A ferocidade desproporcional dos críticos de Camilo

Estão fazendo um estardalhaço sobre a 48ª Expofeira. Principalmente os “porta-vozes da oposição” ao governo do Camilo Capiberibe. Jornais e programas em rádios comunitárias que operam ilegalmente como FM convencional não poupam críticas – infundadas, diga-se. Praticam o jornalismo de viés, calçando opiniões expressas nos microfones com entrevistas e reportagens perfidamente conduzidas.
Interessante é que esquecem propositalmente o passado recente, em especial os primeiros dois anos do governo Waldez Góes. Quem vive do passado é museu?! Conversa! Como um povo pode viver sem sua história? Só quando é conveniente aos interesses em evidência?! Pois é. Quando a turma do Waldez assumiu o governo em 2003, os recursos deixados pelo ex-governo Dalva Figueiredo (PT) beiravam a exiguidade. Quase tudo foi empregado na campanha de reeleição da professora nas eleições de 2002. Foi uma gastança sem precedentes para a época. Disso, poucos falam.
Mas Waldez ainda encontrou uns “caraminguás” nos cofres. Naquele primeiro ano de mandato, o pedetista realizou carnaval e Expofeira com pouco dinheiro. Em ambos o público beirou a média. No início de 2004 foi pior. Não tinha dinheiro para fazer o carnaval. Então o publicitário Paracy Negreiros, da Amazoom Sistema de Comunicação Ltda, resolveu usar uma reserva da conta da agência para ajudar a realizar o “carnaval do meio do mundo” – inclusive, o que poucos sabem é que a letra do samba promocional daquele carnaval é de minha autoria, com participação do Ronaldo Rony.
E também boa parte do planejamento conceitual do carnaval de 2004 foi feito por mim. Como o Euclides Moraes estava de férias, trabalhei em parceria com o Rony. Uma de minhas ideias foi usar um caminhão de carroceria aberta, com a logo do carnaval nas portas e decorado à caráter. Sobre a carroceria a metade de um globo terrestre, e sobre este “meio do mundo” um trono para o Rei Momo, acompanhado por uma banda e tocadores de Marabaixo.
A proposta era oficializar a abertura do carnaval nos bairros mais tradicionais de Macapá, promovendo bailes carnavalescos em cada um, com abertura tipicamente local, feita por dançarinos e tocadores de Marabaixo, e sequenciado por marchinhas e sambas de enredos dos blocos e escolas de samba do Amapá.
Por 15 dias (antes do carnaval) e em datas alternadas o veículo percorreria a cidade e concluíria esse percurso ao lado do Teatro das Bacabeiras, próximo à praça Veiga Cabral, com uma grande festa, com a presença do governador, prefeito, demais autoridades e convidados oficializando a abertura do carnaval em todo o Estado.
Esta e outras ideias compuseram um projeto que o Paracy, em reunião com o Waldez na residência oficial, apresentou e defendeu. Porém, o então governador, alegando falta de dinheiro, disse que as ideias eram boas, mas, inviáveis naquele momento. Se não estou enganado, o Paracy ainda comprou o caminhão e investiu na construção da alegoria. Só não percorreu os bairros. E me parece que naquele ano o carnaval foi oficialmente aberto por dançarinos e tocadores de Marabaixo no local proposto no projeto (ao lado do teatro). Com caminhão, rei Momo, banda e tudo o mais.
Por conta disso, considero a ferocidade dos críticos excessiva e desproporcional para o tempo que tem Camilo à frente do governo. Dez meses, para quem encontrou um Estado em frangalhos, é muito pouco para promover as mudanças prometidas em palanque. Neste instante, toda crítica, por mais que pareça justa, torna-se precipitada diante da realidade social, política e econômica do Amapá.
Agora, se a partir do segundo semestre de 2012 o cenário não apresentar alteração as críticas ao governo Camilo passam a ter fundamento. Pois, um ano e meio para qualquer governo é tempo suficiente para mostrar algum resultado. Por enquanto, é ter paciência, acompanhar o trabalho do governador e esperar pelas mudanças anunciadas.

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Um comentário em “A ferocidade desproporcional dos críticos de Camilo

  1. Gostei muito do seu comentário acho que esse e o caminho a ser seguido pelos jornalista que querem ver o Amapá buscar novos rumos, temos que ter paciência nada acontece de imediato, vai chegar o momento certo das cobranças onde deverá ser mostrado se houve realmente avanços.

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