Sucateamento da Polícia Civil no AP prejudica combate à criminalidade

ESQUECIDA – Sem investimentos mais amplos, a Polícia Judiciária amapaense está encontrando dificuldades para solucionar boa parte dos homicídios. No dia a dia, o policial convive com delegacias caindo aos pedaços e viaturas com os pneus furados

A violência está ganhando de goleada a batalha campal travada no cotidiano de Macapá e das demais cidades amapaenses. Dados extraoficiais divulgados no blog do repórter de polícia João “Bolero” Neto (joaoboleroneto.blogspot.com) demonstram que mais da metade dos homicídios registrados de janeiro a setembro de 2017, sobretudo em bairros periféricos da capital, não foi desvendada. A esmagadora maioria dos casos de crimes de morte ainda rola pelas gavetas das delegacias ou, pior, não merece, sequer, a abertura de inquéritos.
Em conversas reservadas, delegados e investigadores atribuem o caos à falta de infraestrutura pessoal e material, em especial pouca munição e viaturas quebradas para enfrentamento dos bandidos em igualdade de condições. Eles lembram que os acusados de assassinatos nem sempre estão dispostos a se entregar sem reação à voz de prisão.
Segundo funcionários da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, que forneceram informações com o compromisso deste blog mantê-los no anonimato, a situação é tão grave que há ordens expressas da Sejusp (leia-se secretário Ericláudio Alencar) para que nenhum dado referente ao andamento das investigações de homicídios seja revelado à Imprensa. O temor estaria na compreensão — e consequente cobrança social — de uma crise que se agrava a cada ano e que expõe o cidadão à insegurança e à impunidade estimuladora de novos crimes.

MANIFESTAÇÃO – Agentes paralisam atividades para protestar contra as péssimas condições da Polícia Civil

Para combater, com mais eficiência, a criminalidade em Macapá é necessário ampliar o quadro de agentes e delegados, segundo opinião corrente na Polícia Civil. Esse caminho, entretanto, não deverá ser percorrido este ano. E tampouco há previsões de que ocorra em 2018, ano de eleições gerais no País.
Em delegacias localizadas no interior do Estado ou em bairros mais afastados do centro, por exemplo, a precariedade começa a ser notada na fachada dos prédios, cuja pintura é coberta pela poeira da falta de saneamento na periferia. Em algumas, as grades de ferro das celas estão corroídas pela ferrugem; cadeiras, mesas e arquivos destruídos pelo uso contínuo ou pela ação do tempo; e o mais grave, os policiais não dispõe de viaturas suficientes quando acionados pelos moradores.
Os delitos considerados mais leves (furtos e agressões, para ilustrar) simplesmente não são investigados, o que garante a impunidade dos infratores. Nos casos mais graves, dentre eles os homicídios, os parentes das vítimas interessados na condenação dos assassinos investigam por conta própria e, às vezes, chegam a oferecer aos policiais os próprios carros particulares para que o crime seja investigado e os culpados presos e punidos. Sem essa cooperação, o trabalho de campo praticamente inexiste e a criminalidade aumenta. (Leia Mais Em Cidade)

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População santanense questiona e critica gestão pífia de Ofirney Sadala

IMOBILIDADE – A gestão apagada de Ofirney Sadala em Santana vem gerando descontentamento popular e provocando críticas virulentas da vereadora Helena Lima contra as péssimas condições das vias públicas

Às vésperas de completar dez meses à frente da Prefeitura de Santana, Ofirney Sadala (PHS) ainda não conseguiu transformar suas promessas em realidade. Por isso, os munícipes não têm muito o que comemorar. O segundo maior município do Amapá não passa por um bom momento. Tem várias obras paradas, ruas cheias de buracos, lixo e mato nos logradouros da cidade, sem falar nos problemas relacionados à saúde pública.
Desde que tomou posse, Sadala ainda não conseguiu alavancar sua gestão. De todas as promessas feitas em campanha, uma delas seria a imediata recuperação de boa parte da malha viária do município. Até agora, as ações têm se restringido a raspagem e operações tapa-buracos.
A limpeza da cidade também vem gerando reclamação da população. As reações são provenientes dos péssimos serviços realizados em alguns bairros. O lixo e entulhos ficam amontoados às margens das ruas, o que vem tirando o sossego dos moradores que temem o aparecimento de bichos peçonhentos e ratos.
Morador da avenida Princesa Isabel, no bairro Hospitalidade, Denis Bandeira reclama do serviço inacabado. Para ele, a demora na retirada dos entulhos está causando transtornos para quem mora, assim como para quem precisa trafegar pelo entrono do canal da Hospitalidade.
Para quem mora no final da avenida 15 de novembro, no bairro Fonte Nova, a situação é a mesma. Segundo a dona de casa Maria de Nazaré Ramos, que reside no local há quase dez anos, um buraco formado no meio da rua impede o acesso que tem que ser feito por outra via até a avenida Princesa Isabel. Com a instabilidade do tempo, o problema tende a piorar.
Crítica virulenta da gestão Ofirney Sadala, a vereadora Helena Lima (PRP) afirmou que o prefeito precisa corrigir os rumos da sua gestão e aprender com os erros cometidos no primeiro semestre de 2017, lembrando que existe um descontentamento de parte da população que ainda espera respostas sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral.
Referindo-se à Educação em Santana, a vereadora, que também é professora, foi taxativa: “a gestão Ofirney Sadala está longe de realmente acertar e ter um direcionamento”. E prossegue: “A gente vê que ainda tem muitas falhas, mas o que a gente observa, por ter acesso, está participando de reuniões e indo questionar e fiscalizar em busca das coisas que estão acontecendo, é que a equipe [de governo] tem todo interesse de acertar, mas, alguns entraves ainda impedem esses avanços.”
Enquanto isso, o drama segue na área da saúde. Quem precisa, tem que passar a noite em frente ao posto de saúde municipal. O autônomo Josiclei Chaves contou que já perdeu as contas de quantas vezes teve que passar a noite em frente a Unidade de Saúde Antônio Siriero, no bairro Nova Brasília, para conseguir consulta com o clinico geral e dentista. “Durante a gestão passada, o problema era pior”, relembra ele.
Entre os graves problemas encontrados em Santana, destaque para a má conservação das vias principais e secundárias. As ruas dos bairros distantes do centro da cidade, por exemplo, não recebem a atenção do poder publico municipal e estão todas esburacadas. Com disso, o sofrimento da população carente quadruplica.
Para quem vive nas áreas de ressacas do município, a situação é pior. Muitas pontes ameaçam ruir como o que vem acontecendo nas passarelas da travessa L 12, no bairro Provedor I. Tempos atrás, parte de uma delas desabou e os moradores tiveram que improvisar o acesso pelo chão. Eles denunciam que alguns moradores — inclusive crianças — já sofreram acidentes no local.
A população ainda aguarda pelo cumprimento das promessas feitas por Ofirney Sadala durante a campanha eleitoral. Até quando, eis o mistério da fé. Em todo caso, Sadala precisa mover-se com mais rapidez e eficiência. Pelo menos, esta é a opinião corrente em Santana.

Rios de lágrimas: transporte fluvial na Amazônia continua fazendo vítimas fatais

SINISTROS – O naufrágio do “Cap. Ribeiro” é uma triste repetição de outros acidentes igualmente graves. Esses acidentes estão em espiral crescente devido ao aumento no número de embarcações navegando nos rios amazônicos
Reportagem: Emanoel Reis

Cerca de trinta passageiros, dos mais de quarenta que viajavam no barco “Capitão Ribeiro”, teriam morrido no naufrágio ocorrido no rio Xingu, entre os municípios de Porto de Moz e Senador José Porfírio, no Pará. A estimativa é da Capitania dos Portos do Amapá, que participa das buscas e resgate das vítimas. Conforme as investigações iniciais, a embarcação, que tinha escala nos municípios paraenses de Monte Alegre, Prainha e Vitória do Xingu, navegava com excesso de lotação e de carga, e estava irregular.
O naufrágio do barco “Capitão Ribeiro” novamente expõe uma estatística macabra construída em cima dos sucessivos acidentes que ocorrem nos rios amazônicos, e continuam enlutando milhares de famílias, apesar das campanhas e alertas disparados, principalmente, pela Capitania dos Portos. Ainda hoje, em Macapá, muitos lembram do naufrágio do barco “Reis I”, ocorrido às vésperas do Círio de 2013, durante a procissão fluvial em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. O acidente causou a morte de dezoito romeiros.
Mas, como prevenir ou evitar essa sequência de acidentes se os rios são os caminhos naturais na Amazônia? Servida por escassos 16 mil quilômetros de rodovias pavimentadas (muitas delas intransitáveis na época das chuvas) e ínfimos 450 quilômetros de ferrovias, a região possui metade do total de 48 mil quilômetros de vias navegáveis do país.
Se o transporte fluvial é, dessa forma, quase o único meio de atender aos deslocamentos de carga e da população, a precariedade das embarcações e a falta de instalações portuárias compatíveis, a frota obsoleta, a superlotação constante de carga e de passageiros e uma fiscalização despreparada e omissa fornecem os ingredientes das tragédias, que todos os anos ocorrem nos rios Amazonas, Madeira, Solimoes e afluentes menores.
Desde meados do século passado, quando o empresário Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, criou uma companhia de navegação no Amazonas, a iniciativa privada e mesmo os governos se desinteressaram de investir na formação de linhas regulares, fazendo proliferar um tipo de transporte que opera em bases semelhantes aos dos perueiros clandestinos nas grandes cidades.
A situação se agravou a partir dos anos 1970 e 1980, quando o garimpo, a rodovia Transamazônica (hoje engolida pela selva) e projetos como o Jari, que representavam a “integração” e o “Brasil grande” dos governos militares, trouxeram para a Amazônia uma leva de migrantes maranhenses, piauienses e cearenses, atraídos pela possibilidade de empregos. A população do estado do Amapá, por exemplo, cresceu 357% em 30 anos em função desses projetos e de outros, como a exploração de manganês na Serra do Navio.
Foi precisamente na rota pelo rio Amazonas, entre Macapá, capital do Amapá, e o enclave de 36 mil quilômetros quadrados do Projeto Jari, às 8 horas da noite de uma segunda-feira, 6 de janeiro de 1981, que o barco Novo Amapá naufragou com mais de 600 pessoas a bordo, quando sua capacidade não ultrapassava 150 passageiros.
Como se tratava de modestos trabalhadores braçais e não da elite endinheirada, como aquela que em 31 de dezembro de 1988 submergiu, em pleno réveillon na baía de Guanabara, junto com o Bateau Mouche, o episódio não chegou a causar comoção nacional, nem serviu de alerta para evitar tragédias futuras. Foram resgatados pouco mais de 300 corpos e outros 70 foram dados como desaparecidos, tornando impossível precisar o número total de vítimas fatais.

Reportagens sobre o naufrágio no rio Xingu:

(Leia Mais Em Cidade)

Governantes negligenciam seus deveres e Complexo do Araxá vira terra arrasada

DECADÊNCIA – A sujeira que alastra-se pelo Complexo do Araxá surpreenderia qualquer visitante. Para empresário, somente a vontade dos governantes resolveria esse problema
Por: Emanoel Reis

O que deveria ser um dos principais cartões postais de Macapá, atraindo turistas dos Estados próximos e, até do exterior, virou terra arrasada, com calçadas ruindo, blocos de concreto do muro de arrimo arrancados à força de fórceps pelas águas do rio Amazona, lama, mato e muito lixo espalhado ao redor dos quiosques. Este é o retrato desfocado do Complexo Turístico do Araxá, que ocupa uma extensão de quase dois quilômetros na orla de Macapá, um dos mais belos cenários da Amazônia Legal, segundo opinião de renomados especialistas, a exemplo do pesquisador Nemézio Filho, doutor em Comunicação Cultural e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, cuja visita à capital amapaense foi marcada por um almoço em um dos restaurantes do Araxá, às margens do maior rio do mundo. O que ele afirma ter sido um dos melhores momentos de sua vida.
Atualmente, e apesar das promessas reverberadas nos palanques e comícios, é desaconselhável ao habitante de Macapá ciceronear parentes ou amigos em qualquer excursão pelo Complexo do Araxá. É certeza absoluta de expor-se a constrangimentos e de obrigar o visitante a externar opiniões desagradáveis sobre a cidade do anfitrião. E pior: ser obrigado a ouvir tais críticas em silêncio sepulcral por falta absoluta de argumentos para convencer o interlocutor do contrário. Infelizmente, ele estará certo ao apontar as enormes crateras na calçada, os blocos de concreto espalhados às margens do rio, o mato abundante para mais de metro de altura, o lixo saltando aos olhos.
Questionado sobre as precárias condições do Complexo Turístico do Araxá, o empresário Reinaldo Von Sharten ergueu a sobrancelha com malícia, levantou o braço direito e apontou em direção à zona sul da cidade, mais precisamente para a avenida FAB, uma das principais vias de Macapá, onde estão localizadas as estruturas das três esferas de poder: judiciário, executivo e legislativo. Tanto do Estado quanto da capital. “A solução está na vontade daqueles dois senhores que ocupam os dois cargos mais relevantes: governador e prefeito de Macapá. Se eles quisessem, a situação do Araxá seria outra.”

Desleixo é deprimente:

Secretário de segurança do Amapá culpa vítima pelo próprio assassinato

CONTROVÉRSIAS – Secretário Ericlaudio Alencar atribui violência no Amapá ao governo Michel Temer e responsabiliza bancário assassinado em Macapá pela própria morte
Por: Emanoel Reis

Mesmo com 189 homicídios contabilizados extra-oficialmente entre janeiro e agosto deste ano pelo repórter de polícia João Bolero Neto, o titular da Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Estado do Amapá, delegado de Polícia Civil e deputado estadual Ericlaudio Alencar, afirma, peremptoriamente, que a violência está em espiral decrescente no Estado. Ou seja, em bom português, para o auxiliar do governador Waldez Góes (PDT), nos últimos meses, a Sejusp não tem registro de aumento da violência.
A surpreendente declaração de Alencar, feita durante entrevista a uma emissora de rádio, fomentou piadas irônicas e provocou risadas céticas em boa parte da população amapaense, em especial nos habitantes mais carentes de Macapá, vítimas usais dos grupos de criminosos que agem impunemente nos bairros periféricos, atuantes nas redes do tráfico de drogas e em assaltos seguidos de morte que aterrorizam a população.
Outra declaração controversa do secretário de Segurança do Amapá ecoou no Ministério da Justiça do governo Michel Temer. Conforme Alencar, a crise local na segurança pública é “culpa do governo federal” porque, assinala ele, “não tem um fundo específico de recursos para garantir investimentos na segurança pública nos estados”. Em outras palavras, como o governo federal direciona “gotas de dinheiro” para a segurança dos Estados, resta às secretarias atuação meramente burocrática. Para os ouvintes do programa, ficou clara a estratégia de Alencar: livrar a cara do governo estadual de um problema que, em sua essência, é do governo estadual.
A insistência dele nessa manobra, ganhou contornos tragicômicos ao atribuir ao funcionário do Banco do Brasil recentemente assassinado em Macapá a responsabilidade pela própria morte. Acompanhem o raciocínio de Ericlaudio Alencar: “Tirando o caso do gerente do banco, que o delegado Ronaldo [Coelho] está avançando nas investigações do latrocínio, porque sem querer jogar pedras na vítima, ele conhecia os seus algozes e não tomou [os] cuidados necessários ao abrir a porta de sua casa para eles”.

ESTATÍSTICA DAS MORTES VIOLENTAS DE 01.01 a 11.08.2017

1º ARMA DE FOGO: 114 homicídios
72 em Macapá;
19 em Santana;
4 em Calçoene, 4 em Laranjal do Jari;
3 em Ariri(Macapá), 3 em Porto Grande;
2 em Fazendinha, 2 em Oiapoque;
1 em Mazagão, 1 no Distrito do Coração (Macapá); 1 no Igarapé da Fortaleza/STN, 1 em Ferreira Gomes, 1 no Rio Preto (MZG);
112 do sexo masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado foram 131 homicídios, 90 em Macapá.

2º ARMA BRANCA: 75 homicídios
33 em Macapá;
13 em Santana;
4 em Pedra Branca, 4 em Tartarugalzinho;
2 em Laranjal do Jari, 2 em Ferreira Gomes, 2 em São Joaquim do Pacuí, 2 em Vitória do Jari, 2 no Piassacá/Vila Nova;
1 em Ilha de Santana, 1 em Santo Antonio da Pedreira,1 em Amapá, 1 em Tracajatuba/MCP, 1 em Calçoene, 1 em Serra do Navio, 1 em Porto Grande, 1 em Mazagão, 1 no Rio Preto (Mazagão), 1 em Bailique 1 em Oiapoque;
71 do Sexo masculino e 4 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 74 homicídios, 32 em Macapá.

3º TRÂNSITO: 51 óbitos
18 em Macapá;
5 em Santana;
4 na Rodovia Duca Serra, 4 na BR-156;
3 em Tartarugalzinho;
2 na Rodovia Alceu Paulo Ramos, 2 na Rodovia do Curiaú, 2 na Rodovia Ap 440, 2 na Rodovia JK;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Calçoene, 1 em Tracajatuba (Tartarugalzinho), 1 em Amapá, 1 em Mazagão, 1 em Vitória do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Maruanum (MCP);
22 de moto, 12 pedestres, 8 ciclistas, 9 de carro.
43 do sexo masculino e 8 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 60 casos,  25 em Macapá.

5º AFOGAMENTO: 36 óbitos ( 1 por homicídio)
9 em Macapá;
4 em Santana, 4 no Anauerapucu;
3 na BR-156, 3 no Igarapé da Fortaleza (STN), 3 em Tartarugalzinho;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Rio Matapi (MCP), 1 em Ajuruxi/Mazagão, 1 no Curiaú, 1 no Rio Vila Nova (MZG), 1 em Cutias do Araguary 1 no Rio Maracá/ MZG, 1 na Vila do Mucujá (MZG), 1 em São Jaoquim do Pacui;
30 do sexo masculino e 6 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 30 casos,  9 em Macapá.

4º SUICÍDIO: 32 óbitos
20 em Macapá;
5 em Santana;
2 em Mazagão;
1 em São Joaquim do Pacui, 1 no Bailique (MCP, 1 em Porto Grande, 1 na BR-156, 1 na Perimetral Norte (Porto Grande), 1 em Tartarugalzinho;
28 por enforcamento, 2 por arma de fogo e 2 por envenenamento.
26 do sexo masculino e 6 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 19 casos,  14 em Macapá.

6º PAULADA: 18 óbitos
9 em Macapá;
2 em Santana;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Água Branca do Cajary (Laranjal do Jari), 1 em Porto Grande, 1 na BR-156 (Monte Tabor), 1 na Campina Grande (MCP), 1 no Igarapé da Fortaleza (STN), 1 em Tartarugalzinho;
17 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 17 casos,  10 em Macapá.

7º TRAUMATISMOS DIVERSOS: 8 óbitos
2 em Santana, 2 em Macapá;
1 no Anauerapucu/STN, 1 no Igarapé da Fortaleza/STN 1 em Pedra Branca, 1 em Porto Grande;
6 do sexo Masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  6 em Macapá.

8º CHOQUE ELÉTRICO: 6 óbitos
3 em Tartarugalzinho,
1 no Bailique (MCP), 1 em Mazagão Velho, 1 em Mazagão Novo;
Os 6 do sexo masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, 2 em Macapá.

9º QUEIMADURA: 4 casos
4 em Santana;
2 do sexo masculino e 2 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 7 casos,  4 em Macapá.

10º AGRESSÃO FÍSICA: 3 homicídios
2 em Macapá ;
1 no IAPEN;
3 Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 2 casos.

11º ASFIXIA: 01 óbito
1 na Rodovia 440, 1 na Duca Serra
1 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

12º QUEDA: 2 óbitos
1 em Macapá, 1 no Delta do Matapi;
2 do Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

13º ACIDENTE DE TRABALHO: 3 casos
1 no Cupixi/Porto Grande, 1 em Oiapoque, 1 em Macapá.
3 do Sexo Masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

14º CAUSA DESCONHECIDA : 9 óbitos
4 em Macapá,
1 em Santana, 1 no Cupixi/Porto Grande e 1 na BR-156/Oiapoque, 1 n Pirativa (MCP), 1 na Ilha de Santana;
7 do sexo masculino e 2 do sexo indeterminado.
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  5 em Macapá.

15º FETO: 2 casos
1 em Macapá, 1 na Rodovia do Curiaú;
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, em Macapá.

(Fonte: http://joaoboleroneto.blogspot.com.br)

População macapaense paga caro por transporte coletivo ruim

PENDENGA JUDICIAL – Juiz Mário Mazurek (falando ao microfone) reduziu o aumento em R$ 0,15. O promotor Luiz Marcos da Silva propõe a anulação do reajuste. Pesquisa de acadêmicos da UNIFAP expõe péssimas condições do transporte urbano em Macapá
Por: Emanoel Reis

Satisfação é uma palavra ausente do vocabulário de quem usa o transporte urbano em Macapá. Para atestar realidade tão sombria, basta uma breve consulta junto aos usuários para ouvir um antônimo que virou regra entre eles: descontentamento. Isso mesmo. A maioria absoluta critica o sistema de transporte coletivo macapaense. A começar pelo novo valor da passagem, três reais e vinte e cinco centavos, estipulado pelo juiz Mário Mazurek, da 2ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Em seguida, pelas más condições de muitos dos veículos em circulação na capital amapaense; por último, pelos maltratados ensejados por motoristas e cobradores contra crianças e idosos.
Realmente, não há motivos para festas quando o assunto é transporte urbano em Macapá. A questão guarda uma caixa-preta antiga e inexplicavelmente inacessível, inclusive, para o próprio prefeito de Macapá, Clécio Luis (Rede). Devido a complexidade do problema, Clécio Luís prefere manter-se à distância, mesmo isso significando uma mordida de tubarão branco nas já combalidas finanças das milhares de famílias carentes de sua municipalidade.
Aparentemente, Clécio lavou as mãos diante do imbróglio que teria começado com o vereador Rinaldo Martins (PSOL), depois encampado pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor. Numa ofensiva contra as pretensões do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap), o MPE protocolou pedido de anulação do aumento da tarifa de ônibus, o que deixou o presidente do Setap, Décio Melo, à beira de um ataque de nervos.
A única reação da Prefeitura de Macapá, mais para desencargo de consciência, partiu da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac). O diretor-presidente da autarquia, André Lima, declarou-se contrário ao aumento, observando que aguardaria o órgão ser notificado da decisão para tomar as “providências cabíveis”. Não esclareceu quais “providências” pretendia adotar. Ou se, pelo menos, ensaiou a adoção de alguma medida. Deu uma de esfinge e fechou-se em copas. (Leia Mais Em Cidade)

Falta de água potável penaliza população carente do Bailique

MEDIDA PREVENTIVA – Promotor de Justiça Luiz Marcos da Silva ajuíza ação civil pública contra a falta de água potável em comunidades do Bailique

Aproximadamente, duas mil pessoas estão sofrendo com a interrupção no abastecimento de água potável fornecida pela Companhia de Água e Esgotos do Amapá (Caesa). Elas residem nas comunidades de Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10, localizadas no Arquipélago do Bailique, a 180 quilômetros de Macapá.
Conforme denúncias apuradas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, há mais de dois anos, a ausência do produto nas torneiras domésticas vem impondo uma rotina de atribulações aos moradores dessas localidades. Sem água de qualidade, que deveria ser fornecida pela Caesa, homens e mulheres são obrigados a coletar a água poluída do rio Amazonas para consumo de suas famílias.
E conforme o ambientalista Almeida Junior, isso representa grave ameaça à saúde pública. Presidente do Instituto Ecológico e Cultural Amigos em Ação, Almeida Júnior ganhou notoriedade pelo alerta que vem fazendo: o rio Amazonas está tão poluído quanto o rio Tietê, no estado de São Paulo. Segundo Almeida, a falta de políticas de saneamento básico e de educação ambiental para a população do Amapá estão transformando o rio Amazonas em uma “lixeira pública”.
Foi esta realidade aterradora que motivou o mineiro Luiz Marcos da Silva, promotor de Justiça e titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, a ajuizar ação civil pública em desfavor da Caesa. “Todas as demandas giram sobre a qualidade da água, não raro imprestável ao ser humano e/ou a precariedade no fornecimento, seja porque o produto não chega suficientemente nas torneiras, seja porque a pressão é baixíssima, não tendo ao menos como se encher as caixas de água”, revela Marcos da Silva.
Os autos do Inquérito Civil 0003382-70.2016.9.04.001 versam sobre esta questão no Arquipélago do Bailique, envolvendo as respectivas comunidades. Este ICO teve como origem autos oriundos do Ministério Público Federal (MPF), que também instaurou idêntico procedimento. Nos autos do MPF, em 2015, já havia sido determinado ao Estado do Amapá, bem como à CAESA (leia-se governo Waldez Góes), que tomassem providências no sentido de fornecer água potável para essas comunidades ribeirinhas. “Portanto, já se passaram dois anos sem nenhuma solução, nem ao menos um paliativo”, denuncia o promotor.
Em nota, a direção da Caesa afirma estar tomando todas as providências para normalizar o fornecimento de água potável para Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10. Contudo, o engenheiro Sérgio La-Roque, ex-diretor-presidente da companhia amapaense, revela-se cético quanto às “tais providências”. Segundo afirma, nos últimos três anos, o sucateamento da Caesa torna-se mais visível porque o governo estadual investe pouco em sua recuperação. “Dessa forma, sua eficiência e qualidade ficam seriamente comprometidas, e isso penaliza boa parte da população carente do Amapá.”

NINP e PF apreendem 16 kg da droga “skank” em Macapá

ROTA DO SKANK – Os 16 tablets de droga apreendida em Macapá tinham em torno de 1 quilo cada. A droga é raramente encontrada no Brasil, sendo mais consumida na Europa

Após denúncia anônima, o Núcleo de Inteligência do Ministério do Amapá (NINP) e a Polícia Federal (PF), através da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), apreenderam em Macapá, 16 kg da droga “skank” (uma espécie de maconha cultivada em laboratório). A droga veio de Campo Grande (MS) e chegou ao Estado trazida por uma adolescente, que a transportou em voo comercial.
Ao desembarcar, a adolescente pegou um taxi, que já a aguardava no Aeroporto Internacional. O veículo foi abordado pelos agentes do MP e PF na Rua Hildemar Maia com a Avenida José Tupinambá, bairro Santa Rita. Em seguida, os dois foram encaminhados ao DRE para a autuação do flagrante.
“O sucesso dessa operação reflete a importância do apoio que estamos recebendo da comunidade nessa guerra diária contra o tráfico de drogas. Sabemos que não é fácil e existe um verdadeiro exército aliciado pelo crime. No entanto, nada pode ser mais poderoso que a união da comunidade nessa luta. Pedimos sempre que nos ajudem e denunciem. Qualquer informação pode ser útil e será devidamente apurada. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho”, manifestou a coordenadora do NINP, promotora de Justiça Andrea Guedes.

Saiba mais sobre o skank
Também conhecida como supermaconha e skunk, é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo – THC (Tetra-hidro-canabinol).
O que torna o Skank uma forma mais concentrada de entorpecente?
A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).
Segundo estudos, no skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor.
Ações no organismo: A droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC alcance o cérebro e o aparelho reprodutor.
Efeitos colaterais: como já foi dito, a espécie Skank é mais entorpecente que a maconha, seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina no organismo, e fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.
Em geral, os efeitos da droga Skank são semelhantes aos da maconha: excitação, aumento de apetite por doces, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alucinações e distúrbios na percepção de tempo e espaço.

O que é Skank ou Skunk?

Piratas saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia

ÁREAS DE RISCO – Porto ilegal usado para travessia da fronteira Brasil-Bolívia, entre Guajará-mirim e Guayarámerín. Barco navegando no Rio Purus, em Boca do Acre (AM) — Fotos: Karla Mendes
Reportagem: Karla Mendes

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.
Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.
Com barcos pequenos e rápidos, os piratas cercam as embarcações, amarram uma corda e sobem na balsa, encapuzados, com luvas pretas e armas pesadas, fazendo arruaça. A tripulação é presa na cabine e os piratas tomam o comando. Eles levam a carga roubada para um barco maior, ancorado próximo às balsas. Em quase todas as ocorrências há também roubo de combustível dos tanques das embarcações. Muitas vezes, os piratas levam ainda todos os pertences da tripulação. (Leia Mais Em Cidade)

Governo estadual deixa Hospital da Mulher Mãe Luzia virar sucata

NEGLIGÊNCIA – Equipamento hospitalar que deveria estar salvando vidas virou abrigo de ratos e baratas em um corredor do Hospital da Mulher

Para instruir a Ação Civil Pública Coletiva nº. 0057741-15.2015.8.03.0001, em trâmite na 3ª Vara Civil e de Fazenda Pública de Macapá, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá realizou ampla diligência no Hospital da Mulher Mãe Luzia. Durante a ação, foi constatada falta de fisioterapeutas, medicamentos para bebês prematuros e raio-x, o que vem prejudicando o atendimento aos recém-nascidos.
A titular da 2ª Promotoria da Saúde, promotora Fábia Nilci, acompanhada da servidora Elizeth Paraguassu, visitou a Unidade de Tratamento Neonatal (UTIN) e a Unidade Semi-intensivo (berçário) para verificar a regularização do atendimento de fisioterapia 24 horas nesses ambientes e constatou que o serviço fisioterapêutico está funcionando adequadamente apenas na UTINEONATAL.
“Vimos que está descoberto de atendimento da UCINCo (berçário), acarretando com isso alguns transtornos em relação a estabilidade destas crianças, que por este motivo acabam retornando para a UTI”, explicou a promotora. Além disso, o MP-AP foi informado que o Hospital não está realizando Raios-X, por falta de revelador, obrigando os familiares, em alguns casos, a providenciar os exames em outros serviços privados, assumindo toda a despesa.
Outro grave problema é a falta do medicamento SURVANTA (BERACTANO), utilizado para restabelecer a atividade nos pulmões de bebês prematuros que apresentam a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). “Todos estão sem essa medicação. Tivemos conhecimento, ainda, que desde ontem um recém-nascido, diagnosticado com essa síndrome está correndo sério risco de não sobreviver”, reforçou Fábia Nilci.
A Promotoria da Saúde registrou também a falta de medicamentos do tipo antibióticos; Cateter de Acesso Venoso Central, e de alguns correlatos tais como, gaze e esparadrapo, que estão sendo solicitados da família dos pacientes.