Denúncias sobre saúde no AP são inconsistentes

Publicação impressa
Jornal O Tabloide, edição de 19 de março de 2009
A saúde pública no Amapá se tornou um caso de polícia nos últimos oito anos. Quando Waldez Góes (PDT) tomou posse, no dia 1° de janeiro de 2003, nomeou o então ex-senador Sebastião Rocha para a Secretaria de Estado da Saúde (SESA). Com a saída de “Bala” Rocha em 2004, para candidatar-se à Prefeitura de Macapá, assumiu o médico Cláudio Leão. Com a surpreendente derrota do ex-secretário da Saúde e a exoneração de Leão na reforma administrativa do governo efetivada no fim de 2004, ainda na rebordosa da “Operação Pororoca”, o principal gabinete da SESA foi ocupado por diversos inquilinos, e uma inquilina, cuja permanência à frente do órgão foi eivada de marchas e contramarchas.
Outras operações da Polícia Federal foram deflagradas, destaque para as “Operações Antídotos I e II”, que resultaram na prisão de 29 pessoas, inclusive com secretário e ex-secretários de Estado da Saúde batendo com os costados no cimento frio das cadeias da PF. As investigações revelaram o envolvimento de funcionários e aliados do alto escalão do governo Waldez Góes no desvio de recursos federais que deveriam ser aplicados na saúde pública do Estado do Amapá.
Na manhã de sexta-feira, 25 de março, o jornalista Reginaldo Borges, à frente do programa “O estado é notícia”, dedicou exatas duas horas para golpear, abaixo da cintura, o governo Camilo Capiberibe tomando como “gancho” de seus comentários a precariedade da saúde pública no Estado. Eu particularmente estranhei porque Borges, cuja família foi aliada substancial do governo Waldez Góes, acompanhou o desmantelamento criminoso do setor, promovido, conivente e convenientemente, pelo governo ao qual esteve umbilicalmente ligada desde os primórdios.
O próprio jornal da família de Reginaldo Borges, O Tabloide (Nº 67, edição de quinta-feira, 19 de março de 2009), publicou matéria sobre as péssimas condições do Hospital de Emergências, e da saúde pública, produzida a partir de visita feita ao HE pelo então deputado estadual Camilo Capiberibe.
Ora, se o jornal da família de Reginaldo Borges reconheceu na ocasião que a saúde pública no governo Waldez Góes “estava em crise”, e isso com Góes em pleno exercício de seu segundo mandato, ou seja, somando seis anos à frente do GEA, como quer o jornalista que Camilo Capiberibe resolva um problema de gravidade tão extrema em apenas três meses? É humanamente impossível, ainda mais com tantos problemas causados por gestores corruptos, malversadores e peculatários, acobertados, direta ou indiretamente, por iminências pardas dos governos Waldez Góes/Pedro Paulo Dias de Carvalho, e por políticos da base de sustentação dessas mesmas gestões.

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