Variadas

As mirabolantes conquistas de um “gladiador” tucuju

O que aconteceu no Campeonato Amapaense de Futebol de 2009, acabou-se repetindo no Carnaval 2010. O advogado Vicente Cruz fez tanta pressão que, no primeiro caso, conseguiu alterar as regras para favorecer o “São José”, time do qual é presidente. Embora contabilizando sucessivas derrotas, miraculosamente o “São José” disputou a última partida da competição, venceu o adversário, foi sagrado campeão. O mesmo deu-se no Carnaval 2010. Durante a apuração, ao pressentir que a “Boêmios do Laguinho”, escola de carnaval que também preside, estava em desvantagem na contagem dos pontos, promoveu o maior quiproquó . Não permitiu a conclusão dos trabalhos. Foi para o jornal A Gazeta (o único a apoiá-lo com reportagens mal-ajambradas), buscou refúgio em programas de rádio, ameaçou levar a presidente da Liesa, Marjô Silva, às barras da Justiça, protestou com veemência quando a mesma Justiça declarou a “Piratas da Batucada” campeã do Carnaval 2010, levantou suspeitas (até agora infundadas) de que um diretor da “Piratas” tinha tanto poder dentro da Liesa que foi capaz de indicar jurados com o objetivo, segundo os textos das malfadas matérias veiculadas em A Gazeta, de fraudar o resultado do desfile, tornando-o favorável ao “Piratão”. Por conta desses “argumentos”, articulou a exclusão da “Piratas da Batucada” da Liesa e a consequente anulação do “título” de campeã da escola. Enfim, como um Ciro Gomes ao “Molho Tucuju” esperneou tanto que conseguiu o que queria: na manhã de quinta-feira, 29 de abril, a “Boêmios do Laguinho” foi declarada oficialmente campeão do Carnaval 2010. Parabéns ao Vicente Cruz. Nossos pêsames para o carnaval amapaense.

Papaléo detona o PAC de Lula em discurso no Senado

Em pronunciamento da tribuna do Senado, na quarta-feira, 28 de abril, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) abriu a caixa de ferramentas contra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Amapá. Segundo o parlamentar, trata-se de “um programa eleitoreiro” criado pelo governo Lula para finalidades, no mínimo, para lá de suspeitas. De acordo com o tucano, até o momento não promoveu nenhuma mudança social ou econômica no Amapá, apesar dos volumosos recursos que foram carreados pelo governo federal. Paes fez um discurso virulento. Atacou o presidente Lula. Alvejou a pré-candidata Dilma Rousseff. E sem rodeios, disparou os torpedos mais letais contra o PT, atingindo de tabela os “cardeais” do petismo amapaense: Dalva Figueiredo, Joel Banha e Antônio Nogueira. Apesar do discurso conveniente, por ser ele um dos líderes do PSDB no Estado e, portanto, estar completamente alinhado à pré-candidatura do ex-governador de São Paulo, José Serra, os temas apresentados no discurso procedem e devem ser levando em conta. Claro, avaliando-se pelas diversas óticas, sendo uma delas a da Caixa Econômica Federal e das repetidas devoluções de projetos ao GEA por deficiência técnica na concepção deles.

O futuro do Amapá na história dos partidos políticos (I)

Embora o Brasil não tenha tradição do voto em legenda, seria interessante se o eleitor conhecesse mais à fundo as origens do partido ao qual seu candidato ou candidata está filiada. Por exemplo, supõem-se que a maioria desconheça as raízes do Partido Progressista. Pois bem, o PP do atual governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, é sucedâneo da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido mantido sob os coturnos dos militares no período mais tenebroso da história contemporânea brasileira, tempos depois substituído pela sigla PDS, Partido Democrático Social, que abrigou figurões da política nacional, inclusive o senador José Sarney, presidente do Senado. Sarney era do PDS quando foi convidado por Tancredo Neves para compor a chapa como vice-presidente na disputada eleições indiretas de 1984 em que o candidato dos militares, Paulo Maluf, foi derrotado.

O Partido da Social Democracia Brasileira, o mesmo PSDB que já abrigou os deputados federais Fátima Pelaes (hoje no PMDB) e Antônio Feijão (atualmente no minúsculo PTC, o Partido Trabalhista Cristão), está hoje nas mãos do senador Papaléo Paes e do deputado estadual Jorge Amanajás, presidente da AL e pré-candidato ao governo do Amapá, mesmo cargo pleiteado por Fátima nas eleições de 2002. Na época, Feijão também disputava uma vaga para o Senado. Ambos foram malsucedidos. Bom, o PSDB foi fundado em 25 de junho de 1988 a partir de uma “costela” do PMDB. “Descontentes” com os rumos do partido (imaginem isso!) em especial, durante a elaboração da Constituição de 1988, com a formação do chamado Centrão, articulação de centro-direita contrária à aprovação de medidas progressistas na Carta Magna, criaram a legenda.

Já o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) veio do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), fundado em 1965 (ou seja, os militares permitiram que a “oposição” ao regime vislumbrasse essa fresta de liberdade) para contrapor (isso é brincadeira!!) ao partido do governo, a Arena. Tratava-se de um regime bipartidarista. Aqui, é desnecessário maior aprofundamento nos rumos tomados pelo PMDB de 1990 aos dias atuais. Essa história (e isso deveria ser ministrado nas salas de aula numa disciplina do tipo “Estudos Dirigidos de Política Brasileira”) deveria ser conhecida de todos os brasileiros.

No Amapá, o PMDB dos senadores Gilvan Borges e José Sarney caminha diametralmente em direção oposta. Interesses divergentes internos dividem os peemedebistas. Borges vem de refregas recentes contra o ex-governador Waldez Góes, do PDT (Partido Democrático Trabalhista) fundado pelo falecido caudilho Leonel Brizola, o mesmo que décadas atrás (e bote atrás nisso) acertou um gancho de direita no polêmico jornalista David Nasser. Portanto, está ressabiado em relação ao governador Pedro Paulo que, no entender dele, é uma continuação barroca do antecessor. (Continua no próximo post)

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