Sem ufanismos

Seleção Brasileira do Dunga: fiasco à vista

A matéria “Rixa pagodeira em avião escancara divisão entre atletas e jornalistas”, de autoria do jornalista Cosme Rímoli, do R7 (leia matéria na Página Notícias da Hora), revela o quanto parte da Imprensa (Rede Globo, Galvão Bueno e Corja S/A…) é privilegiada pela CBF de Ricardo Teixeira. A outra parte, que é composta por jornalistas das outras redes de TV e rádio, de outros jornais fora do “circuitão” Centro-Oeste, Sudeste e Sul, dos sites e blogues, é sistematicamente menosprezada.

Os primeiros, como bem definiu Rímoli, sãos os “parceiros”. Falou em Galvão Bueno para Dunga e Cia e as reações são reveladoras. Uma vergonha sem tamanho. Diria Casoy. Os demais jornalistas são os “traíras”, aqueles que apontam as falhas, as deficiências, o mau desempenho e o desleixo de jogadores que na mídia fazem mil juras de amor pela Seleção Brasileira, mas, nos bastidores, nos escaninhos da concentração, maldizem a convocação e a redução de ganhos. Em bom português, são os mercenários. Lobos em pele de cordeiro.

Sempre que posso, recomendo aos amigos mais chegados (Fernando Bedran, Gabriel Penha, Joel Elias, Aluísio Cardoso, por aí vai…) que não acreditem em tudo que veem ou em tudo que ouvem. No Vaticano impera a chamada “Lei dos 4 Nãos”: Se você pensar, NÃO fale; se pensar e falar, NÃO escreva; se você pensar, falar e escrever, NÃO assine; se pensar, falar, escrever e assinar, NÃO se surpreenda”. Esse é o caso: é preciso saber interpretar.

Voltando à vaca fria, a Seleção Brasileira de Dunga não inspira nenhuma confiança. Não vai levar esta Copa. E isso não é um “chute” premonitório. Uma tentativa vã de prever o futuro. Nada disso. É só avaliar e interpretar os acontecimentos. Dunga pensa e fala o que quer. Como diria o Fernando Canto: Ele acha isso “bunito”. E porque é “macho” dos Pampas, não só pensa e fala, como, se necessário for, também escreve e assina. E a Imprensa “parceira”, que fatura milhões de dólares para elevar ídolos de argila ao Panteão, se desdobra em salamaleques e rapapés, se esmera no sofismo, inventa verdades, converte jogadores medíocres em astros do futebol. Jamais destaca falhas ou fracassos.

A outra Imprensa, a “Traíra”, é depreciada pelos jogadores e Comissão Técnica de Dunga. O adjetivo já diz tudo. E mesmo Kaká está incluso. Embora evangélico da Renascer (o que não quer dizer absolutamente nada em termos de caráter), nem por isso deixa de dar suas arranhadinhas. Às vezes, num descuido, revela o sacricapanta em si. Humano Demasiado Humano, diria Nietzsche. Isso porque em vez de dizer que “Kaká é imprescindível para o esquema tático de Dunga”, a Imprensa “Traíra” é contundente: “Kaká é um atleta ‘bichado’ e não teria nenhuma condição de ser convocado porque no Real Madri está em visível declínio”.

É esse tipo de verdade que a CBF, Dunga e os “intocáveis” da Seleção Brasileira detestam ouvir. Aconteceu na Copa de 2006, quando Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno e os demais “salto altos” foram exageradamente paparicados, endeusados, bajulados. Com os egos inflados pela Imprensa “Parceira” ignoraram que não se ganha Copa do Mundo só com jogadas de efeitos, excesso de dribles, malabarismos e retórica.

Na atual Seleção Brasileira, além de tudo isso os “intocáveis” do Dunga apresentam um agravante: não conseguiram a unanimidade do torcedor brasileiro. Ao contrário de 2006. quando (quase) todos consideravam a Seleção de Parreira “imbatível”. Por isso, a onda geral de “patriotismo de prateleira” naquela ocasião. E exatamente por conta dessa discordância – e insatisfação – pelos nomes convocados por Dunga, a CBF resolveu este ano estimular mais a discriminação entre jornalistas “parceiros” e “traíras” que sempre existiu nos bastidores da cobertura de Imprensa da Seleção.

Isso porque Ricardo Teixeira, Dunga e Cia sabem que esta Seleção, do jeito que está, não conseguiu empolgar de imediato. E sem a Imprensa “Parceira”, todo o investimento poderia ruir antes do fracasso em campo. Então, para arrancar o resquício de patriotismo do peito de um torcedor brasileiro que anda tão “chutado” por conta da corrupção deslavada na política, do mal funcionamento da saúde, da insegurança generalizada, do desemprego, da inflação etc a CBF não pode prescindir da Imprensa “Parceira”. Precisa dela para ludibriar a Massa porque no fundo, bem no fundo, já percebeu que a Seleção Brasileira do Dunga vai ser o maior fiasco.

Guardem isso.

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