Secretário de segurança do Amapá culpa vítima pelo próprio assassinato

CONTROVÉRSIAS – Secretário Ericlaudio Alencar atribui violência no Amapá ao governo Michel Temer e responsabiliza bancário assassinado em Macapá pela própria morte
Por: Emanoel Reis

Mesmo com 189 homicídios contabilizados extra-oficialmente entre janeiro e agosto deste ano pelo repórter de polícia João Bolero Neto, o titular da Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Estado do Amapá, delegado de Polícia Civil e deputado estadual Ericlaudio Alencar, afirma, peremptoriamente, que a violência está em espiral decrescente no Estado. Ou seja, em bom português, para o auxiliar do governador Waldez Góes (PDT), nos últimos meses, a Sejusp não tem registro de aumento da violência.
A surpreendente declaração de Alencar, feita durante entrevista a uma emissora de rádio, fomentou piadas irônicas e provocou risadas céticas em boa parte da população amapaense, em especial nos habitantes mais carentes de Macapá, vítimas usais dos grupos de criminosos que agem impunemente nos bairros periféricos, atuantes nas redes do tráfico de drogas e em assaltos seguidos de morte que aterrorizam a população.
Outra declaração controversa do secretário de Segurança do Amapá ecoou no Ministério da Justiça do governo Michel Temer. Conforme Alencar, a crise local na segurança pública é “culpa do governo federal” porque, assinala ele, “não tem um fundo específico de recursos para garantir investimentos na segurança pública nos estados”. Em outras palavras, como o governo federal direciona “gotas de dinheiro” para a segurança dos Estados, resta às secretarias atuação meramente burocrática. Para os ouvintes do programa, ficou clara a estratégia de Alencar: livrar a cara do governo estadual de um problema que, em sua essência, é do governo estadual.
A insistência dele nessa manobra, ganhou contornos tragicômicos ao atribuir ao funcionário do Banco do Brasil recentemente assassinado em Macapá a responsabilidade pela própria morte. Acompanhem o raciocínio de Ericlaudio Alencar: “Tirando o caso do gerente do banco, que o delegado Ronaldo [Coelho] está avançando nas investigações do latrocínio, porque sem querer jogar pedras na vítima, ele conhecia os seus algozes e não tomou [os] cuidados necessários ao abrir a porta de sua casa para eles”.

ESTATÍSTICA DAS MORTES VIOLENTAS DE 01.01 a 11.08.2017

1º ARMA DE FOGO: 114 homicídios
72 em Macapá;
19 em Santana;
4 em Calçoene, 4 em Laranjal do Jari;
3 em Ariri(Macapá), 3 em Porto Grande;
2 em Fazendinha, 2 em Oiapoque;
1 em Mazagão, 1 no Distrito do Coração (Macapá); 1 no Igarapé da Fortaleza/STN, 1 em Ferreira Gomes, 1 no Rio Preto (MZG);
112 do sexo masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado foram 131 homicídios, 90 em Macapá.

2º ARMA BRANCA: 75 homicídios
33 em Macapá;
13 em Santana;
4 em Pedra Branca, 4 em Tartarugalzinho;
2 em Laranjal do Jari, 2 em Ferreira Gomes, 2 em São Joaquim do Pacuí, 2 em Vitória do Jari, 2 no Piassacá/Vila Nova;
1 em Ilha de Santana, 1 em Santo Antonio da Pedreira,1 em Amapá, 1 em Tracajatuba/MCP, 1 em Calçoene, 1 em Serra do Navio, 1 em Porto Grande, 1 em Mazagão, 1 no Rio Preto (Mazagão), 1 em Bailique 1 em Oiapoque;
71 do Sexo masculino e 4 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 74 homicídios, 32 em Macapá.

3º TRÂNSITO: 51 óbitos
18 em Macapá;
5 em Santana;
4 na Rodovia Duca Serra, 4 na BR-156;
3 em Tartarugalzinho;
2 na Rodovia Alceu Paulo Ramos, 2 na Rodovia do Curiaú, 2 na Rodovia Ap 440, 2 na Rodovia JK;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Calçoene, 1 em Tracajatuba (Tartarugalzinho), 1 em Amapá, 1 em Mazagão, 1 em Vitória do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Maruanum (MCP);
22 de moto, 12 pedestres, 8 ciclistas, 9 de carro.
43 do sexo masculino e 8 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 60 casos,  25 em Macapá.

5º AFOGAMENTO: 36 óbitos ( 1 por homicídio)
9 em Macapá;
4 em Santana, 4 no Anauerapucu;
3 na BR-156, 3 no Igarapé da Fortaleza (STN), 3 em Tartarugalzinho;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Rio Matapi (MCP), 1 em Ajuruxi/Mazagão, 1 no Curiaú, 1 no Rio Vila Nova (MZG), 1 em Cutias do Araguary 1 no Rio Maracá/ MZG, 1 na Vila do Mucujá (MZG), 1 em São Jaoquim do Pacui;
30 do sexo masculino e 6 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 30 casos,  9 em Macapá.

4º SUICÍDIO: 32 óbitos
20 em Macapá;
5 em Santana;
2 em Mazagão;
1 em São Joaquim do Pacui, 1 no Bailique (MCP, 1 em Porto Grande, 1 na BR-156, 1 na Perimetral Norte (Porto Grande), 1 em Tartarugalzinho;
28 por enforcamento, 2 por arma de fogo e 2 por envenenamento.
26 do sexo masculino e 6 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 19 casos,  14 em Macapá.

6º PAULADA: 18 óbitos
9 em Macapá;
2 em Santana;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Água Branca do Cajary (Laranjal do Jari), 1 em Porto Grande, 1 na BR-156 (Monte Tabor), 1 na Campina Grande (MCP), 1 no Igarapé da Fortaleza (STN), 1 em Tartarugalzinho;
17 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 17 casos,  10 em Macapá.

7º TRAUMATISMOS DIVERSOS: 8 óbitos
2 em Santana, 2 em Macapá;
1 no Anauerapucu/STN, 1 no Igarapé da Fortaleza/STN 1 em Pedra Branca, 1 em Porto Grande;
6 do sexo Masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  6 em Macapá.

8º CHOQUE ELÉTRICO: 6 óbitos
3 em Tartarugalzinho,
1 no Bailique (MCP), 1 em Mazagão Velho, 1 em Mazagão Novo;
Os 6 do sexo masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, 2 em Macapá.

9º QUEIMADURA: 4 casos
4 em Santana;
2 do sexo masculino e 2 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 7 casos,  4 em Macapá.

10º AGRESSÃO FÍSICA: 3 homicídios
2 em Macapá ;
1 no IAPEN;
3 Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 2 casos.

11º ASFIXIA: 01 óbito
1 na Rodovia 440, 1 na Duca Serra
1 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

12º QUEDA: 2 óbitos
1 em Macapá, 1 no Delta do Matapi;
2 do Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

13º ACIDENTE DE TRABALHO: 3 casos
1 no Cupixi/Porto Grande, 1 em Oiapoque, 1 em Macapá.
3 do Sexo Masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

14º CAUSA DESCONHECIDA : 9 óbitos
4 em Macapá,
1 em Santana, 1 no Cupixi/Porto Grande e 1 na BR-156/Oiapoque, 1 n Pirativa (MCP), 1 na Ilha de Santana;
7 do sexo masculino e 2 do sexo indeterminado.
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  5 em Macapá.

15º FETO: 2 casos
1 em Macapá, 1 na Rodovia do Curiaú;
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, em Macapá.

(Fonte: http://joaoboleroneto.blogspot.com.br)

População macapaense paga caro por transporte coletivo ruim

PENDENGA JUDICIAL – Juiz Mário Mazurek (falando ao microfone) reduziu o aumento em R$ 0,15. O promotor Luiz Marcos da Silva propõe a anulação do reajuste. Pesquisa de acadêmicos da UNIFAP expõe péssimas condições do transporte urbano em Macapá
Por: Emanoel Reis

Satisfação é uma palavra ausente do vocabulário de quem usa o transporte urbano em Macapá. Para atestar realidade tão sombria, basta uma breve consulta junto aos usuários para ouvir um antônimo que virou regra entre eles: descontentamento. Isso mesmo. A maioria absoluta critica o sistema de transporte coletivo macapaense. A começar pelo novo valor da passagem, três reais e vinte e cinco centavos, estipulado pelo juiz Mário Mazurek, da 2ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Em seguida, pelas más condições de muitos dos veículos em circulação na capital amapaense; por último, pelos maltratados ensejados por motoristas e cobradores contra crianças e idosos.
Realmente, não há motivos para festas quando o assunto é transporte urbano em Macapá. A questão guarda uma caixa-preta antiga e inexplicavelmente inacessível, inclusive, para o próprio prefeito de Macapá, Clécio Luis (Rede). Devido a complexidade do problema, Clécio Luís prefere manter-se à distância, mesmo isso significando uma mordida de tubarão branco nas já combalidas finanças das milhares de famílias carentes de sua municipalidade.
Aparentemente, Clécio lavou as mãos diante do imbróglio que teria começado com o vereador Rinaldo Martins (PSOL), depois encampado pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor. Numa ofensiva contra as pretensões do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap), o MPE protocolou pedido de anulação do aumento da tarifa de ônibus, o que deixou o presidente do Setap, Décio Melo, à beira de um ataque de nervos.
A única reação da Prefeitura de Macapá, mais para desencargo de consciência, partiu da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac). O diretor-presidente da autarquia, André Lima, declarou-se contrário ao aumento, observando que aguardaria o órgão ser notificado da decisão para tomar as “providências cabíveis”. Não esclareceu quais “providências” pretendia adotar. Ou se, pelo menos, ensaiou a adoção de alguma medida. Deu uma de esfinge e fechou-se em copas. (Leia Mais Em Cidade)

Falta de água potável penaliza população carente do Bailique

MEDIDA PREVENTIVA – Promotor de Justiça Luiz Marcos da Silva ajuíza ação civil pública contra a falta de água potável em comunidades do Bailique

Aproximadamente, duas mil pessoas estão sofrendo com a interrupção no abastecimento de água potável fornecida pela Companhia de Água e Esgotos do Amapá (Caesa). Elas residem nas comunidades de Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10, localizadas no Arquipélago do Bailique, a 180 quilômetros de Macapá.
Conforme denúncias apuradas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, há mais de dois anos, a ausência do produto nas torneiras domésticas vem impondo uma rotina de atribulações aos moradores dessas localidades. Sem água de qualidade, que deveria ser fornecida pela Caesa, homens e mulheres são obrigados a coletar a água poluída do rio Amazonas para consumo de suas famílias.
E conforme o ambientalista Almeida Junior, isso representa grave ameaça à saúde pública. Presidente do Instituto Ecológico e Cultural Amigos em Ação, Almeida Júnior ganhou notoriedade pelo alerta que vem fazendo: o rio Amazonas está tão poluído quanto o rio Tietê, no estado de São Paulo. Segundo Almeida, a falta de políticas de saneamento básico e de educação ambiental para a população do Amapá estão transformando o rio Amazonas em uma “lixeira pública”.
Foi esta realidade aterradora que motivou o mineiro Luiz Marcos da Silva, promotor de Justiça e titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, a ajuizar ação civil pública em desfavor da Caesa. “Todas as demandas giram sobre a qualidade da água, não raro imprestável ao ser humano e/ou a precariedade no fornecimento, seja porque o produto não chega suficientemente nas torneiras, seja porque a pressão é baixíssima, não tendo ao menos como se encher as caixas de água”, revela Marcos da Silva.
Os autos do Inquérito Civil 0003382-70.2016.9.04.001 versam sobre esta questão no Arquipélago do Bailique, envolvendo as respectivas comunidades. Este ICO teve como origem autos oriundos do Ministério Público Federal (MPF), que também instaurou idêntico procedimento. Nos autos do MPF, em 2015, já havia sido determinado ao Estado do Amapá, bem como à CAESA (leia-se governo Waldez Góes), que tomassem providências no sentido de fornecer água potável para essas comunidades ribeirinhas. “Portanto, já se passaram dois anos sem nenhuma solução, nem ao menos um paliativo”, denuncia o promotor.
Em nota, a direção da Caesa afirma estar tomando todas as providências para normalizar o fornecimento de água potável para Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10. Contudo, o engenheiro Sérgio La-Roque, ex-diretor-presidente da companhia amapaense, revela-se cético quanto às “tais providências”. Segundo afirma, nos últimos três anos, o sucateamento da Caesa torna-se mais visível porque o governo estadual investe pouco em sua recuperação. “Dessa forma, sua eficiência e qualidade ficam seriamente comprometidas, e isso penaliza boa parte da população carente do Amapá.”

NINP e PF apreendem 16 kg da droga “skank” em Macapá

ROTA DO SKANK – Os 16 tablets de droga apreendida em Macapá tinham em torno de 1 quilo cada. A droga é raramente encontrada no Brasil, sendo mais consumida na Europa

Após denúncia anônima, o Núcleo de Inteligência do Ministério do Amapá (NINP) e a Polícia Federal (PF), através da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), apreenderam em Macapá, 16 kg da droga “skank” (uma espécie de maconha cultivada em laboratório). A droga veio de Campo Grande (MS) e chegou ao Estado trazida por uma adolescente, que a transportou em voo comercial.
Ao desembarcar, a adolescente pegou um taxi, que já a aguardava no Aeroporto Internacional. O veículo foi abordado pelos agentes do MP e PF na Rua Hildemar Maia com a Avenida José Tupinambá, bairro Santa Rita. Em seguida, os dois foram encaminhados ao DRE para a autuação do flagrante.
“O sucesso dessa operação reflete a importância do apoio que estamos recebendo da comunidade nessa guerra diária contra o tráfico de drogas. Sabemos que não é fácil e existe um verdadeiro exército aliciado pelo crime. No entanto, nada pode ser mais poderoso que a união da comunidade nessa luta. Pedimos sempre que nos ajudem e denunciem. Qualquer informação pode ser útil e será devidamente apurada. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho”, manifestou a coordenadora do NINP, promotora de Justiça Andrea Guedes.

Saiba mais sobre o skank
Também conhecida como supermaconha e skunk, é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo – THC (Tetra-hidro-canabinol).
O que torna o Skank uma forma mais concentrada de entorpecente?
A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).
Segundo estudos, no skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor.
Ações no organismo: A droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC alcance o cérebro e o aparelho reprodutor.
Efeitos colaterais: como já foi dito, a espécie Skank é mais entorpecente que a maconha, seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina no organismo, e fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.
Em geral, os efeitos da droga Skank são semelhantes aos da maconha: excitação, aumento de apetite por doces, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alucinações e distúrbios na percepção de tempo e espaço.

O que é Skank ou Skunk?

Piratas saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia

ÁREAS DE RISCO – Porto ilegal usado para travessia da fronteira Brasil-Bolívia, entre Guajará-mirim e Guayarámerín. Barco navegando no Rio Purus, em Boca do Acre (AM) — Fotos: Karla Mendes
Reportagem: Karla Mendes

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.
Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.
Com barcos pequenos e rápidos, os piratas cercam as embarcações, amarram uma corda e sobem na balsa, encapuzados, com luvas pretas e armas pesadas, fazendo arruaça. A tripulação é presa na cabine e os piratas tomam o comando. Eles levam a carga roubada para um barco maior, ancorado próximo às balsas. Em quase todas as ocorrências há também roubo de combustível dos tanques das embarcações. Muitas vezes, os piratas levam ainda todos os pertences da tripulação. (Leia Mais Em Cidade)

Governo estadual deixa Hospital da Mulher Mãe Luzia virar sucata

NEGLIGÊNCIA – Equipamento hospitalar que deveria estar salvando vidas virou abrigo de ratos e baratas em um corredor do Hospital da Mulher

Para instruir a Ação Civil Pública Coletiva nº. 0057741-15.2015.8.03.0001, em trâmite na 3ª Vara Civil e de Fazenda Pública de Macapá, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá realizou ampla diligência no Hospital da Mulher Mãe Luzia. Durante a ação, foi constatada falta de fisioterapeutas, medicamentos para bebês prematuros e raio-x, o que vem prejudicando o atendimento aos recém-nascidos.
A titular da 2ª Promotoria da Saúde, promotora Fábia Nilci, acompanhada da servidora Elizeth Paraguassu, visitou a Unidade de Tratamento Neonatal (UTIN) e a Unidade Semi-intensivo (berçário) para verificar a regularização do atendimento de fisioterapia 24 horas nesses ambientes e constatou que o serviço fisioterapêutico está funcionando adequadamente apenas na UTINEONATAL.
“Vimos que está descoberto de atendimento da UCINCo (berçário), acarretando com isso alguns transtornos em relação a estabilidade destas crianças, que por este motivo acabam retornando para a UTI”, explicou a promotora. Além disso, o MP-AP foi informado que o Hospital não está realizando Raios-X, por falta de revelador, obrigando os familiares, em alguns casos, a providenciar os exames em outros serviços privados, assumindo toda a despesa.
Outro grave problema é a falta do medicamento SURVANTA (BERACTANO), utilizado para restabelecer a atividade nos pulmões de bebês prematuros que apresentam a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). “Todos estão sem essa medicação. Tivemos conhecimento, ainda, que desde ontem um recém-nascido, diagnosticado com essa síndrome está correndo sério risco de não sobreviver”, reforçou Fábia Nilci.
A Promotoria da Saúde registrou também a falta de medicamentos do tipo antibióticos; Cateter de Acesso Venoso Central, e de alguns correlatos tais como, gaze e esparadrapo, que estão sendo solicitados da família dos pacientes.

Ministério Público apura mortes em Hospital da Criança e Adolescente

CRISE SEM FIM – Denúncias sobre mortes de crianças em hospital de Macapá novamente descortinam o desleixo dos governantes com a saúde da população

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), através da Promotoria de Defesa da Saúde Pública e Promotoria da Infância e Juventude de Macapá, está apurando denúncias de que a superlotação na Unidade de Tratamento Intensivo – UTI do Hospital da Criança e Adolescente, única do Estado, estaria resultando em óbitos de crianças internadas naquela unidade de saúde.
Segundo relatos de alguns pais, somente nesta semana, quatro crianças faleceram esperando transferências para a UTI do HCA, que atualmente conta com apenas 10 leitos em funcionamento.
Na última quarta-feira (14), em inspeção realizada pelos promotores de Justiça André Araújo, Eduardo Kelson de Pinho e Jorge Fredi, foi constatado que várias crianças aguardam leitos na UTI, internadas de forma precária nas salas vermelha e amarela do Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Segundo a direção do Hospital, o atraso na conclusão das obras do HCA, que contempla a ampliação da UTI para 20 leitos, contribui para a dificuldade na transferência das crianças, pois, nesse período do ano aumentam bastante os casos de doenças respiratórias, especialmente pneumonia.
A Promotoria da Infância e Juventude de Macapá também vem recebendo diversas reclamações sobre a superlotação do Pronto Atendimento Infantil e a insuficiência de leitos de UTI.
Uma destas reclamações refere-se ao falecimento, no último dia 12, da criança Evelyn, de apenas 15 meses, após complicações resultantes de uma pneumonia. Segundo os pais, a causa da morte teria sido a falta de acesso a um leito de UTI.
Os pais procuraram a Promotoria da Infância para denunciar suposta negligência no atendimento.
A promotora da Infância e Juventude (substituta), Clarisse Alcântara, vai determinar que sejam apuradas as circunstâncias da morte da criança, por ter encontrado evidências de que esta veio a falecer por não ter conseguido internação na Unidade de Terapia Intensiva do HCA.
“É urgente a necessidade de ampliação de vagas de UTI no Hospital da Criança. Muitas crianças ainda podem morrer caso essa situação se prolongue” destacou a promotora Clarisse.
Desde 2016 está em trâmite na Justiça uma ação civil pública para a melhoria das condições de atendimento do HCA.

342 Agora

Vamos pressionar pelo julgamento de Michel Temer

Acesse:
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Xô, Vampirão!

Avenida que passa por trás da prefeitura está virando “estradinha de chão”

VIDA EM PERIGO – Situação de abandono força ciclista a fazer malabarismos para não ser atingido por carro em alta velocidade

Embora transversal, a avenida Procópio Rola, que abrange os bairros Central e Jesus de Nazaré, é uma via de alta trafegabilidade, principalmente entre sete da manhã e duas da tarde. Contudo, apesar de passar por trás do palácio Antônio Lemos (sede da Prefeitura de Macapá), boa parte dela está abandonada. Um dos trechos mais críticos localiza-se entre as ruas Hamilton Silva e Hildemar Maia, abrangendo as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes.
Os pedestres são as maiores vítimas do desleixo municipal. Entre as ruas Hamilton Silva e Manoel Eudóxio Pereira, existe uma oficina mecânica funcionando no que antes fora uma calçada. Três sucatas de automóvel foram deixadas sobre o meio-fio e estão se desfazendo em ferrugem bem na frente da população. Pelo visto, o dono do estabelecimento nunca foi importunado por qualquer fiscal da Prefeitura de Macapá.
Sem calçamento apropriado, sem meio-fio, com pouco asfalto, a avenida Procópio Rola, que divide o Jesus de Nazaré, parece uma estradinha de chão, com mais buracos do que um campo de golfe.
Qualquer temporal alaga o quarteirão entre as ruas Manoel Eudóxio Pereira e Professor Tostes. Problema crônico, denunciam os moradores mais antigos. Entretanto, este não é o único drama vivido por eles. Quando a água escoa, sobra quase nada para o transeunte que, sem espaços para se locomover, é obrigado a dividir com os carros um fiapo de asfalto.
Na PMM (leia-se Secretaria Municipal de Obras), ninguém soube responder, ao certo, se existe algum projeto para implementação de melhorias na avenida Procópio Rola. “Deve constar no mapa de ações”, comentou, sem muita convicção, um dos assessores técnicos da Semob. Não quis se identificar para a reportagem do blog. Também não falou nada sobre o crachá funcional está metido no bolso frontal de sua camisa.

Governo ignora mães carentes em hospitais superlotados de Macapá

Reportagem: Emanoel Reis
ESQUECIDAS – Dezenas de mulheres vivem diariamente o drama do abandono em dois hospitais especializados no atendimento de crianças

Diariamente, dezenas de mulheres indignadas podem ser facilmente encontradas nas frentes do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e Hospital da Criança e Adolescente (HCA). Quem passa com muita pressa não percebe o drama vivido por essas pessoas, sempre aglomeradas às proximidades dos dois hospitais, na avenida FAB, Centro de Macapá. Na condição de baixa renda, elas são ignoradas pelos governos estadual e municipal, e, sendo assim, seus queixumes não ecoam nos Palácios do Setentrião (sede do governo Waldez Góes), tampouco no “Laurindo Banha” (local de trabalho do prefeito de Macapá, Clécio Luís). Desamparadas pelos dois governos, resta-lhes, somente, clamar aos céus para que seus filhos e filhas não morram nos corredores superlotados das duas unidades.
A tristeza dessas mulheres, mães e donas de casa, tem uma única origem: seus filhos e filhas estão internados nas duas unidades de saúde mais mal-afamadas no Amapá pela superlotação e, conforme denúncias, também pelo atendimento clínico deficiente. Todas vivem sobressaltadas por isso, temendo pelo que pode acontecer às suas crianças doentes. “Tenho pavor de que meu filho morra sem assistência médica”, comenta a desempregada Marilza Santos, residente numa área de baixada no bairro do Pacoval. O filho dela, com dois anos de idade, contraiu uma bronquite aguda e há três dias vivia drama indescritível nos corredores lotados do HCA. Nas 72 horas de permanência na unidade, a criança continuava apresentando os mesmos sintomas. “Já andei todo esse hospital, implorando para meu filho ser atendido”, queixa-se ela. (Leia Mais em Cidade)