Criminalidade

  A contabilidade macabra de 2009 no Amapá

Números revelam que combate à violência no Estado é ineficiente

 O ano de 2009 encerrou com a violência em espiral crescente no Amapá. No decorrer dos últimos 12 meses todas as classes sociais foram igualmente atingidas por este mal. Um problema cuja solução parcial – ou definitiva – parece cada vez mais longe, apesar de todas as versões oficiais apresentarem estatísticas contrárias a esta realidade. Dezenas de pessoas (jovens e adultos; homens, mulheres e crianças) sucumbiram assassinadas em Macapá e nos demais 15 municípios do Estado. Os números revelam a existência de uma guerra civil deflagrada, principalmente, nos bairros periféricos da capital amapaense onde a miséria grassa a olhos nus.

O que fazer para reduzir a criminalidade no Amapá? Diversas são as medidas apresentadas, poucas de eficiência comprovada. Boa parte surge envolta no oportunismo de seus autores – políticos ou não – interessados mais nos holofotes da mídia do que realmente resolver o problema da violência. A população trabalhadora e em dias com suas obrigações tributárias questiona a atuação dos órgãos de segurança e exige mais empenho das autoridades – leia-se governo do Estado – na busca de soluções que reduzam os assaltos, furtos, arrombamentos, atropelamentos com morte, tráfico de drogas, venda de drogas, prostituição infanto-juvenil, consumo de álcool.

A penitenciária estadual está abarrotada. E o mais grave desse cenário decadente é que a população carcerária feminina também aumenta. Todos os dias, mulheres são presas acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas. Especialistas do próprio governo estadual vêm por trás desse quadro toda uma situação social: desemprego, baixa escolaridade, relações maritais complexas, ambiente promíscuo, desinformação e, o principal de todos, falta empenho determinante em criar novas oportunidades para as famílias de baixa renda.

Diante desses fatos, a quem recorrer? A resposta a esta pergunta não pode ser imediata. Ela só será obtida a partir de outubro vindouro. É exatamente isso: nas urnas. O cidadão tem a arma mais poderosa em suas mãos, que é o voto, e pode, se quiser e souber fazer, tirar de cena todos os maus políticos e maus governantes e eleger somente quem convencer estar preparado e comprometido em usar o mandato para promover o bem-estar comum. Mas, se não estiver amadurecido certamente em dezembro de 2010 este Amapá Em Dia estará publicando artigo idêntico a este. Então, não adianta só reclamar. É preciso agir.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s