Fracasso à vista

O malogro político-administrativo de Antônio Nogueira

Como o prefeito de Santana conseguiu se tornar o mais impopular do Amapá 

Começa a preocupar o comportamento político-administrativo do prefeito de Santana, Antônio Nogueira (PT) que, de uma hora para outra resolveu cruzar os braços como se estivesse com frio tipo de febre sezão, e estagnou na soleira da principal porta da prefeitura do município amapaense localizado cerca de 20 quilômetros da capital, Macapá. No exercício do segundo mandato, Nogueira vem sendo duramente criticado pelos mais de 100 mil habitantes porque nos últimos seis meses promoveu verdadeiro expurgo nas fileiras da PMS, exonerando à granel pais e mães de família ocupantes de cargos comissionados. Nem aliados escaparam da foice do petista. Outro agravante, com características eminentemente explosivas, é o atraso de quase cinco meses no pagamento dos salários do funcionalismo. Pior é que Nogueira não quer explicar o porquê da demora nos caraminguás dos barnabés municipais. Aliás, sobre este assunto em especial parece destituído dos argumentos mais comezinhos. Então, diante do inevitável resta-lhe tentar manter as aparências. Todas as manhãs continua saindo da casa dele com o mesmo semblante soturno da noite anterior, segue para a PMS sem olhar para os lados e só recebe auxiliares diretos. Virou uma espécie de ermitão urbano, um matuto resmungão.

Antônio Nogueira argumenta que as despesas são altas. Os recursos federais insuficientes. O governo Waldez Góes tem ajudado pouco. A deputada federal Dalva Figueiredo (PT) virou as costas para os santanenses. Nogueira tem muitas desculpas e uma enorme lista de culpados da qual se auto-excluiu.

É complicado exprimir qualquer juízo sobre Antônio Nogueira. Trata-se de um político controverso. Primeiro foi eleito vereador de Santana, depois deputado federal e, mesmo sob acusações de envolvimento em fraudes na emissão de Carteiras de Habilitação, elegeu-se prefeito em 2004. Recentemente foi julgado e condenado pelo TRE Amapá a oito anos de prisão.

Talvez nem Nogueira saiba externar algum juízo sobre si mesmo, tão profundo ele é no sentido do vazio. Talvez nem o próprio o tenha, força que é da natureza em pânico, planície aberta, campo raso de ideias onde o vento sopra de todos os lados.

Pela conduta atual, o prefeito parece ter desistido de administrar Santana. É visível o fastio dele, a fala entediada nas entrevistas, o jeito indolente do caipora. Pelo semblante acabrunhado percebe-se nele os traços típicos do fracassado.

Reaja, Antônio Nogueira! Deixe de tolices, rapaz! Não deixe o coração turvar! A continuar de braços cruzados e cabisbaixo como um vira-lata morrinhento, certamente não estará contribuindo em nada para mudar o curso da história no município sob sua responsabilidade. Afinal, você não está tão mal como quer fazer crer. Pelo contrário, ganha 18 mil “paus” de salário por mês, viaja constantemente para outros Estados e países, usufrui de regalias típicas do cargo. O que você ainda quer?

Você é um privilegiado, Nogueira! Já o santanense!… Olhe no entorno, Antônio Nogueira! Veja com olhos de comiseração o estado deplorável de seu povo. O quanto ele está empobrecido, maltratado, carente de assistência, vilipendiado, depressivo.

Também, vivendo numa cidade avacalhada como a sua Santana ninguém pode ser feliz. Como um povo como o seu, Nogueira, pode estar satisfeito habitando um município sem saúde pública de qualidade, com ruas e avenidas esburacadas, com índices de violência acachapantes, prostituição, tráfico de drogas, alagamentos, doenças variadas e abundantes, sem uma política habitacional condigna, transporte coletivo seguro?

E essa é somente uma lista exígua das mazelas de seu povo, Antônio Nogueira. O povo que o elegeu para dois mandatos como prefeito porque acreditou em você. Na sua fala mansa, cheia de meneios semânticos e argumentos irrefutáveis, nas suas promessas de detentor das verdade absolutas, nos seus discursos recheados de esperanças. Iludiu a muitos com seus truquezinhos de almanaque.

É… Antônio Nogueira, teu futuro é duvidoso! Só tem um jeito, mano velho, mudar tudo. E agora! Mas, mude mesmo! Antes que a tua vida pública se transforme numa eterna meia-noite.

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