Randolfe Rodrigues: ser ou não ser

Randolfe: pré-candidatura ao Senado ainda indefinida
Encontrei o ex-deputado estadual e professor universitário Randolfe Rodrigues (P-SOL) na manhã da quinta-feira, 17 de dezembro. Como sempre muito simpático, o ex-parlamentar não titubeou quando foi estimulado para que comentasse o cenário político atual e certamente fizesse alguma projeção sobre o vindouro. Referindo-se ao governador Waldez Góes (PDT), Rodrigues acredita, pelos recentes movimentos das pedras no tabuleiro, que o pedetista se desincompatibiliza em abril para concorrer ao Senado. “Se fosse eu, essa seria a minha decisão”, comentou.
Randolfe Rodrigues, que exerceu um mandato na Assembleia Legislativa do Amapá e tentou a reeleição em 2006, não sendo bem-sucedido, trocou o PT da deputada federal Dalva Figueiredo pelo P-SOL da ex-senadora alagoana Heloísa Helena. Desde meados deste ano, Rodrigues vem sendo apontado como possível pré-candidato ao Senado. Muitos afirmam que ele não tem nenhuma chance nas urnas. Outros, uma minoria com mais abrangência de visão, prefere externar opiniões mais comedidas.
O próprio ex-deputado tergiversa quando admoestado a confirmar se a pré-candidatura ao Senado procede. Responde com evasivas e afasta-se do interlocutor entre sorrisos e pedidos de desculpas por não poder continuar a conversa devido aos “muitos compromissos profissionais”. Contudo, pombas de maior plumagem de dentro do PSB do ex-senador João Alberto Capiberibe desconfiam das intenções dele. Acham que Rodrigues pretende, sim, anunciar a pré-candidatura ao Senado. E essa pretensão, afirmam convictos, pode confrontar-se com o projeto político de Capiberibe para 2010.
No entendimento dos pessebistas, a pré-candidatura de Rodrigues ao Senado pode dividir o que resta do movimento de esquerda no Amapá. Ou seja, os votos que seriam carreados para Rodrigues poderiam irrigar o latifúndio eleitoral de Capiberibe, que no entendimento desses “palpiteiros” de plantão, é o único no Amapá em condições reais de conquistar uma das duas vagas ao Senado. A outra, afirmam um quanto ressabiados, é de Waldez Góes.
A ideia básica corrente nos bastidores pessebistas é convencer Randolfe Rodrigues a cancelar seu projeto para o Senado e incentivá-lo a disputar uma cadeira no legislativo estadual, de onde nunca deveria ter saído. Essa hipótese bem delineada não passou despercebida pelo ex-deputado. Como em política nada é definitivo, é bem possível que antes do primeiro trimestre de 2010 findar os caminhos de PSB e P-SOL estejam em processo de fundição.

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