Os esquemas de corrupção que deixaram o Amapá à beira da indigência

OPERAÇÃO POROROCA - Agentes da Polícia Federal descarregam documentos e computadores apreendidos. O suplente de senador Flexa Ribeiro chega em Macapá
“POROROCA” – Agentes da PF descarregam documentos e computadores apreendidos.  O suplente de senador Flexa Ribeiro chega em MCP

Levantamento exclusivo realizado com base em estimativas de desvios dos recursos públicos fornecidas durante as operações da Polícia Federal no Amapá, entre 2004 a 2010, revela que R$ 1 bilhão foi desviado somente no esquema de corrupção investigado na Operação Mãos Limpas, deflagrada em 10 de setembro de 2010. Porém, quando incluídos os R$ 103 milhões desviados no esquema investigado no decorrer da Operação Pororoca e mais R$ 40 milhões da Operação Antídoto, a cifra chega a quase R$ 1,2 bilhão. Não estão incluídos aí o valor do desvio investigado pelas operações Exérese, Sanguessuga e Alecto.
A primeira grande operação aconteceu em 2004, segundo ano de mandato do atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT). No dia 4 de novembro daquele ano, logo após as eleições municipais, a PF realizou a Operação Pororoca quando 32 pessoas foram presas no Amapá, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal, incluindo servidores públicos, acusadas de participar de uma quadrilha que fraudava licitações. Entre os presos estavam o então prefeito reeleito de Macapá, João Henrique Pimentel, o prefeito de Santana, Rosemiro Rocha, o ex-secretário de saúde do Estado, Sebastião Rocha (PDT), e o então suplente de senador, o paraense Fernando de Souza Flexa Ribeiro. Os presos eram acusados de fraudar licitações de pelo menos 17 grandes obras públicas no Amapá.
Dois anos depois, em 2006, foi realizada a operação Sanguessuga com o objetivo de desarticular um esquema, segundo a PF, especializado na prática de fraudes em licitações na área da saúde que agia desde o ano de 2001. Foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão e efetuadas 48 prisões, sendo 16 de servidores. Integravam a quadrilha funcionários públicos que atuavam no Ministério da Saúde e na Câmara dos Deputados. Em maio do mesmo ano veio a operação Alecto. Cinco pessoas foram presas, incluindo um delegado da Receita Federal, sob acusação de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e advocacia administrativa. (Leia Mais Em Política)

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