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Ex-goleiro da Seleção Brasileira de Futebol morre aos 66 anos

Considerado um dos maiores goleiros do futebol brasileiro, Waldir Peres morreu domingo (23 de julho de 2017) aos 66 anos, em Mogi Mirim (SP), vítima de um infarto fulminante
WALDIR PERES – Optou pela posição quando ainda era criança e, na juventude, vioru um dos maiores goleiros do Brasil e do mundo
Por: Marcos Paulo Lima

Era uma vez, um goleiro que escolheu ser goleiro por causa de um goleiro bicampeão mundial. “A molecada da minha rua adorava ouvir as defesas do Gilmar pelo rádio nas Copas de 1958 e de 1962. Quando menino, me acostumei a ouvir os locutores exaltarem o nome dele. Achava aquilo o máximo. Foi aí que decidi para mim mesmo: um dia vou ser que nem ele”, contou um dia Waldir Peres de Arruda ao colega jornalista Paulo Guilherme, autor do livre Goleiro: Heróis e anti-heróis da camisa 1. Aos 66 anos, o prata da casa da Ponte Preta, ídolo do São Paulo, com passagem pelo Corinthians e jogador da Seleção em três Copas do Mundo morreu neste domingo (23 de julho de 2017) aos 66 anos, em Mogi Mirim (SP), vítima de um infarto fulminante.
Era uma vez, um goleiro da Seleção Brasileira que ousou parar duas vezes um dos maiores cobradores de pênalti de todos os tempos em um amistoso disputado em Stuttgart. Ao fim da vitória por 1 x 0 sobre a Alemanha, ouviu Paul Breitner dizer à imprensa. “É preciso aceitar que apareceu um brasileiro chamado Waldir Peres que é tão esperto como eu sempre pensei que só eu fosse”. No dia seguinte ao jogo, o jornal Sueddetsche Zeitung também se rendeu ao escrever: “Waldir Peres acabou com a lenda de que, no Brasil, o goleiro é aquele que não conseguiu jogar bem em nenhuma posição”.
Faltava um ano para a Copa do Mundo de 1982. A Alemanha bombardeou o Brasil. Waldir Peres operou milagres. Na hora da cobrança de um pênalti a favor da Alemanha, contou com a ajuda do amigo Júnior. O Capacete lembrou que Breitner havia cobrado no canto direito na final da Copa do Mundo de 1974, contra a Holanda. Waldir Peres seguiu o conselho, deu um passo à frente e saltou para o lado direito, defendendo a cobrança. O árbitro mandou voltar acusando Waldir Peres de ter se adiantado. Breitner trocou o canto. Bateu no esquerdo e o brasileiro defendeu novamente e mandou a bola para escanteio.
Ao explicar a sequência de milagres, Waldir Peres contou. “Eu sempre me adiantei nas cobranças de pênalti. O juiz podia mandar repetir uma vez, mas não teria coragem de exigir outra cobrança”, explicou o homem de confiança de Telê Santana para a Copa de 1982.
No Mundial da Espanha, Waldir Peres viveu um dos momentos mais tensos da carreira ao sofrer um gol da União Soviética entre as pernas na estreia da Seleção Brasileira. Em 16 de junho de 1982, o Jornal da Tarde publicou uma frase atribuída ao goleiro sobre o lance que abriu o placar para os soviéticos. “Quando olhei para trás e vi a bola lá no fundo do gol, pensei comigo: mas será que vim aqui para fazer essa merda?”
Na volta ao Brasil depois da Copa de 1982, Waldir Peres desabafou: “Só a minha família sabe o que passamos depois da Copa. Outro goleiro não conseguiria se recuperar daquilo. Não tem jeito, na Seleção Brasileira, você tem que ser campeão do mundo para ter algum reconhecimento. O goleiro brasileiro sempre foi muito criticado. Olha, o frango não é diferente de outro gol que a gente toma, não vale mais por ter sido uma falha. É apenas um gol. O importante é não deixar vir o próximo. O goleiro tem de ser assim: cabeça fria e corpo quente”, disse a Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros: Heróis e anti-heróis da camisa 1.
Era uma vez, o goleiro que sofreu os três gols de Paolo Rossi na Tragédia do Sarriá e se autodefendeu das cobranças. “No primeiro gol, o Rossi cabeceou livre de marcação. No segundo, bem, não fui eu quem errou o passe. Aquela jogada me pegou de surpresa. E no terceiro gol foi outro erro. Tínhamos treinado que depois de rebater a bola para fora da área o time todo deveria sair fazendo a linha de impedimento. Por isso, quando o Paolo Rossi apareceu livre desviando a bola para o gol, minha primeira reação foi erguer o braço alegando fora de jogo. Foi quando olhei para trás e vi o Júnior parado em cima da linha dando condição ao italiano. Nem reclamei com o juiz”, lembrou.
Valeu, Waldir Peres! Descanse em paz.

Títulos
São Paulo
Campeonato Brasileiro: 1977

Campeonato Paulista: 1975, 1980, 1981

Corinthians
Campeonato Paulista: 1988

Seleção Brasileira
Taça Oswaldo Cruz (1976)

Copa do Atlântico (1976)

Copa Roca (1976)

Taça Rio Branco (1976)

Entrevista Waldir Peres:

Duelo entre Globo e Esporte Interativo ajuda a explicar racha na Liga do NE

Sport e Náutico estão alinhados com a Globo. Já o Bahia, atual campeão e maior defensor da Liga do Nordeste no modelo atual, tem contrato com o Esporte Interativo para a transmissão do Brasileiro a partir do ano que vem
DECISÃO POLÊMICA – Em coletiva com a Imprensa, dirigentes de Sport e Náutico explicaram ruptura com a Liga do Nordeste
Reportagem: Eduardo Ohata e Roberto Oliveira

Sport e Náutico saíram da Liga do Nordeste. Principal porta-voz da debandada pernambucana, o presidente do Leão da Ilha, Arnaldo Barros, afirmou que o clube está fora do Nordestão 2018. Mas por que o atual vice-campeão resolveu “esticar a corda” no cabo de guerra entre clubes, Liga e federações estaduais? A primeira resposta reside nas finanças – e tem como pano de fundo uma disputa entre a Globo e o Esporte Interativo. Detentora dos direitos de transmissão da “Lampions League” até 2022, a emissora do grupo Turner foi um dos alvos da ruptura.
Nacionalmente, Sport e Náutico estão alinhados com a Globo. Já o Bahia, atual campeão e maior defensor da Liga do Nordeste no modelo atual, tem contrato com o Esporte Interativo para a transmissão do Brasileiro a partir do ano que vem. O dirigente do Sport deixou nítida sua insatisfação com o atual modelo de cotas. “A competição é deficitária para os clubes. Praticamente, pagamos para jogar. Não todos, mas os grandes pagam para jogar”, afirmou Barros.
Neste ano, foi de R$ 600 mil a cota de participação na fase de grupos da Copa do Nordeste, organizada em parceria do Esporte Interativo, principal mantenedor do torneio, com a Liga do Nordeste. “Acreditamos que a cota inicial [R$ 600 mil] é muito baixa. Sabemos que a competição é rentável, mas o repasse feito aos clubes não é compatível com o que nós representamos. Para o Náutico, esse foi o principal peso”, declarou Emerson Barbosa, diretor de futebol do Náutico, que não se classificou ao Nordestão 2018. A cada fase superada, o montante aumenta. Neste ano, foram cerca de R$ 18 milhões em cotas no total. Vice-campeão, o Sport terminou a competição com pouco mais de R$ 2 milhões, valor inferior apenas ao campeão Bahia. Em 2018, o valor das cotas tende a aumentar.
Outro fator decisivo no racha de Sport e Náutico com a liga regional é o formato da Copa do Nordeste. Os clubes avaliam que após o crescimento da competição – no ano que vem serão 16 clubes na fase de grupos, mas com pré-Nordestão -, o calendário do primeiro semestre ficou apertado.
O Sport, por exemplo, já disputou 47 jogos entre cinco competições em 2017 – seis partidas a mais que o segundo que mais entrou em campo entre os clubes da Série A do Brasileirão. “Tivemos vários jogos, aqui em Pernambuco, com mil, 800 pagantes, o que nunca havia acontecido. Jogando quarta e domingo toda semana. Até podemos jogar quarta e domingo, mas tem de ser exceção. Esse não é o único, mas é um dos motivos para termos jogos com públicos tão baixo. Porque o excesso de jogos, muitos pouco atrativos, acaba fazendo o torcedor ter de escolher: ou vai para um jogo ou vai para outro”, avaliou.
A ideia do mandatário do Sport, então, seria a criação de um novo modelo de torneio, com duas divisões e menos jogos – e partidas “mais atrativas”. Aí poderia se firmar acordo com um novo parceiro comercial como a Globo, que perdeu para o Esporte Interativo os direitos de transmissão da Copa do Nordeste, mas admite o interesse no futebol da região.
À reportagem, a emissora carioca disse ter “apreço e interesse por competições com times do Nordeste, mas que ainda não recebeu proposta de uma eventual nova competição”. Já o Esporte Interativo afirmou que não há uma posição oficial sobre a debandada pernambucana.
Santa cogita ruptura; e dupla Ba-Vi permanece Único do “trio de ferro” pernambucano que permanece por ora na Liga do Nordeste, o Santa Cruz convocará uma reunião do Conselho Deliberativo para se decidir, mas cogita acompanhar os conterrâneos.
“O Santa Cruz vai levar o tema ao Conselho Deliberativo. Entendemos que não devemos decidir isoladamente um assunto tão relevante para os destinos do clube. Será, então, convocada uma Assembleia Extraordinária para o assunto ser debatido”, afirmou o presidente do Santa, Alírio Moraes.
Em nota oficial, o Santa Cruz também se manifestou sobre a fase preliminar da Copa do Nordeste a partir do ano que vem, o “pré-Nordestão”. Como terminou na terceira colocação do Pernambucano, a equipe teria de jogar a seletiva para tentar uma vaga na Copa do Nordeste. O Santa Cruz entende que, com a desfiliação do Sport, a vaga seria automaticamente sua.
“Sobre o Pré-Nordestão, a conclusão é de que: caso fique definida a permanência do Santa, dentro da Liga, e considerando a anunciada desfiliação do Sport Club do Recife, conforme o regulamento, o Tricolor teria vaga direta na competição. Portanto, o Santa Cruz não reconhece o sorteio realizado
como algo definitivo.”
Consultada pela reportagem, a assessoria de comunicação do Bahia confirmou que a posição do clube segue a mesma, já expressada anteriormente pelo presidente Marcelo Sant’Ana, pela permanência na Liga do Nordeste. Vale lembrar que o Tricolor vendeu para o Esporte Interativo seus direitos de transmissão da Série A de 2019 a 2024. Até o ano que vem, eles pertencem à Globo.
Segundo a assessoria de comunicação do presidente do Vitória, Ivã de Almeida, o Leão baiano também permanece na Liga do Nordeste. Embora compartilhe de algumas das críticas do Sport à entidade, em relação ao valor das cotas, por exemplo, o mandatário rubro-negro trabalhava nos bastidores para costurar um acordo entre as partes. Ele julgava precipitada a desfiliação da dupla pernambucana.

CBF perde 6º patrocinador e Brasileirão fica “sem nome”

O campeonato nacional trazia a marca da Chevrolet há três edições, desde a edição de 2014, mas a CBF não conseguiu um novo patrocinador para o naming rights da competição
Reportagem: Eduardo Ohata

A Chevrolet não renovou com a CBF o contrato de naming rights para o Campeonato Brasileiro-2017, além de ter deixado de ser uma das patrocinadoras da confederação.
Desde o início do escândalo de corrupção que abalou o mundo do futebol, a CBF já havia perdido Gillette, Sadia, Michelin, Unimed e Samsung. A confederação, porém, afirma que o fim da parceria tem motivos estritamente financeiros.
O contrato com a Chevrolet dava direito à fabricante de automóveis a divulgação de sua marca e logotipo na placas centrais de todas as arenas que receberam jogos do Brasileiro, nos backdrops das entrevistas dos jogadores, em faixas e balões espalhados pelo campo e nos ingressos da partidas.
Além disso, houve também iniciativas variadas de marketing, como a exposição de um gigantesco tapete com um slogan da marca, a exposição de um modelo de veículo Chevrolet e ações de entretenimento.
Antes da Chevrolet, quem nomeou o Brasileiro durante duas temporadas foi a Petrobras.
O acerto da CBF com a Chevrolet havia sido fechado logo após Marco Polo Del Nero assumir a entidade.
Veja abaixo a íntegra da nota enviada pela Chevrolet, com um comunicado conjunto com a CBF, ao blog ao ser questionada sobre o status de sua parceria com a CBF:
”A Chevrolet e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicam o encerramento do contrato de patrocínio da Seleção Brasileira e do Campeonato Brasileiro de Futebol. Esta parceria de sucesso começou em 2014. A Chevrolet acreditou na Seleção e no trabalho realizado pela CBF de reconstrução da credibilidade do futebol nacional. Os resultados foram muito positivos, culminando com a classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Missão cumprida, este ciclo se encerra com a necessidade da Chevrolet de readequar seus investimentos de marketing diante do cenário desafiador que vive a indústria automotiva no país.”

Na carteira, o goleiro Bruno terá salário de R$ 6 mil no Boa Esporte

O retorno do goleiro Bruno Fernandes ao futebol tem sido permeado por polêmicas e controvérsias. Ainda assim, ele insiste em seguir adiante com o plano pessoal de retomada da profissão
RETORNO – Contrato entre Bruno e Boa Esporte tem validade até 30 de maio de 2019 mas pode ser interrompido caso ele retorne à prisão para cumprir a pena por assassinato

O goleiro Bruno Fernandes ganhará R$ 6 mil de salário na carteira no Boa Esporte. Esses são os vencimentos no seu contrato registrado na CBF na última sexta-feira, sem informações sobre direitos de imagem. Condenado em primeira instância pela Justiça por homicídio de Elizia Samudio, o jogador pôde voltar ao futebol graças a uma decisão do STF que o liberou da prisão até um julgamento definitivo.
O acordo entre Bruno e Boa Esporte entrou em vigor em 24 de março e é válido até 30 de maio de 2019. Foi registrado após a rescisão com o Montes Claros, time que manteve contrato com o jogador ainda detido.
Há uma informação de que foi assinado um outro contrato de direitos de imagem entre as partes. Mas o blog não conseguiu confirmar esse dado.
Pelo acordo trabalhista registrado na CBF, o goleiro Bruno já cede os direitos de sua exposição comercial, voz, e imagem. Isso é padrão em acordos de jogadores na confederação, mas, normalmente, os clubes retiram o item quando vão assinar por direitos de imagem.
O contrato ainda prevê que o Boa Esporte pode suspender o contrato caso o jogador não possa atuar por período de mais de 90 dias, nos termos da Lei Pelé. Ou seja, se Bruno voltar a ser preso por decisão da Justiça, o clube pode suspender o acordo sem pagar indenização. Os termos da lei são: ”A entidade de prática desportiva poderá suspender o contrato especial de trabalho desportivo do atleta profissional, ficando dispensada do pagamento da remuneração nesse período, quando o atleta for impedido de atuar, por prazo ininterrupto superior a 90 (noventa) dias, em decorrência de ato ou evento de sua exclusiva responsabilidade, desvinculado da atividade profissional, conforme previsto no referido contrato. ”
Outra possibilidade para o Boa Esporte é prorrogar o contrato de Bruno em caso de prisão. Nesta hipótese, o clube pode estender o acordo pelo período que ele não puder atuar pelo clube. Em ambos os casos isso é padrão para contratos de jogador de futebol, e foi mantido no caso dele.
O blog tentou contato com o advogado de Bruno e com dirigentes do Boa Esporte. Um dos cartolas do clube, Rildo, informou que só a assessoria de imprensa poderia dar informações sobre o assunto. O advogado não respondeu as ligações.

Futebol feminino enfrenta assédio e preconceito dentro e fora de campo

Jogar futebol tem efeito colateral para mulheres: salários baixos, descaso e rejeição até da própria famílias. Mas ainda assim elas resistem e querem ser valorizadas
DESCASO – Jogadoras que disputam o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino são desvalorizadas e sofrem assédio sexual constante nos clubes que defendem

Preconceito
Ser jogadora de futebol significa conviver com o preconceito por causa da profissão escolhida. No total, 68,3% das atletas disseram que sofrem com o problema no cotidiano. Os comentários desagradáveis são feitos inclusive por pessoas que frequentam a casa das esportistas.
Entre as repostas, chama atenção o número alto de atletas que declararam já ter sentido preconceito de familiares ou amigos: 38,4%.
Se em casa é difícil, com a torcida a situação é ainda pior. Quando estão nos estádios, 73,1% das jogadoras admitem que escutam os xingamentos do público.

Ofensas
Palavrão faz parte da cultura dos estádios brasileiros e no futebol feminino não é diferente. A questão no feminino é que justamente o xingamento mais usado pelos torcedores é justamente o que as jogadoras mais se entristecem ao ouvir: “Sapatão”.
No total, 20,5% das participantes da pesquisa usaram o termo para responder qual xingamento mais costumam ouvir.
O site também perguntou qual a ofensa que mais machuca ou entristece as atletas. Novamente, a resposta foi “sapatão”. E o problema só piora com os outros termos da lista. Depois da homofobia, aparece o racismo: “preta filha da puta” e “entojo preto” são exemplos de xingamentos ouvidos nos estádios brasileiros. Outra ofensa bastante mencionada quando perguntado qual xingamento que mais machuca é “vagabunda” e suas variações, como “puta”.

Machismo
As mulheres admitem que sofrem com xingamentos e assédio no futebol, mas não consideram esse ambiente pior do que o restante da sociedade. Isso ficou claro quando responderam “não” para a pergunta: Acha o futebol mais machista do que a sociedade?
Para as atletas, o ambiente dos clubes é apenas uma extensão do que acontece na sociedade. Somente quatro participantes afirmaram que o futebol é pior. Em contrapartida, houve quem declarasse que a situação é ainda pior fora do ambiente esportivo.

Salários
A realidade do futebol feminino está longe dos salários milionários e contratos de patrocínio das estrelas masculinas. Quando a conversa é sobre remuneração, três em cada quatro mulheres informaram que recebem até dois salários mínimos por mês, R$ 1,8 mil.
Nenhuma atleta da Séria A do Campeonato Brasileiro feminino recebe mais de R$ 5,2 mil. A duração do contrato é outra questão que incomoda as jogadoras, porque quase sempre eles são curtos.
Entre todas as atletas, 72% assinam contrato com duração de até um ano. Ou seja, elas não sabem se estarão empregadas no ano seguinte.

Treino
O Campeonato Brasileiro feminino conta com sete times que disputam o Brasileirão masculino: Flamengo, Santos, Corinthians, Ponte Preta, Grêmio, Sport e Vitória. Mesmo assim, para 90%, a estrutura dos clubes que defendem está abaixo das condições de trabalho oferecidas aos homens em suas equipes.
No momento de explicar essa diferença, os relatos falam em “abismo” entre o masculino e o feminino. Houve até atleta afirmando que não tem campo com dimensões oficiais para os treinamentos. Elas também mencionaram diferenças de salário, de investimento, da qualidade dos profissionais da comissão técnica e a menor exposição de mídia.

Contratação
O Brasil é um exportador em potencial de jogadoras de futebol. Mais da metade das atletas da elite nacional receberam proposta para jogar em clubes do exterior – 52,5% delas. As ofertas de emprego, porém, nem sempre são para ganhar em euros ou para jogar nos grandes centros do futebol mundial.
Entre as mulheres que afirmaram ter recebido proposta, 22,5% contaram que clubes de Israel tentaram a contratação. Há ainda destinos difíceis de imaginar, como a Islândia ou a Sérvia.
O maior interessado nas brasileiras, porém, são os Estados Unidos. O país, dono de três Copas do Mundo e quatro ouros olímpicos, é responsável por 45% das propostas recebidas pelas jogadoras. Algumas citaram convites para atuar no futebol universitário. A intenção é oferecer a chance de jogar em alto nível e, ao mesmo tempo, garantir um diploma.

Barcelona
A camisa azul e grená do Barcelona é o sonho de consumo de 53,3% das jogadoras que atuam na Série A do futebol brasileiro. É o maior percentual em perguntas formuladas para esta reportagem. O sonho de jogar no time de Messi é muito maior do que defender a seleção do país, por exemplo. Só 10% das atletas falou em defender seu país.
A admiração pelo Barcelona também apareceu no momento de escolher qual estádio mais gostariam de atuar. O Camp Nou foi citado por 17,5% das atletas e ficou muito à frente de estádios tradicionais do Brasil.
O Estádio do Barcelona só não superou o palco mais tradicional e cultuado do futebol brasileiro: o Maracanã foi mencionado como estádio dos sonhos por metade das jogadoras.

Copa
Assim como ocorre no futebol masculino, as jogadoras valorizam mais a conquista da Copa do Mundo do que a medalha de ouro olímpica. No total, 71,2% das atletas afirmaram que preferem ser campeãs mundiais.
E cabe ressaltar que a regra permite que o futebol feminino conte com as equipes principais nas Olimpíadas. Ou seja, a competição é disputada com força máxima. Bem diferente da versão masculina dos Jogos Olímpicos, que aceita apenas três atletas com mais de 23 anos.

Remuneração
O site perguntou qual mudança as jogadoras fariam no futebol brasileiro. Com três em cada quatro jogadoras recebendo até dois salários mínimos, o fator remuneração é a uma das alterações mais pedidas pelas atletas. Elas desejam, ainda, contratação com carteira assinada.
Mas todas sabem que os valores recebidos têm relação com o poder de atração de patrocínios e um maior interesse do público, por isso, desejam uma maior exposição da mídia para o esporte. As realizações das mudanças solicitadas resultariam em outra palavra bastante mencionada neste item: a profissionalização.
Para elas, os passos para elevar o futebol feminino a um nível semelhante ao do masculino é preciso profissionalismo e organização.

Polêmica em clássico no Paraná transforma Globo em alvo de revolta das torcidas

Interrupção do jogo faz times e torcidas atacarem Globo e Federação Paranaense de Futebol. A partida seria transmitida exclusivamente nos canais do YouTube das equipes
CLÁSSICO SUSPENSO - "Atlético e Coritiba não venderam seus direitos por essa esmola que a RPC e a TV Globo quiseram nos pagar", denuncia Mauro Holzmann
CLÁSSICO SUSPENSO – “Atlético e Coritiba não venderam seus direitos por essa esmola que a RPC e a TV Globo quiseram nos pagar”, denuncia Mauro Holzmann

A não realização do clássico entre Atlético-PR e Coritiba, no domingo (19 de fevereiro), pelo Campeonato Paranaense, fez com que as diretorias dos dois clubes, assim como as duas torcidas rivais, se unissem para atacar alvos em comum: a Rede Globo e a Federação Paranaense de Futebol (FPF).
A partida seria transmitida exclusivamente nos canais do YouTube das equipes, sem participação da TV. Porém, alegando problemas no credenciamento da equipe escalada para fazer a transmissão, a federação impediu, de última hora, que o jogo começasse. Como resposta, Atlético-PR e Coritiba se negaram a jogar sem a transmissão online.
“A federação mandou uma ordem para a arbitragem de que não pode ser feita a transmissão de dentro de campo, porque existe o contrato com a Rede Globo”, disse o vice-presidente do Coritiba, José Fernando Macedo. “Mas como nós não temos contrato com a Globo, que fizéssemos a transmissão via YouTube”.
O diretor de marketing do Atlético-PR, Mauro Holzmann, também mostrou revolta com a situação. “Atlético e Coritiba não venderam seus direitos por essa esmola que a RPC e a TV Globo quiseram nos pagar. É um direito nosso. A federação, de forma arbitrária, quer que nós tiremos a nossa transmissão. Então não vai ter jogo”, afirmou.
O técnico atleticano, Paulo Autuori, foi mais um que fez críticas duras ao impedimento do jogo e deixou no ar se a decisão foi tomada apenas pela federação. “Quem é o responsável por uma tomada de decisão dessa, de evitar um jogo sem um motivo? Certamente sozinhos não estão. Há instituições fortes por trás disso. A federação não teria cacife para tomar uma decisão dessa”, disse Autuori.
Na Arena da Baixada, as torcidas de Atlético-PR e Coritiba protestaram contra as mesmas entidades. “Globo lixo” e “Federação, vai se f…, o futebol não precisa de você” foram alguns dos gritos ouvidos antes que as arquibancadas se esvaziassem, pouco depois da confirmação de que o jogo não aconteceria.
Outro lado
O presidente da FPF, Hélio Cury, disse que o veto à transmissão online aconteceu porque os profissionais que trabalhariam nela não estavam credenciados corretamente. Ele afirmou que o credenciamento deveria ter sido feito 48 horas antes do jogo, o que não teria acontecido, e negou qualquer influência no fato de o jogo ser transmitido por uma equipe que não é detentora de direitos do campeonato.
Já a Globo negou interferência na decisão da federação de barrar a realização da partida com transmissão online. Segundo a emissora, não existe contrato com Atlético-PR e Coritiba para transmitir o Estadual em 2017.
”O Grupo Globo não tem contrato vigente com Atlético-PR e com o Coritiba nesta edição do campeonato paranaense. Portanto não temos interferência na decisão dos clubes e da Federação de não realizar a partida. Entendemos que cabe aos clubes dispor livremente dos direitos nos jogos em que se enfrentam, e estávamos cientes inclusive da transmissão via Internet”, afirmou a emissora por nota.

Técnico acusa TV Globo: 

Ex-jogador da NBA, Fab Melo é encontrado morto em casa

Fab Melo foi encontrado morto pela mãe dele após ela desconfiar do sono exageradamente prolongado do filho
MORTE MISTERIOSA - O pivô se destacou no campeonato universitário e, dois anos depois, foi contratado pelo Boston Celtics, na NBA
MORTE MISTERIOSA – O pivô se destacou no campeonato universitário e, dois anos depois, foi contratado pelo Boston Celtics, na NBA

O pivô brasileiro Fab Melo, 26, ex-jogador da NBA, foi encontrado morto em casa no sábado (11), por volta das 18h, em Juiz de Fora (MG).
A mãe do jogador disse à Polícia Militar que ele chegou em casa na sexta-feira (10) e foi dormir. No sábado, ela percebeu que o filho continuava dormindo. Quando foi ver o que estava acontecendo, percebeu que Fab estava imóvel e inconsciente.
A família chamou o Samu (Serviço Médico de Urgência), que constatou a morte e liberou o corpo para o IML. A polícia não sabe informar a causa do óbito, mas não havia nenhum sinal de violência no corpo.
A NBA divulgou uma nota em redes sociais: “A NBA lamenta o falecimento do brasileiro Fab Melo, ex-jogador de Boston Celtics, Memphis Grizzlies e Dallas Mavericks, ocorrido sábado. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e fãs”.
Nascido em Juiz de Fora (MG), Fabrício Paulino de Melo se mudou para os Estados Unidos com 17 anos. Em 2011, começou a jogar basquete pela Universidade de Syracuse, em Nova York.
O pivô de 2,13 m de altura se destacou no campeonato universitário e, dois anos depois, foi contratado pelo Boston Celtics, na NBA.
Na liga americana, porém, não obteve bons resultados. Na temporada de 2012/13, jogou apenas seis partidas e marcou em média 1,2 ponto por jogo.
No ano seguinte, chegou a treinar com Memphis Grizzlies e Dallas Mavericks, mas não conseguiu se firmar em nenhum deles.
Em 2014, retornou ao Brasil, onde jogou pelo Paulistano e pelo Brasília, seu último time.

Especial Fab Melo:

Repórter leva bolada ao vivo durante transmissão de jogo

A jornalista foi surpreendida com a bolada na nuca. Nas redes sociais, internautas reagiram em apoio à profissional
AO VIVO - Natalie Gedra, repórter da ESPN Brasil, sofreu um pequeno acidente de trabalho antes do jogo entre Liverpool x Tottenham no Anfield neste sábado (11), pela 25ª rodada do Campeonato Inglês
AO VIVO – Natalie Gedra, repórter da ESPN Brasil, sofreu um pequeno acidente de trabalho antes do jogo entre Liverpool x Tottenham no Anfield neste sábado (11), pela 25ª rodada do Campeonato Inglês

A repórter Natalie Gedra, correspondente da ESPN na Europa, levou uma bolada durante transmissão ao vivo, pouco antes do jogo Liverpool x Tottenham no Anfield, na Inglaterra.
“Com certeza, são duas equipes muito agressivas. O próprio Maurício falou isso mesmo durante a semana…”, narrava a jornalista, quando, de repente, foi surpreendida com a bolada na nuca. “Opa… acontece, gente. Estamos ao vivo para tentar escapar desse tipo de situação”, reagiu a repórter, tirando um sorriso logo em seguida.
Nas redes sociais, internautas reagiram em apoio à profissional. “Quem fez isso com a Natalie?”, quis saber um internauta. “Coitadinha da Natalie”, disse outro. “Ela matou no peito e saiu jogando”, escreveu um terceiro internauta, com bom humor.
Com passagens pelas rádios Globo e CBN, e TVs Band e Globo, até se mudar para a Inglaterra em setembro, Natalie Gedra assinou com a ESPN para ser a sua correspondente em Londres, em novemebro do ano passado, conforme informou o colunista Flávio Ricco.
A decisão de morar e estudar fora do Brasil existia há algum tempo, mas só pode ser concretizada há poucos meses. Natalie reforçou o time da ESPN na Europa, que já conta há muito tempo com o repórter João Castelo Branco.

Veja o acidente:

Renato Augusto acusa irmã de Léo Moura de estelionato e furto em festa

Lívia da Silva Moura foi denunciada na delegacia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Parte do dinheiro não teria sido repassada aos artistas
FESTA DO ARROMBA - Léo Moura e a mulher, Camila Silva, foram à festa de Renato Augusto e Fernanda Klarner (Foto: Fabrícia Soares)
FESTA DO ARROMBA – Léo Moura e a mulher, Camila Silva, foram à festa de Renato Augusto e Fernanda Klarner (Foto: Fabrícia Soares)

A amizade entre as famílias de Renato Augusto e Léo Moura sofreu um duro golpe. O jogador da seleção brasileira e do chinês Beijing Guoan prestou notícia-crime na polícia contra Lívia da Silva Moura, irmã do lateral do Grêmio, por suposto estelionato e furto qualificado. A acusação de desvio seria de pelo menos R$ 200 mil.
Tudo começou em dezembro do ano passado. Renato Augusto e a mulher Fernanda Klarner organizaram uma festa em comemoração ao primeiro ano de casados. Pela relação entre as famílias, eles chamaram a irmã de Léo Moura para a produção musical do evento – ela já havia feito o mesmo serviço no casamento, em 11 de dezembro de 2015.
Foram contratados os shows de Thiaguinho, Péricles, Belo, Rodriguinho e MC Marcinho para a cerimônia de renovação dos votos. Após a festa, Renato Augusto e família alegam ter notado a cobrança excedente de pelo menos R$ 160 mil reais, além do furto de duas folhas de cheque.
Renato pagou os cachês solicitados a Lívia Moura – depósitos realizados na conta da empresa DIVERSHOW. No entanto, parte do dinheiro não teria sido repassada aos artistas. O cantor Péricles, inclusive, nem sequer compareceu ao evento por conta de não ter recebido qualquer valor do cachê determinado. O prejuízo, neste caso, teria sido de cerca de R$ 40 mil.
Ao se aprofundar em conversas com os artistas e empresários, Renato Augusto sofreu um baque e a sua família sentiu-se traída por conta da amizade de mais de 12 anos entre as partes. Para minimizar o problema, o jogador afirma ter feito novos pagamentos aos cantores e partiu para resolver a questão com Lívia Moura.
O prejuízo está calculado em pelo menos R$ 200 mil. No entanto, o valor ainda pode aumentar, já que outros itens e serviços da festa estão sendo investigados pelos familiares de Renato Augusto.
O advogado Ricardo Braga, representante do meia da seleção brasileira, chegou a propor a assinatura de uma confissão de dívida para a assinatura de Lívia Moura. Porém, nenhum familiar de Renato foi atendido, o que fez com que restasse apenas a alternativa de ir à polícia.
“A trama foi descoberta quando os cheques voltaram do banco por divergência de assinatura [um deles no valor de R$ 100 mil]. O Renato deu um prazo para a produtora prestar conta dos valores. Foram 30 dias até para evitar a exposição das pessoas. Mas ele não teve opção. O Renato não tem nada contra o Léo Moura. Tentou resolver de todas as formas, mas precisava se preservar daquilo que foi feito na festa”, afirmou o advogado do atleta.
“Ele entendeu por bem registrar a ocorrência pela prática de estelionato em continuidade. Foram apurados indícios do furto de duas folhas de cheque. Existem pessoas envolvidas e ficou clara a necessidade de uma investigação policial. O interesse do Renato é esclarecer todos os fatos narrados, já que jamais imaginou que isso pudesse acontecer com uma pessoa próxima. O procedimento segue com a oitiva das testemunhas de tudo alegado e acreditamos que a quantidade de elementos coletados implicará em um indiciamento e uma futura ação penal”, completou Ricardo Braga.
Procurada pela reportagem, Lívia da Silva Moura afirmou ter conhecimento do caso, mas preferiu não se pronunciar.

PARTE I

Praticado em combates clandestinos, MMA no Brasil provoca deformações e mortes

Sem leis, MMA não é considerado esporte no Brasil e promotores fazem o que querem, inclusive estimular lutadores à lutas sangrentas para atender clientes inescrupulosos
Reportagem : Adriano Wilkson e Aiuri Rebello
DESASSISTIDOS - Lutadores derrotados em combates clandestinos não têm nenhuma assistência médica mesmo que duramente espancados
DESASSISTIDOS – Lutadores derrotados em combates clandestinos não têm nenhuma assistência médica mesmo que duramente espancados

O MMA não é considerado um esporte pela lei brasileira. Há anos, o Congresso discute uma regulamentação para o esporte de luta mais popular do século 21, mas enquanto isso não acontece, a modalidade vive em um limbo, alheio à legislação.
Durante mais de um mês, foram entrevistados promotores, lutadores, técnicos e jornalistas especializados para criar esta reportagem especial sobre o mundo das lutas longe dos holofotes do UFC. Esta série terá quatro capítulos.
Na primeira parte, mostramos como os promotores tentam, a sua maneira, colocar ordem nesse caos. O segundo capítulo relata a experiência de um jornalista que nunca e, mesmo assim, foi chamado para subir no octógono. A terceira parte conta a história de lutadores sonhadores. O final traz relatos trágicos de quem se arriscou e pagou caro por isso.

Entre o luxo e o lixo
Toda semana, dezenas de eventos de MMA acontecem no Brasil. É impossível saber quantos são ao certo. Não há uma organização centralizada por federações unificadas. As entidades que existem são concorrentes e, cada uma, chancela eventos com suas próprias regras.
Nessa miríade existe de tudo. Torneios sofisticados são transmitidos por canais de TV. Outros parecem mais circos mambembes. A maioria não tem médicos no local, não exige exames de sangue. São raríssimos os que têm algum controle antidoping. Alguns não contam nem com ambulância para emergências…
Esses eventos pagam pouco e lutadores sobem no octógono sem saber quanto ganharão: o valor depende de quantos ingressos os próprios atletas vendem. Ainda assim, os eventos acontecem. Há anos, o Congresso discute uma regulamentação.
Enquanto isso, o esporte vive no limbo. Nesta reportagem, conversamos com promotores que tentam, a sua maneira, colocar um pouco de ordem nesse caos.

“É meu e faço nele o que quiser”
No último dia 21 de outubro, Marcelo Brigadeiro, dono de um dos eventos mais importantes do Brasil, o Aspera FC, escreveu uma mensagem a seus 5 mil seguidores no Facebook. “Rapaziada deixa eu explicar uma coisa. O ASPERA FC é MEU evento, portanto eu faço com o mesmo o que eu quiser. Se eu quiser fazer lutas de MMA, muay thai, boxe, karatê, sambo, luta marajoara, boxe de anão do Zimbábue ou qualquer outra porra dentro do meu cage eu faço e pronto!”
A mensagem foi escrita depois que uma federação tentou vetar um evento que Brigadeiro queria organizar: uma luta de boxe dentro de um cage de MMA. “Eu não aceito que ninguém venha dizer como eu devo fazer as coisas”, explicou ele depois à reportagem. “O dinheiro é meu, o evento é meu, a igreja é minha, tem que rezar pela minha cartilha.”
Ele admitiu que no começo do Aspera FC, casava lutas desequilibradas para beneficiar os atletas de sua equipe. “Hoje estamos no Esporte Interativo e não dá mais para fazer isso.” Brigadeiro acredita que a falta de dinheiro e o amadorismo do MMA nacional são os problemas que o impedem de crescer. “Tem muita briguinha de ego por aqui”, afirmou ele, antes de criticar duramente Wallid Ismail, o presidente de outro dos grandes eventos nacionais, o Jungle Fight.

“Os caras falam mil abobrinhas”
O amazonense Wallid Ismail expressou, obviamente, uma opinião diferente a respeito do Jungle Fight, torneio que comanda há 13 anos. “Aquele covarde [Marcelo Brigadeiro] diz que aquela merda do Aspera é o maior do Brasil. Olha os números e vê se o Jungle não é o maior”, disse ele. “Os caras falam mil abobrinhas!”
Em seguida enviou por e-mail à reportagem os números de audiência de seu torneio, transmitido pelo Bandsports. Depois telefonou e repetiu os mesmos números em viva voz. Alguns dias depois fez outra ligação só para ter certeza. “Desculpa ficar te incomodando”, disse ele. “Mas acho importante você entender os números. Você não concorda que somos maiores? Compare com os outros.”
O Jungle Fight tem índices de audiência maiores, o que é reconhecido pelos concorrentes. Wallid tem feito lobby junto ao Congresso para articular a regulamentação do MMA. Quer criar uma comissão que seja mais rígida e exija melhores condições aos eventos Brasil afora, mas que não seja tão rígida quanto a CABMMA, que chancela o UFC no Brasil.
“Um evento desses o dono tem que ir preso. Sem médico não dá, tem que ter no mínimo dois. Se não tiver condição de arcar com os custos, se não consegue fazer um evento seguro, então não faça”, assinalou Wallid, sobre eventos sem médico ou ambulância.

“Quem tem coragem de organizar evento no Brasil é herói”
O lutador Marco Rodrigues “Babuíno” dos Santos, de 40 anos, conta que começou a organizar o MMA Gold Fight para que os lutadores de sua academia tivessem onde competir. “Na época em que comecei os eventos maiores não abriam muito as portas para atletas jovens, então criei um para revelar talentos”, afirma Babuíno. “Hoje trazemos atletas de todo o país para lutar, é um dos maiores eventos do Brasil”, diz o criador do Gold Fight, que está na oitava edição.
Babuíno tenta diferenciar seu torneio com a mistura de apresentações musicais e as lutas no octógono. Em uma das edições recentes, houve um show do rapper Gabriel Pensador. O lutador cultiva um discurso de paz e amor em relação a outros eventos. “Os organizadores e as outras equipes e academias são nossos parceiros de trabalho”, afirma.
“Quem tem coragem de organizar um evento no Brasil hoje é herói”, diz Babuíno. “É muito caro, as empresas não se interessam em investir e se não dá público, rola um prejuízo difícil de pagar.” Babuíno diz que um torneio como o Gold Fight não sai por menos de R$ 140 mil. “Tem muito evento por aí que não pede exame de sangue, não tem ambulância, socorrista, não paga bolsa para os atletas. Aqui não, a gente se esforça para fazer tudo certinho.”

Antes do MMA existia o vale-tudo
Hoje o MMA é um esporte consagrado, com regras definidas e torneios organizados ao redor do mundo. Antes existia o vale-tudo. Inspiradas nos combates do início do UFC nos Estados Unidos e do Pride japonês, as lutas caracterizavam-se pela frouxidão ou ausência completa de regras. Eram disputas obscuras, feitas em fundo de quintal, dentro de piscinas esvaziadas e até no meio de festas. O público podia fazer apostas.
Eventos clandestinos assim não são mais comuns, mas até recentemente eram muito populares no Brasil. Até 2008, quando foi proibido pelo Ministério Público após uma reportagem do jornal “Diário de S. Paulo”, acontecia o maior e mais popular torneio clandestino de luta livre do Brasil, o Rio Heroes. Sem limite de tempo, categoria de peso ou uso de luvas, as lutas eram sanguinárias e só terminavam por nocaute, finalização ou desistência.
Atletas chegavam a lutar até três vezes na mesma noite para conquistar o “título”. As lutas eram transmitidas por sites de apostas estrangeiros e as bolsas para os vencedores chegavam a R$ 10.000.

E os médicos?
A maioria dos eventos de MMA de pequeno e médio porte no Brasil não conta com um médico de plantão no local das lutas. O mais comum é haver apenas uma ambulância e socorristas. O motivo é o custo, considerado proibitivo pelos organizadores. A diária de um médico fica entre R$ 200 e R$ 1000, dependendo do porte do evento.
Em um dos torneios a que fomos, na região metropolitana de São Paulo, houve três nocautes técnicos na noite. Um dos nocauteados ficou desmaiado por vários minutos e teve de ser socorrido pelo cutman, que não é médico. Quando o lutador recobrou a consciência, ficou mais meia hora recebendo oxigênio e não chegou a ir ao hospital.
Outro atleta ficou com o rosto completamente ensanguentado. A socorrista, nervosa, ia e voltava da ambulância à plateia para fazer curativos. Não havia ambulatório.
“Isso aqui não tá legal, mas não sou médica, como que vou avaliar se ele está bem ou não?”, reclamava ela.
Com insistência, convenceu o atleta a ser encaminhado para um hospital. A ambulância não voltou mais, mesmo faltando duas lutas para acabar o evento. No último combate, nem a socorrista estava mais presente.
Em outro torneio, apenas um socorrista e uma enfermeira foram chamados para cuidar dos atletas. “Acho errado eles não terem contratado um médico”, disse o socorrista. Quando o ombro de um dos lutadores deslocou no meio de uma luta, quem o colocou no lugar foi um dos juízes.
“No caso de uma lesão, a única pessoa autorizada a fazer um diagnóstico é o médico. Um enfermeiro não pode fazer esse atendimento sob risco de incorrer no crime de exercício ilegal da profissão”, Artur Acha, médico que atende lutadores em eventos de MMA, sobre os relatos de enfermeiros e socorristas trabalhando nos eventos.

Exame de sangue é raro
Não é só a falta de estrutura que chama atenção. A falta de cuidado com os atletas também é grande. Como não existe legislação para definir os critérios de segurança para atletas, pouquíssimos promotores exigem exames básicos de sangue para doenças infectocontagiosas, fundamentais em um esporte no qual os atletas podem trocar sangue em algum momento.
É provável que muitos lutadores estejam se expondo ao risco de contrair hepatite ou HIV e nem saibam. Exames antidoping são mais raros que unicórnios. Não existe uma federação com força política suficiente para organizar uma lista básica de critérios técnicos e de segurança para um evento ocorrer.
A Comissão Atlética de MMA é a entidade mais organizada do país. São eles que chancelam as edições do UFC no Brasil. Mas organizadores de eventos menores não conseguem atender suas demandas. Alguns por considerá-las exigentes demais. Outros, por serem caras demais. Uma desculpa comum dos organizadores é que o custo de todos os exames inviabilizaria os eventos.
“O exame de sangue para doenças transmissíveis a gente exige porque é fundamental para a segurança dos atletas”, afirma Marco “Babuíno”, lutador e técnico e promotor do Gold Fight. “Exame antidoping é muito complicado. Se fôssemos fazer, ia ficar muito caro para o evento e praticamente impossível para boa parte dos atletas pagarem, o que acabaria por exclui-los do evento por falta de dinheiro.”

Padrão UFC está longe
Para chancelar um evento, a CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de Mixed Martial Arts) exige uma equipe da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem e pelo menos quatro médicos no local, além de ambulatório e duas ambulâncias tipo UTI móvel. Na prática, raríssimos conseguem atender a esses padrões. O UFC é um dos poucos. Outros franquias param, no máximo, no exame para hepatites e HIV. Organizadores dizem que não haveria MMA no Brasil se isso fosse obrigatório.
“Entendemos que estes custos são um investimento e não uma despesa”, diz Rafael Favetti, o presidente da CABMMA.
Além de exame antidoping, a entidade pede uma gama de exames mais precisos, como eletrocardiogramas e raio-x de tórax. “Não ganhamos nenhum dinheiro com isso. Um atleta profissional deveria ter estes exames prontos sem mesmo ter uma luta marcada.”
Favetti, no entanto, afirma que não vê como negativo o modelo descentralizado e livre da organização do MMA brasileiro. “Quem organiza campeonatos são empresas privadas. Cabe ao fã escolher qual campeonato seguir. É um modelo calcado na representatividade e na livre escolha do fã. Organizar um campeonato fora do sistema tradicional é disruptivo e super interessante”.

A visão do UFC
“Isso é algo muito difícil de controlar para o UFC, mas a comissão tem tido uma forte presença no Brasil em termos de regulamentação. Nós sempre vamos apoiar todo tipo de regulamentação. É perigoso quando um evento de MMA não-regulamentado, seja amador, profissional ou pirata, coloca os atletas em risco. O UFC sempre dá todo apoio ao desenvolvimento de regulamentações que ajude a saúde e a situação de lutadores. Sempre estamos juntos de comissões e federações que ajudam o cenário do MMA”, explica Joe Carr, vice-presidente internacional do UFC.

Deputados discutem lei há quatro anos
Em 2013 o então deputado federal Acelino Popó de Freitas criou uma subcomissão na Câmara para elaborar uma lei que regulamentasse a prática e os eventos de MMA no Brasil. A ideia era ouvir lutadores, organizadores, juízes, médicos e juristas para definir regras básicas, estrutura e exigências mínimas para a realização de eventos. De lá para cá quatro anos se passaram. Popó não se reelegeu, a subcomissão foi instaurada ou prorrogada quase uma dezena de vezes. Nada de concreto aconteceu.
“Nossa ideia não é interferir nas regras da luta, que já existem e são mais ou menos as mesmas em todo o mundo. O que queremos é criar as regras mínimas para a realização destes torneios”, diz o deputado federal Fábio Mitidieri.
Segundo Mitidieri, que foi presidente da subcomissão, o objetivo é tornar presença de ambulância e médicos uma exigência, assim como a realização de exames de sangue ou intervalos mínimos entre as lutas para os atletas.
Não há prazo nem previsão para a conclusão dos trabalhos. Até lá, o MMA segue sem ser considerado oficialmente um esporte no Brasil – ao contrário de outras artes marciais como jiu-jitsu, judô ou boxe. Hoje é uma atividade desenvolvida em um limbo jurídico entre o esporte e o entretenimento, e seus praticantes não têm amparo legal.

Reportagem especial narra casos de arrepiar – Parte I:

Reportagem especial narra casos de arrepiar – Parte II:

Drogas, crimes e pobreza: por que ex-jogadores vivem um calvário?

Ex-craques do futebol em passado recente enfrentam dificuldades para iniciar uma nova carreira após a aposentadoria. Alguns conseguem dar a volta por cima
Reportagem : Dassler Marques e Rodrigo Marin
FRACASSO E PRISÃO - Zé Elias é um dos maiores exemplos de que o dinheiro ganho com o futebol tem que ser bem aplicado
FRACASSO E PRISÃO – Zé Elias é um dos maiores exemplos de que o dinheiro ganho com o futebol tem que ser bem aplicado

As páginas dos jornais não eram exatamente novidade para Zé Elias, mas na editoria policial foi a primeira vez que ele apareceu. Preso por não pagamento de pensão alimentícia, Zé engrossou uma lista recente de ex-jogadores envolvidos em noticiários negativos. Edmundo, por exemplo, também passou noite na cadeia em função de um episódio antigo. Sócrates, ainda em estado delicado de saúde, morreu por complicações em função do excesso com bebidas alcoólicas.
A série de problemas com diferentes características reacende um tema pouco abordado no dia a dia do futebol profissional: até que ponto atletas são preparados para o pós-carreira? Por que eles têm tantas dificuldades para encontrar uma nova profissão? Como caminhar da fama ao anonimato sem tantos percalços? A falta de respostas para essas perguntas ajuda a explicar o porquê dessa espécie de calvário que alguns atravessaram e ainda atravessam.
“A principal dificuldade é você exercer outra atividade. O futebol sempre exige prioridade e dedicação total. Quando você para, o tempo ocioso prejudica muito”, argumenta Reinaldo, o maior ídolo da história do Atlético-MG. Por uma época nos anos 90, ele escolheu ocupar o tempo ocioso com as drogas, e chegou a ser preso. Hoje, tem uma vida tranquila.
Em entrevista à Revista Placar , Walter Casagrande Júnior, comentarista da TV Globo , chegou a definir seus problemas com as drogas como busca por um novo tipo de adrenalina. Hospitalizado várias vezes, Casagrande esteve entre a vida e a morte, mas também conseguiu renascer. Na visão de Kátia Rúbio, professora da USP especializada em psicologia do esporte, o que falta é se preparar para a aposentadoria.
“A carreira do atleta envolve competição, concentração e treinamento. O sujeito tem uma vida regrada e isso não é comum a todas as pessoas. Aos 30 anos, quando todos estão começando a vida, ele já está terminando. É preciso se impor e reorganizar tudo isso. No final da carreira, não é só uma mudança de profissão, mas de identidade. É preciso se separar do personagem que foi até então para ser um cidadão comum”, avalia Kátia.
Reinaldo, hoje aos 54 anos, acredita que o envolvimento da psicologia no dia a dia dos clubes poderia amenizar os dramas pós-carreira que atravessam alguns jogadores. “O atleta precisa de apoio não só depois que para, porque você pode jogar mal porque brigou com a mulher ou por problemas familiares. Mas, sobretudo no encerramento da carreira”, define.
Hoje um empresário de sucesso do ramo imobiliário, no Brasil e na Espanha, o tetracampeão mundial Mauro Silva defende que é difícil para o jogador se adaptar a uma nova realidade. “Não tem uma preparação. Você se envolve desde criança com uma atividade e não tem formação acadêmica. É correr atrás, estudar e se esquecer de quem já foi”. Mauro lembra que artistas de todo o tipo passam por isso. “Não quero dar lição de moral a ninguém. Isso ocorre com cantores e atores”, exemplifica.
A dificuldade em administrar os recursos, segundo o próprio Zé Elias, foi o que contribuiu para que sua situação se agravasse. Com carreira consistente por clubes grandes, ele foi preso em razão da pensão alimentícia e alegou falta de dinheiro para pagar sua ex-mulher. “Tem atleta que para de jogar aos 30 anos e nunca pegou um avião sozinho. A vida é toda controlada e o preço é alto. Ele tem que cuidar da conta no banco, do supermercado, e não está preparado”, acredita Kátia Rúbio.
Para ela, a figura do gestor de carreiras poderia ganhar espaço entre os jogadores. “O empresário só quer dinheiro e o clube quer tudo e mais um pouco. Mas falta quem gerencie a vida do cara, alguém que impõe limites e que ajude ele a se situar”, acredita a psicóloga. “Minha imagem foi arranhada, mas graças a Deus superei. O povo te dá outra oportunidade”, agradece Reinaldo, que tempos atrás ingressou na vida política. Nem sempre é assim. Nem sempre há uma segunda chance.

Veja jogadores que ficaram na pindaíba após a fama:

Neymar bate Messi e C. Ronaldo em lista de mais valiosos da Europa

Ninguém duvida que Neymar é o jogador mais valioso do futebol brasileiro. Mas do mundo? Atacante está avaliado em 246,8 milhões de euros
O atacante Neymar Jr, estrela do Barcelona, está entre os jogadores mais caros do mundo
VALIOSO – O atacante Neymar Jr, estrela do Barcelona, está entre os jogadores mais caros do mundo

Recentemente, foi justamente isso que o Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos do Esporte, da Universidade de Neuchatel, na Suíça afirmou.
Segundo o índice criado pelos pesquisadores, o valor do brasileiro é 45% superior ao de seu companheiro de Barcelona, Lionel Messi, e quase duas vezes maior do que o de Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, que recebeu, na semana passada, o título de melhor jogador do mundo da Fifa.
O atacante do Barça e da seleção brasileira é avaliado em 246,8 milhões de euros. O segundo na lista é Messi, com 170,5 milhões. Ronaldo, com 126,5 mi, é só o sétimo da lista, atrás de Pogba (Manchester United), com 155,3 mi, Griezmann (Atlético de Madri), com 150,4, Suárez (Barcelona), com 145,2 mi, e Harry Kane (Tottenham), com 139,2 mi.
Como é feita a avaliação?
Os valores são bem diferentes daqueles que costumam ser usados para projetar o mercado do futebol. De acordo com o site TransferMarket, um dos mais respeitados do segmento, por exemplo, Messi e Ronaldo são os dois mais valiosos do planeta, avaliados em 120 milhões de euros e 110 milhões, respectivamente. Neymar é o terceiro da lista, com 100 milhões.
A lista suíça, porém, leva em conta uma série de fatores que o mercado normalmente ignora ao avaliar os grandes jogadores. O estudo leva em conta dez indicadores principais para criar um valor para um jogador. E o preço de mercado é apenas um deles. Entram na conta posição, idade, tempo e valor de contrato, experiência, nível de performance, status internacional, resultados, conquistas individuais e nível competitivo, além do preço de mercado comum.
Isso quer dizer, por exemplo, que o valor agregado de um jogador é maior se ele é a grande estrela de um país importante no cenário mundial, como Neymar com a seleção brasileira e Suárez com o Uruguai. Ou se sua chance de transferência é grande, como Pogba, quando deixou a Juventus, ou Griezmann, sempre associado transferências para clubes maiores do que o Atlético de Madri. O inglês Harry Kane é um caso assim: aos 23 anos, ele é o grande nome inglês da Premier League e, jogando no Tottenham, tem um potencial de transferência grande.
Enquanto esses cinco nomes (com chances menores para Pogba, que já fez uma grande transferência em sua carreira, e Suárez, com 29 anos) ainda tem alta probabilidade de movimentar milhões nas próximas janelas de transferência, a chance do mesmo acontecer com Messi ou Cristiano Ronaldo é menor. Além da idade (o argentino tem 29 anos e o português, 31), os dois são os pontos centrais de seus clubes, que já estão entre os mais poderosos financeiramente do planeta.
Brasil tem 10 no top 100
O estudo listou os 100 jogadores mais valiosos do planeta. Completam o top 10 o argentino Dybala, da Juventus, de 23 anos e que tem sido envolvido em vários rumores de transferência, avaliado em 113,8 milhões, o inglês Dele Alli, do Tottenham, de apenas 20 anos, e a grande revelação recente do futebol inglês, e o belga Hazard, do Chelsea, o mais velho do tio, com 25 anos.
O Brasil tem dez atletas entre os 100 mais valiosos, mas, depois de Neymar, só volta a aparecer na 45ª posição, com Roberto Firmino, do Liverpool, avaliado em 55,3 milhões. Willian (Chelsea) é o 47º (55,1 mi), e Philippe Coutinho (Liverpool), o 48º (55 mi).

Fora do Top 50:
56º Lucas Moura/PSG: 50,4 milhões
83º Fabinho/Monaco: 40,8 mi
85º Alex Sandro/Juventus: 40,7 mi
92º Douglas Costa/Bayern de Munique: 39,4 mi
94º Felipe Anderson/Lazio: 38,1 mi
95º Marquinhos/PSG: 37,6 mi

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CARTOLA NEWS

Veja jogadores que estão encostados ou podem virar moeda de troca

Apontados no passado como promessas por cronistas e olheiros, esses atletas ainda sonham em alcançar o topo da carreira no futebol nacional
DISPENSÁVEIS - Aos 33 anos de idade, Diguinho está encostado no Vasco; e Marcelo Lomba, que chegou a brilhar no Flamengo, virou moeda de troca no Internacional
DISPENSÁVEIS – Aos 33 anos de idade, Diguinho está encostado no Vasco; e Marcelo Lomba, que chegou a brilhar no Flamengo, virou moeda de troca no Internacional

Com o Mercado da Bola a todo vapor no início da temporada, nem todo jogador sabe qual será seu futuro em 2017. Muitos times do Brasil estão com atletas encostados, fora dos planos ou que podem virar moeda de troca em alguma outra negociação.
Confira os nomes que dificilmente terão chances de jogar por seus clubes atuais e podem mudar de time em breve:

Alison (Santos)
Sem espaço no Santos com a chegada de Leandro Donizete, tem contrato até o final de 2017, mas pode abreviar sua passagem pelo time que o revelou. Foi campeão da Copinha em 2013.

Anderson (Internacional)
Com salário alto e um segundo ano instável no Inter, Anderson é uma das principais moedas de troca do Colorado. O jogador garante que quer ficar no clube, já rejeitou três propostas, mas a direção pensa em colocá-lo no mercado.

Auro (São Paulo)
Revelado no São Paulo, o lateral direito não faz parte dos planos de Rogério Ceni. O clube pretende emprestá-lo.

Carlinhos (São Paulo)
Encostado no final do ano passado, o lateral tem contrato até o fim de 2017, mas dificilmente jogará novamente pelo São Paulo. O clube procura interessados.

Carlos Eduardo (Atlético-MG)
Contratado em abril de 2016, entrou em campo por 11 vezes, mas não convenceu. Tem contrato até dezembro de 2017, mas a tendência é de continuar sem espaço na equipe.

Diguinho (Vasco)
O Vasco tem como meta reduzir a média de idade do time, e Diguinho, 33 anos, está fora dos planos. Vai se apresentar em 12 de janeiro e treinar separado até achar um novo clube.

Henrique Almeida (Grêmio)
O presidente Romildo Bolzan Júnior já disse publicamente que ele não será aproveitado. Recebeu uma proposta do Coritiba e negocia com o clube. Caso não feche, ficará encostado.

Henrique Dourado (Fluminense)
O investimento foi pesado e o retorno ficou aquém das expectativas. Com contrato até 2020, o centroavante deverá ter seu destino longe das Laranjeiras na próxima temporada. A tendência é que saia por empréstimo.

Hyuri (Atlético-MG)
Contratado por US$ 1 milhão, chegou no início de 2016 e até começou bem o ano, mas caiu muito de rendimento e terminou a temporada como segundo reserva. Está fora dos planos para este ano.

Jean (Corinthians)
Contratado após passagem pelo Paraná Clube em agosto, somou apenas 12 minutos em campo pelo Corinthians. O clube busca um jogador mais renomado para a posição e deve emprestá-lo assim que possível.

João Pedro (Palmeiras)
O lateral revelado na base alviverde deve ser emprestado para ganhar rodagem. Para o setor, o Palmeiras já tem Jean, busca Samuel Xavier e ainda pode ficar com Fabiano. O vínculo com o Palmeiras vai até o início de 2020.

Joel (Cruzeiro)
O camaronês tem vínculo com o Cruzeiro até junho de 2020 e foi emprestado ao Santos no ano passado. Apesar de atuações frequentes nas últimas temporadas, terá forte concorrência e não está nos planos de Mano.

Jorge Henrique (Vasco)
Aos 34 anos, o atacante está fora dos planos da diretoria, que tem o objetivo de diminuir a média de idade do elenco. Vai se apresentar em 12 de janeiro e treinar separado até achar um novo clube.

Júlio César (Vasco)
Assim como Diguinho e Jorge Henrique, o lateral esquerdo vai se apresentar em 12 de janeiro e treinar separado até achar um novo clube. Está fora dos planos do Vasco.

Lucas (Palmeiras)
Emprestado ao Cruzeiro em 2016, o lateral direito está fora dos planos de Eduardo Baptista no Palmeiras. O Fluminense está interessado. O vínculo com o Palmeiras vai até o fim de 2017.

Lucas Coelho (Grêmio)
O atacante de 22 anos volta de empréstimo do Londrina e deve ser colocado pelo Grêmio em outra negociação.

Marcelo Lomba (Internacional)
Reserva de Danilo Fernandes e contratado às pressas por conta da lesão do titular, o goleiro tem caminho livre para ser usado como moeda de troca.

Marquinhos (Internacional)
Depois de quase fechar com Sport e São Paulo, Marquinhos ficou no Inter e está fora dos planos para 2017.

Matheus Sales (Palmeiras)
Destaque na conquista da Copa do Brasil 2015, o atleta entrou poucas vezes em campo na temporada passada. Existe a possibilidade de ele ser negociado com o Fluminense. O vínculo com o Palmeiras se encerra em dezembro de 2020.

Maxi Rodríguez (Grêmio)
O meia uruguaio volta de empréstimo do Peñarol. Até fechar com outro time, ficará fora do elenco principal.

Mena (Cruzeiro)
Volta de empréstimo do São Paulo e será a quarta opção de Mano (Diogo Barbosa, Bryan e Edimar já estão no time). Por isso não deverá ser utilizado e pode sair novamente.

Mendoza (Corinthians)
Voltou de empréstimo do New York City, mas o Corinthians não quer aproveitá-lo. O jogador já recusou uma proposta do Bahia. O contrato vai até o fim de 2018.

Osvaldo (Fluminense)
Pouquíssimo aproveitado nos últimos meses de 2016, o atacante deve ser envolvido pelo Fluminense em alguma negociação.

Rodrigão (Santos)
Com poucas chances no Santos, o centroavante deve ser usado como moeda de troca no mercado. Rodrigão tem contrato com o Santos até 2021.

Rodrigo (Palmeiras)
Vindo do Goiás, o volante jogou somente 19 minutos com a camisa do Palmeiras – na última rodada do Brasileirão, contra o Vitória. O contrato dele com o clube paulista vai até o fim de 2017.

Thiago Ribeiro (Santos)
Volta ao Santos após ficar encostado no Bahia e não está nos planos do time paulista. Com salário alto, deve ser emprestado ou vendido. Contrato vai até o final de 2017.

Vagner (Palmeiras)
O goleiro foi contratado para a temporada 2016, mas não aproveitou as oportunidades depois da lesão de Fernando Prass. Hoje é o quarto goleiro, atrás de Jailson e Vinícius Silvestre, além do próprio Prass.

Wallace Oliveira (Grêmio)
O Grêmio liberou o jogador para buscar outro clube. Porém, como seu vínculo é do Chelsea e ele está no Tricolor por empréstimo, não será desligado. O agente quer que ele cumpra o vínculo até o meio do ano. Ficará encostado.

Willians (Cruzeiro)
Retorna de empréstimo do Corinthians, mas vai encontrar dificuldades para se firmar no Cruzeiro, clube do qual já saiu sem espaço no ano passado.

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RECENTES DO MERCADO DA BOLA

Fla fecha com lateral da seleção peruana e só aguarda exames para anúncio

Reportagem: Vinicius Castro
CONTRATADO - Miguel Trauco é o primeiro reforço do Flamengo para a temporada 2017
CONTRATADO – Miguel Trauco é o primeiro reforço do Flamengo para a temporada 2017

O Flamengo fechou a contratação do lateral-esquerdo Miguel Trauco. Jogador da seleção peruana, ele acertou com o Rubro-negro um contrato de três anos e depende apenas dos exames médicos para ser oficializado pela diretoria carioca.
Trauco é esperado no CT Ninho do Urubu nos primeiros dias de janeiro para passar por procedimentos detalhados, mas a tendência é a de que os exames básicos para a contratação sejam enviados ao clube.
Aos 24 anos, o lateral é o primeiro reforço do Flamengo para a temporada 2017. Inicialmente, ele chega para a reserva de Jorge.
“Não podemos esconder as negociações, mas deixaremos para anunciar quando estiver tudo certo. Não sei se ele vem antes ou se apresenta com o restante do elenco”, afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Trauco tem contrato com o Universitario-PER até o final do ano e chega ao Rubro-negro apenas pelos salários. Não há custo na transação. Ele disputou 41 jogos pelo clube peruano em 2016 e fez um gol.
Com a questão de Miguel Trauco resolvida, o Flamengo se concentra em outros reforços. O clube negocia com o volante Romulo e também quer um meia para o setor. Um atacante de lado de campo é prioridade. Vitinho, Marinho e Willian mantêm conversas. O primeiro, no entanto, tem a liberação difícil pelo CSKA-RUS.