Governo ignora mães carentes em hospitais superlotados de Macapá

Reportagem: Emanoel Reis
ESQUECIDAS – Dezenas de mulheres vivem diariamente o drama do abandono em dois hospitais especializados no atendimento de crianças

Diariamente, dezenas de mulheres indignadas podem ser facilmente encontradas nas frentes do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital da Criança e Adolescente (HCA). Quem passa com muita pressa não percebe o drama vivido por essas pessoas, sempre aglomeradas às proximidades dos dois hospitais, na avenida FAB, Centro de Macapá. Na condição de baixa renda, elas são ignoradas pelos governos estadual e municipal, e, sendo assim, seus queixumes não ecoam nos Palácios do Setentrião (sede do governo Waldez Góes), tampouco no “Laurindo Banha” (local de trabalho do prefeito de Macapá, Clécio Luís). Desamparadas pelos dois governos, resta-lhes, somente, clamar aos céus para que seus filhos e filhas não morram nos corredores superlotados das duas unidades.
A tristeza dessas mulheres, mães e donas de casa, tem uma única origem: seus filhos e filhas estão internados nas duas unidades de saúde mais mal-afamadas no Amapá pela superlotação e, conforme denúncias, também pelo atendimento clínico deficiente. Todas vivem sobressaltadas por isso, temendo pelo que pode acontecer às suas crianças doentes. “Tenho pavor de que meu filho morra sem assistência médica”, comenta a desempregada Marilza Santos, residente numa área de baixada no bairro do Pacoval. O filho dela, com dois anos de idade, contraiu uma bronquite aguda e há três dias vivia drama indescritível nos corredores lotados do HCA. Nas 72 horas de permanência na unidade, a criança continuava apresentando os mesmos sintomas. “Já andei todo esse hospital, implorando para meu filho ser atendido”, queixa-se ela. (Leia Mais em Cidade)

Macapá continua entre as piores em saneamento básico

RETROCESSO – Cidades da Amazônia lideram ranking de pior saneamento básico do Brasil; Macapá aparece entre as últimas na pesquisa

O ranking do saneamento básico do Instituto Trata Brasil, lista quatro capitais da Amazônia entre as piores do Brasil em acesso ao serviço. A publicação avalia séries históricas de água e esgoto dos 100 maiores municípios do Brasil entre os anos de 2009 e 2013. Neste período, enquanto as cidades mais bem colocadas estão no eixo Sul-Sudeste, o estudo aponta que localidades como Várzea Grande, no Mato Grosso, e Santarém, no Pará, não investiram nem R$ 1 no serviço.
A capital do Mato Grosso, Cuiabá, e São Luís, no Maranhão, são as cidades da região com o melhor índice de saneamento básico. Ainda assim, ocupam as 70ª e 78ª colocações, respectivamente. Em situação ainda mais grave aparecem as capitais do Amazonas, Amapá, Pará e Rondônia. Manaus é a 92ª do ranking, seguida de Belém, 93ª e Macapá, 96ª. No fim da lista está Porto Velho, na 100ª posição da lista.
De acordo com informações do Trata Brasil, caso Manaus, Macapá, Belém e Porto Velho mantivessem os níveis de avanços de 2009 a 2013, nenhuma das cidades atingiria a universalização dos serviços até 2033.
Já outro estudo, desta vez elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas em 2089, ou 35 anos após a média nacional, a Região Norte do Brasil vai conseguir universalizar o saneamento básico para todos os seus habitantes, onde, hoje, menos de 15% do esgoto é tratado e falta água encanada para mais de 47% dos municípios. Segundo a pesquisa, o País só atingirá meta de saneamento em 2054.
De acordo com o estudo, apenas 6,5% do municípios da Região Note têm rede para a coleta de esgoto. Além dos problemas de acesso ao saneamento, o estudo da CNI aponta para o elevado índice de perda na distribuição de água. Em valores monetários, o desperdício e o roubo de água fazem com que de cada R$ 100 gastos para fornecer água, apenas R$ 63 sejam faturados pelas companhias de abastecimento. A perda de água tende a ser pior no Norte. Mais da metade da água que é captada, 50,8%, não chega aos domicílios, aponta a CNI.
De acordo com Wagner Cardoso, gerente de Infraestrutura da CNI, há um círculo vicioso que impede que todos os brasileiros tenham acesso à água encanada e ao tratamento de esgoto. “Nós temos um sério problema de planejamento urbano e esse é um dos problemas que afetam a eficiência no saneamento também. Não é só um problema. Existe um círculo vicioso que precisa ser rompido”. Diante do contexto de epidemias de dengue, zika vírus e febre chikungunya, ele assinala que custa muito caro não ter saneamento básico no País, principalmente nas internações hospitalares.
O estudo da CNI ‘Burocracia e Entraves no Setor de Saneamento’ aponta que toda a população do País só será atendida com água encanada em 2043. Segundo as metas definidas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), os serviços deveriam chegar a todos os lares em 2033.

Matéria sobre aplicativo Mudamos teria sido censurada pela Globo

POLÊMICA – Matéria sobre o aplicativo Mudamos, que envia projetos de lei ao Congresso, foi supostamente censurada após ser exibida em telejornais da Rede Globo

As pessoas têm se manifestado contra e a favor daquilo que acreditam para mudar alguns cenários no Brasil. Das passeatas pelas Diretas Já às manifestações pró e/ou contra o impeachment de Dilma Rousseff, há de se convir que as pessoas têm ganhado as ruas, assim como as assembleias, os plenários, as sessões.
Não faz muito tempo, inclusive, em diversos Estados houve greve de transporte público e diversas categorias se manifestaram contra as reformas trabalhista e da previdência propostas pelo Governo Michel Temer. Justamente em 10 de maio, quando o ex­-presidente Luís Inácio Lula da Silva compareceu em Curitiba para prestar depoimento nas investigações da Lava ­Jato, mais gente foi às ruas para demonstrar apoio ao juiz Sérgio Moro ou ao líder petista. Ainda que dividido, o fato é que o povo brasileiro vem tentando se fazer ouvir.
Outra dessas tentativas vem de um método mais tecnológico. É o caso do aplicativo Mudamos, uma iniciativa do juiz brasileiro Márlon Reis. O aplicativo recolhe assinaturas digitais para apoiar projetos de iniciativa popular. Acontece que após anunciarem os detalhes sobre esse aplicativo no Bom Dia Brasil, alguns políticos no Congresso Nacional, supostamente teriam entrado em contato com a Rede Globo para tirar a reportagem do ar. Segundo informações compartilhadas nas redes sociais, a emissora teria atendido ao pedido dos parlamentares.
Essa notícia se espalhou nas redes sociais e revoltou milhares de pessoas diante da possibilidade de estarem sendo privadas de informações sobre o novo aplicativo de assinatura digital.
Contudo, embora supostamente censurado pela Globo, o aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas digitais da Apple e PlayStore. Ele propõe reunir assinaturas dos brasileiros para diretamente enviar os projetos de iniciativa popular ao Congresso. Tudo respaldado na Constituição de 1988, claro, e nas regras como a necessidade de que 1% da população brasileira vote no projeto para que ele seja levado até os deputados.

Assista matéria exibida no programa Estúdioi – Globo News:

(Leia Mais em Cidade)

Guiana Francesa cobra até R$ 1.500 para brasileiro usar ponte na fronteira

RIGOR FRANCÊS – Oiapoque, no Amapá, e a Guiana Francesa; travessia de 378 m custa até 430 euros para carros. Fiscais fazem cobrança do seguro obrigatório na fronteira – (Fotos: Secom-AP)

Pegar um voo do Brasil para a Guiana Francesa pode sair bem mais barato do que atravessar os 378 metros da nova ponte que liga as cidades de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, e Saint-Georges de l’Oyapock, no território ultramarino da França.
Inaugurada em 18 de março, após seis anos de atraso e duas décadas de seu projeto, a interligação custou R$ 68 milhões, segundo o Ministério dos Transportes. O investimento foi rachado meio a meio entre Brasil e França.
Apesar disso, o governo francês cobra até 430 euros (cerca de R$ 1.500) de quem quer chegar de carro a partir do Brasil –já o caminho inverso está livre de qualquer tipo de pagamento.
As motos (o principal meio de transporte em Oiapoque) não estão isentas. Para qualquer tipo de veículo, os valores mudam de acordo com o prazo de validade da apólice –o viajante pode optar por coberturas com duração de um a três meses.
A cobrança é para o pagamento do seguro obrigatório que os veículos brasileiros devem fazer caso queiram entrar na Guiana Francesa. Para evitar a taxa, muitos fazem a travessia a pé ou de bicicleta num percurso que soma 25 km entre as duas cidades. (Leia Mais Em Cidade)

Macapá é o pior capital do Brasil, aponta levantamento da Macroplan

Reportagem: Valéria Bretas

Com pouco mais que 460 mil habitantes, a cidade de Macapá (AP) é a primeira na lista das piores capitais para se viver no Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.
Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.
O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434.
Alguns exemplos explicam os pontos negativos da capital amapaense. Na área de saúde, por exemplo, Macapá aparece na 89ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil. Motivo? A cidade tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil e baixa cobertura de atendimento básico.
No extremo oposto está Curitiba (PR), que garantiu o primeiro lugar no ranking entre as melhores capitais do país, com índice de 0,695. Segundo o estudo, a cidade tem bons resultados nas quatro áreas analisadas pela consultoria.
Por lá, segundo o levantamento da Macroplan, 100% da população é atendida com água encanada e coleta de lixo. A título de comparação, na capital do Amapá, apenas 36,4% dos moradores têm água encanada.
Veja as melhores e piores capitais para se viver no Brasil e o desempenho de cada uma delas nas quatro áreas analisadas pela consultoria.

FONTE DOS INDICADORES

*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015. Veja aqui todas as fontes dos indicadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pobre Amapá I – Vídeo de Darlisson Oliveira

Pobre Amapá II – Vídeo de Edson Lopes

A greve que mudou o jornalismo no Pará e na Amazônia

MOVIMENTO HISTÓRICO – Os jornalistas durante a greve de 2013, em Belém (PA). A redação vazia durante a greve no Diário do Pará. Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Roberta Vilanova. Os protestos dos jornalistas nas ruas de Belém (Fotos: Sindjor-PA)
Reportagem: Kátia Brasil

O setembro de 2013 marcou a história do jornalismo no Pará. Um grupo de profissionais fez a maior greve de que se tem notícia contra os baixos salários e a jornada de trabalho excessiva. Aquele movimento conseguiu paralisar as redações do jornal Diário do Pará e Diário Online, empresas pertencentes ao grupo Rede Brasil Amazônia (RBA) de Comunicação, de propriedade do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O grupo também é dono da RBA TV (afiliada da Bandeirantes) e da TV Record local.
Barbalho é um dos políticos mais influentes do Norte do país, mas também alvo de investigações em vários escândalos de desvios de recursos públicos como o da Sudam. Recentemente foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema de pagamentos de propina a políticos com recursos da Petrobras.
A greve dos jornalistas da RBA durou de 20 a 28 de setembro de 2013. Eles ganharam o Acordo Coletivo de Trabalho na Justiça, que assegurou um aumento do piso salarial de R$ 1 mil para R$ 1.300,00. Na Convenção Coletiva, em 2014, o piso dos jornalistas do Diário do Pará passou para R$ 1.500,00.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sindjor-PA), Roberta Vilanova, diz que esses profissionais não tiveram medo de lutar por melhores salários e condições de trabalho, mas, segundo ela, houve retaliações por parte da RBA de Jader Barbalho: 16 jornalistas foram demitidos, a partir de novembro 2014. As demissões aconteceram 45 dias após terminar o prazo do acordo de estabilidade, que não permitia cortes para profissionais que participaram da greve.
“O trabalhador tem direito de fazer greve e a empresa também tem o direito de demitir quem ela quiser e quando quiser. Entretanto, no caso do Diário do Pará, ficou claro para o sindicato que todas as demissões ocorreram como retaliação pela participação na greve de 2013 porque há indícios”, afirma a sindicalista, destacando: “Ninguém é demitido na porta da empresa na hora em que chega para trabalhar como ocorreu no Diário do Pará. Por isso, há algumas ações tramitando na Justiça do Trabalho pedindo reintegração dos demitidos e indenização por danos morais”, completa Roberta Vilanova. (Leia Mais Em Cidade)

Helder Barbalho é barrado na RBA: 

Pancadaria por ciúme viraliza na Internet e provoca debates acalorados

DESCONTROLE – A cabeleireira Cristina surpreendeu pela violência da reação ao flagrar o marido com outra mulher em um bar
Reportagem: Adriana Nogueira

Um vídeo mostrando uma mulher agredindo o marido e a acompanhante deste, em um bar em Rio Verde (GO), está repercutindo na internet. Postada na semana passada, a gravação teve 100 mil visualizações até este momento e foi tema de reportagem do jornal inglês “Daily Mail”. O incidente aconteceu em 19 de fevereiro.
O site conversou com a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar pela Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo), e com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.
Miriam, que pesquisa o tema infidelidade desde 1988 e coleciona duas mil entrevistas – entre traídos e traidores­­, diz nunca ter se deparado com uma reação violenta do tipo. “Para agir dessa forma, a pessoa tem de ter uma personalidade mais explosiva. E ela reage assim por perder a ilusão de ser especial e única na vida do marido, mas não é batendo que ela vai recuperar essa posição.”
Para Marina, ainda que a atitude traga alívio, a sensação é muito efêmera. “Fui humilhada e
resolvo humilhar de volta. Só que o que vem depois é ainda mais pesado. Você se expõe e ainda dá aos outros a oportunidade de te julgarem.”
Miriam também afirma que, ao agredir a que seria a outra, a traída expressa o machismo que está interiorizado nela. “Ela culpa a outra mulher, porque cresceu vendo ser colocado como natural que o homem tenha muitas parceiras”, fala a antropóloga.
Para as duas especialistas, a reação violenta da traída é uma expressão dos tempos atuais. “Hoje as pessoas reagem com agressividade em muitas situações, não só em casos de traição”, afirma Mirian. Já Marina relembra que, antigamente, esperava­-se que a mulher fosse mais contida. “Nos dias atuais, ela tem liberdade de se expressar. Mas, dessa situação [de reagir a uma traição a tapas], só sairá uma ressaca moral fortíssima. Por mais que a mulher peça desculpa, retrate­-se, alguém já filmou e colocou na internet.”

Triângulo amoroso quase acaba em tragédia:

Ataque de fúria da mulher traída repercute no Imprensa:

MTur anuncia R$ 20 milhões para o Turismo na Amazônia. Amapá fica com migalhas

GOIABAL - O abandono pelo governo estadual da única praia do Amapá de água salgada exemplifica a falta de planejamento do atual governo para o setor turístico
GOIABAL – O abandono pelo poder público da única praia do Amapá de água salgada exemplifica a falta de planejamento do atual governo para o setor turístico – Fotos: Emanoel Reis/FENAJ 1.380-MTE/PA

Sem um projeto de envergadura para alavancar o turismo a médio e longo prazo no Amapá, o governo Waldez Góes (PDT) corre o risco de receber parcela insignificante da bolada de R$ 20 milhões que o Ministério do Turismo (MTur) disponibilizará para a promoção do turismo na região, contemplando todos os Estados da Amazônia Legal. A liberação do recurso, que deve ser usado na divulgação, nos mercados nacional e internacional, das potencialidades turísticas de cada Estado, é resultado do pedido realizado há cerca de um mês, pelo Fórum das Secretarias de Comunicação da Amazônia Legal, em conjunto com as Secretarias de Turismo dos Estados
Toda a campanha será desenvolvida nos mesmos moldes do que foi realizado recentemente pelo Ministério com a campanha “Verão do Nordeste”. A confirmação ocorreu durante audiência no Ministério do Turismo, em Brasília, com a presença dos secretários de Turismo e de Comunicação da Amazônia.
No encontro, a secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra, disse ainda que o ministro do Turismo, Marx Beltrão, determinou que a campanha seja concebida e finalizada até maio, para que seja apresentada durante o 14º Encontro de Governadores da Amazônia Legal, já programado para ser realizado em Rondônia.
“A intenção do ministro é apresentar e então iniciar a divulgação já em junho e julho, aproveitando o período do verão amazônico, como foi sugerido. Importante destacar que dentro do planejamento do Ministério do Turismo entendemos a importância de promover as potencialidades da Amazônia e essa proposta do Fórum vem ao encontro com nossos anseios. Acredito que juntos faremos um excelente trabalho”, disse a secretária Teté Bezerra.
O assessor especial do Ministério, Maurício Rasi, destacou que toda a equipe está entusiasmada com o trabalho conjunto e que a promoção das diferentes regiões estava sendo pensado pelo Ministério. “Temos que fazer escolhas dentro de uma programação e acreditamos que essa união ajuda a superar dificuldades, deixando claro para todos que o momento da Amazônia chegou”, disse.
INTEGRAÇÃO – A campanha é uma das ações conjuntas que o Fórum das Secretarias de Comunicação, formado pelos nove estados da Amazônia Legal, está desenvolvendo.
O grupo foi oficializado com intuito de unir esforços na realização de ações e atividades na gestão pública voltada para a comunicação, em virtude das afinidades que possuem e dos desafios, que são semelhantes.

Macapá é a 3º pior cidade do Brasil em saneamento básico

NEGATIVO - Um ranking das condições de saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras coloca Macapá entre as três piores do país no quesito
NEGATIVO – Um ranking das condições de saneamento básico entre as 100 maiores cidades brasileiras coloca Macapá entre as três piores do país no quesito

Um levantamento recentemente produzido pelo Instituto Trata Brasil, mostrou a vulnerabilidade da cidade de Macapá. O estudo analisou as condições de saneamento básico das 100 maiores cidades brasileiras. A capital do Amapá sempre ocupa os últimos lugares nas pesquisas sobre saneamento básico feitas no país, dessa vez esteve colocada entre as três piores do Brasil, estando em 98º lugar.
Os estudos são realizados desde 2009, com base nos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS). Segundo o Instituto, “Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao Governo Federal, portanto, são números oficiais das próprias cidades”.
De acordo com o ranking, a cidade de Macapá foi um dos municípios que declararam que apenas 5,54% da população possui acesso aos serviços de coleta de esgotos, sendo assim a 3º pior cidade em saneamento do pais ficando à frente apenas dos municípios de Ananindeua (PA) que ocupou a 100º lugar e Porto Velho (RO) em 99º lugar. Nesses municípios, todos os indicadores são ruins, tanto na questão da coleta e tratamento de esgotos, quanto nas perdas de água. (Leia Mais Em Cidade)

Um drama que atinge milhões de brasileiros:

“Pirateiro” de Macapá comemora decisão de magistrado mineiro

RETROCESSO - Comércio de geringonças MADE IN CHINA ou de DVD's piratas entrou em queda livre após advento da Internet
RETROCESSO – Comércio de geringonças MADE IN CHINA ou de DVD’s piratas entrou em queda livre após advento da Internet
DA REDAÇÃO

Em maio de 2011, quando desembarcou em Macapá procedente do município de Luís Domingues, distante 304 quilômetros de São Luís (MA), o pedreiro Adailton Pontes, 32 anos, planejava empregar-se em alguma empreiteira e ganhar a vida sem maiores dores de cabeça. Passados cinco anos, os projetos acalentados em quase cinco dias de viagem não se realizaram no todo. O emprego, ele conseguiu. Mas, o salário minguado era insuficiente para sustentar a família (mulher e dois filhos). Então, a convite de um amigo decidiu enveredar para o mercado informal – e à época ilegal. Tornou-se vendedor ambulante de produtos piratas (entre eles CD’s e DVD’s).
Pontes já chegou a vender quase 40 DVD’s genéricos em uma semana, a R$ 5,00 cada. “Foi quando o [filme] ‘Tropa de Elite’ estourou”, lembra ele. Por dois meses, garantiu faturamento elevado com a história do polêmico “capitão Nascimento” (personagem interpretado no cinema pelo ator Wagner Moura) e chegou a economizar o suficiente para comprar seus próprios lotes de CD’s e DVD’s piratas. Ou seja, deixou de depender do intermediário. “Realizei o sonho de ter meu próprio negócio”, festejou.
Hoje, com milhares de sites dispondo na Internet todo tipo de música grátis, o negócio de Adailton minguou. Ainda assim, ele vem conseguindo sobreviver devido à diversificação da atividade, ofertando outros produtos ditos importados como carregadores portáteis de celular. (Leia Mais Em Cidade)

Os prós e contras da pirataria: