a eleição indireta com a promessa de fazer a transição para a democracia —, optou por fechar o Legislativo e baixar uma série de medidas chamadas depois de Pacote de Abril. O parlamento ficou sem poderes por duas semanas e voltou a trabalhar sob novas regras, que garantiam ao Executivo maior controle sobre as duas Casas.
Os tempos da ditadura militar passaram. O Brasil recuperou a democracia, elegeu presidentes civis por meio do voto e voltou a conviver com a liberdade de expressão. O Congresso, no entanto, embora não corra mais o risco de ter as portas fechadas, tem demonstrado, na opinião de especialistas, pouca evolução em relação aos direitos que a Constituição Federal de 1988 devolveu à população. Atolado em denúncias, vive um dos momentos mais impopulares da história e discute, assim como naquela época, mudanças para a classe jurídica nacional por meio da Lei de Abuso de Autoridade. A gota d’água para a ditadura instituir um recesso ao Parlamento foi justamente a reprovação da reforma do Judiciário por parte dos senadores.

O Pacote de Abril:

 

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A greve que mudou o jornalismo no Pará e na Amazônia

MOVIMENTO HISTÓRICO – Os jornalistas durante a greve de 2013, em Belém (PA). A redação vazia durante a greve no Diário do Pará. Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Roberta Vilanova. Os protestos dos jornalistas nas ruas de Belém (Fotos: Sindjor-PA)
Reportagem: Kátia Brasil

O setembro de 2013 marcou a história do jornalismo no Pará. Um grupo de profissionais fez a maior greve de que se tem notícia contra os baixos salários e a jornada de trabalho excessiva. Aquele movimento conseguiu paralisar as redações do jornal Diário do Pará e Diário Online, empresas pertencentes ao grupo Rede Brasil Amazônia (RBA) de Comunicação, de propriedade do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O grupo também é dono da RBA TV (afiliada da Bandeirantes) e da TV Record local.
Barbalho é um dos políticos mais influentes do Norte do país, mas também alvo de investigações em vários escândalos de desvios de recursos públicos como o da Sudam. Recentemente foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema de pagamentos de propina a políticos com recursos da Petrobras.
A greve dos jornalistas da RBA durou de 20 a 28 de setembro de 2013. Eles ganharam o Acordo Coletivo de Trabalho na Justiça, que assegurou um aumento do piso salarial de R$ 1 mil para R$ 1.300,00. Na Convenção Coletiva, em 2014, o piso dos jornalistas do Diário do Pará passou para R$ 1.500,00.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sindjor-PA), Roberta Vilanova, diz que esses profissionais não tiveram medo de lutar por melhores salários e condições de trabalho, mas, segundo ela, houve retaliações por parte da RBA de Jader Barbalho: 16 jornalistas foram demitidos, a partir de novembro 2014. As demissões aconteceram 45 dias após terminar o prazo do acordo de estabilidade, que não permitia cortes para profissionais que participaram da greve.
“O trabalhador tem direito de fazer greve e a empresa também tem o direito de demitir quem ela quiser e quando quiser. Entretanto, no caso do Diário do Pará, ficou claro para o sindicato que todas as demissões ocorreram como retaliação pela participação na greve de 2013 porque há indícios”, afirma a sindicalista, destacando: “Ninguém é demitido na porta da empresa na hora em que chega para trabalhar como ocorreu no Diário do Pará. Por isso, há algumas ações tramitando na Justiça do Trabalho pedindo reintegração dos demitidos e indenização por danos morais”, completa Roberta Vilanova. (Leia Mais Em Cidade)

Helder Barbalho é barrado na RBA: 

Governador do Amapá é denunciado em Brasília

MISÉRIA – Medidas antipopulares implementadas pelo governo estadual agravam mais a situação de penúria vivida por milhares de famílias no Amapá, diz deputada
Reportagem: Sizan Luis Esberci

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) chamou de “perversa” a política que “corta benefícios de famílias pobres, desemprega trabalhadores, parcela salários de servidores – mas, na outra ponta, aumenta os salários do governador e dos assessores mais próximos” e afirmou que essa decisão do governo de Waldez Góes “agravou a crise econômica e o sofrimento da sociedade amapaense”. Ela chamou de “gestão temerária”, no Amapá, redução do programa Renda Pra Viver Melhor e a demissão dos vigilantes das escolas estaduais.
Janete pediu que o governador reinclua no programa Renda Prá Viver Melhor todas as 15 mil famílias que ele mesmo excluiu e recontrate os vigilantes das escolas. Disse que eles “não podem pagar a conta da incapacidade dos governantes”. As afirmações foram feitas em discurso no Plenário da Câmara dos Deputados. (Leia Mais Em Política)

Deputada critica cortes de recursos para os pobres do Amapá: 

Pancadaria por ciúme viraliza na Internet e provoca debates acalorados

DESCONTROLE – A cabeleireira Cristina surpreendeu pela violência da reação ao flagrar o marido com outra mulher em um bar
Reportagem: Adriana Nogueira

Um vídeo mostrando uma mulher agredindo o marido e a acompanhante deste, em um bar em Rio Verde (GO), está repercutindo na internet. Postada na semana passada, a gravação teve 100 mil visualizações até este momento e foi tema de reportagem do jornal inglês “Daily Mail”. O incidente aconteceu em 19 de fevereiro.
O site conversou com a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar pela Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo), e com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.
Miriam, que pesquisa o tema infidelidade desde 1988 e coleciona duas mil entrevistas – entre traídos e traidores­­, diz nunca ter se deparado com uma reação violenta do tipo. “Para agir dessa forma, a pessoa tem de ter uma personalidade mais explosiva. E ela reage assim por perder a ilusão de ser especial e única na vida do marido, mas não é batendo que ela vai recuperar essa posição.”
Para Marina, ainda que a atitude traga alívio, a sensação é muito efêmera. “Fui humilhada e
resolvo humilhar de volta. Só que o que vem depois é ainda mais pesado. Você se expõe e ainda dá aos outros a oportunidade de te julgarem.”
Miriam também afirma que, ao agredir a que seria a outra, a traída expressa o machismo que está interiorizado nela. “Ela culpa a outra mulher, porque cresceu vendo ser colocado como natural que o homem tenha muitas parceiras”, fala a antropóloga.
Para as duas especialistas, a reação violenta da traída é uma expressão dos tempos atuais. “Hoje as pessoas reagem com agressividade em muitas situações, não só em casos de traição”, afirma Mirian. Já Marina relembra que, antigamente, esperava­-se que a mulher fosse mais contida. “Nos dias atuais, ela tem liberdade de se expressar. Mas, dessa situação [de reagir a uma traição a tapas], só sairá uma ressaca moral fortíssima. Por mais que a mulher peça desculpa, retrate­-se, alguém já filmou e colocou na internet.”

Triângulo amoroso quase acaba em tragédia:

Ataque de fúria da mulher traída repercute no Imprensa:

Futebol feminino enfrenta assédio e preconceito dentro e fora de campo

DESCASO – Jogadoras que disputam o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino são desvalorizadas e sofrem assédio sexual constante nos clubes que defendem
Reportagem: Brunno Carvalho e Felipe Pereira

As dependências dos clubes não são um local seguro para as mulheres que jogam a Série A do Campeonato Brasileiro. O site perguntou se elas já foram assediadas por algum profissional de futebol e 25,8% das entrevistadas responderam que sim.
Isso significa que, em cada partida que começa, pelo menos cinco atletas em campo já se sentiram ofendidas ou atacadas dentro do ambiente de trabalho.
A repetição da prática também é reveladora: somente três jogadoras que afirmaram ter sofrido assédio disseram ter sido vítima em uma única ocasião. As demais relataram ataques mais vezes.

Preconceito
Ser jogadora de futebol significa conviver com o preconceito por causa da profissão escolhida. No total, 68,3% das atletas disseram que sofrem com o problema no cotidiano. Os comentários desagradáveis são feitos inclusive por pessoas que frequentam a casa das esportistas.
Entre as repostas, chama atenção o número alto de atletas que declararam já ter sentido preconceito de familiares ou amigos: 38,4%.
Se em casa é difícil, com a torcida a situação é ainda pior. Quando estão nos estádios, 73,1% das jogadoras admitem que escutam os xingamentos do público. (Leia Mais em Esportes)