ECONOMIA

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Jovens são os mais afetados pela crise econômica, diz pesquisa

De abril a junho deste ano, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado
DESAMPARO E DESESPERO – Em cinco anos, o índice de jovens desempregados no Brasil passou de 5,2% para 7,2%

Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econômica atinge com mais intensidade os jovens, que têm mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos. A informação foi divulgada hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na seção Mercado de Trabalho do blog da Carta de Conjuntura.
De abril a junho deste ano, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado, atingindo um nível bem abaixo do observado no início da pesquisa em 2012, de 37%.As análises são feitas com base nos microdados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os pesquisadores destacam que, além disso, entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%.
“Os dados salariais revelam que, além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário [de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação”, diz o documento.
De abril a junho deste ano, enquanto os empregados com mais de 60 anos receberam, em média, R$ 2.881, aqueles com idade entre 18 e 24 anos obtiveram remuneração média de R$ 1.122.
Segundo o Ipea, no segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.

Melhora no setor formal
De acordo com o documento, embora ainda apresente um cenário ruim, os dados mais recentes da Pnadc mensal sinalizam melhora no mercado de trabalho brasileiro. No trimestre móvel de maio a julho de 2017, a taxa de desemprego no país ficou em 12,8%, apresentando a quarta queda consecutiva. “De um modo geral, a melhora recente da ocupação é decorrente tanto de um aumento no número de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do número de ocupados que perderam os seus empregos.”, dizem os pesquisadores.
No segundo trimestre deste ano, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase 3 pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas que ficaram desempregadas recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo período de 2017.
“A melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho. respondeu por 1 milhão de um total de 1,3 milhão de trabalhadores incorporados à população ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta própria e 1% viraram empregadores”, diz o estudo do Ipea.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que, se por um lado, o mercado de trabalho formal vem perdendo o dinamismo ao longo dos últimos trimestres, no que se refere à criação de vagas, por outro, ele vem reduzindo o ritmo de demissões e expandindo seus rendimentos a taxas superiores às dos demais.
De abril a junho passado, de todos os trabalhadores que foram demitidos, 32% estavam empregados no mercado formal, percentual este que é 10 pontos percentuais menor que o observado há dois anos. Adicionalmente, a alta de 3,6% dos salários pagos pelo setor privado com carteira assinada é maior que a dos informais, que teve queda de 2,9%, e a dos trabalhadores por conta própria, que recuou 1,2%.
No caso do setor informal, observa-se uma estabilidade ao longo do tempo – 38% desses trabalhadores perdem o emprego a cada trimestre –, sinalizando que o setor informal recebeu o maior número de desempregados.
“Em termos agregados, o mercado formal continua sendo o principal empregador do país, com um contingente ocupado de 44 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 49% de toda a ocupação. Em relação às demais categorias, observa-se que ao longo dos últimos anos, vem crescendo o número de trabalhadores por “conta própria”, enquanto o contingente de empregados no mercado formal mantém-se estável. Como consequência, a participação relativa dos trabalhadores informais no total da ocupação recuou 2 pontos percentuais entre 2012 e 2017 – de 23% para 21%, e a do “conta própria” avançou de 22% para 25%”, dizem os pesquisadores.

Expectativas
Segundo a publicação, a expectativa para os próximos meses é de que a taxa de desemprego continue diminuindo lentamente, com a retomada gradual do crescimento da economia. “No entanto, a queda do desalento pode exercer pressões adicionais sobre a PEA [População Economicamente Ativa], impedindo um recuo da taxa de desemprego mesmo em um cenário de expansão da ocupação”, diz o documento.
A redução da taxa de desemprego (que está em 12,8%) só não foi maior porque entrou mais gente na PEA: alta de 1,6% no trimestre encerrado em julho. Segundo o Ipea, a parcela dos inativos desalentados, que achavam que não conseguiriam emprego, foi de 44,7% no segundo trimestre. Esse número é 2,5% menor que o registrado no trimestre anterior, o que indica aumento da confiança em alcançar uma vaga.
Quanto aos salários, os pesquisadores afirmam que as perspectivas são de continuidade de aumento dos rendimentos, principalmente em um cenário de inflação baixa. “Dessa forma, a tendência é que a massa salarial real continue a acelerar, contribuindo positivamente para a continuidade da retomada do crescimento do consumo das famílias”, diz a análise do Ipea.

Endividamento das famílias sobe a 41,6% em junho, revela BC

Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento foi de 23,1% para 23,2% no mesmo período
ESTIMATIVAS – O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 41,5% em maio para 41,6% em junho, conforme dados divulgados pelo Banco Central, por meio da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito de julho. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento foi de 23,1% para 23,2% no mesmo período.
O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.
Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 21,3% em maio para 21,1% em junho. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 18,7% para 18,5%.

Brasil tem uma tentativa de fraude a cada 16,8 segundos, diz Serasa

Entre janeiro e maio deste ano, houve 782.244 ocorrências do tipo no país; segmento de telefonia foi o mais visado, com 38,6% dos casos
CALOTE NACIONAL – A cada 16,8 segundos é registrada uma tentativa de fraude no Brasil, diz levantamento

O Brasil registrou 782.244 tentativas de fraude entre janeiro e maio deste ano, o equivalente a uma ocorrência a cada 16,8 segundos, mostram dados da Serasa Experian divulgados nesta terça-feira (25). O segmento de telefonia foi o mais visado, com 38,6% dos casos.
Neste tipo de golpe, os criminosos usam indevidamente os dados de consumidores para abrir contas de celulares ou comprar aparelhos. No segmento de telefonia, o golpe é uma “porta de entrada” para outras fraudes de maior valor.
Os golpistas costumam comprar telefones para ganhar um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

Nome sujo
A analista de recursos humanos Luana da Silva Barbosa está com o nome sujo desde o começo do ano por causa deste tipo de crime. Ela recebeu um e-mail de uma loja onde faz compras com uma nota fiscal de um aparelho celular que custou em torno de R$ 1.500,
“Achei estranho que eu não tinha feito nenhuma compra naquela loja. Então liguei pra lá pra poder dizer que se tratava de engano e realmente fizeram uma compra numa loja física em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, num local onde nunca estive na minha vida”, conta.
Essa não foi a única compra feita em nome de Luana naquele endereço. Ela passou a receber as faturas de mais cinco linhas telefônicas que nunca contratou, algumas passavam de R$ 2 mil.
O endereço das faturas emitidas no nome da Luana, que mora na zona norte de São Paulo, coincide com uma rua de terra na zona rural do Mato Grosso do Sul. O autor da fraude chegou a assinar pessoalmente um dos contratos com uma letra bem diferente da assinatura original de Luana.
Enquanto as empresas não se convencem do crime, ela – que está desempregada – não consegue tomar empréstimos e está sendo prejudicada nas seleções de trabalho.
“Como eu sou da área de recursos humanos, trabalho com folha de pagamento, muitas empresas têm o procedimento de consultar pra ver se não tem o nome sujo. E aí, conforme algumas constam, aí eu perco oportunidade. Então além de distribuir currículo eu tô distribuindo boletim de ocorrência e contestação de compras para poder comprovar que eu de fato não devo nada”, diz.

Segmentos mais visados
Depois da telefonia, o setor de serviços foi o segundo mais afetado, com 29,8% das tentativas de fraude. Em terceiro lugar estão os bancos e financeiras com 23,9% de participação, seguidos do varejo, com 47.452 tentativas e participação de 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total.
Em maio deste ano, 164.988 tentativas de fraude foram aplicadas em todos os segmentos, o que representa um aumento de 19,7% em relação a abril do mesmo ano, quando o indicador apontou 137.856 tentativas. Na comparação de maio de 2017 x maio 2016, o crescimento nas tentativas foi de 12,3%.

Mulheres receberam 23,6% menos que os homens em 2015, aponta IBGE

Em relação a 2014, o número de assalariados recuou 3,6%, sendo a queda entre os homens de 4,5% e entre as mulheres de 2,4%, percentual menor por conta dos salários menores pagos a elas
QUEDA – Os dados do Cempre revelam ainda que, nas entidades empresariais, embora os homens sejam maioria, a diferença entre o número de pessoal ocupado do sexo masculino e feminino vem caindo de 2010 para cá

As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em média R$2.708,22 e as mulheres R$ 2.191,59. O levantamento foi divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2015, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas que empregavam 53,3 milhões de pessoas, sendo 46,6 milhões (87%) assalariados e 7 milhões (13%) sócias ou proprietárias. Do total de assalariados, 56% eram homens e 44% mulheres. Em relação a 2014, o número de assalariados recuou 3,6%, sendo a queda entre os homens de 4,5% e entre as mulheres de 2,4%.
Em cinco anos, entre 2010 e 2015, o percentual de mulheres ocupadas assalariadas aumentou 1,9 ponto percentual. A maior participação feminina nesse período estava na administração pública e nas entidades sem fins lucrativos. Neste último ambiente, por exemplo, a participação das mulheres passou de 53,3% para 55,8% e a dos homens caiu de 46,7% par 44,2%, no período.
Os dados do Cempre revelam ainda que, nas entidades empresariais, embora os homens sejam maioria, a diferença entre o número de pessoal ocupado do sexo masculino e feminino vem caindo de 2010 para cá. No período, a diferença diminuiu 5,2 pontos percentuais.

Escolaridade
Em 2015, 79,6% do pessoal ocupado assalariado não tinham nível superior e 20,4% tinham. O número de empregados com nível superior cresceu 0,4%, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 4,5%, em relação a 2014. Logo, a participação relativa do pessoal com nível superior aumentou 0,8 ponto percentual.
A pesquisa mostra também que, entre 2010 e 2015, apesar da predominância de trabalhadores sem nível superior, houve acréscimo de 3,8 pontos percentuais no número de empregados com nível superior, que era de 16,6% em 2010.
Em 2015, o salário dos trabalhadores com nível superior era, em média, de R$5.349,89 e o dos empregados sem nível superior, R$1.745,62, uma diferença de 206,5%. Na comparação com 2014, o salário médio mensal teve queda real de 3,2%, sendo que para as mulheres esse declínio foi de 2,3% e para os homens de 3,5%. A queda no rendimento médio foi maior entre os trabalhadores sem nível superior (4,3%) do que entre os empregados com nível superior (3,8%).

Novo modelo do setor elétrico pode levar a aumento de até 7% na conta de luz

MODELO DO MME – Privatização de todas as usinas pode gerar impacto de até 7% de aumento na conta de luz do consumidor

O novo modelo do setor elétrico apresentado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) pode gerar custos mais altos para o consumidor. A estimativa é que, se todas as usinas forem privatizadas de uma só vez, poderia haver impacto de até 7% na conta de luz. Por isso, a proposta é que esse movimento seja gradual, diluindo os efeitos tarifários.
Hoje, o consumidor paga um valor baixo pela energia dessas usinas, o que contribui para conter os reajustes tarifários. Esse valor é tabelado e definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Se essas usinas forem privatizadas, o consumidor vai pagar mais, ou seja, preço de mercado, por essa mesma energia. Porém, um terço dos recursos obtidos com a venda retornaria para a conta de luz, abatendo custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que banca subsídios e programas sociais.
“Por um lado, esse movimento teria implicações tarifárias para os consumidores regulados. Por outro lado, alocaria melhor o risco da geração e distribuiria parte da renda hidráulica a todos os consumidores via CDE, além de representar aumento da flexibilidade do portfólio e preços mais realistas”, diz o documento.
“Não obstante, mesmo que todo o volume de cotas das usinas prorrogadas, que são mais baratas, fosse descontratado de uma única vez e substituído por contratos com preço de R$ 200/ MWh, o impacto nas tarifas dos consumidores regulados seria de no máximo 7%, considerando-se os níveis atuais de receita das distribuidoras e excluindo-se desse efeito o benefício decorrente da menor exposição ao risco hidrológico e da redução do encargo de CDE”, acrescenta.
Para evitar esse potencial aumento, a proposta do governo é diluir esses efeitos tarifários ao longo dos anos. No documento, o MME defende a posição de que a maior parte da renda da venda dessa energia deveria ficar com o setor elétrico, ou seja, com o consumidor.
“Novamente, esse movimento atenderia melhor aos objetivos do MME se a maior parte dessa renda ficasse com o setor elétrico, readequando decisões alocativas associadas à renda hidráulica, que em 2013 ficou concentrada no mercado regulado, com concomitante redução na exposição ao risco dos consumidores”, afirma o documento.
“De qualquer forma, na hipótese de se desejar uma diluição dos efeitos tarifários, o próprio edital de privatização seria capaz de estabelecer uma trajetória ou até uma carência para desmobilização das cotas vigentes e adoção integral de um regime de livre comercialização, o que permitiria uma contratação fracionada e antecipada da energia existente necessária para recomposição do nível contratual das distribuidoras, reduzindo o risco de o preço recontratado ser excessivamente elevado.”

Quanto dinheiro a loteria arrecada, para onde ele vai e qual a chance de ganhar

Em 2015, um único apostador levou um prêmio de mais de R$ 205 milhões. Mas, parte do valor arrecadado na boca do caixa é destinado pelo governo para investimento em diversas áreas

Os dez maiores prêmios da Mega em concursos regulares:
1. 1.764, 25/11/2015; uma aposta vencedora; premiação total: R$
205.329.753,89
2. 1.772, 22/12/2015; 2 apostas vencedoras; premiação total: R$ 197.377.949,52
3. 1.655, 22/11/2014; 2 apostas vencedoras; premiação total: R$ 135.315.118,96
4. 1.220, 6/10/2010; uma aposta vencedora; premiação total: R$ 119.142.144,27
5. 1.575, 19/2/2014; uma aposta vencedora; premiação total: R$ 111.503.902,49
6. 1.211, 4/9/2010; 7 apostas vencedoras; premiação total: R$ 92.522.954,23
7. 1.810, 20/4/2016; uma aposta vencedora; premiação total: R$ 92.303.225,84
8. 1.545, 6/11/2013; uma aposta vencedora; premiação total: R$ 80.499.108,16
9. 1.871, 29/10/2016, uma aposta vencedora; premiação total: R$ 76.548.193,31
10. 1.295, 25/6/2011; uma aposta vencedora; premiação total: R$ 73.451.540,26

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para realizar o sonho de ser o próximo milionário, você deve marcar de 6 a 15 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos (Teimosinha). Veja a seguir como é distribuída a arrecadação total do concurso da Mega-Sena e quanto, em dinheiro, foi repassado para fundos do governo federal.

Distribuição da arrecadação da Mega-Sena

Prêmio Total
51%
Fundo Nacional da Cultura
3%
Comitê Olímpico Brasileiro
1,7%
Comitê Paraolímpico Brasileiro
0,3%
Prêmio Bruto
46%
Imposto de Renda Federal
13,8%
Prêmio Líquido
32,2%
Seguridade Social
18,1%
Fies -Crédito Educativo
7,76%
Fundo Penitenciário Nacional
3,14%
Despesa de Custeio e Manutenção de Serviços
20%
Tarifa de Administração
10%
Comissão dos Lotéricos
9%
FDL – Fundo Desenvolvimento das Loterias
1%
Renda Bruta
100%
Adicional para Secretaria Nacional de Esportes
4,5%
Arrecadação Total
104,5%

Sorteios
Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.
Apostas
A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.
Premiação
O prêmio bruto corresponde a 45,3% da arrecadação, já computado o adicional destinado ao Ministério do Esporte.
Dessa porcentagem:
35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);
19% entre os acertadores de 5 números (Quina);
19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);
22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.
5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).
Recebimento de prêmios
Você pode receber seu prêmio em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Caso o prêmio líquido seja superior a R$ 1.523,28 (bruto de R$ 1.903,98) o pagamento pode ser realizado somente nas agências da Caixa. Valores iguais ou acima de R$ 10.000,00 são pagos após 2 dias de sua apresentação na agência da Caixa.

Acumulação
Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação. Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta. Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Mega da Virada
O último concurso da Mega-Sena de final 0 ou 5 de cada ano civil, que tem a denominação comercial Mega da Virada, obedece às seguintes regras:
Prazo de comercialização:
Durante os meses de novembro e dezembro, com captação de apostas independente e concomitante com os demais concursos da modalidade, utilizando-se de volantes especícos (a CAIXA informará com antecedência a data do início das vendas e o número do concurso da Mega da Virada, que será sorteado no dia 31/12).

Distribuição do valor destinado ao pagamento dos prêmios:
62% – primeira faixa – seis acertos (sena);
19% – segunda faixa – cinco acertos (quina);
19% – terceira faixa – quatro acertos (quadra).
Composição da primeira faixa de premiação (sena):
– 62% do percentual destinado a prêmios, de acordo com a arrecadação do respectivo concurso;
– O total acumulado para o último concurso de ᵔnal zero ou cinco do ano civil;
– O total acumulado para o concurso de ᵔnal zero ou cinco;
– O total acumulado na primeira faixa (sena) do concurso anterior, quando houver.
Critério de acumulação:
– Não existindo apostas premiadas com seis números (sena), o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números (quina);
– Não existindo apostas premiadas com seis e cinco números, o prêmio será rateado entre os acertadores de quatro números (quadra);
– Não existindo apostas premiadas em quaisquer faixas de premiação, os valores acumulam para o concurso seguinte, nas respectivas faixas.

Bolão
O Bolão Caixa é a possibilidade que o apostador tem de realizar apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Você também pode comprar cotas de bolões organizados pelas Unidades Lotéricas. Neste caso, poderá ser cobrada uma Tarifa de Serviço adicional de até 35% do valor da cota. Na Mega-Sena, os bolões tem preço mínimo de R$ 10,00. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 4,00. É possível realizar um bolão de no mínimo 2 e no máximo 100 cotas.

Vendas de camisas com desenho da etnia Tukano ajudam no estudo de indígenas

Os desenhos são inspirados em gravuras rupestres, animais e instrumentos musicais do Alto Rio Negro. . A ideia de confeccionar as camisas para comercialização surgiu por uma necessidade provisória de sobrevivência enquanto não encontravam uma vaga no mercado de trabalho
Reportagem: Elaíze Farias
EMPREENDEDORISMO – Ivan Barreto e Cloves Torres, da etnia Tukano, investem na produção de camisas (Foto: Alberto César Araújo)

Os jovens indígenas Cloves Torres e Ivan Barreto, da etnia Tukano, inspiram-se nos grafismos rupestres encontrados nas pedras localizadas à margem do rio Tiquié, no Alto Rio Negro (AM), nos animais encantados e nos instrumentos musicais para desenvolver um empreendimento que está ajudando na sustentabilidade deles e de suas famílias. Nascidos em aldeias do município de São Gabriel da Cachoeira, extremo norte do Amazonas, Cloves Torres, 23 anos, e Ivan Barreto, 26 anos, inauguraram há dois meses uma loja virtual de vendas de camisas com estampas que resgatam a origem cosmológica e retratam a cultura do povo Tukano.
Ambos moram Manaus e fazem faculdade. A ideia de confeccionar as camisas para comercialização surgiu por uma necessidade provisória de sobrevivência enquanto não encontravam uma vaga no mercado de trabalho. O projeto vem conquistando boa aceitação e eles já pensam em expandir o negócio para a confecção de outros produtos.
“Essa iniciativa se deu pela falta de oportunidade no mercado de trabalho. Sabemos que em Manaus é difícil conseguir [emprego]. O Ivan e eu conversamos sobre arrumar uma renda extra. A gente já fazia grafismos no rosto e no corpo e então pensamos em fazer isso em camisas”, explica Cloves Torres.
Os dois artistas transportam para as camisas elementos que simbolizam a cultura Tukano, com imagens de bichos e de flauta indígena (de nome Kariçú). Um desses desenhos estilizados é o pé de gafanhoto, cuja pintura nos corpos dos indígenas é comum antes da preparação em dias de festa, como é o caso do ritual Dabucuri, o mais conhecido no Alto Rio Negro. Outro animal é a borboleta, cujo desenho é exclusivo para os corpos das mulheres.
Ivan Barreto diz que muitos dos desenhos transportados para as camisas são inspirados nas explicações do avô, Ovídio Barreto, que é Kumu (especialista em conhecimento Tukano).
“A gente desenha com orientação do seu Ovídio. Ele vai explicando como é, do que se trata, e a gente desenha. Tem, por exemplo, o pé do gafanhoto. Nós pegamos o papel e ele vai nos orientando o que significa. A gente também desenha outros animais, pessoas e outros seres que não sabemos identificar”, conta Ivan Barreto.
Alguns dos desenhos rupestres são copiados de fotografias encontradas em publicações do Instituto Socioambiental (ISA), organização não-governamental que há mais de 20 anos atua na região do Alto Rio Negro.
“São fotografias dos desenhos dos nossos ancestrais. Figuras encontradas no rio Tiquié. Então, a gente pega a fotografia e pergunta ao nosso avô o que significa. Um dos desenhos é uma pedra central, que o nosso avô disse que é a morada dos macacos”, explica Barreto.
Cloves Torres e Ivan Barreto são também músicos. Eles integram o grupo Kariçú, com sede em Manaus, formado há mais de um ano. O grupo faz apresentações frequentes em espaços da capital amazonense e em eventos.
Inspirados nos sons da floresta e nas flautas, eles também resgataram imagens dos instrumentos da música Tukano nas camisas. “As flautas são típicas da dança Kariçú, que também é o nome do grupo”, diz Cloves.
Os dois jovens planejam agora diversificar os produtos. Por enquanto, eles pensam apenas em produzir chaveiros e copos. Os chaveiros deverão ser miniaturas de flautas usadas nas festas Tukano. Também querem expandir os modelos de grafismos. Eles pretendem, ainda, profissionalizar o projeto com a formalização do negócio criando uma empresa com CNPJ e inscrição nos órgãos competentes.
As camisas nas cores branca, preta e rosa (tamanhos M e G) podem ser adquiridas através da página Tuca.Artes no Facebook e em uma banca na feira de artesanato no calçadão da Ponta Negra, em Manaus, a R$ 30. Na página do Facebook, cada camisa tem uma explicação sobre o desenho estampado.
“Estamos vendendo e comprando mais camisas para fazer as estampas. Conseguimos mais solicitações. Futuramente, queremos criar uma lojinha de varejo para atender todo o Brasil pela internet. A gente também leva as camisas para vender nas nossas apresentações do grupo. Está dando certo”, comemoram eles.
A técnica de impressão adotada nas camisas é a sublimação [impresso em papel com tinta especial e prensado com calor sobre o tecido]. Eles dizem que, ao terminar o atual estoque, dependendo dos custos, vão adotar a técnica da serigrafia [impressa em tela].
O povo Tukano é um dos 23 que habitam a região do Alto Rio Negro, no extremo norte da Amazônia, fronteira com Colômbia e Venezuela. Segundo o censo 2010 do IBGE, a população Tukano é de seis mil pessoas. Em 2002, a língua tukano foi considerada co-oficial naquela região, junto com outras duas línguas indígenas, baniwa e nheengatu, além do português. Os Tukano se identificam com sua própria denominação, Yepá-Mahsã, que tem diferentes significados. Entre eles, “seres vindo da terra”.

Em busca de formação
Ivan Barreto nasceu em Pari Cachoeira, em São Gabriel da Cachoeira. Mora em Manaus desde 2007, onde chegou para prosseguir seus estudos.. Atualmente faz graduação em Ciências da Computação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
“Eu vim para estudar. Meu objetivo era vir para a capital e voltar formado. Voltar para a comunidade. Decidi fazer esse curso porque sentia necessidade de termos alguém na área de tecnologia”, conta Ivan Barreto, que ainda não sabe como vai conciliar a atividade da produção de camisas com a profissão que escolheu. “Quem sabe podemos desenvolver um aplicativo”, diz.
Nascido em Yauaretê, Cloves Torres conta que foi durante uma conversa motivacional com um professor do ensino médio, quando ainda morava na sua comunidade, que o levou a prosseguir os estudos. “Eu queria fazer engenharia civil ou administração. Ganhei uma bolsa do Prouni para uma faculdade particular e fiz administração”, diz. Hoje, Torres cursa mestrado em Engenharia de Processos Industriais em um núcleo instalado em Manaus da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Parte da família dos dois rapazes mora em Manaus e outra ficou em São Gabriel da Cachoeira. “Moro com minha avó e dois irmãos em Manaus. Por enquanto, essa ideia da venda das camisas é uma oportunidade. A ideia é boa, pode ir pra frente, vai nos ajudar de alguma forma e há muitas pessoas nos apoiando”, diz.
No grupo Kariçú, liderado pelo indígena Jaime Diakara, da etnia Dessana e mestrando em Antropologia, os dois tocam e cantam. Eles dizem que antes de entrar no grupo não sabiam nem uma coisa nem outra, mas aceitaram entrar para conhecer e resgatar a cultura do Alto Rio Negro.
“No nosso ambiente, na comunidade, quando é festa, os velhos sentam e tocam. Se você se interessar, aprende. Morando em Manaus, eu sabia um pouco sobre os cantos e as flautas tocadas nos rituais. O Jaime fez uma movimentação e nos juntou. Assim, começamos a aprender a dançar, a tocar e a cantar”, diz Cloves.

Banco da Amazônia disponibiliza mais de R$ 153 milhões para o Amapá em 2017

Projetos sustentáveis do agronegócio e industrial de todas as regiões do Estado poderão acessar a verba que acaba de ser anunciada pelo Basa
Reportagem: Alcilene Costa

Para 2017, o Banco da Amazônia tem previsto para o Estado do Amapá investimentos na ordem de R$ 153,27 milhões, sendo R$ 138 milhões do FNO e R$ 15,27 milhões de crédito de sua carteira comercial, recursos esses que atenderão empreendimentos de todas as regiões do Estado.
Entre os projetos sustentáveis prioritários para o Amapá estão os segmentos do Agronegócio e Industrial, que atingirá todo o Estado, e o Extrativismo Mineral (Ouro, Manganês e ferro), que beneficiará as regiões de Calçoene, Serra do Navio, Pedra Branco e Oiapoque. E ainda está o extrativismo de óleos naturais (copaíba, andiroba, essências) que será fomentado em todo o Estado.
De acordo com o Superintendente do Pará e Amapá, Pedro Paulo Busatto, a intenção do Banco é trabalhar em parceria com as diversas entidades amapaenses. “Pretendemos fomentar a regularização fundiária e ambiental, bem como o desenvolvimento de pesquisas agroecológicas, voltadas para o cultivo sustentável do açaí e essências naturais. Mas para isso a parceria com Universidades, Embrapa e iniciativas privadas será fundamental”, acrescentou.

Amazônia conta mais de R$ 7 bi para fomentar a economia
O valor de R$ 7,9 bilhões é a disponibilidade de recursos do Banco da Amazônia para toda a Região Amazônica em 2017. Desse total, R$ 4,6 bilhões são originários do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). As demais são do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, R$ 2,9 bilhões, pertence à carteira de crédito comercial da Instituição.
Esse volume de recursos e suas prioridades econômicas estão elencados no Plano de Aplicação de Recursos Financeiros em 2017, disponível no site do Banco (bancoamazonia.com.br). De acordo com o gerente de Gestão de Programas Governamentais, Oduval Lobato, dos R$ 4,6 bilhões do FNO, operado com exclusividade pelo Banco, mais de 70% serão aplicados em municípios com comprovada carência econômica e social, conforme previsto na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), do Governo Federal.
“A PNDR tem por objetivo reduzir as desigualdades entre as regiões brasileiras e promover um maior equilíbrio no acesso a oportunidades de desenvolvimento, levando em consideração fatores como inclusão social, produtividade, sustentabilidade ambiental e competitividade econômica”, informou.
Segundo o presidente do Banco, Marivaldo Melo, neste momento de retração da economia, a Instituição oferece o crédito necessário com taxas reduzidas para empreendedores da Região Amazônica dos mais diversos portes para fomentar a economia e gerar renda para a população. “O Banco está disponível para investidores interessados em realizar seus projetos na região. Estamos trabalhando de forma aderente com as regras de transparência e governança de mercado, buscando dar agilidade e resposta aos clientes e acionistas com eficiência e qualidade, oferecemos as melhores taxas do mercado e temos o compromisso de contribuir para o crescimento da economia”, finaliza.

Ajuste fiscal, crise nos estados e inflação; veja fatos da economia em 2016

Embora esteja passando por um momento de crise, provocada principalmente por problemas políticos, o Brasil ainda apresenta uma economia forte e sólida
Reportagem: Wellton Máximo, Sabrina Craide, Kelly Oliveira, Mariana Branco e Daniel Lima
REVISÃO DE METAS - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi nomeado em maio pelo presidente Michel Temer
REVISÃO DE METAS – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi nomeado em maio pelo presidente Michel Temer

A economia brasileira viveu mais um ano de recessão em 2016. Junto com a crise política, o cenário teve impactos diretos na queda da arrecadação, no aumento da previsão de déficit, na crise nas contas dos estados, no aumento dos juros para financiamento, na queda na confiança dos investidores, entre outros.
Relembre os fatos que marcaram a economia brasileira em 2016:

Contas públicas
Em fevereiro de 2016, Nelson Barbosa, ministro da Fazenda recém-empossado pela então presidente Dilma Rousseff para substituir Joaquim Levy, informou que o resultado primário das contas públicas seria um déficit de R$ 60,2 bilhões em lugar do superávit de R$ 30,5 bilhões aprovado em 2015. Um mês depois, Barbosa ampliou a previsão de déficit para R$ 96,7 bilhões.
Em maio, com a abertura do processo de impeachment pelo Senado, Dilma Rousseff foi afastada por 180 dias e o então vice Michel Temer assumiu a Presidência da República interinamente e nomeou para o Ministério da Fazenda Henrique Meirelles, que anunciou a revisão da meta de déficit em 2016 para R$ 170,5 bilhões.
O Congresso aprovou a mudança cinco dias depois. Nos 12 meses terminados em outubro, União, estados, municípios e estatais acumulavam déficit primário de R$ 137,2 bilhões.

PIB
Pelo segundo ano seguido, o Brasil registrou contração na economia. Apenas nos nove primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) acumula queda de 4% em relação ao mesmo período de 2015. A economia não reagiu na velocidade esperada.
No início do ano, as instituições financeiras projetavam queda de 2,99% na atividade econômica em 2016. Em dezembro, a estimativa de retração aumentou para 3,43%.

Dólar
Depois de um início de ano tenso, o dólar reverteu a tendência e passou a cair nos meses seguintes. Em janeiro, a cotação da moeda norte-americana fechou em R$ 4,16, no maior nível desde a criação do real, em meio ao agravamento da crise política e à queda nos preços internacionais do petróleo.
A troca de governo no Brasil e a recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional) acalmaram o mercado. Em outubro, o dólar aproximou-se de R$ 3,10, mas subiu cerca de R$ 0,30 após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e o aumento de juros do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.

Arrecadação
A arrecadação de impostos e contribuições federais foi fortemente impactada pelo cenário econômico em 2016. De janeiro a outubro, chegou a R$ 1,059 trilhão, com queda real de 3,47% em relação ao mesmo período de 2015. Ao longo do ano, os técnicos da Receita Federal confirmaram os efeitos provocados pela recessão, com todos os indicadores macroeconômicos desfavoráveis.

Repatriação de recursos
O resultado da arrecadação de impostos e contribuições só não foi pior por causa da Lei da Repatriação, que autorizou a regularização de recursos no exterior mediante pagamento de 15% de Imposto de Renda e 15% de multa. A arrecadação com a medida chegou a R$ 45,7 bilhões. Desse total, a União repassou R$ 9,4 bilhões de Imposto de Renda a estados e municípios, que recorreram à Justiça para receberem a repartição da multa.
No fim de novembro, o governo fechou um acordo para os estados receberem R$ 5,3 bilhões da multa mediante medidas de ajuste fiscal. No início de dezembro, o presidente Michel Temer anunciou o repasse da parcela das multas também aos municípios.

Crise fiscal nos estados
A crise econômica deteriorou não apenas as contas do governo federal. Com a arrecadação em queda, os estados tiveram dificuldade em honrar compromissos, o que se refletiu em atrasos no pagamento de salários a servidores públicos e na prestação de serviços básicos, como saúde e segurança.
A situação foi pior em estados afetados pela queda do preço do petróleo, como o Rio de Janeiro. O estado decretou estado de calamidade financeira em junho e recebeu ajuda de R$ 2,9 bilhões do governo federal. Em dezembro, foi a vez de Minas Gerais decretar emergência nas contas públicas.

Renegociação de dívidas com a União
Com as contas públicas pressionadas, os governadores pressionaram a equipe econômica a renegociar os débitos dos estados com a União. Beneficiados com a troca de indexadores da dívida dos governos locais, no início de 2016, os estados pediram alongamento no prazo e redução do valor das parcelas mensais.
Em abril, 15 estados e o Distrito Federal conseguiram liminares no Supremo Tribunal Federal para mudar a correção da dívida de juros compostos para juros simples.
As dívidas só voltaram a ser corrigidas por juros compostos em julho, após assinatura de acordo entre a União e os estados. A dívida foi alongada por 20 anos, com pagamento das parcelas suspenso de julho a dezembro.
Medidas de ajuste fiscal que teriam de ser tomadas pelos estados foram derrubadas durante a tramitação do projeto de lei com a renegociação, que tramita no Senado.

Inflação
A inflação iniciou 2016 em aceleração e com projeções do mercado financeiro bem acima do teto da meta, de 6,5%. Em janeiro, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve variação de 1,27%, com aceleração em relação a dezembro (0,96%). Em 12 meses, a inflação ficou muito acima do teto da meta, chegando a 10,71%, superior aos 10,67% registrados em 2015.
As projeções das instituições financeiras indicavam inflação em torno de 7% para este ano. Em fevereiro, a estimativa do mercado financeiro chegou a 7,62%. Ao longo do ano, a inflação desacelerou, chegando a 6,99% nos 12 meses encerrados em outubro. Com isso, as projeções do mercado se aproximaram do teto da meta, ficando em 6,52%, no início de dezembro. Nesta semana, o mercado já passou a projetar inflação dentro da meta, em 6,49%.
O Banco Central (BC) classificou a redução da inflação de surpresa positiva. A recessão econômica, o aumento do desemprego e a política monetária (definição da taxa básica de juros como instrumento de controle da inflação) contribuíram para o processo de desinflação.

Taxa de juros
Com a desaceleração das expectativas para a inflação e a recessão econômica, o Banco Central iniciou, em outubro deste ano, o ciclo de queda de juros, que não eram reduzidos desde julho de 2015.
O BC baixou a Selic de 14,25% para 14% em outubro e reduziu mais 0,25 ponto percentual na última reunião do ano, em novembro, levando a taxa a encerrar 2016 em 13,75% ao ano, com perspectiva de novas reduções em 2017.
Sob a gestão de Ilan Goldfajn, que assumiu o BC em junho, a autarquia recebeu críticas por não ter feito um corte mais agressivo dos juros, diante da crise econômica.
Goldfajn sustenta que a redução da taxa básica deve ocorrer de forma responsável para ser sustentável e não precisar se revertida no futuro.

Crédito
O estoque de crédito do país caiu e houve aumento de taxas de juros para acessar os recursos. Em outubro deste ano, o saldo de todas as operações de crédito estava em R$ 3,095 trilhões, com queda de 2% em 12 meses. Um dos motivos para a redução foi a queda da demanda por empréstimos, devido à retração da economia.
Em um ano de recessão econômica, houve aumento de desemprego, com postergação de consumo. E as empresas postergaram investimentos diante das incertezas sobre o futuro. Por outro lado, os bancos também ficaram mais seletivos na oferta de crédito devido à expectativa de aumento da inadimplência.
Em outubro deste ano, a taxa média de juros para as famílias ficou em 42,7% ao ano, alta de quatro pontos percentuais em 12 meses. A taxa cobrada das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 21,7% ao ano nesse período. A taxa de inadimplência ficou em 4,2% para as famílias e em 3,6% para as empresas.

Concessões à iniciativa privada
Em setembro, o governo criou o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), com o objetivo de atrair novos investimentos em projetos de infraestrutura por meio de concessões à iniciativa privada. Na lista estão 34 projetos, entre aeroportos rodovias, ferrovias, terminais portuários e hidrelétricas. Em 2016 foram lançados os editais para a concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza. Também foi realizado o leilão da distribuidora de energia Celg-D, de Goiás.

Recuperação Judicial da Oi
Em junho, a empresa de telefonia Oi entrou com pedido de recuperação judicial, que inclui dívidas de R$ 65,4 bilhões. A operadora tem mais de 70 milhões de clientes e detém concessões de telefonia fixa em grande parte do país, além de autorizações para a prestação de telefonia e internet móvel. Do total da dívida da Oi, R$ 20,2 bilhões são com a Anatel. A empresa garante que o objetivo do plano de recuperação judicial é manter a prestação do serviço com qualidade aos clientes e equacionar o endividamento. O pedido de recuperação judicial da Oi já foi autorizado pela Justiça, e a empresa apresentou um plano de recuperação com proposta para pagar os credores.

PEC do Teto dos Gastos
Para conter o crescimento dos gastos obrigatórios, que não podem ser contingenciados (bloqueados), o governo apresentou em junho a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que após aprovada na Câmara dos Deputados se tornou PEC 55 no Senado. Aprovada em segundo turno pelo Senado em 13 de dezembro, a medida estabelece um teto para os gastos públicos, que devem ficar vinculados à inflação do ano anterior por um período de 20 anos.

Reforma da Previdência
O governo apresentou em dezembro os detalhes da reforma da Previdência. A proposta encaminhada ao Congresso Nacional estabelece a idade mínima de 65 anos para que homens e mulheres se aposentem e um tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Caso aprovada nos termos da proposta original, para receber o benefício integral o brasileiro terá de contribuir por 49 anos.

Pacote de medidas econômicas
No último dia 15, o presidente Michel Temer e a equipe econômica anunciaram um pacote de medidas de estímulo à economia. As ações incluem apoio ao crédito e desburocratização para empresas, incentivo à redução dos juros do cartão e parcelamento especial para quitação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas com a Receita Federal. O principal objetivo é reduzir o endividamento, incentivar o crédito e estimular o emprego e, assim, “ativar a economia”, nas palavras de Temer.

Mais brasileiros usarão o 13º salário para pagar contas este ano

Segundo o sócio-diretor da consultoria Plano CDE, muita gente não conseguirá o 13º por motivos diversos, mas mesmo assim, os que receberem, vão gastá-lo saldando as dívidas
NOME LIMPO - Pesquisa estima em 51% o porcentual de consumidores que vão usar o 13.º salário para quitar dívidas
NOME LIMPO – Pesquisa estima em 51% o porcentual de consumidores que vão usar o 13.º salário para quitar dívidas

O fim do ano chegou e o brasileiro ainda não terminou de pagar as contas de 2016. Em ano de crise, o uso do 13.º salário para saldar dívidas, quitar ou adiantar financiamentos – já tão tradicional quanto a ceia de Natal – se tornou realidade para um número maior de pessoas. O movimento, porém, tem pouca influência para reduzir a inadimplência.
Uma pesquisa da Lendico, fintech que atua no ramo do crédito pessoal, apontou que o porcentual de consumidores que vão usar o 13.º salário para quitar dívidas subiu de 51% em 2015 para 56% em 2016. A pesquisa, feita com mais de 5 mil pessoas com renda média na casa dos R$ 3 mil por mês, revelou ainda uma mudança importante de comportamento do consumidor, que agora está mais preocupado em poupar e investir do que em gastar com viagens e itens supérfluos.
Fundador da Lendico, Marcelo Ciampolini não vê uma alteração definitiva no padrão de gastos. “É mais uma reação à crise do que uma mudança definitiva. Provavelmente, no fim do ano que vem, se a economia tiver melhorado, as pessoas vão preferir gastar a poupar.”

Abrangência
A estratégia que se tornou a saída para uma parcela da população este ano já era usada há mais tempo por quem tem renda menor. A diferença é que, este ano, ficou mais apertado. “Muitas pessoas nem terão 13.º salário, ou porque estão desempregadas, ou porque são trabalhadores autônomos ou informais. Para completar, o crédito secou”, diz Maurício de Almeida Prado, sócio-diretor da consultoria Plano CDE, especializada nas classes C, D e E. Para o executivo, no entanto, se há um ano a percepção era de que a crise não duraria, hoje as pessoas são mais racionais em relação aos gastos.
Para o professor Rodrigo Alves, o ano foi de corte de custos, mas 2017 promete ter algum alívio. Por ter adquirido um apartamento em São Paulo, ele vendeu o carro e ainda busca comprador para outra propriedade que tem fora do Estado. A primeira parcela do 13.º foi usada para amortizar o financiamento do imóvel. A outra metade vai para gastos correntes e investimento. “Quero aplicar a segunda parte em uma poupança para quitar futuras parcelas.”
Economista do birô de crédito Boa Vista SCPC, Flávio Calife diz que o uso do 13.º salário para quitar dívidas tem pouca influência sobre a inadimplência (contas em atraso por mais de 90 dias), já que os índices têm se mantido estáveis em relação a 2015. “As pessoas têm menos dinheiro, mas estão gastando menos e, também, mais preocupadas em honrar seus pagamentos”, diz. Além disso, as contas do início do ano são uma forte razão para o consumidor poupar, explica o economista.
Segundo Eduardo Jurcevic, superintendente de produtos do Santander, as pessoas devem começar 2017 com dívidas, porém, com pagamentos que cabem em seu orçamento. “Ano que vem será um ano de transição. O primeiro semestre será justo para o consumidor, mas haverá mudança de forma gradual no restante do ano.”

PERSPECTIVAS ECONÔMICAS PARA 2017

Passageiro terá que pagar por bagagem em voos a partir de março

Atualmente, a franquia de bagagens é de um volume de 23 quilos nos voos domésticos e de dois volumes de 32 quilos nos internacionais
SEM FRANQUIA - A Anac aprovou cobrança de bagagem transportada por passageiro e nova regra entra em vigor no próximo ano
SEM FRANQUIA – A Anac aprovou cobrança de bagagem transportada por passageiro e nova regra entra em vigor no próximo ano
Reportagem: Sabrina Craide

A partir de março do ano que vem, as companhias aéreas não terão mais que oferecer obrigatoriamente uma franquia de bagagens aos passageiros. Isso significa que os viajantes vão poder escolher, na hora de comprar a passagem, se vão despachar ou não as bagagens. Para quem optar pelo serviço, poderá haver cobrança pelo volume despachado. A medida valerá para passagens compradas a partir de 14 de março de 2017.
As novas regras para o transporte aéreo de passageiros estão em consulta pública desde março e foram aprovadas pela diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para a agência, a liberalização das franquias vai trazer benefícios aos passageiros.
“A Anac não vai mais dizer que o passageiro vai ter que pagar necessariamente por uma peça de 23 quilos. Pode ser 23 quilos, 10 quilos, 15 quilos. O que não faz sentido é a Anac continuar estipulando que as empresas são obrigadas a seguir esse modelo no mercado doméstico e também internacional”, disse o superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant.
Segundo Catanant, os estudos da agência e o comportamento do mercado no resto do mundo demonstram que o fim da franquia beneficia o passageiro. “Acreditamos que isso deverá se refletir em melhores e mais diferenciados serviços”. Segundo ele, o impacto da mudança no valor das tarifas deve ser sentido pelos passageiros a partir da metade do ano que vem.
O secretário de Política Regulatória de Aviação Civil, Rogério Coimbra, disse que, no ano passado, 41 milhões de pessoas viajaram no Brasil sem levar bagagens, o que equivale a cerca de 35% do total de viajantes. “Imagina quantas pessoas deixaram de viajar por conta dessa impossibilidade de ter um bilhete mais barato”. Atualmente, além do Brasil, apenas Rússia, Venezuela, México e China têm a franquia de bagagem regulada pelo governo.
A Anac ainda não consegue estimar qual será a redução no preço das passagens com a mudança. “Mas temos convicção de que essa medida puxa o preço para baixo”, afirmou Coimbra. Segundo o secretário, sabendo com antecedência quanta bagagem deverá levar em cada voo, a companhia aérea poderá prever o espaço que será utilizado no porão da aeronave e usar o restante para o transporte de cargas.

Direito do consumidor
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não existe garantia sobre a redução do preço da passagem com o fim da franquia de bagagem. Segundo o órgão, não há regulação sobre a oferta do serviço ao consumidor, o que poderia confundi-lo na hora da compra.
O Idec encaminhou uma carta à Anac para reforçar os direitos dos consumidores que utilizam o transporte aéreo.

Assistência material
A diretoria da Anac deverá manter os direitos dos passageiros no caso de atrasos ou cancelamentos de voos, como comunicação, alimentação, transporte e hospedagem. A proposta apresentada pela agência em março previa que o direito à assistência material poderia ser suspenso em casos de força maior imprevisível, como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto. Segundo Catanant, essa mudança foi revista depois da avaliação de órgãos de defesa do consumidor, que consideraram a medida um retrocesso.
“A agência está ponderando e a tendência é que a assistência material válida desde 2010 deve permanecer inalterada, se a diretoria aprovar da forma que a área técnica encaminhou”, disse.
A possibilidade de transferência do bilhete aéreo para outro passageiro também não deve ser aprovada, segundo Catanant. Segundo ele, a medida poderia prejudicar o consumidor, uma vez que agências de viagem poderiam comprar as passagens mais baratas para revender depois.

(continuação)

Setor aéreo gera R$ 577 milhões em produção no Amapá, diz Abear

Os resultados apresentados na pesquisa são extremamente positivos para o desenvolvimento do Amapá
APRESENTAÇÃO - O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, na cerimônia de lançamento do estudo, em Brasília
APRESENTAÇÃO – O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, na cerimônia de lançamento do estudo, em Brasília

Prestes a completar 90 anos em 2017, a aviação brasileira transportou 570 milhões de passageiros de 1927 a 2001 e 920 milhões de 2002, quando iniciou-se a liberdade tarifária, a 2015. Note-se que não são CPFs únicos e sim trechos voados, que são considerados um passageiro contabilizado. “A adesão do Brasil ao regime de liberdade tarifária, em 2002, permitiu ampliar a contribuição do transporte aéreo para o desenvolvimento nacional. Nos 10 anos seguintes o uso do avião tornou-se corriqueiro para muitas pessoas: o número de passageiros transportados a cada ano no Brasil passou de 30 para 100 milhões e o valor médio dos bilhetes domésticos caiu pela metade”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, que encomendou o estudo à Go Associados, tendo como referência material similar da Oxford Economics.
“São informações inéditas, que podem ajudar gestores públicos e privados a entender melhor o negócio da aviação e seu brutal impacto em outros negócios. Para nós, esta é uma importante escala em nossa jornada. Nosso objetivo é mostrar à sociedade e a seus representantes que, quando a aviação brasileira tem seus fundamentos aproximados do ambiente internacional, quem ganha é o país, pois quem se beneficia são os consumidores brasileiros”, continua Sanovicz, que já presidiu a Embratur, na apresentação do estudo.

TERCEIRO DOMÉSTICO
Hoje são 110 milhões de passageiros nacionais e internacionais, sendo que 103 milhões em companhias nacionais. O País tem 2,7 mil decolagens diárias, em 126 aeroportos, ou 3% do tráfego mundial. O mercado doméstico brasileiro é o terceiro maior do mundo, só perdendo para Estados Unidos e China e com números similares ao do Japão. Em viagens por habitante estamos em décimo lugar, com 0,47 viagem por pessoa, perdendo para Austrália (2,41), Estados Unidos (2,08), Canadá (1,27), Malásia (1,13), Reino Unido (0,91), Japão (0,74), Espanha (0,63), Turquia (0,56) e Itália (0,48). A média mundial é de 0,28 viagem por habitante.

ESTADO POR ESTADO (dados de 2015):

ACRE: o transporte aéreo gera 7,8 mil empregos e R$ 412 milhões para o Estado da região Norte. O índice de embarques anuais per capita é de 0,28 e o Estado totaliza 221,8 mil passageiros e 365 toneladas de carga por via aérea.
ALAGOAS: o número de empregos gerados pelo transporte aéreo chega a 42,7 mil, com R$ 2,2 bilhões de impacto na economia. A penetração do modal aéreo (viagens per capita) é de 0,29, com 961 mil passageiros e 457 toneladas de carga.
AMAPÁ: o aéreo gera 12,7 mil empregos e R$ 577 milhões em produção no Estado. São 324,7 mil passageiros e uma penetração de 0,42. A carga por via aérea chega a quase 400 toneladas.
AMAZONAS: o gigante do Norte totaliza 1,8 milhão de passageiros aéreos, que geram 75,3 mil empregos e R$ 4,6 bilhões em movimentação. A penetração também é alta, com 0,43 e o total de carga chega a 43,3 mil toneladas, mostrando a força da indústria no Estado, especialmente na Zona Franca.
BAHIA: o transporte aéreo geral R$ 14,1 bilhões em produção e 286,7 mil empregos. A penetração do aéreo é mais baixa que no Norte (3,7), com 5,8 milhões de passageiros e 16 mil toneladas de carga. São os maiores números do Nordeste brasileiro (em produção e geração de empregos).
CEARÁ: o Estado recebe da aviação 217 mil empregos e R$ 10,2 bilhões em movimentação econômica. São 3,3 milhões de passageiros por ano, com penetração de 0,36 e 24 mil toneladas de carga.
DISTRITO FEDERAL: aqui o transporte aéreo tem uma de suas maiores forças, com 736,9 mil empregos e R$ 30,8 bilhões em produção. O número anual de passageiros aéreos é de quase dez milhões (9,7 milhões), com penetração de 3,19 e volume de cargas de 36,3 mil toneladas.
ESPÍRITO SANTO: os números são os menores do Sudeste, com R$ 3,6 bilhões em produção e 76,8 mil empregos gerados e apoiados. O número de passageiros chega a 1,7 milhão e a penetração é de 0,43, um pouco abaixo da média nacional (0,47).
GOIÁS: o volume de negócios é similar ao do Espírito Santo, com R$ 3,6 bilhões, com 81,2 mil empregos gerados. A penetração do modal aéreo (embarques anuais per capita) é baixa (0,25) e o número de passageiros chega a 1,7 milhão. O volume de cargas é de 3,5 mil toneladas.
MARANHÃO: o transporte aéreo gera R$ 2,6 bilhões para o Estado e 52 mil empregos. A penetração é uma das mais baixas do País, 0,14, mostrando o pouco uso da aviação pelos habitantes, e a pouca relevância do Turismo no Estado. O número de passageiros não chega a um milhão (996 mil) e volume de cargas é de 2,8 mil toneladas.
MATO GROSSO: R$ 3,4 milhões em produção e 61,6 mil empregos gerados. São 1,8 milhão de passageiros por ano e penetração alta, de 0,55, maior que a média nacional. O volume de cargas é de 5,4 mil toneladas.
MATO GROSSO DO SUL: o Estado perde para seu concorrente direto, com 48,8 mil empregos gerados pelo transporte aéreo, que movimenta a economia do Estado com R$ 2,1 bilhões. A penetração é de 0,34 e o número de passageiros baixo: 890 mil. Cargas aéreas movimentam 1,6 mil toneladas.
MINAS GERAIS: um dos maiores Estados brasileiros, esperava-se mais dos mineiros, que somam 329,3 mil empregos gerados pela aviação e R$ 15,3 bilhões em riquezas, com penetração abaixo da média, 0,31. O total de passageiros é de 6,6 milhões e o de cargas 11 mil toneladas.
PARÁ: 97 mil empregos gerados pelo transporte aéreo e R$ 5,3 bilhões, com penetração baixa de 0,31. São 2,6 milhões de passageiros e 15,4 mil toneladas de carga por ano.
PARAÍBA: apenas 41,7 mil empregos gerados, com R$ 2 bilhões em produção. A penetração do transporte aéreo é de apenas 0,19, o que prejudica o Turismo no Estado. São 768 mil passageiros e 857 toneladas de carga.
PARANÁ: o transporte aéreo gera 234 mil empregos e R$ 11,2 bilhões no Estado que é a quinta economia brasileira. A produção per capita é maior que a média nacional, 0,49, e o Estado responde por 6,6% do emissivo do Brasil. São 5,6 milhões de passageiros e 11,9 mil toneladas de cargas.
PERNAMBUCO: 216 mil empregos e R$ 10,6 bilhões em produção gerada pelo transporte aéreo. A penetração está abaixo da média nacional, 0,39 embarques anuais per capita), com 3,8 milhões de passageiros e 24 mil toneladas de carga.
PIAUÍ: 25 mil empregos e R$ 1,3 bilhão em produção. A penetração do transporte aéreo é de apenas 0,18, uma das menores do País. São 586 mil passageiros e 798 toneladas de carga.
RIO DE JANEIRO: o Estado recebe quase um milhão de empregos da aviação (989 mil) e R$ 45,8 bilhões em produção. A penetração é alta: 0,67, com 13 milhões de passageiros e 50 mil toneladas de carga. O Estado responde por 10,1% do fluxo aéreo interestadual emissivo e 9,5% do receptivo. O receptivo internacional responde por 31% do total do Brasil.
RIO GRANDE DO NORTE: o transporte aéreo gera 67,8 mil empregos e R$ 3,4 bilhões em produção no Estado. A penetração é de 0,36, com 1,3 milhão de passageiros por ano e 6,9 mil toneladas de carga.
RIO GRANDE DO SUL: 191,5 mil gaúchos (incluindo os de coração) são empregados pela aviação, com R$ 9,6 bilhões de passageiros. São 4,2 milhões de passageiros e 12,7 mil toneladas de carga, com penetração de 0,36.
RONDÔNIA: penetração de 0,30 no transporte aéreo, que gera 20,9 mil empregos e R$ 1,1 bilhão em negócios. São 535 mil passageiros e 1,8 mil toneladas de carga.
RORAIMA: penetração um pouco maior que Rondônia, com 0,33, mas números bem menores em geral. O transporte aéreo gera 3,6 mil empregos e R$ 219 milhões em produção. O número de passageiros aéreos é de 167 mil e 121 toneladas de carga são transportada por via aérea anualmente.
SANTA CATARINA: o transporte aéreo gera 140,8 mil empregos e R$ 6,4 bilhões em produção no Estado do Sul, que tem uma penetração alta, mas ainda abaixo da média nacional, 0,43. São três milhões de passageiros e 4,3 mil toneladas de carga transportada.
SÃO PAULO: como esperado, são números que assustam, com 2,4 milhões de empregos gerados e R$ 120 bilhões em produção. A penetração é de 0,62 (menor que a do Rio) e o número de passageiros é de 34,4 milhões (quase três vezes o total do Rio e 32% do total nacional). O volume de cargas é de impressionantes 351 mil toneladas.
SERGIPE: 24,5 mil empregos e R$ 1,3 bilhão de impacto do transporte aéreo. A penetração é de 0,28 e o Estado tem 617 mil passageiros anuais e 517 toneladas de carga.
TOCANTINS: o transporte aéreo gera 13,9 mil empregos e R$ 647 milhões em produção. A penetração é de 0,23, com 355 mil passageiros e 832 toneladas de carga.

Economia brasileira deve ter fraca expansão em 2017

Especialistas afirmam que o próximo ano será pautado por mais dificuldades no setor econômico

realcorroido

A expectativa dos economistas é que a inflação deve continuar desacelerando, mas a economia brasileira não deve ter grandes resultados neste ano, nem no próximo. As informações foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira (21). Veja os detalhes:

Para 2016:
Inflação pela IPCA: recuou de 6,84% para 6,80% (acima do teto de 6,5%).
PIB: contração de 3,40% (a anterior era de 3,37%).
Taxa de juros (Selic): deve fechar o ano em 13,75%. Atualmente estão em 14%.
Câmbio: dólar subiu de R$ 3,22 para R$ 3,30.
Balança comercial: recuou de US$ 47,6 bilhões de resultado positivo para US$ 47,4 bilhões.
Entrada de investimentos estrangeiros: inalterada em US$ 65 bilhões.

Para 2017:
Inflação pela IPCA: permenece em 4,93% (abaixo do teto, mas acima da meta, de 4,5%).
PIB: alta de 1% (a anterior era de 1,13%).
Taxa de juros (Selic): estável em 10,75% ao ano.
Câmbio: dólar sestável em R$ 3,40.
Balança comercial: inalterada em US$ 45 bilhões.
Entrada de investimentos estrangeiros: estável em US$ 70 bilhões.

Setor de serviços tomba 4,9% e atinge pior resultado histórico

Com a indústria trabalhando em menor ritmo de produção, a demanda por serviços de transporte despencou em setembro
Reportagem: Rodolfo Costa
BARBEIRO - Os dados do IBGE indicam, ainda, que o volume dos serviços já havia caído 1,4% em agosto frente a julho
BARBEARIA – Uma das atividades atingida.  Os dados do IBGE indicam, ainda, que o volume dos serviços já havia caído 1,4% em agosto frente a julho

O setor de serviços continua mergulhado em crise. Em setembro, o volume recuou 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (16/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda já registrada para o mês em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Na comparação com agosto, a queda foi de 0,3%, resultado que levou a atividade a registrar um tombo de 5% no acumulado em 12 meses.
Por ser um setor muito ligado ao desempenho de outras atividades produtivas, a queda do volume no mês já era prevista por analistas. Com a indústria trabalhando em menor ritmo de produção, a demanda por serviços de transporte despencou em setembro, registrando recuo de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.
A perda de receitas tanto de empresas, como também dos governos em todas as esferas do poder, teve influência na demanda por serviços profissionais, administrativos e complementares, segmento que registrou queda do volume de 3,8%.

Brasil denuncia EUA na OMC por sobretaxas a exportações de aço

O governo brasileiro denunciou os EUA perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as sobretaxas americanas referente às exportações brasileiras de aço plano.
O Brasil notificou nesta sexta-feira à OMC sobre sua solicitação, indicou a organização em comunicado.
O governo brasileiro afirma que as medidas americanas não se ajustam a uma série de disposições processuais e substanciais do Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias, nem ao artigo VI do Acordo Geral sobre Tarifas Alfandegários e Comércio (GATT, por sua sigla em inglês).
A solicitação para a abertura de consultas dá início formalmente a uma disputa perante a OMC.
As consultas dão às partes a oportunidade de discutir as diferenças e de achar uma solução satisfatória sem seguir adiante no litígio.
Se as consultas fracassarem 60 dias após so início, o denunciante pode solicitar a criação de um painel de especialistas para resolver a disputa.

Entenda como a eleição de Donald Trump pode afetar o Brasil

Reportagem: Paula Laboissière
ASSOMBRO - A vitória do empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump balançou as estruturas políticas e econômicas do planeta
ASSOMBRO – A vitória do empresário e republicano Donald Trump balançou as estruturas políticas e econômicas do planeta

Contrariando expectativas para o pleito presidencial norte-americano deste ano, o empresário bilionário e candidato pelo Partido Republicano Donald Trump venceu a ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. Vários especialistas foram ouvidos sobre o que muda para o Brasil com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Economia
O que muda para o Brasil, sob o aspecto econômico, pode ser o que vai mudar para o comércio mundial como um todo. A avaliação é do economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin. A leitura dos efeitos da vitória de Donald Trump, segundo ele, é bem mais abrangente sob o ponto de vista econômico e diz respeito a todo o comércio internacional.
“Como o discurso de Trump é muito protecionista e um tanto xenófobo, o receio é que isso represente uma restrição maior do mercado norte-americano em relação às exportações. O discurso apontava para a defesa de empregos norte-americanos e, especificamente, para a China como uma destruidora de empregos nos Estados Unidos, o que faria supor que eles seriam menos receptivos com relação ao comércio com países que pudessem representar uma menor oferta de empregos lá.”
O especialista acredita que as exportações brasileiras podem ser prejudicadas caso o discurso do então candidato se converta na prática do agora presidente eleito Donald Trump.
“Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil. As exportações brasileiras para lá têm alto valor agregado. São produtos manufaturados, ao contrário do que vai, por exemplo, para a China, que são commodities. Qualquer restrição com relação ao mercado norte-americano seria ruim para o nosso setor exportador, principalmente de bens manufaturados. Esse é o maior risco para a economia brasileira”.
Rochlin defende ainda que, diante do novo cenário de vitória de Trump, os mercados devem “reprecificar” câmbio e bolsas de valores. “As bolsas e o câmbio refletiam a aposta da eleição da Hillary. Como a expectativa não se confirmou, o mercado deve precificar essa nova realidade. Na prática, teremos queda na bolsa de valores a curtíssimo prazo e uma alta do dólar em relação às demais moedas”, concluiu.

Relação bilateral
Sob a ótica política e da relação bilateral com o Brasil, o professor de política e administração pública Robert Gregory Michner acredita que os efeitos serão menores. Ele lembrou que a agenda de Donald Trump, em sua maioria, é “de ordem doméstica”, cumprindo a tradição da velha guarda republicana nos Estados Unidos.
“Ele não tem uma grande preocupação com a América Latina, salvo no sentido negativo, em termos de imigração ilegal. Para os brasileiros que queiram ir para os Estados Unidos, provavelmente vai ficar mais difícil obter visto”, disse. “Aquela defesa da democracia e de um governo aberto que tem Barack Obama não vai ser de muita importância para Trump. Vai ser mais importante assegurar que todos sejam aliados dos Estados Unidos. Que o Brasil e a América Latina estejam firmemente pró Estados Unidos.”
O especialista alertou, entretanto, para a possibilidade de intervencionismo por parte dos Estados Unidos, inclusive em países da América Latina. “Se o Trump percebe uma ameaça, por exemplo, [da] Venezuela ou Equador, quem sabe se ele vai ressuscitar a velha política dos republicanos de intervenção?”
“Basicamente, vamos ver se o discurso dele, que era muito hiperbólico, exagerado, realmente era pura retórica ou se era um prelúdio à ação. As promessas eram muito extremas em termos de política externa, de mudar grandes estratégias dos Estados Unidos em diversos sentidos. O discurso de Trump sempre foi racista, misógino e pouco tolerante. Vamos ver se isso se traduz, especialmente em relação aos imigrantes. Fica uma incógnita.”

Brasil entre os menos afetados
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o jurista brasileiro e ex-ministro das Relações Exteriores Francisco Rezek avaliou que o Brasil figura entre os países menos afetados com a vitória insperada de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas.
“No restante do mundo e sobretudo entre os países que mais importam, eu diria que o Brasil é provavelmente um dos menos afetados. Há outros países que têm mais com o que se preocupar do que nós. Sobre nós, o que repercute é apenas essa ideia de que temos, na chefia daquilo que ainda é a nação militarmente e economicamente mais poderosa do mundo, alguém que não tem como avaliar o fenômeno global, os interesses nacionais à luz da comunidade humana que povoa o planeta. É isso que falta a Donald Trump. Nesse sentido, como somos uma parte expressiva deste mundo, um país de dimensões territorial e humana colossais, o problema nos afeta. Mas ele decididamente não nos afeta mais do que a outros, como a comunidade europeia, o Reino Unido, a Rússia e outras nações.”

Um a cada quatro beneficiários tem dívidas no Minha Casa, Minha Vida

DEVEDORES - Casas do Minha Casa, Minha Vida são destinadas à população de baixa renda
DEVEDORES – Imóveis do Minha Casa, Minha Vida são destinadas à população de baixa renda, por isso, as mensalidades são pequenas

Os mutuários que não pagam as prestações do programa Minha Casa, Minha Vida poderão ser cobrados pelo governo federal em breve. A intenção é iniciar, em dezembro, uma campanha para a regularização das prestações. O foco são os beneficiários com renda mais baixa, que pagam prestações de R$ 25 a R$ 270, em até dez anos, e que tiveram 100% de ajuda federal para comprar a casa.
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), pelo menos 25% dos mutuários do programa na faixa de renda 1, que é a mais baixa, estão inadimplentes.
Em nota, o Ministério das Cidades, que administra o Minha Casa, Minha Vida, confirmou a campanha de regularização, mas não deu detalhes. O órgão garantiu que, antes de qualquer medida punitiva, como tomar a casa própria, será dada a chance de pagamento ao mutuário. “Antes de qualquer medida punitiva como, por exemplo, a retomada de imóveis, o Ministério das Cidades acredita no resultado da campanha para diminuir o índice de inadimplência.”
O ministério informou ainda que está levantando o total de inadimplentes da faixa 1, mas os devedores das demais faixas de renda também serão cobrados. “A Caixa Econômica Federal trabalha no mesmo levantamento das faixas 2 e 3 para que, em meados de dezembro, seja lançada uma grande campanha de conscientização junto aos beneficiários do programa”, afirma a nota.
O governo quer saber também se, desses devedores, há mutuários que alugaram o imóvel ou mesmo venderam-no de forma ilegal, por contrato de gaveta, o que é proibido no programa.

Telefonia celular registra queda de 1 milhão de linhas em setembro

No mês de setembro, foram registradas 251.028.412 linhas de telefones móveis em operação no país. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número representa uma queda de mais de 1 milhão de linhas em comparação ao mês anterior. Em relação a setembro de 2015, a redução no número de linhas chegou a 9%.
Em setembro, os acessos pré-pagos totalizavam 174,46 milhões (69,5% do total) e os pós-pagos 76,57 milhões (30,5%). Em todo o país, foi registrada em setembro uma média de 121,79 linhas ativas para cada 100 habitantes. A maior teledensidade está no Distrito Federal, onde há 182,39 linhas para cada 100 habitantes.

Pente-fino faz governo cancelar 469 mil cadastros do Bolsa Família

Um pente-fino do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) encontrou inconsistências em 1,1 milhão de famílias, dos 13,9 milhões de beneficiários do Programa Bolsa Família. Desses, 469 mil famílias tiveram o benefício cancelado a partir deste mês e outras 654 mil estão com os saques bloqueados. Em todos os casos, foi constatado que a renda autodeclarada era superior à exigida para ingresso e permanência no programa.
O resultado se deve ao cruzamento de dados autodeclarados no Cadastro Único, base para ingresso no programa social, com outros registros administrativos do governo federal. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, a partir deste mês os dados das famílias serão analisados previamente à concessão do benefício. “Vamos separar o joio do trigo e focar em quem realmente precisa receber”, afirmou.
As famílias que tiveram o benefício bloqueado serão notificadas por meio de extrato bancário ou pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal. Os beneficiários que tiveram o cadastro cancelado ou pagamento bloqueado podem recorrer e apresentar documentação que comprove a renda dentro da faixa permitida pelo programa, nos próximos três meses.
O Bolsa Família é voltado para famílias em extrema pobreza, com renda per capita mensal de até R$ 85,00, e para famílias pobres, com renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00.

 

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