Mais de 1.800 prisioneiros morreram em campo de concentração no Oiapoque

Este dramático episódio da história brasileira jamais deve ser esquecido

Reportagem: Emanoel Reis
ARTHUR – Bernardes governou o Brasil com mão-de-ferro
ARTHUR – Bernardes governou o Brasil com mão-de-ferro

Eleito presidente da República para um mandato de quatro anos (1922-1926), o advogado mineiro Arthur da Silva Bernardes entrou na história pela porta dos fundos, segundo alguns de seus biógrafos. Primeiro, afirmam, o presidente não soube lidar com a situação econômica crítica e a inflação desenfreada, principais combustíveis da instabilidade política e social daquele momento. Segundo, seu estilo autoritário arrefeceu qualquer tipo de negociação e contribuiu, acreditam, para deixar o País à beira de uma guerra civil.
Para acirrar mais os ânimos, imediatamente após a posse ampliou seus poderes discricionários, manteve o estado de sítio, restringiu as liberdades de expressão e de imprensa, e criou sua própria polícia política, oficializando um regime de terror e brutal repressão aos opositores com a prisão de centenas de indivíduos, entre eles anarquistas, tenentistas, sindicalistas, trabalhadores suspeitos de promover a “desordem pública”, criminosos comuns, indigentes, prostitutas e menores abandonados.
Mas, Arthur Bernardes também está na história política brasileira por um fato ainda mais aterrador. Em seu segundo ano de mandato, criou no Brasil o primeiro e único presídio oficial destinado a prisioneiros políticos. Localizado em Clevelândia do Norte, no Oiapoque, fronteira com a Guiana Francesa, a prisão virou campo de extermínio por ordem do próprio presidente da República. Estima-se que entre 1924 e 1926 (período de seu funcionamento), mais de 1.800 pessoas tenham morrido brutalizadas pelos agentes do governo ou acometidas por doenças como malária, beribéri, disenteria bacilar e turbeculose – à época extremamente letais. 

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