Governo Waldez encerra segundo ano do 3º mandato com os mesmos vícios do passado

FOLHA DO AMAPÁ - Edição de janeiro de 2003 veicula entrevista do recém-eleito senador João Capiberibe sobre o curto governo Dalva Figueiredo
FOLHA DO AMAPÁ – Edição de janeiro de 2003 veicula entrevista do recém-eleito senador João Capiberibe falando sobre os desacertos do curto governo Dalva Figueiredo

Às vésperas de concluir seu segundo ano no governo do Estado, Waldez Góes (PDT) novamente protagoniza equívocos históricos, atraindo para si a antipatia e a decepção de seus eleitores. Três vezes governador do Amapá, teve todas as chances de virar uma das lideranças locais mais influentes de sua geração. Mas, embora tenha se tornado o político experimentado de hoje, não consegue convencer a população de que concluirá este mandato deixando para as gerações vindouras um legado de grandes obras. E coincidentemente, assim como em janeiro de 2003, quando pegou um governo quebrado, transferido por sua antecessora, Maria Dalva de Souza Figueiredo (PT), em 2015, quando a crise econômica ainda parecia distante, ele também herdou grandes débitos. Poderia ter trabalhado com afinco, preparado terreno para o enfrentamento destes tempos de “vacas magras”, cortando gastos, enxugando a máquina. Porém,  fez exatamente o contrário. A primeira decisão que tomou ao assumir o timão da nau em meio a furiosa tempestade foi aumentar o próprio salário e avalizar o aumento salarial dos secretários de Estado. Decisão condenável ante um cenário amapaense de extrema pobreza.
Mas, Waldez Góes é assim mesmo. Quando tomou posse como governador do Amapá, em 1° de janeiro de 2003, repetiu o mesmo “ritual” de 2015 ao subir a pequena rampa do Palácio do Setentrião. Só que naquele dia, transportava sobre os ombros as esperanças dos 86.179 amapaenses que haviam votado nele após disputadíssimo segundo turno contra Dalva Figueiredo, ex-vice-governadora no governo João Alberto Capiberibe (PSB). Waldez assumiu o cargo com aprovação recorde, defendendo amplas reformas na administração pública e investimentos em áreas nevrálgicas da economia como a agricultura familiar, o agronegócio, a indústria e o setor de serviços.
Entre os nomeados por Waldez para compor o secretariado constavam nomes como o de Maria Vitória da Costa Chagas, na Secretaria de Estado da Educação, Arthur Sotão, na Secretaria de Estado da Fazenda, Olímpio Guarany, na Secretaria de Estado da Comunicação, Jurandil Juarez, à frente da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro, Sebastião Bala” Rocha, na Secretaria de Estado da Saúde, além de outros supostamente escolhidos e avalizados pelo “Comando dos 12”, que seria um grupo de “notáveis” incumbidos de dirimir questões de Estado mais complexas.
No entanto, com apenas sete meses de governo Waldez Góes enfrentou graves crises políticas que, mesmo com a atuação do “comando”, avançou extramuros e ganhou as ruas devido, sobretudo, aos metódos utilizados no enfraquecimento da então titular da SEED. Vitória Chagas viveu dois meses de sobressaltos, diariamente surpreendida com notícias veiculadas pela imprensa de que seria substituída pela professora Conceição Medeiros. A pressão do torniquete no pescoço dela aumentou sobremodo após outubro de 2004, com a derrota acachapante de “Bala”, que, mesmo contando com a máquina do governo, pilotada pelo casal Waldez e Marília Góes, perdeu a disputa pela Prefeitura de Macapá (amargou o 3° lugar, atrás de Janete Capiberibe e João Henrique Pimentel).
O “Comando dos 12”, composto por proeminentes como o advogado Gutembergue Jácome de Oliveira, o “General”, alter ego de Waldez desde a pré-candidatura, no começo de 2001, auditor fiscal da Receita Federal Braz Martial Josafá, Joca Grunho, marido da tia de Marília, Luzia Grunho, Alberto Góes, primo e mentor de Waldez, que anos depois seria alçado à condição de super secretário, e Olímpio Guarany, dentre outros, acusou Vitória Chagas de omissão na campanha eleitoral de “Bala”. No entendimento desses “conselheiros” de Waldez a secretária não disponibilizou a “máquina” da Secretaria da Educação para o candidato governista. Resumindo: Vitória não mobilizou os professores do Estado para a campanha de “Bala” Rocha. Por isso, foi impiedosamente “fritada”. (Leia Mais Em Política)

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