Macapá concentra PIB maior do que o próprio Estado do Amapá

Apesar da concentração do PIB, Macapá ainda padece de problemas gravíssimos como o desrespeito ao transeunte
Apesar da concentração do PIB, Macapá ainda padece de problemas gravíssimos como o desrespeito ao transeunte

Segundo pesquisa, 5,8% das cidades respondem por 75% do PIB. Participação das capitais perde espaço, mas ainda é de 33,4% e apenas 6 delas somam 25% do total
Recentemente, o Produto Interno Bruto (PIB) das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus correspondiam a aproximadamente 25,0% de toda a geração de renda do País. Juntas, estas capitais concentravam 13,6% da população. Agregando a renda de 57 municípios, alcançava-se cerca de metade do PIB nacional e 31,4% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os 1.334 municípios com menor participação no PIB responderam por 1,0% da geração de renda, agregando 3,3% da população. Entre eles, estavam 75,9% dos municípios do Piauí, 61,4% dos municípios da Paraíba, 53,2% dos municípios do Tocantins e 50,9% dos municípios do Rio Grande do Norte. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidas no País ou em um estado.
Excluindo-se as capitais, 11 municípios destacaram-se por gerarem individualmente mais de 0,5% do PIB, agregando 8,7% da renda do Brasil. Todos tinham grande integração entre a indústria e os serviços e eram Campos dos Goytacazes (RJ), 1,0%; Guarulhos (SP), 1,0%; Campinas (SP), 1,0%; Osasco (SP), 0,9%; Santos (SP), 0,9%; São Bernardo do Campo (SP), 0,8%; Barueri (SP), 0,8%; Betim (MG), 0,6%; São José dos Campos (SP), 0,6%; Duque de Caxias (RJ), 0,6%, e Jundiaí (SP), 0,5%.


Participação dos 5 maiores PIB na economia dos estados é maior no Norte e Nordeste
Na maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste, os cinco maiores PIB municipais concentravam mais da metade do PIB estadual. Amapá (87,1%), Amazonas (85,7%) e Roraima (85,0%) apresentaram as maiores concentrações espaciais de renda no país. Isso demonstra uma dependência desses estados de suas respectivas capitais, especialmente no Amazonas, onde Manaus contribuiu com 77,7% do PIB do estado, embora esse seja o menor valor observado em toda a série.
Em Tocantins (46,6%) e Bahia (41,9%) a participação dos cinco municípios que geravam mais renda era inferior a 50%.
A região Sudeste não mostrou padrão específico, mas os cinco maiores PIB do Espírito Santo e do Rio de Janeiro concentravam 58,8% e 64,0%, respectivamente. Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, essa concentração só ultrapassava 50% em Mato Grosso do Sul (55,8%). Em outro extremo, Minas Gerais (34,4%), Rio Grande do Sul (34,4%), Mato Grosso (37,0%) e Santa Catarina (38,5%) tinham as menores concentrações. Este último era o estado mais autônomo em relação à capital, uma vez que Florianópolis contribuiu, em 2012, com 7,1% do PIB estadual.
Em 2012, a participação das capitais na composição do PIB foi a menor desde o início da série, em 1999, concentrando 33,4% da renda nacional. As capitais da região Norte foram responsáveis por 2,3% desse total, as da região Nordeste, por 4,7%, as da região Sudeste, por 18,4%, as da região Sul, por 2,7% e as da região Centro-Oeste, por 5,3%. São Paulo (11,4%) permaneceu na primeira posição em termos de contribuição ao PIB do país, enquanto Palmas (TO) estava em último lugar (0,1%). Florianópolis era a única fora da primeira posição em seu estado. Itajaí ocupava a primeira posição em 2012, seguido de Joinville.

São Paulo teve maior perda de participação no PIB
Entre os 24 municípios que geravam pelo menos 0,5% do PIB em 2012, a maior perda de participação no PIB nacional ocorreu em São Paulo (-0,3 ponto percentual), seguida por São Bernardo do Campo (SP), Manaus, Brasília e Osasco (SP), todos com redução de 0,1 p.p. O baixo desempenho da indústria de transformação contribuiu para este decréscimo em todos os casos.
Já as maiores variações positivas se deram em Campos dos Goytacazes (RJ), Santos (SP) e São Luís, todos com acréscimo de 0,1 ponto percentual. Em Campos dos Goytacazes, o efeito do câmbio no preço do petróleo impactou diretamente na indústria extrativa mineral.
Já em Santos, a alta se deu em função da indústria de transformação, dos serviços de intermediação financeira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados e dos serviços prestados às empresas. Em São Luís, comércio de combustíveis, lubrificantes e derivados justificam ganho.

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