O gigante agoniza – Cientistas alertam sobre a “morte gradual” do rio Amazonas

TRAGÉDIA ANUNCIADA – Os principais rios da Amazônia Legal estão encolhendo devido, principalmente, à ação do homem
TRAGÉDIA ANUNCIADA – Os principais rios da Amazônia Legal estão encolhendo devido, principalmente, à ação do homem
Reportagem: Emanoel Reis

O rio Amazonas está morrendo. E com ele, 15% de toda a água fluvial do mundo. A informação é assustadora, e, inacreditável. Mas, cientistas de todas as partes do mundo vêm advertindo a humanidade e, principalmente, os brasileiros da região Norte do país, sobre o encolhimento gradual do maior rio do mundo. Infelizmente, o “Amazonas” tem companhia nesse drama mundial. Outros grandes rios da região também estão com seus níveis abaixo da média. A exemplo dos rios Solimões e Negro (AM), rio Madeira (RO) e rio Tapajós, no Baixo Amazonas (PA).
Pescadores santarenos ouvidos por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) disseram que nunca tinham visto os rios Tapajós e Amazonas com tão pouca profundidade como agora. “Tenho 57 anos e não me lembro de ter presenciado uma coisa dessas nem quando era criança”, comentou o pescador José Wilson de Jesus, morador de Alter do Chão, Santarém (PA). Para ele, a explicação está na ponta da língua: “o homem anda fazendo coisas muito erradas com a natureza e ela está se vingando”.
Única capital do mundo banhada pelo rio Amazonas, Macapá poderá sofrer consequências inimagináveis no caso de uma estiagem mais prolongada – ou mesmo definitiva – do “rio-mar”. Trata-se de um prognóstico catastrófico cujo cumprimento é estimado de 2084 em diante. Para a ciência, é um tempo ínfimo. Principalmente com a demografia mundial em espiral crescente.
“Em 1950, éramos 2,5 bilhões de habitantes. Em 2050, a previsão da ONU é de que seremos 9,3 bilhões. É como se a fila do banheiro da sua casa mais do que triplicasse de tamanho. Aí, não há caixa d’água que sustente. Aliás, não é só de uma caixa d’água maior que a gente precisa. Para dar conta de tanta gente, também é necessário gerar mais energia, produzir mais comida, mais roupas, mais tudo. Uma boa parte desse ‘tudo’ precisa de água. Nas próximas seis décadas e meia, a demanda global deve aumentar 55%. Se considerarmos que a indústria e a agropecuária consomem 90% da água do mundo, a coisa fica mais feia”, adverte o pesquisador da universidade americana Virginia Tech, Leandro Castello. (Leia Mais Em Ecologia)

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