Unhas de fora

Pedro Paulo: obtuso por pura conveniência

Após 15 dias no cargo de governador do Amapá, PP

confessa desconhecimento dos recursos públicos

Não é possível! O médico Pedro Paulo Dias de Carvalho, que é governador do Amapá pelo PP há cerca de 15 dias, disse numa entrevista que ainda não sabe quanto, em dinheiro, tem nos cofres mesmo com todo esse tempo no cargo. É… meus e minhas! Como pode uma coisa dessas? Um sujeito, que foi vice-governador por sete anos e três meses, assume um governo do qual ele participou ativamente não sabe quanto tem em caixa para administrar o Estado é, no mínimo, um despreparado. E pior, caros e “caras” amapaenses! O mesmo Pedro Paulo, que também foi secretário da Saúde do Amapá por quase três anos, afirmou, com a maior cara de paisagem, que desconhece o montante da dívida do Amapá. Então, senhoras e senhores, estamos perdidos! Porque o Amapá tem no comando um piloto que não sabe ler os equipamentos da aeronave. Pior! Um piloto “cego”!

É de opinião geral que a primeira coisa a ser feita quando se assume um cargo dessa relevância é saber quanto se dispõe, ou seja, quanto o antecessor deixou em caixa, e quanto é o volume dos débitos. Pelo menos, seriam essas as primeiras iniciativas de um gestor prudente. Quanto dispõe para implementar os próprios projetos e dar continuidade aos projetos do antecessor? Qual o total da dívida herdada? Talvez Pedro Paulo tenha se precipitado. Mas, é bem provável que também esteja “protegendo” o ex-governador Waldez Góes (PDT), pré-candidato ao Senado. Ainda há outra hipótese para que Pedro Paula tenha dado duas respostas tão estapafúrdias ao afrodescendente repórter Domiciano Gomes: Não somente quis proteger Waldez, mas, principalmente, se auto-preservar porque, como vice-governador do pedetista conhecia, pelo força do cargo, os subterrâneos do governo do qual fez parte e, sem dúvida, foi co-responsável pelas marchas e contramarchas da gestão passada.

Outra resposta bastante reveladora das metodologias que Pedro Paulo vem adotando (mesmas usadas por governantes em situação idêntica) tem como personagem um dos próximos do próprio governador. Trata-se do deputado estadual Leury Farias (PP), provavelmente um dos articuladores da campanha de reeleição do atual governador. O repórter Gomes referiu-se a uma denúncia formulada por Farias de que o ex-governador Góes teria deixado uma dívida de quase R$ 800 milhões. Observem a frase inicial da resposta de Pedro Paulo: “Primeiro que eu desconheço a informação [como ele pôde ser assim, tão “ingênuo”, ao pensar que todo mundo acreditaria em tal resposta?]. Não sei qual foi a fonte que o deputado pegou”. Ora, para descobrir “qual foi a fonte” vamos retornar um pouquinho no tempo. Vocês lembram da confusão gerada em torno de Waldez Góes, sobre se ele saía ou ficava no governo, o que irritou bastante tanto Pedro Paulo quanto o deputado estadual Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Amapá? Pois é. Quem primeiro formulou essa denúncia no plenário da AL? Ele, o deputado Leury Farias, do partido do então vice-governador. E como Farias obteve informação tão privilegiada? Raciocinem! Agora, o governador Pedro Paulo vem dizer que “(…) desconhece a informação”. É muito estranho, meus e minhas! Muito estranho, mesmo!

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