Guerrilha do Araguaia

A história do “arquivo secreto” do Major Curió

Documentos sempre estiveram em poder de ex-oficial

o exterminador
Materiais sobre guerrilha sempre estiveram com "Curió"

Surpreende o repentino interesse da Advocacia Geral da União (AGU) e da Imprensa nacional nos “arquivos secretos” do “major Curió”, codinome do oficial reformado do Exército, tenente-coronel Sebastião Rodrigues de Moura. No município de Curionópolis, distante cerca de 770 quilômetros de Belém/PA, o “major Curió” nunca escondeu de ninguém ser possuidor de documentos “reveladores” sobre o Guerrilha do Araguaia. E que mantinha toda essa papelada em seu poder desde o final dos confrontos. Isso era o que ele afirmava em tom de pilhéria. Por essa razão, muitos interpretaram como reles fanfarronice. Infelizmente, não era. Conheci o “major Curió” casualmente no fim dos anos 1980, quando ele era prefeito de Curionópolis. Fui apresentado por um comerciante local como “dono de um jornal da capital” (Belém, no caso). Repassei ao alcaide alguns exemplares do “Resenha Municipal”, um jornal com inclinação de 360 graus à esquerda. Na verdade o periódico pertencia ao jornalista Marcos Moraes de Lima, hoje empresário do setor gráfico. Talvez por isso, por ter me visto como “jornalista de esquerda”, que o “major” tenha se interessado em conversar comigo. Após as apresentações de praxe e exposição dos motivos de minha visita, concordou em conceder uma entrevista, tipo informe publicitário, para falar sobre as realizações à frente da Prefeitura de Curionópolis. Nem regateou o valor de tabela cobrado por página. E fez mais: ao final do trabalho pagou em cash. Dispôs um carro para que eu e o fotógrafo Ivanildo Maia, o “Peninha”, o acompanhasse nas visitas às obras em andamento. Foram mais de quatro horas de trabalho que nos renderam excelente material jornalístico (textos e fotografias). Encerrada aquela parte do serviço, o prefeito nos convidou para almoçar na casa dele. Foi após a refeição que rolou a entrevista. No começo daquela década, “Curió” tinha sido eleito deputado federal pela antiga Arena (Aliança Renovadora Nacional). Sem conseguir renovar o mandato, anos depois disputou e conquistou a Prefeitura de Curionópolis contando com o apoio dos garimpeiros de Serra Pelada. Dessa forma, consolidou na região um feudo mantido com mão de ferro. Durante a entrevista, comentou sobre “alguns documentos” importantes referentes à famosa guerrilha. Inclusive, mostrou umas fichas com nomes e fotos de supostos guerrilheiros.

Não permitiu que manuseássemos os papéis por muito tempo. Olhei rapidamente as fotos e os nomes. Argumentei com ele sobre a veracidade dos documentos. Respondeu que sobre isso “assinava em baixo”. Comentei que por se tratar de documentos históricos – e imprescindíveis para o esclarecimento de aspectos obscuros daquele acontecimento em especial – deveriam ficar disponíveis ao público. Ao que respondeu ser aquele o momento inadequado. E deu o assunto por encerrado.

De volta à redação do “Resenha Municipal”, que funcionava no terceiro andar do Edifício Marc Jacob, na rua 13 de Maio, centro comercial de Belém, às proximidades da sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará, comentei o assunto com várias pessoas, inclusive com o deputado estadual João Carlos Batista (PSB). Nem o próprio socialista deu muito crédito às “inconfidências” de “Curió”.

Nessa mesma semana esbarrei com o jornalista Lúcio Flávio Pinto nas escadarias da Assembleia Legislativa do Estado do Pará e narrei o encontro com o “major Curió”. Um ano antes, Lúcio tinha lançado o “Jornal Pessoal”, cujas edições iniciais foram dedicadas ao assassinato do então deputado Paulo Fontelles (PC do B), ocorrido em junho de 1987. Lúcio demonstrou grande interesse em investigar o assunto.

Ao longo dos anos 1990 a história de que o “major Curió” possuía documentos “secretos” sobre a Guerrilha do Araguaia foi uma constante sempre que a conversa versava sobre o indigesto assunto. Estrelas fulgurantes da esquerda paraense, encrustadas no Partido dos Trabalhadores, que hoje ocupam significativos cargos no governo de Ana Júlia Carepa, sabiam da existência desses documentos. O próprio deputado federal Paulo Rocha, com quem conversei em inúmeras ocasiões sobre o assunto, confessou que os documentos realmente existiam.

Em outubro de 1994 publiquei uma série de três reportagens em o “Diário do Pará” sobre a Guerrilha do Araguaia intitulada “Missão: caçada aos inimigos da Pátria”. Fundamentada em documentos fornecidos pelo ex-agente do SNI (Serviço Nacional de Informações), Rubinete Chagas Nazaré, cujo codinome na “comunidade de informações” era Nelson dos Santos, revelei os bastidores de um período da história brasileira pautado por torturas impiedosas, delações premiadas, execuções sumárias de guerrilheiros, jovens oriundos de várias regiões do País, e prisões arbitrárias de agricultores (homens e mulheres) inocentes.

Acompanhado pelo repórter fotográfico Fernando Nobre, fiz seis visitas à casa de Rubinete Nazaré, na época um senhor idoso, cuja queixa principal era a de ter sido “abandonado pelo governo federal”, apesar dos “relevantes serviços prestados à Nação” como “combatente de guerrilheiros no Araguaia”. Por essas atividades, Rubinete pleiteava uma pensão. Uma espécie de aposentadoria. Como não obtivera sucesso, decidiu abrir seus “arquivos secretos” exclusivamente para nós.

A história pessoal de Rubinete, ou Nelson dos Santos, é longa e complexa. Narrei em detalhes nas três reportagens já citadas. Antes de ser “convocado” pelo Comando da 8ª Região Militar, Rubinete era agrimensor na Secretaria de Estado da Agricultura/PA, à qual fora admitido por concurso aos 29 anos de idade. Mais precisamente em 1956. Impetuoso e admirador confesso do militarismo, não titubeou em aceitar a convocação. Pediu exoneração do cargo e mergulhou nos subterrâneos do Serviço de Segurança Nacional.

No Exército, passou por longo treinamento especial, tornando-se exímio atirador e hábil estrategista em guerra de guerrilha. Técnicas militares de anti-guerrilha.

No auge dos confrontos, em Xambioá, Rubinete revelou ter servido sob as ordens do “major Curió”, e confirmou que o oficial realmente possuía vasto “arquivo secreto” sobre a guerrilha. Mais documentos do que o próprio ex-agente nos apresentava naquele momento. Contei tudo isso nas reportagens.

No final de junho passado, o jornal O Estado de S. Paulo explorou o assunto, em entrevista com o “major Curió”. A revista Veja, edição 2119, de 1º de Julho, também publicou matéria de duas páginas, intitulada “Memórias do Extermínio”. Ambas referentes ao “arquivo secreto” do ex-oficial do Exército. No domingo, 5 de julho, o tablóide local A Gazeta igualmente fez veicular matéria sobre o tema. Sendo esta última pontuada por lamentáveis equívocos. Em especial quando os autores se arvoraram em interpretar a história fundamentados numa sumária bibliografia.

Todas circularam com ares de ineditismo.

A verdade é que o “arquivo secreto” do “major Curió” não era tão secreto assim. Jornalistas em intensa atividade em Belém nos anos 1980 como Carlos Mendes, Lúcio Flávio Pinto, Marcos Moraes, Mário Gusmão, Antônio José Soares, Carlos Flexa, Paulo Carvalho, Paulo Jordão, Raimundo Pinto, Euclides “Chembra” Bandeira, Ana Diniz, Ronaldo Bandeira e outros, sabiam da existência dele. Logo, o rótulo de secreto só era aceitável porque o mantenedor dele, o próprio “major Curió”, assim o queria.

Os documentos constantes do agora famoso “arquivo secreto” sempre estiveram no mesmo lugar, a espera do “momento adequado” para iluminar um período da história brasileira eternamente manchado pelo sangue de jovens idealistas executados em combate ou à sangue frio e enterrados aleatoriamente.

Não cabe aqui julgar ou condenar. O fato é que faltou mais empenho político de todos (parlamentares e jornalistas) junto ao ex-oficial para que ele apresentasse os tais documentos ainda nos anos 1990. Isso teria reduzido em quase duas décadas o sofrimento de dezenas de famílias ansiosas em prantear e sepultar condignamente seus parentes mortos na Guerrilha do Araguaia.

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3 comentários em “Guerrilha do Araguaia

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA…

    “As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

    O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

    O CRIME DE LESA HUMANIDADE

    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

    AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

    A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?

    A COMISSÃO DA VERDADE

    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

  2. NESTES PROBLEMAS RELACIONADO AO NORDESTE NÃO TENHO CONHECIMENTO DA VERDADE,CONHEÇO MUITO BEM A REGIÃO DO ARAGUIA, TOCANTINS,SÃO GERALDO MANOEL DAS DUAS,PALESTINA,GROTA DA GAMELEIRA ,SARANZAL, AGUA FRIA,RIO VERMELHO, IGARAPÉ DO SORORO,TAURIZINHO,SÃO DOMINGO DO ARAGUAIA,FAZIA LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DA REGIÃO E LOCALIZAVA IGARAPÉS COM EXISTENCIA DE AGUA,QUANTO AOS GUERRILHEIROS QUE ESTAVAM TENTANDO FAZER REVOLUÇÃO ,DESDE 1968 QUE SE ESTABELECERAM NA REGIÃO,DOUTRINAVAM AS POUCAS PESSOA EXISTENTES NA ÉPOCAS,NA MAIORIA CATADORES DE CASTANHA QUE VINHAM NA MAIORIA DO ESTADO DO MARANHÃO,RECEBIAM DOUTRINA MAXISTA MAS NÃO ENTENDIAM NADA,ESTAVAM SOMENTE NA REGIÃO PARA CATAR CASTANHA APOS A SAFRA VOLTAVAM PARA SUAS CASAS NO MARANHÃO,O COMBATE MAIOR INICIOU EM 1972 ATE 1974 PARA PROVAR QUE DOUTRINA NÃO SURTIU EFEITO,O OSVALDÃO MORREU NAS MÃOS DO CAMPONES CONHECIDO COMO PIAUI, NO IGARAPÉ – MUTUN-AFLUENTE DO SARANZAL.OS DOIS ERAM COMPADRES.
    A TUCA -JAPONESA- ENFERMEIRA FAZIA MUITO TRATAMENTO DE MALÁRIA AOS DOENTES QUE SAIAM DA FLORESTA,FOI DENUNCIADA PELOS MESMOS,O BRONCA E ALDA CANTAVAM E TOCAVAM VIOLÃO,FAZENDO POLITICA DESTA MANEIRA FORAM TAMBEM DENUNCIADOS PELOS CAMPONESES DA PALESTINA,EM 1968 ATÉ 1977 AQUELA REGIÃO ERA CONSERVADA POR SELVA DEVIDO A INDUSTRIA EXTRATIVA DA CASTANHA, TINHA PERIMETRO DE CENTO E OITENTA MIL KILOMETROS QUADRADOS PORTANTO PROIBIDO DE FAZER TRABALHOS DE DESMATAMENTO,ELZA MONERAT COM JOÃO AMAZONAS FUGIRAM PELO RIO ARAGUIA.
    NA VERDADE ESTES JOVENS ORIUNDOS DO RIO E SÃO PAULO,PROCURADOS PELA POLICIA VIERAM
    PARA REGIÃO ARAGUAIA TOCANTINS FAZER REVOLUÇÃO SEM CONHECER QUE SERIAM TRAIDOS PELOS PROPRIOS CAMPONESES,E ESTES MESMOS AGORA TENTAM PEDIR IDENIZAÇÃO DO ESTADO,MUITOS FORAM GUIAS DAS TROPAS MILITARES,É O CASO DE SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA QUE REVEINDINCAM DIREITOS E NA MAIORIA NÃO MORAVAM NA ÉPOCA,NEM TEM IDADE PARA FALAR NADA,AGORA QUEREM DINHEIRO.
    A VERDADE É QUE QUEM ESTAVA DO LADO DA DEMOCRACIA ESTAVA ERRADO QUEM ESTAVA LUTANDO PARA O
    REGIME COMUNISTA ESTAVA CERTO
    ESTOU VIVO COM 75 ANOS DE IDADE NUNCA FUI TERRORISTA,DEFENDI A O DIREITO DE TRADIÇÃO FAMILIA E PROPRIEDADE COM DIREITOS IGUAIS TAMBEM FUI COLOCADO A DISPOSIÇÃO DA SAGURANÇA NACIONAL AINDA JOVEM NESTE CASO TAMBEM SOU VITIMA CORRI MUITOS RISCOS DE MORTE,ATÉ HOJE PESSOAS INESCRUPULOSAS ME DENUNCIAM DE TER SIDO TERRORISTA ETC. QUEM SEQUESTROU MINHA FAMILIA E LEVOU PARA CUBA EM UM AVIÃO DA CRUZEIRO DO SUL PREFIXO PP-CTJ COMANDADO PELO PILOTO PARMENHO RANGEL.SEQUESTRADO PELO TERRORISTA DE CODINOME JACQUES EM 4 DE JANEIRO DE 1970 RECEBEU IDENIZAÇÃO COMO ANISTIADO PELO ATO COVARDE PRATICADO ESTES HEROIS NÃO FIZERAM NADA RECEBERAM ATÉ PREMIO DEVERIAM TER CORAGEM PARA SEQUESTRAR UM AVIÃO CHEIO DE MILITARES NÃO INOCENTES BRASILEIROS CIVIS EM AVÃO COMERCIAL .
    RUBINETE CHAGAS DE NAZARE VETERANO

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