Antecipação da disputa pelo governo eleva temperatura da política amapaense

MESMOS OPONENTES – A uma ano das eleições gerais, o desenho atual da disputa pelo governo do Amapá revela o mesmo esboço de eleições passadas: a polarização entre Waldez e Capi
Por: Emanoel Reis

Quem será o próximo governador do Amapá? Mesmo a um ano das eleições, esta é uma pergunta cada vez mais frequente em descontraídos bate-papos nos shoppings de Macapá ou em conversas de experimentados políticos amapaenses. Em dois aspectos, todos concordam: ainda é muito cedo para exercícios de futurologia ou formulação de qualquer prognóstico. Primeiro, pelo tempo. Em política, longo demais. Segundo, pelo cenário controverso e incerto. Dessa forma, assinalam, impossível formular uma resposta definitiva para esclarecimento de dúvida assustadoramente abissal.
Mas, um cenário tão sombrio quanto a perturbadora dúvida sobre o futuro político e econômico do Amapá, igualmente vem assombrando os políticos de um modo geral: o crescente número de abstenções registrado nas últimas eleições no Amapá. Em 2014, com boa parte da população insatisfeita com a gestão do então governador pessebista Camilo Capiberibe, e sem ter outro candidato para votar, preferiu abster-se diante das urnas. Quase 114 mil eleitores (entre 1º e 2º turnos) não compareceram às sessões eleitorais. Ainda mais assustador ocorreu em Macapá, no 2º turno das eleições de 2016. Exatos 58,5 mil eleitores disseram um sonoro “não” aos candidatos Clécio Luís (REDE) e Gilvam Borges (PMDB).
Em Mazagão, com aproximadamente 12.557 eleitores, as abstenções nas municipais de 2016 (1.589 ao todo), embora aparentemente irrelevantes, também refletiram um profundo sentimento de repulsa ao modelo político em vigência no Brasil. A este sentimento, pesquisadores como o cientista político da Universidade de Campinas (Unicamp), Ricardo Antunes, estão chamando de desencanto.
“Existe uma insegurança crescente do eleitor quanto ao futuro. Os dados revelam desgaste sem precedentes da classe política brasileira, provocado pelos repetidos escândalos de corrupção. Isso acontece também em países da Europa, onde o descontentamento é grande e se reflete no absenteísmo. Se no Brasil a eleição não tivesse o voto obrigatório, é possível dizer que as abstenções nas eleições passadas alcançariam níveis estratosféricos. Entretanto, acho que, mesmo com o voto obrigatório, em 2018 estamos correndo o risco de ter uma abstenção recorde”, adverte.
Ricardo Antunes tem razão. Esse desencanto do eleitor brasileiro com os políticos de um modo geral deve converter-se em negação ao voto em 2018. De fato, esta palavra define bem o estado de espírito da população diante da avalanche de denúncias, delações e prisões envolvendo renomados personagens dos setores empresarial e político em sórdidos esquemas de corrupção, malversação, peculato e fraudes incontáveis — pequenas e grandes — perpetradas nos subterrâneos lodosos do Congresso Nacional e nos esgotos dos legislativos municipal e estadual. A corrupção é endêmica, lamenta Antunes, e atinge a todos, mesmo municípios paupérrimos, a exemplo de Belágua, no Maranhão, a 221 quilômetros de São Luís, um dos mais pobres do Brasil, segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). (Leia Mais Em Política)

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“Eu não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos”, diz Janot

DESABAFO – “Não levei dinheiro do Miller nem autorizei ninguém a receber mala de dinheiro em meu nome. Nem tenho amigo com R$ 51 milhões em apartamento”
Por: Ana Dubeux , Ana Maria Campos , Helena Mader

No quarto andar da sede da Procuradoria-Geral da República, funcionários trabalham para adaptar um amplo gabinete ao novo ocupante, que acaba de chegar. Um arco e flecha pendurado à parede divide o espaço com uma escultura de tuiuiu e com uma coleção de canetas — uma delas, em destaque, foi usada para assinar a delação premiada de executivos da Odebrecht.
De camisa polo e com visual despojado, Rodrigo Janot parece alheio ao bombardeio que vem recebendo há meses. O mineiro, de Belo Horizonte, deixou o posto de procurador-geral da República no mais conturbado momento de seus 33 anos de carreira. Até a transmissão de cargo à sucessora, Raquel Dodge, foi controversa: Janot não compareceu à cerimônia de posse. Na entrevista exclusiva ao Correio, Janot explica a ausência: “Quem vai em festa sem convite é penetra”.
O procurador revela que não foi convidado nem mesmo para transmitir o cargo. Se fosse ao auditório, teria de procurar um assento. Ele conta que não havia sequer uma cadeira reservada. Mas garante que não se sentiria constrangido em dividir a cena com políticos que denunciou, como o presidente Michel Temer. “As pessoas que têm de se sentir constrangidas”, aponta.
Em duas horas e 20 minutos de conversa, o ex-chefe do MP relata os bastidores de momentos importantes que marcaram a Lava-Jato: o pedido de prisão do então senador Delcídio do Amaral, a morte do ministro Teori Zavascki, a “escolha de Sofia” na imunidade concedida ao empresário Joesley Batista em troca de provas contra Temer e as suspeitas envolvendo integrantes do próprio Ministério Público.
Janot deixou o cargo, mas não se afastou da turbulência. Pelo contrário. Ele sabe que, agora, começam de verdade os ataques, principalmente na CPI da JBS, comandada por aliados de Temer. “Vão tentar usar todo mundo e tudo contra mim… Tudo é possível, vão tentar desconstituir a figura do investigador”, diz. E já se defende: “Não levei dinheiro do Miller nem autorizei ninguém a receber mala de dinheiro em meu nome. Nem tenho amigo com R$ 51 milhões em apartamento”. Para quem acha que o ex-procurador-geral exagerou, ele rebate: “Não criminalizei a política. Criminalizei os bandidos”.

ENTREVISTA – PARTE I

ENTREVISTA – PARTE II

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Amapá é o pior Estado do Brasil no ranking de competitividade, diz estudo

EVASIVAS – Teles Júnior esconde a verdade sobre a má gestão de Waldez Góes na área econômica e sobre o desemprego em espiral crescente entre os jovens amapaenses

O recém-divulgado Ranking de Competitividade dos Estados 2017 acaba de implodir as exageradas previsões de crescimento econômico anunciadas pelo secretário de Estado do Planejamento, Antônio Pinheiro Teles Júnior. De acordo com o estudo, o Amapá é o pior Estado da federação no quisito desempenho em competitividade, aparecendo em 26º lugar, atrás, somente, do Acre, sob a gestão do petista Sebastião Viana.
O Ranking de Gestão e Competitividade dos Estados é um levantamento feito pelo Centro de Liderança Pública, em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit (EIU) ), grupo que edita a revista inglesa The Economist. Essa ferramenta analisa a capacidade competitiva dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.
De acordo com a pesquisa, em 2017 o Amapá perdeu dez posições, passando do 16.º para 26.º lugar, tornando-se o Estado com o pior desempenho em 2017, especialmente pelo resultado obtido nas áreas de educação e capital humano. Ou seja, ao contrário da cantilena do auxiliar do governador Waldez Góes (PDT), a economia amapaense passa por um de seus piores momentos, com perspectivas nada alvissareiras para os próximos anos.
Na avaliação do Ranking de Competitividade dos Estados, os propagandeados investimentos realizados através dos inúmeros empréstimos contraídos por Waldez Góes, que teriam como principal objetivo alavancar a economia e promover o desenvolvimento do Estado, não estão surtindo nenhum efeito.
O ranking foi construído com base apenas em informações públicas, divulgadas por fontes oficiais e de referência, e ponderado de acordo com critérios do grupo de pesquisa. A análise leva em consideração 64 indicadores, em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
Os dados estão disponíveis no site http://www.rankingdecompetitividade.org.br. No topo da lista, como em edições anteriores, aparece São Paulo. O estado, em relação ao restante do país, destaca-se pela oferta e pela qualidade de serviços públicos e privados, além da boa infraestrutura. O Amapá é o último da lista. (Leia Mais Em Política)

Governo Waldez Góes fica sem R$ 9 milhões do fundo penitenciário

DESLEIXO – A situação do Instituto de Administração Penitenciária é extremamente crítica. Além da superlotação, e o tratamento desumano aos presos, servidos com comida estragada, as dependências abandonadas comprovam que o governo investe o mínimo na conservação e manutenção do presídio

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP), por meio da Procuradoria da República no Município de Laranjal do Jari, recomendou ao governador do Estado, Waldez Góes(PDT), e ao secretário de Estado de Segurança Pública, Ericláudio Alencar, medidas para evitar a devolução de recursos oriundos do Fundo Penitenciário. Somente entre 2011 e 2013, mais de R$ 9 milhões que deveriam ser investidos na construção de unidades prisionais e na melhoria do sistema penitenciário estadual retornaram para os cofres públicos do governo federal.
No período, o Governo do Amapá firmou quatro convênios com o Ministério da Justiça; as propostas foram aprovadas e o recurso, liberado. Três delas previam a construção de cadeias públicas masculinas em Porto Grande, Laranjal do Jari e Amapá. Contudo, as propostas foram canceladas por falha do Estado, em 2014. O outro convênio, também cancelado, objetivava a construção de espaço para abrigar equipamentos de panificação e produção de tijolos. Com isso, os recursos foram devolvidos ao Funpen. Os valores perdidos pelo Estado poderiam subsidiar desde a construção de unidades prisionais, a treinamento de pessoal e fornecimento de equipamentos, como computadores, veículos, tornozeleiras, entre outros.
A PRM de Laranjal do Jari recomenda, ainda, a capacitação dos servidores responsáveis pela elaboração de projetos, bem como o cumprimento da Instrução Normativa STN Nº 01/97 que disciplina a celebração de convênios de natureza financeira que tenham por objeto a execução. Além disso, que sejam adotadas medidas de efetiva aplicação dos recursos recebidos para a melhoria do sistema carcerário no Amapá, dentre elas pequenas obras, treinamento de pessoal e implementação de projetos de educação nos presídios.
O governador do Estado Waldez Góes e o secretário de Segurança Pública, Ericláudio Alencar, foram notificados no fim de agosto. O MPF concedeu prazo de 30 dias para que ambos informem e comprovem as providências adotadas. Em caso de não atendimento à recomendação, podem ser tomadas medidas judicias cabíveis.

Operação Mãos Limpas: sete anos do maior escândalo político do Amapá

SUSPEITOS – O então governador Pedro Paulo, o ex-governador Waldez e sua esposa, Marília Góes, entre outras autoridades, foram detidas durante a operação deflagrada pela Polícia Federal

Era manhã de sexta-feira 10 de setembro de 2010, quando policiais federais cercaram os quatro cantos de Macapá e iniciaram a prisão de autoridades públicas, secretários de Estado, políticos, servidores públicos e empresários. Estava começando a “Operação Mãos Limpas”, autorizada pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Para evitar vazamentos e conseguir prender políticos graúdos no Amapá, a deflagração da Operação Mãos Limpas precisou alugar um navio com capacidade para 700 policiais federais, que viajaram 22 horas pelo rio Amazonas até desembarcar em Macapá, numa espécie de Dia D. As tábuas de maré, que quando secam dificultam o trânsito de navios em Macapá, foram exaustivamente estudadas para evitar o encalhe.
Foram dois meses de planejamentos, a um custo que alcançou mais de R$ 1 milhão. Em operações anteriores, como a Pororoca (2004) e Sanguessuga (2006), pessoas que seriam presas souberam que policiais federais chegavam à cidade por meio de informações repassadas do Aeroporto de Macapá “Alberto Alcolumbre”.
Para evitar novas fugas, dois bloqueadores de celular foram instalados no navio dos federais para impedir qualquer tipo de comunicação. Vindos de Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Brasília, os federais foram informados em um primeiro momento que cumpririam ação contra desmatamento na Amazônia. Só souberam o real objetivo da missão horas antes de desembarcarem no porto de Macapá.

PRISÃO ESPECIAL – Algumas autoridades presas pelos agentes federais foram conduzidas para o comando do 34º Batalhão de Infantaria do Exército

Foram alugados 140 carros particulares em Macapá, que esperaram estacionados a deflagração das ações por 45 dias. Para despistar os funcionários do porto, os federais se passaram por distribuidores de bebidas. Na hora do desembarque, às 2 horas da manhã do dia 10 de setembro, um vigia do porto e um agente da inteligência da polícia militar foram dominados para impedir que outras pessoas soubessem da movimentação. No primeiro dia da operação foram deflagradas 18 prisões temporárias e oito preventivas, além de 184 mandados de busca e apreensão e 87 conduções coercitivas.
As investigações da Polícia Federal que culminaram com a desarticulação da “maior organização criminosa do país”, conforme atestou o ministro Otávio Noronha, contaram com o auxílio da Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Banco Central, haviam iniciado em agosto de 2009, gestão do então governador Waldez Góes, um dos presos, sob a presidência do Superior Tribunal de Justiça. As apurações revelaram um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). (Leia Mais Em Política)

Partidos trocam de nome para enganar eleitores

 

Centro Democrático, Progressistas, Patriotas, MDB, Livres, Democracia Cristã e Avante. O desgaste da representação político-partidária criou uma tendência na qual as siglas trocam nomes por “slogans” e ideologias por “marcas”. O objetivo é se distanciar da palavra “partido” e apresentar palavras de ordem, que correspondam aos anseios da população.
Na avaliação do professor da Universidade de Salamanca (Espanha) Carlos Manhanelli, especialista em marketing político, trata-se de uma “renovação de marca”. “O principal motivo dessas mudanças é escamotear o desgaste nas siglas. No Brasil, os partidos perderam a ideologia há muito tempo. A mudança de denominação acompanha essa falta de ideologia. Vira apenas uma marca”, afirma.
Muitas das novas siglas seguem a tendência de não apenas mudar o nome, mas tirar o “P”, de partido, para se distanciar desse conceito. “O Avante, do PT do B, dá uma ideia de o País avançar, ir em frente. Palavras de ordem acabam tendo impacto na opinião pública. Não são novos nomes de partidos, são slogans”, diz Manhanelli.
O PTN mudou para Podemos; o PT do B e o PSDC querem virar Avante e Democracia Cristã. O último a demonstrar a intenção de trocar de sigla foi o PMDB. Nesta semana, o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), disse que para “ganhar as ruas” voltariam a usar o nome que levava na ditadura militar: Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

A malandragem é denunciada:

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Em Macapá, ex-ministro petista enumera erros cometidos por Lula e Dilma

GILBERTO CARVALHO – Convidado ilustre da Plenária realizada pela CUT Amapá exortou militantes e sindicalistas para que participem da “construção do novo PT”
Reportagem: Emanoel Reis/Fotos: Mateus Araújo

Diante de uma plateia estimada em 200 pessoas, Gilberto Carvalho, o ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Dilma Rousseff, fez um surpreendente mea-culpa em nome dos caciques petistas ao enumerar os erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores enquanto esteve no poder, entre 2003 e 2015. Ao final de sua palestra, concluiu, sem subterfúgios: “Nós nos acomodamos numa política de alianças e fizemos o mesmo que os outros fizeram.”

PALESTRA – Carvalho fala sobre erros e acertos do PT

A análise de Carvalho, que esteve em Macapá para participar da Plenária sindical da Central Única dos Trabalhadores Amapá (CUT-AP), realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amapá, calou fundo no peito de militantes mais exacerbados. Reconhecer os erros, no entendimento do “cardeal petista”, deve ser o princípio basilar de reconstrução da ideologia petista. “Governar é sempre saber fazer escolhas a favor dos carentes”, assinalou ele. E prosseguiu: “O problema é que nós nos afastamos desse preceito.”
Para o ex-ministro, o “preceito” empregado em seu arrazoado significa um amplo resgate do PT das origens, o partido que era das massas, o partido, de fato, dos trabalhadores brasileiros. “Tentam estigmatizar o PT. Mas, o PT não inventou a corrupção”, assinalou ele.

No entanto, o escritor carioca Augusto Franco, que foi muito amigo de Lula nos anos 1980, é taxativo ao afirmar em suas palestras que o PT “foi irremediavelmente contaminado pelo vírus da corrupção” quando estava no poder. Franco, que é criador e um dos netweavers da Escola-de-Redes, uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving, assinala que, para os dirigentes do partido, toda manifestação contrária ao ideário petista provém dos “agentes da elite abastada”, nunca de alguém independente, com uma visão crítica particular, e preocupado com o futuro do país (leia aqui a opinião de Augusto Franco: https://www.facebook.com/augustodefranco/posts/1635720793126779).

Lula fala sobre os R$ 9 milhões:

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STJ ainda tem vários processos contra o governador do Amapá

IMAGEM HISTÓRICA – Waldez e Marília Góes escoltados por agentes da Polícia Federal após prisões durante a Operação Mãos Limpas, em 10 de setembro de 2010

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a denúncia contra o governador Waldez Góes (PDT), em um dos processos referentes a Operação Mãos Limpas. No entanto, ao contrário do que parte da mídia veicula, trata-se de apenas uma das denúncias de várias que ele responde no STJ.
Nessa denúncia, Waldez era acusado de ter utilizado de forma irregular um veículo que faria parte da frota da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) na campanha eleitoral de 2010, quando ele foi candidato ao Senado Federal.
Nas outras ações penais, principalmente as de número 808 e 810, constam as denúncias mais robustas como a de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Segundo a PF e a Receita Federal, o esquema desviou recursos estimados em mais de R$ 300 milhões, entre outros crimes.
No caso da Ação Penal de 808, o último movimento que consta no processo é do dia 22 de junho deste ano: Juntada de Petição de Parecer do MPF nº 317591/2017. Já a ação Penal 810, consta no site do STJ que no dia 15 de agosto foi feito a Juntada de Petição de nº 398573/2017.

Sinopse do caso
A operação Mãos Limpas foi deflagrada em setembro de 2010, quando a Polícia Federal prendeu políticos, empresários e servidores públicos no Amapá. Entre eles, Waldez Góes e o então governador Pedro Paulo; a ex-primeira dama Marília Góes, e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Júlio Miranda. Em dezembro do mesmo ano, o desdobramento da operação prendeu o ex-prefeito de Macapá Roberto Góes.
A “Mãos Limpas” envolveu cerca de 700 policiais federais. No primeiro dia da operação, foram feitas 18 prisões temporárias e oito preventivas, além de 184 mandados de busca e apreensão e 87 conduções coercitivas.

(Fonte: http://mzportal.com.br/?p=28853)

Agravo regimental é negado por unanimidade em ação que Waldez Góes responde no STJ

DECISÃO DO STJ – O governador Waldez Góes responde a processo no STJ por malversação, peculato, improbidade administrativa, corrupção ativa e passiva

Foi julgado na tarde de terça-feira, 01 de agosto, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o agravo regimental na APn 810, que tem como parte o governador do Amapá Waldez Góes (PDT). Por unanimidade, o colegiado decidiu manter o desmembramento da ação quanto aos réus sem prerrogativa de foro, permanecendo no STJ a ação apenas contra o governador. Com a decisão, agora o STJ pode dispor fundamentadamente sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive com o afastamento do cargo.
O caso tem haver com a operação Mãos Limpas, desencadeada em setembro de 2010, pela Polícia Federal.
O grupo foi denunciado por peculato, fraude a licitação, inexigência indevida de licitação e associação criminosa.

Andamento do processo
No dia 7 de junho, a ministra relatora Nancy Andrighi determinou o desmembramento da ação quanto aos réus sem prerrogativa de foro. No entanto, uma denunciada recorreu para que pudesse ser mantida a competência do STJ em relação a ela, o que foi negado pelos ministros Humberto Martins, Maria Tereza de Assis Moura, Herman Benjamin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Raul Araújo e Félix Fischer.
A defesa do governador Waldez ainda não se pronunciou.

Decisão do STF
O julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da ADI 5.540 destravou o andamento das ações penais contra chefes dos Poderes Executivos estaduais no STJ. Naquela ocasião, o STF definiu que não há necessidade de prévia autorização das Assembleias Legislativas para o recebimento de denúncia ou queixa-crime e a instauração de ação penal contra governadores por crime comum. Com isso, as ações penais que estavam com a tramitação suspensa tiveram seu andamento retomado. Waldez é o governador com o maior número de processos tramitando no STJ.

(Fonte: http://amapa.net/index.php/2017/08/01/stj-nega-provimento-a-agravo-regimental-e-torna-waldez-reu-ameca-de-ate-perder-o-cargo/)

CONHEÇA A DECISÃO DO STJhttps://ww2.stj.jus.br/websecstj/cgi/revista/REJ.cgi/MON?seq=72272184&tipo=0&nreg=201500463626&SeqCgrmaSessao=&CodOrgaoJgdr=&dt=20170524&formato=PDF&salvar=false 

Facebook – Comentário do jornalista Paulo Silva Silva: “E o STJ não julgou recebimento ou não da denúncia. Logo o governador não é réu. Foi julgado apenas o agravo da Hécia Souza, que queria que todos os denunciados fossem julgados pelo STJ.”

A operação policial que mudou o cenário político amapaense

Era uma manhã de sexta-feira, 10 de setembro de 2010, quando 700 policiais federais, vindos de quatro Estados, cercaram os quatro cantos de Macapá e iniciaram a prisão de governador, ex-governador, ex-primeira-dama, autoridades públicas, secretários de Estado, políticos, servidores públicos e empresários. Estava começando a Operação Mãos Limpas, autorizada pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Para evitar vazamentos e conseguir prender políticos graúdos no Amapá, a deflagração da Operação Mãos Limpas precisou alugar um navio com capacidade para 700 policiais federais, que viajaram 22 horas pelo rio Amazonas até desembarcar em Macapá, numa espécie de “Dia D”. As tábuas de maré, que quando secam dificultam o trânsito de navios em Macapá, foram exaustivamente estudadas para evitar o encalhe do navio.
Foram dois meses de planejamento, a um custo que alcançou mais de R$ 1 milhão. Em operações anteriores, como a Pororoca (2004) e Sanguessuga (2006), pessoas que seriam presas souberam que policiais federais chegavam à cidade por meio de informações repassadas do Aeroporto de Macapá “Alberto Alcolumbre”.

Veja reportagem sobre a Operação Mãos Limpas:

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As gritantes diferenças entre José Mujica e Lula da Silva

Resultado de imagem para José Mujica presidente uruguaio

Quando Luís Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República do Brasil, em 2002, milhares de brasileiros e estrangeiros esperavam que o petista fosse cumprir todas as promessas que, por décadas, vinha fazendo dos palanques, em centenas de cidades brasileiras: a de implacável combate à corrupção e aos corruptos. Eu mesmo, ainda um jovem profissional, com pouco tempo no Jornalismo, ouvi do próprio Lula, durante visita dele à Belém do Pará, esta promessa. E as palavras daquele líder, à época, encheram meu jovem coração de esperanças sobre um futuro mais digno para nós, e claro, para as gerações vindouras — a de nossos filhos e netos.
Infelizmente, ao tomar posse e assumir o poder, Lula foi — e é — uma grande decepção para muitos de nossa geração. A geração que hoje navega entre os cinquenta e os sessenta anos de idade. Esta que não lutou contra a ditadura militar, na guerrilha do Araguaia, mas, atuou intensamente nos bastidores para que os partidos de esquerda saíssem da clandestinidade, que festejou nos campus universitários o surgimento do Partido dos Trabalhadores, que foi para as ruas reivindicar diretas já, que pintou a cara para gritar “Fora, Collor!” Lula frustrou os sonhos dessa geração, e este, sem dúvida, foi (e é) o seu pior crime.
Então, acompanhando hoje a projeção internacional alcançada por um político uruguaio que presidiu seu país com irrepreensível conduta ilibada, e é admirado mundialmente por se portar com decência, parcimônia, dignidade e transparência no comando de seu país, volto-me para dentro de meu próprio país e, sinceramente, envergonho-me de ser brasileiro diante de tanta injustiça, roubalheira e pilantragem espraiada por todos os segmentos sociais. E penso que se Lula tivesse se comportado — pelo menos um pouquinho — como José Mujica, o Brasil não estaria chafurdando neste lamaçal de desonestidade e cinismo exibido diariamente através dos noticiários.
Por isso, tornei-me fã deste grande líder mundial: José Mujica.

Estas entrevistas comprovam a coerência deste ícone da política mundial

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