E-mail do PJ

Notícias de um amigo distante

Há alguns anos não tinha notícias de meu amigo e antigo parceiro de redação, jornalista Paulo Jordão. Há dez dias, mais ou menos, recebi e-mail dele. Para mim, uma grande surpresa. Jordão é personagem da história que tem como protagonista o “Nemézio, negro, pobre, estudante de Comunicação, porém um vencedor”, ocorrida nos idos anos 1991, na redação da Folha do Norte.

Coordenador da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Integração Regional (SEIR), no governo Ana Júlia Carepa (PT), Paulo Jordão comenta que a Imprensa paraense vem atravessando um de seus piores momentos. Segundo ele, em todos os sentidos. Do estrangulamento do mercado, com as empresas pagando salários medíocres a profissionais em início de carreira, e mesmo aos mais experientes, ao desempenho sofrível do SINDJOR/PA no relacionamento com os chamados “barões da Comunicação” no Estado.

Conforme, ainda, o grande PJ, “a onda é partir para a iniciativa privada e dar assessoria para prefeituras”. Eu sempre defendi essa proposta. Desde meados dos anos 1990, quando em atividade no mercado paraense, busquei essa alternativa de trabalho. Na época, à frente da minha agência de assessoria de Imprensa, a Lato – Jornalismo e Produções Ltda, cheguei a fechar alguns contratos com prefeituras que chegaram a me render um bom dinheirinho.

Mas, no Estado do Pará é possível desenvolver esse tipo de trabalho. Afinal, são 143 municípios, com metade deles, nessa estimativa, em boa situação econômica devido, sobretudo, aos grandes projetos mineradores instalados nas diversas regiões. Há outro aspecto a ser considerado nesse cenário que é a valorização do profissional de Comunicação (relações públicas, jornalista ou publicitário) nesses municípios paraenses.

Só para se ter uma ideia, no município de Parauapebas circulam três jornais cuja infra-estrutura (prédio, redação, equipamentos, gráfica e, principalmente, profissionais envolvidos) suplantam sobremaneira algumas aqui conhecidas. É claro, Parauapebas é beneficiada pelos royaltys da Vale (Projeto Carajás). E são milhões de dólares nos cofres da prefeitura.

Minha esperança, e nisso deposito minha maior fé, é que o Amapá comece realmente a caminhar rumo ao desenvolvimento econômico a partir de 2011. Com todos os municípios bafejados por essa lufa de progresso que todos os dias povoa os meus sonhos de dias melhores. Mas, como diz o Milton Nascimento, “São José da Costa Rica, coração civil/Me inspire no meu sonho de amor Brasil/Se o poeta é o que sonha o que vai ser real/Bom sonhar coisas boas que o homem faz/E esperar pelos frutos no quintal”

Chega de passar a mão na cabeça de quem nos sacaneia.

É isso aí!

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