As contradições da campanha de Roberto Góes

Desde a entrevista concedida ao apresentador do telejornal da TV Amapá, Seles Nafes, o candidato do PDT à reeleição, Roberto Góes, não falou mais sobre a construção de 12 mil casas como carro-chefe de seu programa de governo. Esta foi a primeira pergunta de Nafes e provocou ruborizações em Góes. Mas, logo se recompôs e respondeu ao entrevistador utilizando-se de um recurso corriqueiro para engabelar os incautos: falar muito sem dizer absolutamente nada.
A assessoria do pedetista teve acesso prévio ao conteúdo da entrevista, sugeriu mudanças, argumentou e contra-argumentou. Não obteve sucesso. Respaldado por seus superiores, Seles Nafes apenas cumpriu determinações. Ainda assim, mesmo conhecendo antecipadamente o teor da pergunta, Roberto Góes remexeu os quadris sobre o assento. A pergunta formulada através de Nafes foi contundente: “O senhor está a quatro meses de encerrar o primeiro mandato, e durante esse tempo apenas deu sequência e concluiu uma obra iniciada e deixada por seu antecessor [ex-prefeito João Henrique Pimentel], que é o conjunto Mucajá. Como o senhor pretende construir 12 mil casas em seu segundo mandato?”
Eivados de contradições, os projetos amplamente divulgados nos programas de campanha de Roberto Góes estão se tornando folclóricos. Além da suposta construção de 12 mil casas, outros como o hipotético cardápio da merenda escolar que será distribuído para que os pais possam conhecer com antecedência o que será servido aos seus filhos nas escolas municipais se tornou piada em mesas de bares. Mas, o projeto mais hilário, segundo lideranças populares ouvidas por este blog, é o da “distribuição regular” da merenda escolar em todas as escolas de Macapá. “Trata-se de um engodo sem precedentes”, afirma uma pedagoga cujo nome pediu para ser resguardado.
A afirmativa feita pelo próprio prefeito em seu horário eleitoral vem provocando controvérsias. Muitos pais de estudantes da rede municipal de ensino afirmam o contrário. Em algumas escolas, falta merenda. Em outras, a merenda não passa de suco artificial (Q-Suco) com bolacha.
Na verdade, Roberto Góes vem fazendo uma campanha milionária. As evidências podem ser facilmente percebidas nas sequentes inserções da coligação encabeçada por ele nas emissoras de rádio e TV. Os programas são ricos no uso de recursos tecnológicos, acessíveis somente aos candidatos com muita “bala na agulha” para garantir a eleição. Esta, pelo menos, é avaliação de especialistas em marketing político consultados pelo AMAPÁ EM DIA. Todos foram unânimes: a campanha eleitoral de Roberto Góes é a mais rica de Macapá.
Se é a mais portentosa, então onde Roberto Góes conseguiu tanto dinheiro para gastar nesta eleição?  O pedetista não é nenhum ricaço, além do que, para deixar a prisão em fevereiro do ano passado, após dois meses na Penitenciária da Papuda, em Brasília, resultado do desdobramento da Operação Mãos Limpas, o prefeito gastou muito dinheiro pagando um dos advogados mais caros do país que, conforme informações de bastidores, teria sido Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Essas mesmas fontes acrescentam, ainda, que para quitar esse volumoso débito, Roberto precisou se desfazer de alguns bens e contar com os préstimos de aliados, amigos favorecidos e lideranças do PDT que, coincidentemente, são seus parentes em primeiro e segundo graus.

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