Rápida avaliação do 1º ano de governo Camilo Capiberibe

No fim de 2011, muita costura em andamento nos bastidores políticos. Em especial no âmbito do governo estadual, por conta de supostas alterações no primeiro escalão. Por exemplo, comenta-se muito que Juliano Del Castillo, o titular da Seplan (a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Tesouro do Estado), vai ocupar o lugar do chefe da Casa Civil, Kelson Vaz. Até agora, nada foi confirmado.
Aliás, Juliano e Kelson são nomes de peso dentro do governo. Juliano pela fidelidade inabalável ao projeto de governo do primo e amigo Camilo Capiberibe, e Kelson pela relação profundamente estreita com o casal senador João e deputada federal Janete Capiberibe. Ambos gozam de elevado prestígio e são extremamente necessários ao pleno funcionamento da máquina político-administrativa comandada por Camilo.
Outra secretaria também muito comentada nas redes sociais (Facebook e Twitter) é a da Comunicação. Com a morte precoce da secretária Jacinta Carvalho, o chefe de gabinete Bruno Jerônimo ocupa  temporariamente o cargo. Pode ser efetivado. Mas muita gente não enxerga essa possibilidade.
Twitteiros de plantão citaram o nome da administradora e funcionária do Ministério Público do Estado, Alcilene Cavalcante, como possível substituta de Bruno. Alcilene já foi habitué da cozinha do então governador do Estado, João Alberto Capiberibe (1995-2002). Mas passou os últimos 12 meses fazendo grande esforço para se reaproximar dos Capiberibe.
Tanto empenho fomentado por Alcilene teve por objetivo contornar os mal-entendidos ocorridos nas eleições gerais de 2010, quando manifestou amplo apoio à irmã, a jornalista Alcinea Cavalcante, assessora e consultora do então candidato ao governo do Amapá, o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB), na ocasião opositor implacável de Camilo Capiberibe.
Por conta de divergências políticas, Alcinea entrou em rota de colisão contra Luciana Capiberibe (uma das principais coordenadoras da campanha de Camilo). E naturalmente, Alcilene ficou ao lado da irmã. As trocas de farpas ocorreram pelos blogues das três contendoras.
Por conta desse imbróglio e pelo fato de Luciana Capiberibe coordenar a Comunicação do Estado, dificilmente Alcilene assumiria a Secretaria de Comunicação. Ou se hipoteticamente aceitasse um suposto convite do governador Camilo para o cargo teria de se submeter às diretrizes de Luciana. Será que Alcilene calçaria as “sandálias da humildade” a tal ponto?
A Secretaria de Segurança Pública igualmente deve ter novo titular. Após um início controverso, o professor Marcos Roberto conseguiu contabilizar alguns importantes avanços. Mas internamente as escaramuças se avolumam e o secretário não tem sido eficiente para conter os ânimos em crescente ebulição.
Delegados e agentes alinhados à ex-primeira dama e deputada estadual Marília Góes (PDT) continuam agindo desenvoltos visando desestabilizar a gestão do delegado Tito, coordenador da Polícia Civil do Amapá, e sabidamente apoiado pelo governador Camilo. Há 11 meses Tito tem enfrentado muita resistência dentro da PC para implementar seu plano de trabalho.
No entanto, Marcos Roberto é um quadro técnico imprescindível em qualquer cargo relevante no governo estadual. Pode deixar a Segurança, mas deve continuar no primeiro escalão. Há quem o considere mais adequado à Secretaria de Educação, proposta inicial apresentada a ele quando teve o nome cogitado para compor o secretariado do então governador eleito.
Mas quem deve passar por mudanças significativas é a Secretaria do Turismo. Ao longo de 12 meses as ações da secretária Helena Colares foram consideradas excessivamente tímidas para garantir-lhe a permanência no cargo. Nenhuma medida obteve destaque e o turismo no Amapá recrudescedeu. Não foi implementada nenhuma grande campanha, não houve avanços que pudessem alavancar a imagem do Estado no cenário turístico nacional e internacional.
Todas as medidas visando destacar o Amapá nesse setor foram provenientes do próprio governo do Estado, como a recente inauguração da Cidade do Samba e a volta do bondinho do Trapiche Eliezer Levy. Faltou à Setur iniciativa para promover extensa campanha publicitária sobre os novos atrativos.
Por fim, fazendo-se um balanço preliminar, o governo Camilo Capiberibe fecha o primeiro ano com o Estado do Amapá reconduzido ao caminho do crescimento econômico e social. E esse feito deve, sim, ser comemorado. Em 12 meses, Camilo Capiberibe já conseguiu imprimir sua própria marca ao concluir obras iniciadas no governo anterior e paralisadas por falta de recursos, resultado de graves equívocos político-administrativos das gestões Waldez Góes (PDT) e Pedro Paulo Dias de Carvalho (ex-PP). Mais importante: o governo Camilo encerra o ano com o Amapá fora das listas de inadimplência do governo federal. Essa é uma grande conquista.

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