Oposição na mira

A “galinha dos ovos de ouro” de Waldez Góes

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O jornalista Correa Neto quer saber o que a oposição vai fazer” nas próximas eleições. Trata-se de uma tremenda incógnita. Nas atuais circunstâncias é bem provável que nem ela mesma saiba, ao certo, qual rumo deverá seguir no primeiro semestre de 2010. Pelo volume de evasivas recentemente empregadas pelo governador Waldez Góes (PDT) sobre se saí ou continua no cargo, a partir de abril, pode-se perceber que a situação, ou o governo estadual, enfrenta idêntica encruzilhada.

Em suas considerações, Neto faz a seguinte observação: “O grupo que domina o poder no Estado tem o Governo, a Prefeitura, a Câmara Municipal de Macapá, a Assembléia, boa parte da Justiça nas mãos, e não têm (sic) a menor intenção de entregar a galinha dos ovos de ouro para estranhos”. Está certo. É exatamente isso que o grupo nominalmente liderado por Waldez Góes pretende: “não entregar a galinha dos ovos de ouro para estranhos”.

Por isso, a relutância do governador, visível em recentes entrevistas concedidas por ele, em definir se continua até o fim do mandato para encampar a pré-candidatura de um dos primos, Roberto Góes (prefeito de Macapá), ou de Alberto Góes (secretário especial de Desenvolvimento da Infra-estrutura). Ou então confirma o que todos comentam, se desincompatibiliza e disputa uma das duas vagas para o Senado, deixando em seu lugar o vice-governador Pedro Paulo Dias de Carvalho.

Mas, nesse caso Waldez estaria “entregando a galinha dos ovos de ouro” a um “estranho”. Embora, nem tão estranho como o são o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB) e o deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Jorge Amanajás (PSDB). Dias de Carvalho é da casa, acompanha o governo Waldez desde sua fase embrionária, nos primórdios de 2002/2003, sabe de muita coisa, no mínimo, controversa, e vem propagando aos quatro ventos ser um profundo conhecedor do “modus operandi” político-administrativo da gestão do pedetista. Portanto, ainda não representa uma ameaça em potencial.

Agora, para não “entregar a galinha dos ovos de ouro” com certeza Waldez e sua entourage pessoal sabem muito bem o que fazer: atacar a oposição por todos os flancos. Tanto que a matilha não dorme. Fustiga, com sádico prazer, os costados do adversário seguindo as recomendações da lei número 15 estabelecida na obra “As 48 Leis do Poder”, de Robert Greene e Joost Elffers: aniquilação total do inimigo. E o meio de aplicabilidade dessa estratégia é um só: a mídia chapa-branca.

Tanto que na edição de 6 de janeiro do jornal A Gazeta, as notas veiculadas em colunas assinadas ou não refletem exatamente esse propósito. Os demais periódicos, Jornal do Dia e Diário do Amapá, igualmente adotam a mesma prática objetivando cercear ao máximo o espaço de atuação do inimigo em comum e, igualmente, comprometê-lo junto aos leitores/eleitores.

Então, diante desses fatos fica evidente o projeto da “situação”: impedir que aquele político de oposição, eleito seu desafeto, “nunca mais [torne-se] alguma coisa nesta terra”. Mesmo que a oposição manifeste a intenção de abrir mão do rigor extremo, ou que se predisponha a engolir “alguns sapos”, ou sinalize que pretenda alinhavar “alianças antes consideradas inaceitáveis”, “como o Lula fez para chegar ao poder”, os cometas que orbitam no entorno de Waldez Góes e demais botocudos jamais permitirão tamanha reviravolta.

 

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2 comentários em “Oposição na mira

  1. É assustador. Essa atual forma de governar do PDT é muito nociva para a sociedade.Ninguém sabe de nada, e ninguém faz nada. Mas para a imprensa, se podemos chamar de jornalistas o que hoje nos passam as informações do que ocorre no Estado, tudo está uma maravilha, sete anos de acontecimentos extraordinários, no entanto a propaganda do governo não consegue elencar cinco itens relevantes para o desenvolvimento do Estado, mas tudo é uma maravilha para os que se beneficiam do nosso dinheiro. É uma situação que no futuro terá reflexos de grande impacto na sociedade. Vai chegar um tempo que o poder que hoje governa não vai conseguir pagar todos os aliados, aí virá a discórdia e quem sabe o fim do grupo, porém poderá ser tarde, a sociedade já estará afundada na miséria física e da ignorância, nos moldes do Estado natal do Presidente do Senado, eleito pelo Amapá com apoio da imprensa branca que aí está hoje.

    1. Caro Pimentel:
      Valeu por acessar o Amapá Em Dia. É lamentável como nas atuais circunstâncias o Jornalismo vira moeda de troca para favorecimento de uma minoria empenhada, somente, em garantir a sustentação dos próprios interesses pessoais-financeiros. O Amapá é um Estado pobre, com um povo sobrevivendo com extrema dificuldade. Nos últimos sete anos o agronegócio retrocedeu, a indústria tornou-se insipiente, o comércio ficou mais dependente do contracheque, o sistema público de saúde foi vorazmente pilhado por bucaneiros acoitados pelos “grandes nomes” da política local, etc. Até agora nenhuma grande obra foi concluída. Apenas promessas, propaganda e mais promessas. E novas eleições se aproximam. Será que após tanto sofrimento causado pelos nossos maus políticos o povo ainda vai reelegê-los ou eleger outros semelhantes a eles, às vezes, piores? Lamentavelmente, creio que o eleitor amapaense ainda está longe ter aprendido as lições que vivenciou ao longo desses sete anos. E votará, sim, nos mesmos canalhas de sempre.

      Minha esperança é que eu esteja errado.

      Um abraço do Emanoel Reis
      Volte sempre ao Amapá Em Dia.

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