Perigo

Venda de comida no centro de Macapá não tem controle

Má qualidade dos alimentos podem causar graves problemas de saúde 

 

comida ruim
Alimentos são preprados sem nenhum cuidado com a higiene

É muito difícil calcular a quantidade de pessoas que frequentam esses estabelecimentos improvisados, principalmente, nas calçadas que deveriam ser utilizadas somente pelos pedestres. São centenas de consumidores que a partir das 11h30 circundam as mesas toscas das barracas e quiosques. Até os anos 1980, esse não era um hábito comum entre os macapaenses. Com a implantação da Zona de Livre Comércio Macapá e Santana (ZLCMS), no começo da década de 1990, o consumo de alimentos vendidos nas ruas da capital do Amapá entrou em espiral crescente e rapidamente se disseminou. E esse crescimento surpreendente, segundo levantamentos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), se deve a diversos fatores, particularmente sócio-econômicos, que impuslsionaram a comercialização de alimentos nas vias públicas.

Por apenas R$ 3,00 é possível almoçar um prato feito (PF) nas barracas mal-ajambradas construídas no entorno do canal da avenida Mendonça Júnior, centro comercial de Macapá. A qualidade da comida é duvidosa, mas a clientela, composta em sua maioria por comerciários, não reclama. As opções, no entanto, são variadas: espetinho de churrasco, salada de frutas, salgados, cachorro-quente, frango assado, sucos, arroz, macarrão, carnes, peixe frito, feijão… Tem de tudo, para todos os gostos e para qualquer bolso. Por exemplo, para os realmente “blefados” é possível fazer um lanche com apenas R$ 1,00: suco e pastelão.

E o pior: os procedimentos de fiscalização são quase inexistentes porque os regulamentos que deveriam nortear esse tipo de comércio não estão devidamente esclarecidos. Para a titular da Sedur, Darciane Nordes, é necessário se analisar os aspectos sociais, econômicos, legais e higiênico-sanitários relacionados ao setor. Entende que antes de qualquer medida, seria essencial criar estratégias para aprimorar a atividade do ponto de vista da saúde pública. E lembra que esses instrumentos estão disponíveis desde 2004, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a estabelecer cooperações com os estados para que disseminassem pelos municípios experiências de controle da qualidade dos alimentos – dos industrializados e daqueles produzidos e comercializados ao ar livre.

Para a professora Ivone Domingues, mestre em Nutrição pela Universidade Federal do Pará UFPA), e que por cinco anos coordenou o curso de Nutrição do Instituto Macapaense de Ensino Superior (IMMES), “(…)… os alimentos comercializados em locais públicos, como o espetinho ou cachorro-quente, podem oferecer riscos à saúde da população se as práticas mínimas de higiene e adequada manipulação não forem observadas”. Com relação à insegurança alimentar, explica, pesa o fato de haver um grande mercado informal de alimentação. Em Macapá, a fiscalização da comida de rua deveria ser mais rigorosa. Mas, iIsso não acontece na prática. Algumas propostas estão em andamento na Câmara dos Vereadores. “Porém, enquanto não há mudanças comer na rua é realmente um grande risco”, adverte.

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