Curta as Curtas

A superintendente da Caixa aprendeu a lição 

Um momento bem concorrido o de segunda-feira, 31 de maio, na sala de reuniões da Prefeitura de Macapá. Muita gente importante reunida num mesmo quadrado. Do senador Gilvan Borges (PMDB-AP), a quem os demais parlamentares da bancada federal amapaense chamam de o “Coordenador”, ao secretário municipal, convidado pela assessoria de Roberto Góes (PDT), apenas para compor a claque.

Tratava-se da solenidade de assinatura de vários convênios com a Caixa Econômica, representada na solenidade pela superintendente no Amapá, Celeste Teixeira. Celeste parecia muito ansiosa em afirmar que a Caixa jamais reteve recursos federais destinados ao Amapá porque o governo do Estado sempre foi muito diligente com  “a documentação burocrática exigida” pela instituição. Ora, essa afirmativa pareceu exagero.

Creio que Celeste Teixeira deve saber do que aconteceu com o antecessor dela no início de 2009. Raimundo Frota foi o entrevistado do programa “Tribuna da Cidade” de 24 de dezembro de 2008. Encalacrado por Carlos Lobato e Paulo Silva (ainda amigo de fé, irmão camarada do Lobato) não se conteve e abriu a caixa de ferramentas contra o governo Waldez Góes, o “Orelhudinho”. Falou o que devia e não devia.

Antes de findar o primeiro trimestre de 2009, Frota arrumou as gavetas, espanou o pó do paletó, meteu a viola no saco e foi cantar em outra freguesia. Para os incautos, ou seja “nossotros”, ficou o dito pelo não dito. Frota cumprira apenas um ritual interno da Caixa. “Acabou-se tudo” em Macapá para ele. Foi transferido. Rotina, nada mais. Quem acreditou na balela?

O gritinho de guerra do senador Gilvan Borges

O senador Gilvan Borges é, de fato, um galhofeiro. Na sala de reuniões da PMM, durante as assinaturas dos convênios, fez questão de ladear-se de quem estava às proximidades (digo, os importantes) e comandou uma correntinha, com cada um segurando na mão de cada um. Depois, quando cinegrafistas e fotógrafos sinalizaram, ele soltou um gritinho de guerra. “Uuuuuurrráááááá!”. Mais ou menos assim. Se ele, por acaso, acessar esse blogue (o que eu acho muito difícil), que me corrija caso eu esteja errado na sonoplastia do gritinho. Mas, foi realmente muito engraçado.

Na campanha de 2002 lembro-me de dois episódios com o senador Gilvan que ficaram na parede da memória. O primeiro passou-se em Pedra Branca do Amapari. Um cidadão, daqueles que alguns chamam de Zé Povinho, se aproximou da impoluta figura do senador e a uma distância de três metros, mais ou menos, fez aquele típico sinal sacudindo o indicador às proximidades da boca como a querer dizer que queria falar com o político. Tipo de quem solta beijinhos com os dedos. Gilvan girou nos calcanhares, olhou para nós, perguntou se era conosco a “história”, diante das negativas, não titubeou, fez o mesmo que o sujeito: mandou uns “beijinhos” para ele também.

Ainda naquele ano, durante um comício em Santana, Gilvan gastava o verbo em defesa da então candidata a deputada estadual Mira Rocha., que dias antes fora duramente alvejada por panfletos apócrifos. Com gestos teatrais, ele aconselhava Mira a ignorar os “inimigos ocultos” e seguir em frente. Nesse momento, um besouro (ou uma barata d’água, daquelas porrudas) colidiu no peitoril do intrépido orador. Terrivelmente assustado, recuou dois passos no palanque, olhou para baixo e viu o inseto. Não perdeu o compasso. Empunhando o microfone, lascou: “Veja, Mira! É a flecha do adversário tentando nos atingir!”

Os despachos da vice-prefeita e o desconfiômetro de RG

A vice-prefeita Helena Guerra (DEM) não estava à vontade na solenidade das assinaturas do convênio, na PMM. Quando chegou, acompanhada do séquito, parecia esmaecida, pálida mesmo. Passou cumprimentando a turba com uma vozinha. A vozinha da avozinha. Bem fininha. Na sala de reuniões, então, esteve visivelmente contrariada, não se sabe se porque precisou sentar ao lado do Roberto Góes. Nem queria falar no microfone. Logo ela! O Gilvan até mandou um chiste que Helena retribuiu, imaginem vocês, com aqueles tapinhas que as meninas aplicam nos meninos só de brincadeirinha.

Contam as más línguas que o Roberto tem reduzido as viagens para fora do Estado. Só se muito necessária. Tudo porque ao reassumir o cargo de prefeito de Macapá perde um tempão tentando desfazer os malfeitos. Fica nervoso, muito nervoso. Agora, imaginem o RG nervoso: deve esmurrar a mesa, socar a parede, chutar o cesto de lixo. Às vezes, contam os línguas ferinas, cabeceia o peitoril do João Henrique igual a um Zidane desvairado. Calma, galera! É só quando ele vê a foto oficial do JH, entre aquelas da galeria de ex-prefeitos perto da escada! Contam que numa dessas viagens à cata do vil metal em Brasília, Roberto Góes soube no DF que só foi botar o pé no avião e a vice começou a despachar mais do que mãe-de-santo às vésperas de 23 de abril.

Não liga, não! Só falatório, VICE! Continue assim….

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