CURTA AS CURTAS

DESPERDÍCIO
Um dos maiores problemas em evidência na Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) é, sem dúvida, o desperdício de água. Segundo números recentes divulgados pela autarquia, cerca de 60% da água potável distribuída é esbanjada dentro das próprias casas dos consumidores. São sistemas de tubulações deficientes, torneiras mal instaladas, equipamentos com defeitos, como descargas, vazamentos. Para conter o prejuízo, a Caesa promete jogar duro a partir de janeiro de 2011.
PRECOCES
Apesar do acesso fácil a métodos contraceptivos, em especial ao preservativo masculino, facilmente encontrado em farmácias, supermercados e mercadinhos a preços que variam entre R$ 1,70 a R$ 2,50, os adolescentes insistem em praticar sexo sem qualquer proteção. Além dos riscos de doenças sexualmente transmissíveis, na lista a AIDS, as adolescentes amapaenses estão engravidando cada vez mais cedo. Esse problema atinge em cheio milhares de famílias de baixa renda, e aflige também as classes média e média alta.
ESCOLA
Até agora, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf)  não decidiu se acata ou não recomendação do Ministério Público para que a demolição do antigo prédio onde funcionava a Escola de Artes Cândido Portinari seja debatida em audiência pública na Câmara de Vereadores. Segundo a promotora Ivana Cei, a escola está inscrita no Iphan, por isso a decisão em ouvir a sociedade antes de avalizar a implosão do edifício. A diretoria da “Cândido Portinari”, porém, desaprova a medida.
DESINTERESSE
Alunos do ensino médio ainda ignoram a importância de disciplinas como Filosofia, Sociologia e Psicologia para a construção dos pensamentos. A maioria desconhece completamente quem foi Sócrates ou sequer sabe citar o nome de um filósofo pré-socrático. A questão é grave porque embora obrigatórias desde 2007, infelizmente não conseguiram despertar nos estudantes o interesse por uma de suas principais ferramentas de aprendizado: a leitura. Aí está o xis da questão que os governos estadual e federal menosprezam.
TRAFICANTE
Numa operação do Departamento de Tóxicos e Entorpecentes comandada pelo delegado Sydney Leite no Porto de Santana, o traficante flagrado com 25 quilos de maconha e um quilo e meio de crack perdeu a noção do perigo e tentou subornar os policiais, oferecendo a “modesta” quantia de R$ 10 mil. Ao ter a proposta rechaçada, o bandido fez-se entender que poderia aumentar o valor apresentado. Foi severamente repreendido, além de ser avisado de que a tentativa de suborno era mais um crime a ser inserido no inquérito. O traficante ficou sem entender nada.
ABANDONO
Em breve, a praça dos Congós estará completando 11 meses de abandono. Os moradores do entorno cansaram de denunciar a precariedade do logradouro. O cenário é de terra arrasada, e só tem serventia para abrigar desocupados, vândalos e viciados em drogas, os principais responsáveis pelo clima de insegurança no local. Quem passa às proximidades reage com indignação ao ver os equipamentos destruídos, a grama malcuidada, lixeiras inutilizadas. O clamor popular é solemente ignorado pela PMM, apesar do problema ser amplamente conhecido.
FIM DO VOTO
Está na hora de se pensar no fim do voto compulsório. Trata-se de uma aberração que resiste sob o argumento facilmente refutável de que o Brasil ainda não alcançou grau elevado de institucionalização. Isso é uma falácia. Mesmo com as sanções relativamente duras objetivando empurrar o eleitor às urnas, de certa forma já existe manifestações claras de insatisfação com a obrigatoriedade do voto. Esse silencioso protesto está refletido na somatória de abstenções, votos nulos e em branco. Neste ano, mais de 33 milhões de votos não serão validados.
HÉRCIA
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho (Semast) ainda não repassou o dinheiro para pagamento de nove meses de salários atrasados de 20 prestadores de serviço da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Macapá (APAE). Alguns trabalhadores já vivem em total estado de insolvência financeira. Ou seja, estão na miséria. Segundo comentam, a então titular da Semast, Hércia Souza, que está na mira da Polícia Federal, em nenhum momento demonstrou interesse em atualizar os salários. Tampouco o prefeito de Macapá, Roberto Góes.

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