Cabo eleitoral

Legislação eleitoral é desrespeitada em programa de rádio

Deputado estadual pede voto para pré-candidato ao governo em emissora FM

deputado cabo eleitoral
Parlamentar vira cabo eleitoral em programa de rádio

As coisas andam, mesmo, degringoladas na política local. Na manhã do último sábado, 30 de janeiro, por volta das 8h25, o deputado estadual Manoel Brasil (PRB), titular do programa de rádio “Bate Coração”, passou cerca de dez minutos pedindo votos para o pré-candidato ao governo do Estado, deputado estadual Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia legislativa do Amapá. Trata-se de um flagrante desrespeito à legislação eleitoral que veta todo tipo de manifestação pública favorável ou desfavorável a quaisquer pré-candidatura.

Que o deputado tenha suas preferências políticas é um direito constitucionalmente garantido. Agora, à frente de um programa de rádio, e fora de época, cabalar voto em prol de uma pré-candidatura é uma atitude, no mínimo, desrespeitosa para com os demais pré-candidatos que não possuem os mesmos aliados, e que não têm o “poder de persuasão” do presidente da AL. Por exemplo, como fica o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB) que, fora da arena política, está em evidente desvantagem na corrida pela sucessão do governador Waldez Góes (PDT)?

Em sua peroração pelo microfone da emissora FM, Brasil foi contundente em afirmar que o “deputado Jorge Amanajás é o melhor para o Amapá” e por isso “(…) votarei nele para dar continuidade ao ‘excelente’ trabalho que vem realizando o governador Waldez Góes”. E “(…) acho que todos que têm amor pelo Amapá deveriam pensar nessa possibilidade. Jorge Amanajás faz a diferença”. Nada contra ao deputado Brasil optar por seu colega de parlamento como pré-candidato ao governo do Estado. Que ele externe suas preferências no consultório de sua clínica, ninguém tem nada haver. Mas, utilizar um programa de rádio para, antes do tempo, pedir votos abertamente para um pré-candidato é, no mínimo, contraproducente.

É opinião corrente que o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) precisa ficar mais atento. Pelo avaliar do presente, a vindoura campanha eleitoral no Estado mais parecerá um ringue em que os contendores estarão se golpeando mutualmente da cintura para baixo. E em lugar de debates promissores o eleitor amapaense terá, a continuar desse jeito, embates sem nenhum proveito social. Somente lavagem de roupa suja e nada mais.

Parafraseando o jornalista Boris Casoy: Isso é uma vergonha!

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4 comentários em “Cabo eleitoral

  1. Parece que eu não entendi, voce esta com pena de um correligionário, e beneficiario de ato secreto do Sarney? pois te alerto que terá muito mais agravos as leis eleitorais do que o ocorrido. Seu padrinho é mister em ganhar eleições ilegalmente.

    Lobato, que não é aquele.

    .

    1. Caro Lobato “Que não é Aquele”:
      Empreguei o caso do ex-deputado como figura comparativa, entre um pré-candidato sem os mecanismos do poder a seu favor, porque fora dele, e um outro, à frente do parlamento estadual e lastreado por aliados poderosos. Convenhamos, o desequlíbrio é abissal. E a se confirmar a “costura” em andamento, com Pedro Paulo jogando a toalha antes mesmo de soar o gongo do primeiro round, contentando-se em desempenhar papel secundário nesse momento atípico na política amapaense, não teremos eleições em outubro. Será apenas a ratificação de um nome. Quais são os pré-candidatos da direita ou da esquerda? Neste momento, caro Lobato “Que não é Aquele”, eles não existem. E isso é muito perigoso. Sobremaneira perigoso. Você poderia afirmar que nós temos vários, inúmeros, uma carrada enorme deles. Eu discordaria. Eles não são da direita. Não fazem parte da direita. Não pensam como políticos da direita. Os verdadeiramente da DIREITA não agem somente impulsionados pelo tilintar do vil metal. Infelizmente, bom amigo, o temor quanto ao futuro do povo amapaense revela-se assustador.

      É isso aí…
      Abraços do Emanoel Reis
      E obrigado por acessar este AMAPÁ EM DIA

      1. Longe de mim querer traçar esquerdistas e direitistas, onde o presidente de um partido tido como socialista, dá continuidade ao neoliberalismo. O que defino hoje são envolvidos com sacanagem, em cima do muro e historia de vida onde não há necessidade de rotula-lo como de esquerda ou direita, e sim, como bandido ou não. É claro. Veja aonde situa-se teu exemplo de vitima. Vitima somos nós todos do Amapá, dele e da quadrilha que ele sempre pertenceu.

  2. Caro Emanoel,
    Se a nota no blog causa celeuma, é por que tens a coragem de publicar o que pouquíssimos veículos ( só na intertnet, diga-se de passagem) têm. Trabalho na área, mas não faço parte da “perfumaria”. Ao contrário, sou a favor da exposição da podridão desse verdadeiro desgoverno que se estabeleceu nesses Estado, que é meu de nascimento e seu de coração. Apenas um sobrevivente em meio a esse mar de lama.
    O rei está nu!!! Mas para a “imprensa” amapaense, parece que estamos na França. Aliás, os órgão públicos não precisam mais pagar para editar informativos internos. As páginas dos jornais são cheias de notícias oficiais. Tem o “Jornal do Dia do Governador”, “Diário Oficial do Amapá”, “A Gazeta Palaciana” e por aí afora, já diz o velho Barcellos.
    Veja o caso do “jabá legal”, o “mensalinho da imprensa”, como chamas agora. Um escândalo que virou uma coisa normal, corriqueira. E o senhor Ministério Público dormindo em beço esplêndido! E o contraponto da notícia que vá para a caixa prega, como dizia a minha avó!
    Estava lendo no blog a história do tradudor que trabalhou e não recebeu. Aqui, ninguém respeita profissional e a “canelada” virou rotina. Tipo, “vai trabalhando aí que depois a gente se acerta”… e toma calote no pobre trabalhador. É, aqui no Amapá tem muito lobo em pele de cordeiro tomando conta do galinheiro. “Só matando!”…

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