Eles venceram?

Brancaleone no reino da “canalhocracia”

Tanto esforço para denunciar fraudes e corrupções pode ser em vão

exército
Camilo Capiberibe trava a batalha de Brancaleone

Organizações não governamentais, lideranças sindicais e populares (centros comunitários e associações de moradores), estudantes, professores e funcionários públicos estão articulando uma grande manifestação a ser realizada em frente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), localizada na avenida FAB, com a rua Hamilton Silva, para pedir o afastamento do secretário da Educação, Adauto Bitencourt, acusado pelo Ministério Público do Estado do Amapá de envolvimento em esquema de fraude e corrupção que teria culminado com o desvio de mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos. Várias reuniões foram realizadas para definir qual estratégia empregar na mobilização dos manifestantes. A previsão inicial é de que 800 pessoas, incluindo carros, motocicletas e bicicletas, seguirão de frente da praça da Bandeira, às proximidades do Palácio do Setentrião, sede do governo estadual, em passeata pela avenida FAB, a principal via da capital amapaense, passando em frente à sede da Prefeitura de Macapá, Câmara de Vereadores, complexos de secretarias do Estado, Assembleia Legislativa e Justiça Federal. Apesar de acossado por denúncias de malversação e peculato, o secretário da Educação do governo Waldez Góes (PDT) se mantém firme no cargo. E mais prestigiado pelo pedetista do que em tempos passados. O desânimo inicial que o abateu por conta do implacável bombardeio desferido pelo deputado Camilo Capiberibe (PSB) desapareceu com os recentes afagos que recebeu quando esteve em reunião, à portas fechadas, no principal gabinete do Setentrião. Adauto Bitencourt, que vem anunciando uma possível pré-candidatura ao legislativo estadual, já avisou a assessores próximos que só sai do cargo em abril, quando precisará deixar a função se quiser, realmente, disputar uma das 24 vagas na AL.

Aliados de Adauto, infiltrados na Imprensa local, foram exortados pelo governador Waldez Góes para que trabalhassem nos bastidores pela desqualificação das denúncias que a bancada de oposição vem fazendo por meio de algumas mídias (blogs, sites e alguns poucos programas de rádio). O estratagema é o mesmo eficazmente empregado pelo ministro da Propaganda do regime nazista, Joseph Göbbels: transforma-se uma meia verdade em verdade absoluta. Ou seja, após a transmutação, subverte-se a hermenêutica para que as frases e parágrafos adquiram a tonalidade pretendida. Em seguida, com a alquimia verborrágica concluída, publica-se em colunas de aparente credibilidade. Pronto: está lançada a semente da dúvida.

A peçonha é inoculada com sucesso. E percorre veloz as veias dos incautos que, inadvertidamente, se transformam em elementos transmissores. Dessa forma, a perfídia ganha status de informação acreditável, motivando polêmicas nos guetos mais distantes do “corredor do poder”. O governo Waldez Góes iniciou 2003 sem conhecer a dimensão do poder dessa ferramenta. Contudo, aproxima-se de sua fase crepuscular como exímio manipulador dela. Não porque exista um Göbbels no Palácio do Setentrião.

Por causa disso Adauto Bitencourt está tranquilão. Tem absoluta certeza de que jamais será molestado pelo Ministério Público do Estado, tampouco por qualquer uma das polícias (nem mesmo a Federal). Também sabe que, apesar das insistentes denúncias, o povo amapaense (por ser brasileiro) tem memória curta e em futuro breve, com algumas boas contra-informações travestidas em material jornalístico, o episódio estará incluso no “arquivo morto” da memória tucuju. Em bom português, Bitencourt navega em mar de brigadeiro, sobretudo, por considerar-se intocável como tantos “Brasil afora” e, diante do inevitável, jamais será importunado por essas e outras “supostas” malfeitorias que porventura tenha praticado no exercício do cargo.

Sendo isso fato, conclui-se que o deputado Camilo Capiberibe está perdendo tempo. As denúncias que vem formulando contra o secretário da Educação, tido nos subterrâneos do poder como “o amigo dos amigos”, jamais ultrapassarão os limites da indignação particular – dele e de uma minoria já afônica. Melhor para o pessebista, em vez de malhar em ferro frio, é fumar o cachimbo da paz com Adauto Bitencourt. Certamente não seria rotulado de o “mensageiro do caos” por uma sociedade que vê mas não quer enxergar, ouve mas não quer escutar. Melhor para Camilo, que trava a batalha de Brancaleone, é seguir em cortejo rumo ao Palácio do Setentrião e, ante olhos e bocas ávidas, impregnadas por aquela baba visivelmente bovina, gritar a plenos pulmões, para que os “togados” também ouçam e rejubilem: a “canalhocracia” venceu!!!

Esse, é o sonho dos “CANALHOCRATAS”. Que vai virar pesadelo!!!

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