Abandonados

Crise no esporte amador amapaense sensibiliza deputada

Dirigentes de federações denunciam princípio de falência no setor

 

amapá crise no esporte amador
Deputada Fátima Pelaes ouve relato de Agostinho Lopes (à esq. camisa listrada)

 Quando se fala em esporte amador no Amapá vem logo à mente modalidades como caratê, basquetebol, tênis de mesa, handebol, boxe e dezenas de outros praticados diariamente por jovens e adultos em academias, arenas e ginásios. No entanto, poucos sabem que centenas de crianças e adolescentes que hoje se dedicam com afinco aos treinamentos estiveram um dia mergulhados no mundo das drogas. E que devido à dedicação de desportistas comprometidos em promover o bem-estar social esses pequenos amapaenses são atualmente grandes promessas para a próxima Olimpíada.

Afinal, o que é esporte amador? Está nos dicionários: amador é aquele que pratica qualquer arte ou esporte por prazer. Esta explicação, entretanto, não diz tudo. De acordo com esta definição, qualquer um pode ser amador em qualquer esporte. De fato, certos esportes e modalidades podem ser exercidos por diferentes pessoas, em diferentes condições físicas. A maioria das atividades, no entanto, requer conhecimentos aprofundados, treinamento rigoroso, adaptação de estilo de vida e muitas vezes, o acompanhamento de um especialista – seja na área médica ou técnica.

O problema no Amapá, bem como em boa parte das cidades brasileiras, é que o esporte amador sobrevive à míngua, com pouco ou nenhum apoio dos governos municipal e estadual. E isso vem acontecendo com muita frequência porque não existe nenhum compromisso público ou privado em garantir aos atletas do Estado o incentivo necessário para que cada um desenvolva suas aptidões. Esse desleixo contribuiu – e ainda contribui sobremaneira – com a crescente evasão de talentos registrada no Estado, principalmente, nos últimos quatro anos.

Recentemente, a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) foi procurada pelo presidente da Federação Amapaense de Handebol, Richard José Pereira Neves, e ficou surpresa com o relato feito por ele sobre as precárias condições do esporte amador no Estado. De acordo com Pereira Neves, há muito tempo o setor vem sobrevivendo das minúsculas e escassas doações isoladas. Atletas de ponta, preparados para representar o Estado do Amapá em grandes competições, estão desistindo do esporte decepcionados com o descaso dos governos e o menosprezo do setor produtivo amapaense. Sem patrocinadores, preferem outras atividades.

Na ocasião, a parlamentar acordou com o desportista a realização de um encontro em que estivessem presentes os demais dirigentes de federações e academias em funcionamento no Amapá. Richard José Pereira Neves entrou em contato com o presidente da Federação de Basquetebol do Amapá, Agostinho Lopes, e juntos articularam a reunião para quinta-feira, 17 de junho, realizada numa sala cedida pela direção da Escola de Inglês Yázigi, em Macapá.

O presidente do Conselho das Federações Amadoras, Antônio Carlos Araújo da Silva, igualmente entrou em ação na tarefa de comunicar aos demais dirigentes sobre a reunião com Fátima Pelaes. Araújo da Silva recorda que todos ficaram sobremodo animados com a “nova perspectiva”. Segundo afirma, “a deputada apareceu como uma luz no fim do túnel, mostrando um novo caminho para todos nós”.

Na sala totalmente lotada, a parlamentar recordou o encontro com o presidente da Federação Amapaense de Handebol, ocorrido no sábado, 12 de junho, em seu escritório político. Comentou ter ficado bastante sensibilizada com as reivindicações de Pereira Neves, mais ainda com a descrição feita por ele sobre a crise no esporte amador no Estado. Prometeu ao dirigente empenho redobrado para dirimir as mazelas. Revelou que na terça-feira, 15 de junho, encontrou-se com o secretário Especial de Governadoria, Coordenação e Política Institucional, Benedito Dias de Carvalho, com quem tratou do assunto. Dias de Carvalho, garantiu Fátima Pelaes, igualmente manifestou grande interesse pela causa.

A deputada federal ainda propôs aos dirigentes a formação de um conselho integrado por, no máximo, cinco pessoas ligadas ao esporte amador no Amapá para, tendo-a à frente, encontrar-se com Benedito Dias para que juntos possam tratar dos assuntos pertinentes ao caso. No entender da parlamentar, “a política existe para construir pontes e, não, para obstruir caminhos”.

Para o presidente do Conselho das Federações, Antônio Carlos Araújo da Silva, a reunião com a deputada Fátima Pelaes representou muito para o esporte amador do Estado. “Para nós, que fazemos esporte com tanta dificuldade, ver o empenho de políticos sérios e comprometidos com a população do Amapá como a deputada Fátima é garantia de que boa parte de nossos problemas será solucionada”, comemorou. Para Agostinho Lopes, que considera o esporte uma eficiente ferramenta de transformação social, “o esporte só é feito por quem realmente acredita nas pessoas e nos atletas, por isso acredito que Fátima Pelaes tem todas as condições de nos ajudar”.

Crise no esporte amador amapaense sensibiliza deputada

Dirigentes de federações denunciam princípio de falência no setor

 

Quando se fala em esporte amador no Amapá vem logo à mente modalidades como caratê, basquetebol, tênis de mesa, handebol, boxe e dezenas de outros praticados diariamente por jovens e adultos em academias, arenas e ginásios. No entanto, poucos sabem que centenas de crianças e adolescentes que hoje se dedicam com afinco aos treinamentos estiveram um dia mergulhados no mundo das drogas. E que devido à dedicação de desportistas comprometidos em promover o bem-estar social esses pequenos amapaenses são atualmente grandes promessas para a próxima Olimpíada.

Afinal, o que é esporte amador? Está nos dicionários: amador é aquele que pratica qualquer arte ou esporte por prazer. Esta explicação, entretanto, não diz tudo. De acordo com esta definição, qualquer um pode ser amador em qualquer esporte. De fato, certos esportes e modalidades podem ser exercidos por diferentes pessoas, em diferentes condições físicas. A maioria das atividades, no entanto, requer conhecimentos aprofundados, treinamento rigoroso, adaptação de estilo de vida e muitas vezes, o acompanhamento de um especialista – seja na área médica ou técnica.

O problema no Amapá, bem como em boa parte das cidades brasileiras, é que o esporte amador sobrevive à míngua, com pouco ou nenhum apoio dos governos municipal e estadual. E isso vem acontecendo com muita frequência porque não existe nenhum compromisso público ou privado em garantir aos atletas do Estado o incentivo necessário para que cada um desenvolva suas aptidões. Esse desleixo contribuiu – e ainda contribui sobremaneira – com a crescente evasão de talentos registrada no Estado, principalmente, nos últimos quatro anos.

Recentemente, a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) foi procurada pelo presidente da Federação Amapaense de Handebol, Richard José Pereira Neves, e ficou surpresa com o relato feito por ele sobre as precárias condições do esporte amador no Estado. De acordo com Pereira Neves, há muito tempo o setor vem sobrevivendo das minúsculas e escassas doações isoladas. Atletas de ponta, preparados para representar o Estado do Amapá em grandes competições, estão desistindo do esporte decepcionados com o descaso dos governos e o menosprezo do setor produtivo amapaense. Sem patrocinadores, preferem outras atividades.

Na ocasião, a parlamentar acordou com o desportista a realização de um encontro em que estivessem presentes os demais dirigentes de federações e academias em funcionamento no Amapá. Richard José Pereira Neves entrou em contato com o presidente da Federação de Basquetebol do Amapá, Agostinho Lopes, e juntos articularam a reunião para quinta-feira, 17 de junho, realizada numa sala cedida pela direção da Escola de Inglês Yázigi, em Macapá.

O presidente do Conselho das Federações Amadoras, Antônio Carlos Araújo da Silva, igualmente entrou em ação na tarefa de comunicar aos demais dirigentes sobre a reunião com Fátima Pelaes. Araújo da Silva recorda que todos ficaram sobremodo animados com a “nova perspectiva”. Segundo afirma, “a deputada apareceu como uma luz no fim do túnel, mostrando um novo caminho para todos nós”.

Na sala totalmente lotada, a parlamentar recordou o encontro com o presidente da Federação Amapaense de Handebol, ocorrido no sábado, 12 de junho, em seu escritório político. Comentou ter ficado bastante sensibilizada com as reivindicações de Pereira Neves, mais ainda com a descrição feita por ele sobre a crise no esporte amador no Estado. Prometeu ao dirigente empenho redobrado para dirimir as mazelas. Revelou que na terça-feira, 15 de junho, encontrou-se com o secretário Especial de Governadoria, Coordenação e Política Institucional, Benedito Dias de Carvalho, com quem tratou do assunto. Dias de Carvalho, garantiu Fátima Pelaes, igualmente manifestou grande interesse pela causa.

A deputada federal ainda propôs aos dirigentes a formação de um conselho integrado por, no máximo, cinco pessoas ligadas ao esporte amador no Amapá para, tendo-a à frente, encontrar-se com Benedito Dias para que juntos possam tratar dos assuntos pertinentes ao caso. No entender da parlamentar, “a política existe para construir pontes e, não, para obstruir caminhos”.

Para o presidente do Conselho das Federações, Antônio Carlos Araújo da Silva, a reunião com a deputada Fátima Pelaes representou muito para o esporte amador do Estado. “Para nós, que fazemos esporte com tanta dificuldade, ver o empenho de políticos sérios e comprometidos com a população do Amapá como a deputada Fátima é garantia de que boa parte de nossos problemas será solucionada”, comemorou. Para Agostinho Lopes, que considera o esporte uma eficiente ferramenta de transformação social, “o esporte só é feito por quem realmente acredita nas pessoas e nos atletas, por isso acredito que Fátima Pelaes tem todas as condições de nos ajudar”.

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