Equipe de transição enfrenta resistências dentro do governo

Um dos coordenadores da equipe de transição do governador eleito Camilo Capiberibe (PSB), o advogado e economista José Ramalho recentemente revelou, em entrevista a um programa de rádio, que setores do governo Pedro Paulo Dias (PP) não estão contribuindo, como deveriam, em fornecer todas as informações sobre a situação econômica do Estado. E que ao contrário do que vem sendo veiculado pela Imprensa, em especial nas principais colunas dos periódicos, não existe uma colaboração completa da parte da equipe indicada pelo governador, e coordenada pelo deputado estadual Edinho Duarte (PP).
Ramalho não foi muito explícito na questão, mas deixou transparecer leve contrariedade por não ter acesso amplo aos documentos confidenciais que revelariam em números o que Camilo Capiberibe herdará a partir de 1º de janeiro de 2011, dia em que assume o governo do Amapá.
Ainda no entendimento do coordenador, o que vem sendo noticiado nos jornais, a exemplo desta nota veiculada na coluna Gazetilha, do jornal A Gazeta, edição de 26 de novembro, assinalando que o chefe de gabinete do governo “(…) Paulo Guerra (…) anunciou que a equipe de Governo está levantando os números sobre a real situação econômica do Estado (…)”não corresponde necessariamente com a verdade.
A estratégia parece concebida para protelar o máximo possível o acesso dos técnicos de Camilo Capiberibe às informações que, pelo descortinar dos acontecimentos, deve expor o lodaçal generalizado em que se transformou o governo do Amapá ao longo dos últimos oito anos. Talvez esse seja o temor de renitentes aliados do ex-governador Waldez Góes (PDT), que permaneceu no comando do GEA até abril passado, quando se desincompatibilizou para concorrer ao Senado.
Com a posse do vice, Pedro Paulo, esses aliados continuaram ocupando postos-chave no primeiro escalão e dando as cartas da mesma forma como faziam no governo Waldez. Eles não esperavam a eleição ao governo de Camilo Capiberibe. Por isso, hoje relutam em passar às mãos de José Ramalho documentos comprometedores que exporiam supostas malfeitorias praticadas nos subterrâneos da gestão passada.

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