Semelhantes na Política

Ciro Gomes e Jânio Quadros: como a história gosta de se repetir

Na última sexta-feira, 23 de janeiro, a TV Brasil (aqui, canal 16) exibiu o filme “Os anos JK – Uma trajetória política” (Sinopse – Abordagem da História do Brasil: a eleição de JK, o nascimento de Brasília, o sucessor Jânio Quadros que renuncia, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de Juscelino. O foco é a trajetória política de Juscelino Kubitschek, o “presidente bossa nova”, popular entre os artistas, que propunha aceleração no desenvolvimento do País rumo à modernidade e a ocupação de um lugar entre as potências mundiais. O filme é referência para estudantes e pesquisadores. Foi visto por 800 mil pessoas e ganhou vários prêmios). Começou às 23 horas da noite e terminou por volta de 1 da madrugada. É uma obra de altíssima qualidade. Por sorte peguei o começo da exibição. Lembrei do filme porque nesse fim de tarde, lendo as notícias nas diversas agências, estive pensando um pouco sobre o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que sonhou em se pré-candidatar à Presidência da República com o apoio amplo e irrestrito do “Velho Companheiro”. Nos últimos 40 anos, uma quantidade considerável de políticos iguais à Ciro já protagonizaram momentos de grande tensão no cenário nacional. Só para lembrar de um, Carlos Lacerda por exemplo. Agora, é o vez do pessebista jogar a vara fora e cutucar a onça com as próprias mãos. Fica parecendo, ao se observar as manobras e declarações do parlamentar, que ele adotou uma estratégia kamikaze ao partir para o embate direto. Está travando a guerra de um homem só. Literalmente só.

Pessebistas e petistas do país, incluindo os do Amapá, viraram as costas para Ciro. Estão rindo do “pobre” homem. Dizem que ele perdeu o juízo de vez ao se voltar contra Lula e sua beatificada pré-candidata à Presidência, Dilminha Rousseff. Declarações recentes de Ciro Gomes repercutiram, inclusive, no exterior. Uma demonstração de que o cearense está disposto às últimas consequências para se vingar de Lula e do PSB. “Cardeais” do PT já estão buzinando nos ouvidos do “Velho Companheiro” que o PSB pode não ser boa companhia nos palanques da pré-campanha da “Companheira Guerrilheira” e já começaram a minar as pretensões dos líderes pessebistas.

Por exemplo:

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse hoje [segunda-feira, 26] que o PT não pode se comprometer com os pedidos feitos pelo PSB nos Estados. Amanhã [terça-feira], o partido do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) deve anunciar que ele não será mais candidato à Presidência da República e que a legenda vai apoiar a candidata Dilma Rousseff (PT). Ao desistir da possibilidade de ter candidatura própria, o PSB cobrou algumas contrapartidas. Uma delas é em São Paulo, aonde a legenda quer que o PT libere o PC do B e o PR para apoiar Paulo Skaf para o governo do Estado”.

Diante dessas evidências, o governador Eduardo Campos (PT-PE), presidente nacional do PSB, não larga mais o extintor que passou a usar na tentativa de apagar os focos de incêndio que, desde a semana passada, o deputado Ciro Gomes passou a provocar. Os ataques sucessivos de piromania que acometeram o cearense estão apavorando Campos e os demais caciques do partido. Pela pré-disposição de Ciro em lambuzar a própria história, a tarefa de Campos promete ser árdua. Por isso, recomendo a vocês que, se possível, assistam ao filme “Os anos JK – Uma trajetória política”. Certamente encontrarão dezenas de personagens (políticos) com alguma semelhança ao atual Ciro Gomes. Um deles é Jânio Quadros.

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