CPI da Mineração

Deputado da CPI
Alexandre Barcellos: CPI sofre boicote de prefeituras

Deputado quer saber porque prefeituras boicotaram audiências públicas

Pela primeira vez, em toda sua carreira como parlamentar, o deputado estadual Alexandre Barcellos (PSL) ficou contrariado quando o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, deputado Dalto Martins (PMDB), anunciou na quarta-feira, 23 de dezembro, o início do recesso legislativo. Acontece que Barcellos presidente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração e nas semanas derradeiras de 2009 começou a travar uma batalha, por enquanto sem grandes escaramuças, com o prefeito Zezinho (PV), de Pedra Branca do Amapari, e com a prefeita de Serra do Navio, Maria Francimar (PT), municípios localizados a cerca de 250 quilômetros de Macapá. Tudo começou em meados de novembro passado, quando Barcellos anunciou a realização de audiências públicas nos dois municípios e ao informar as respectivas prefeituras soube, por meio de assessores, que tanto Zezinho quanto Maria Francimar manobraram nos bastidores para impedir – ou pelo menos adiar – a realização delas. O objetivo, segundo o parlamentar, era mensurar o nível de participação ou de conivência das duas prefeituras nas denúncias de irregularidades que envolvem as principais empresas de mineração instaladas no Amapá. Para Alexandre Barcellos a postura dos dois prefeitos causou estranheza já que a comissão havia se reunido com representantes dos municípios. Ele reclama que os acordos firmados não foram devidamente cumpridos, pois a prefeita de Serra do Navio marcou para o dia em que aconteceria a audiência pública uma conferência municipal, enquanto o prefeito de Pedra Branca do Amapari não disponibilizou um local para a realização da audiência. Além disso, não foram feitas nos respectivos municípios as articulações necessárias para que agricultores, associações, sindicatos e todos os interessados em expor os problemas e soluções para a comissão comparecessem ao encontro.A CPI da Mineração, sob o comando de Barcellos, não agrada grupos poderosos fixados no Amapá com negócios, inclusive, no exterior. Recentemente, mais um escândalo político envolvendo a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá e supostos representantes das empresas mineradoras estourou na mídia local. Por conta desse terreno minado, Alexandre Barcellos vem frequentado escolas de dança para ganhar mais habilidade na cintura para caminhar na ponta dos pés em área tão perigosa.

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