Prefeito de Macapá diz que foi ouvido pela PF sobre grampo telefônico

11/09/2010 20h45 – Atualizado em 11/09/2010 21h18

Investigado teria acusado Roberto Góes de direcionar licitação

Ele prestou depoimento e teve de pagar fiança por ter arma sem porte

Eduardo Bresciani Do G1, em Macapá (AP)

Prefeito de Macapá depõe na PF
Prefeito Roberto Góes foi citado em grampos telefônicos

O prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), afirmou neste sábado (11) que teve de prestar depoimento à Polícia Federal por ter sido citado em grampos telefônicos da “Operação Mãos Limpas”. Roberto Góes é primo do ex-governador Waldez Góes (PDT), que é candidato ao Senado e foi preso na ação. O governador do estado, Pedro Paulo Dias (PP), é outro que foi detido pela PF.

Segundo Roberto Góes, ele não tem qualquer envolvimento com supostas irregularidades cometidas no Governo do Estado do Amapá, que foi ocupado por seu primo até março.

O prefeito da capital contou que os agentes federais realizaram busca e apreensão de documentos em sua residência e que foi encontrada uma espingarda na sua casa. Como ele não tinha porte de arma, teve de pagar fiança para ser liberado pela PF depois de prestar depoimento. Segundo ele, a arma é para usar em seu sítio e foi um presente de um primo.

Segundo o prefeito, interceptações telefônicas da PF, realizadas com autorização da Justiça, revelaram o diálogo em que um dos investigados afirma que ele teria “dado” uma concessão de ônibus para um parlamentar do Amapá. Roberto Góes negou qualquer irregularidade e disse estar organizando uma licitação de ônibus no município.

É basicamente isso. Houve uma gravação de um deputado que disse que eu teria dado uma empresa de ônibus para outro deputado. Essa foi a grande discussão lá, no sentido da questão da bilhetagem eletrônica e da licitação das linhas. Na verdade nunca houve isso. Todos os passos da grande licitação que vai ser feita em Macapá e implantação do transporte alternativo tem a participação do Ministério Público e algumas audiências com a Justiça do Estado”, disse o prefeito.

Roberto Góes conversou com os jornalistas durante uma parada militar realizada na Zona Norte de Macapá, com centenas de pessoas. Durante a parada, em nenhum momento houve qualquer manifestação contra ou a favor do prefeito. Góes acompanhou o desfile em um palanque no meio da população.

Ele não soube informar a estimativa do valor da licitação que o município está preparando. Segundo o prefeito foi lançado apenas o edital da concorrência e a questão ainda está sendo discutida em audiências públicas. De acordo com Roberto Góes, nunca houve licitação de ônibus em Macapá e atualmente o sistema recebe benefícios para a chamada “tarifa social”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s