Aliados Ávidos

Os políticos vorazes e a fome insaciável de poder

Pedro Paulo enfrenta dificuldades para lidar com os amigos

presidente do partido
Davi Alcolumbe: De olho grande na Comunicação do GEA

A situação de Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP) enquanto governador do Amapá e pré-candidato à reeleição começa a se complicar. Por conta da próxima campanha eleitoral, vem firmando alianças com grupos políticos ambíguos e intrisecamente divergentes. Cada um somente interessado no próprio quinhão. Um deles é liderado pelo deputado federal Davi Alcolumbre (DEM) que vem jogando pesado nas negociações para emplacar o nome de Josiel Alcolumbre como vice de Pedro Paulo. No entanto, por conta das reações contrárias à indicação, o democrata já considera a possibilidade de abir mão da vice-governadoria em troca do controle absoluto do setor de Comunicação do governo estadual.

Os “barões” da mídia amapaense não gostaram nadinha de ter um Alcolumbre controlando esta área em especial. E também mobilizam-se para melar o projeto do deputado. O grupo do também deputado federal Evandro Milhomem (PC do B) manobra nos bastidores para impedir o avanço de Davi Alcolumbre e sua trupe junto ao governo Pedro Paulo. Milhomem externou sua contrariedade em recente encontro no Palácio do Setentrião após ser informado dos avanços vorazes de Alcolumbre. Ficou irritado e ameaçou romper com o governo do PP e bandear-se para o lado do deputado estadual Camilo Capiberibe, pré-candidato ao governo pelo PSB.

A deputada federal Dalva Figueiredo (PT) subiu no palanque de Pedro Paulo, na convenção do PP, mas vem cobrando alto pelo apoio explícito. Mesmo correndo o risco de indispor-se com a executiva nacional de seu partido, pretende assegurar os cargos que mantém no governo do Estado. Contudo esse perigo, que antes assombrava a petista, hoje é menor. Ainda mais agora que ela já informou aos manda-chuvas do PT que o governador do Amapá é Dilma Rousseff desde criancinha.

O PDT do ex-governador Waldez Góes também disputa fatias generosas dentro do governo. Pretende manter-se na ilharga do cofre, mesmo que as chaves estejam nas mãos de um aliado cujo nível de confiabilidade pende mais para outra direção. Em conversas com Pedro Paulo, Waldez vem expressando o desejo de ver o primo dele, Alberto Góes, ombreado com o pré-candidato do PP ao GEA. Waldez vê em Alberto, que em passado recente foi seu Martin Bormann tucuju, o homem certo para o cargo.

Não se sabe ao certo como Pedro Paulo vem lidando para evitar sair chamuscado nessa enorme fogueira de vaidades e interesses os mais comezinhos. Mas, uma coisa é certa: se conseguir reeleger-se enfrentará grandes problemas internos para lidar com aliados insaciáveis que, ao menor sinal de que poderão ser contrariados, voltar-se-ão contra quem está com as mãos estendidas. E essa gente sabe ser implacável se ignorada em sua voracidade.

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