População de baixa renda é tratada como sub-raça na Guiana Francesa

SEPARATISTAS – Os militantes Jean Georges Maïas e Ninsey Kramer, do MDES, defendem a independência imediata da Guiana (Foto: Fábio Zucker)

A posse do novo presidente francês, Emmanuel Macron, certamente não foi muito festejada por alguns habitantes da Guiana (em francês Guyane), departamento francês que tem 730 quilômetros de fronteira com o Brasil (leia-se Estado do Amapá). Há muito tempo eles reclamam que liberdade, igualdade e fraternidade só existe em Paris (capital da França). Na Guiana, mesmo, a última palavra é da elite branca, conforme orientações advindas de Paris.
Aliás, quase nada se produz na Guiana. Ou seja, tudo que é consumido pela população vem da França ou de outros países europeus. Faltam escolas para as crianças de baixa renda, os indígenas residentes na amazônia francesa são discriminados, perseguidos e mantidos em suas aldeias com aparência de guetos — a taxa de suicídio entre esses indígenas alcança níveis assombrosos —, a liberdade de expressão é duramente reprimida e a política no departamento depende das diretrizes provenientes do Palácio do Eliseu (sede do governo francês).
Sem debates
“A divisão e as fraturas em nossa sociedade devem ser superadas. O mundo e a Europa precisam mais do que nunca da França e de uma França forte, que fala em voz alta pela liberdade e pela solidariedade”. Para os guianenses Ninsey Kramer e Jean Georges Maïas, esse trecho do discurso de Macron não significou absolutamente nada porque, conforme explicam, a vida na Guiana seguirá sem nenhuma alteração apesar da força retórica contida nas palavras do novo presidente. Kramer é professora de matemática, química e física. Maïas é técnico de informática. Para eles, as leis que são votadas na França são imediatamente aplicadas na Guiana sem nem se debater a sua aplicabilidade. São leis parisienses diretamente aplicadas sobre território amazônico.
Ninsey Kramer e Jean Georges Maïas são militantes do partido político que luta pela independência e autonomia do território da Guiana francesa, o MDES (Movimento para a Decolonização e Emancipação Social). “Liberdade, Igualdade, Fraternidade? Tudo isso não existe na Guyane. Não podemos dizer isso se não existem escolas para as crianças. Enquanto país, a França reconhece apenas um povo”, disse Kramer.
A dimensão deste drama pôde ser avaliada durante a greve geral deflagrada em abril pela população que ocupou as principais ruas do departamento. A principal reivindicação dos manifestantes — melhor qualidade de vida — até agora não foi atendida pelo governo francês, que continua sobrecarregando o povo com leis completamente distintas da realidade vivida no território.
A origem
Conhecida oficialmente como um departamento remoto da França, a Guiana Francesa está situada entre o oceano Atlântico e o Estado do Amapá. Do final do século 18 a meados do 20, a região abrigou uma imensa colônia penal. Sua notória prisão da Ilha do Diabo teve como seus prisioneiros mais famosos o capitão do Exército francês acusado de traição Alfred Dreyfuss — protagonista do famoso “Caso Dreyfuss”— e Henri Charièrre, autor de “Papillon”, romance supostamente autobiográfico.
A Guiana Francesa é também um local com vários problemas. A maioria de sua população de 250 mil pessoas não tem água encanada ou eletricidade. O desemprego é endêmico, atingindo 50% da população jovem, e o índice de homicídios é o maior entre os territórios franceses no exterior.
A principal parcela da população é mestiça, descendente de escravos e colonizadores franceses; há minorias francesas, haitianas, surinamesas, brasileiras e asiáticas. A língua oficial é o francês, mas a que predomina é o creole guianense francês.
O departamento francês é governado por uma autoridade territorial, exercida desde 2015 pela Assembleia da Guiana Francesa, eleita localmente. A Guiana Francesa também tem problemas com a imigração ilegal, incluindo de brasileiros, alimentada especialmente pelo setor da mineração — o território tem jazidas de ouro. Algo que não é refletido pela renda per capita anual de US$ 15 mil, no mesmo patamar que a do Brasil — e metade da média
da França.

Polícia francesa reprime manifestantes na Guiana:

 

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Matéria sobre aplicativo Mudamos teria sido censurada pela Globo

POLÊMICA – Matéria sobre o aplicativo Mudamos, que envia projetos de lei ao Congresso, foi supostamente censurada após ser exibida em telejornais da Rede Globo

As pessoas têm se manifestado contra e a favor daquilo que acreditam para mudar alguns cenários no Brasil. Das passeatas pelas Diretas Já às manifestações pró e/ou contra o impeachment de Dilma Rousseff, há de se convir que as pessoas têm ganhado as ruas, assim como as assembleias, os plenários, as sessões.
Não faz muito tempo, inclusive, em diversos Estados houve greve de transporte público e diversas categorias se manifestaram contra as reformas trabalhista e da previdência propostas pelo Governo Michel Temer. Justamente em 10 de maio, quando o ex­-presidente Luís Inácio Lula da Silva compareceu em Curitiba para prestar depoimento nas investigações da Lava ­Jato, mais gente foi às ruas para demonstrar apoio ao juiz Sérgio Moro ou ao líder petista. Ainda que dividido, o fato é que o povo brasileiro vem tentando se fazer ouvir.
Outra dessas tentativas vem de um método mais tecnológico. É o caso do aplicativo Mudamos, uma iniciativa do juiz brasileiro Márlon Reis. O aplicativo recolhe assinaturas digitais para apoiar projetos de iniciativa popular. Acontece que após anunciarem os detalhes sobre esse aplicativo no Bom Dia Brasil, alguns políticos no Congresso Nacional, supostamente teriam entrado em contato com a Rede Globo para tirar a reportagem do ar. Segundo informações compartilhadas nas redes sociais, a emissora teria atendido ao pedido dos parlamentares.
Essa notícia se espalhou nas redes sociais e revoltou milhares de pessoas diante da possibilidade de estarem sendo privadas de informações sobre o novo aplicativo de assinatura digital.
Contudo, embora supostamente censurado pela Globo, o aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas digitais da Apple e PlayStore. Ele propõe reunir assinaturas dos brasileiros para diretamente enviar os projetos de iniciativa popular ao Congresso. Tudo respaldado na Constituição de 1988, claro, e nas regras como a necessidade de que 1% da população brasileira vote no projeto para que ele seja levado até os deputados.

Assista matéria exibida no programa Estúdioi – Globo News:

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Guiana Francesa cobra até R$ 1.500 para brasileiro usar ponte na fronteira

RIGOR FRANCÊS – Oiapoque, no Amapá, e a Guiana Francesa; travessia de 378 m custa até 430 euros para carros. Fiscais fazem cobrança do seguro obrigatório na fronteira – (Fotos: Secom-AP)

Pegar um voo do Brasil para a Guiana Francesa pode sair bem mais barato do que atravessar os 378 metros da nova ponte que liga as cidades de Oiapoque, no extremo norte do Amapá, e Saint-Georges de l’Oyapock, no território ultramarino da França.
Inaugurada em 18 de março, após seis anos de atraso e duas décadas de seu projeto, a interligação custou R$ 68 milhões, segundo o Ministério dos Transportes. O investimento foi rachado meio a meio entre Brasil e França.
Apesar disso, o governo francês cobra até 430 euros (cerca de R$ 1.500) de quem quer chegar de carro a partir do Brasil –já o caminho inverso está livre de qualquer tipo de pagamento.
As motos (o principal meio de transporte em Oiapoque) não estão isentas. Para qualquer tipo de veículo, os valores mudam de acordo com o prazo de validade da apólice –o viajante pode optar por coberturas com duração de um a três meses.
A cobrança é para o pagamento do seguro obrigatório que os veículos brasileiros devem fazer caso queiram entrar na Guiana Francesa. Para evitar a taxa, muitos fazem a travessia a pé ou de bicicleta num percurso que soma 25 km entre as duas cidades. (Leia Mais Em Cidade)

Servidora recebeu quase R$ 250 mil em dois meses como deputada estadual

CAIU NO ESQUECIMENTO – Dinheiro público pago irregularmente a funcionária da Assembleia Legislativa do Amapá não foi recuperado

Somando apenas salários e verbas de gabinete pagos a um parlamentar na Assembleia Legislativa do Amapá, qualquer cidadão poderá deduzir que a servidora pública Janete Tavares, 55 anos, conseguiu amealhar uma pequena fortuna em apenas dois meses como deputada estadual. Este foi o tempo em que ela exerceu o mandato irregularmente, segundo parecer do promotor de Justiça, Adauto Barbosa, recentemente avalizado pelo Ministério Público do Amapá.
Filiada ao PSC, a funcionária efetiva da Assembleia Legislativa do Amapá foi empossada em dezembro no lugar do deputado estadual Moisés Souza, também do PSC, julgado, condenado e preso desde novembro, acusado de corrupção e fraudes. No entanto, como Souza não foi cassado na Assembleia Legislativa, mesmo na cadeia mantém o mandato.
Para o Ministério Público, sem a cassação de Souza o legislativo estadual continua legalmente com seus 24 parlamentares. Diante desse fato, a posse, em dezembro, de Janete Tavares foi um ato ilegal da então Mesa Diretora porque incluía um membro a mais, contrariando preceitos constitucionais.
Conforme Barbosa, “(…) o suplente de deputado só pode assumir após o parlamento cassar os direitos políticos do detentor do mandato”. E não é o caso de Moisés Souza. Ainda que condenado pela Justiça, Souza continua deputado estadual.
Contudo, apesar do tempo exíguo, Janete Tavares usufruiu das benesses e recebeu todos os proventos reservados aos deputados e deputadas estaduais. Com salários beirando os R$ 30 mil mensais e mais verbas de gabinete perto dos R$ 80 mil, estima-se que entre janeiro e março Janete tenha embolsado quase R$ 250 mil. O caso vem sendo analisado pelo MP-AP.
A reportagem do AMAPÁ EM DIA tentou entrar em contato com a servidora Janete Tavares, mas, nenhuma informação sobre a localização dela foi fornecida no setor de pessoal da Assembleia Legislativa do Amapá.

Odilon Filho diz que corrupção no Amapá é endêmica

Assista a entrevista bombástica

Waldez Góes ignora recomendação do MPF e mantém diretor do IMAP

SUSPEIÇÃO – MPF-AP recomenda afastamento do engenheiro florestal Bertholdo Dewes Neto do cargo de diretor presidente do IMAP após operações da PF

O governador Waldez Góes (PDT) vem ignorando a recomendação do Ministério Público Federal no Amapá (MPF-AP) que sugeriu a exoneração do engenheiro florestal Bertholdo Dewes Neto do cargo de diretor presidente do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap). A autarquia foi alvo de duas operações policiais ocorridas no dia 26 de abril, coordenadas pelo delegado federal João Paulo Bastos.
De acordo com o MPF-AP, o engenheiro seria sócio em pelo menos cinco empresas que exercem atividades nos ramos madeireiro e de agronegócio no Amapá. Por isso, no entendimento dos procuradores da República de meio ambiente e patrimônio histórico e cultural, essas firmas estariam se sobressaindo por conta de informações privilegiadas sigilosamente repassadas aos responsáveis por cada uma delas. Mesmo com todo esse conflito de interesses, Góes insiste em manter Dewes Neto no comando do Imap.
As operações Pantalassa e Quantum Debeatur foram deflagradas pela Polícia Federal após minuciosa investigação centrada no Imap. Conforme Paulo Bastos, servidores públicos recebiam propina para facilitar e acelerar a liberação para exploração ilegal de madeira no Estado.

MP-AP recomenda exoneração de funcionários do Imap por nepotismo

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público de Macapá (PRODEMAP), recomendou ao Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) a exoneração de todos os ocupantes de cargos comissionados, função de confiança ou função gratificada, que possuam relação de parentesco consanguíneo ou por afinidade até o terceiro grau com o Secretário de Estado dos Transportes (SETRAP), Jorge Amanajás Cardoso.
De acordo com o promotor de Justiça Adauto Barbosa, titular da PRODEMAP, o MP-AP foi informado que, que no quadro de funcionários IMAP existe um número significativo de pessoas ligadas ao titular da SETRAP. “Emitimos essa recomendação para que diretoria do Imap adote todas as medidas necessárias e envie as informações e documentação comprobatória no prazo de 30 dias”, alerta o promotor.
O não cumprimento da recomendação pode implicar em punições aos agentes públicos por improbidade administrativa por parte do MP-AP, de acordo com a Lei Federal n.º 8.429/92.
Ressalta-se também que é vedado o nepotismo através da Súmula Vinculante nº 13, que traz em seu texto que “a nomeação de cônjuge, companheiro, parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, […] na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.

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Morre, aos 70 anos, o trovador alucinado

ENCONTROS E DESENCONTROS – Belchior viveu o auge da carreira na segunda metade da década de 1970, quando vários artistas gravaram suas canções. Nas imagens, Belchior com a ex-esposa Angela, a mãe Dolores, a filha Camila, a irmã Angela, e os amigos Tota e Conceição Marques, nos 80 anos da mãe do compositor. Tota, com os filhos Rafael e Jéssica, Gilberto Gil e Belchior em Sobral. Com Veveu Arruda, prefeito de Sobral. Com Tarcísio Sardinha. Ednardo, Zé Tarcísio, Tota e Belchior

Após uma década voluntariamente fora de cena, Antônio Carlos Belchior foi-se aos 70 anos de idade. A notícia chegou ao público após Edna Assunção de Araújo, a companheira do artista, ter ligado para parentes informando que Belchior foi dormir, mas não acordou. O casal vivia em Santa Cruz do Sul (RS), a 120 km de Porto Alegre, em um exílio voluntário da vida artística do cantor e compositor. Foi lá que o músico sofreu uma parada cardíaca, horas após realizar uma pequena apresentação.
Compositor cearense entre os mais notórios do cancioneiro popular brasileiro, Belchior conheceu a fama na década de 1970, quando morava no Rio de Janeiro e teve canções gravadas por Elis Regina, incluindo Como Nossos Pais. A carreira decolou como um foguete. Ele gravou discos, emplacou sucessos, colecionou namoradas e compôs hinos que atravessaram gerações.

Apenas um rapaz…
Cinco anos antes de Alucinação ganhar as emissoras de radio, Belchior era um estudante de Medicina da UFC. Circulava em importantes corredores da cultura de Fortaleza – como o Bar do Anísio, na Beira Mar – e trabalhava no programa da TV Ceará Porque Hoje é Sábado, que apresentou a nova geração da música local. Mas foi em 1971, em uma viagem cheia de percalços, que Belchior conseguiu projetar suas composições nacionalmente. Deixou para trás a faculdade e a vida em Fortaleza. Juntou os pertences e foi para o Rio de Janeiro.

Discografia Completa:

1974 – Belchior (Continental – LP)
1976 – Alucinação (Polygram – LP/CD/K7)
1977 – Coração Selvagem (Warner – LP/CD/K7)
1978 – Todos os Sentidos (Warner – LP/CD/K7)
1979 – Era uma Vez um Homem e Seu Tempo/Medo de Avião (Warner – LP/CD/K7)
1980 – Objeto Direto (Warner – LP)
1982 – Paraíso (Warner – LP)
1984 – Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon – LP)
1986 – Um show – 10 anos de sucesso (Continental – LP/ K7)
1987 – Melodrama (Polygram – LP/K7)
1988 – Elogio da Loucura (Polygram – LP/K7)
1990 – Trilhas sonoras (Continental – CD/ LP/ K7)
1992 – Eldorado – com Eduardo Larbanois e Mario Carrero (Movieplay – CD)
1993 – Baihuno (MoviePlay – CD)
1995 – Um concerto bárbaro (Polygram – CD)
1996 – Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas – CD)
1999 – Auto -Retrato (BMG – CD)
2004 – As várias Caras de Drummond

Belchior em 1974 

 

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Macapá é o pior capital do Brasil, aponta levantamento da Macroplan

Reportagem: Valéria Bretas

Com pouco mais que 460 mil habitantes, a cidade de Macapá (AP) é a primeira na lista das piores capitais para se viver no Brasil, segundo estudo da consultoria Macroplan.
Para chegar a esta conclusão, a consultoria analisou os municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores divididos em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.
O ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434.
Alguns exemplos explicam os pontos negativos da capital amapaense. Na área de saúde, por exemplo, Macapá aparece na 89ª posição entre as 100 maiores cidades do Brasil. Motivo? A cidade tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil e baixa cobertura de atendimento básico.
No extremo oposto está Curitiba (PR), que garantiu o primeiro lugar no ranking entre as melhores capitais do país, com índice de 0,695. Segundo o estudo, a cidade tem bons resultados nas quatro áreas analisadas pela consultoria.
Por lá, segundo o levantamento da Macroplan, 100% da população é atendida com água encanada e coleta de lixo. A título de comparação, na capital do Amapá, apenas 36,4% dos moradores têm água encanada.
Veja as melhores e piores capitais para se viver no Brasil e o desempenho de cada uma delas nas quatro áreas analisadas pela consultoria.

FONTE DOS INDICADORES

*Todos os dados foram coletados de órgãos Governamentais da União, dos Estados e Municípios entre os anos de 2004 e 2015. Veja aqui todas as fontes dos indicadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pobre Amapá I – Vídeo de Darlisson Oliveira

Pobre Amapá II – Vídeo de Edson Lopes

Requião e Randolfe trocam ofensas por causa de projeto de abuso de autoridade

ROTA DE COLISÃO – Relator da proposta, Roberto Requião chamou de “molecagem” vídeo publicado por Cristovam, Randolfe e Reguffe contra o seu substitutivo

O relator do projeto de abuso de autoridade no Senado, Roberto Requião (PMDB-PR), e o autor da proposta que incorporou as sugestões da Procuradoria-Geral da República, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), trocaram ofensas pelas redes sociais nessa sexta-feira (21). Requião ironizou e chamou de “molecagem” o vídeo em que Randolfe e os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Reguffe (sem partido-DF) convocam a sociedade a se mobilizar contra a aprovação de seu relatório, na próxima quarta-feira (26), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Vídeos com jograis, sem conteúdo, oportunistas, desqualificando trabalho sério a a favor dos direitos do cidadão. Molecagem!”, atacou. O relator também fez alusão ao vídeo publicado no meio da semana por procuradores da força-tarefa da Lava Jato com críticas ao projeto de abuso de autoridade.
O senador ainda sugeriu que Cristovam Buarque é o “Múmia” nas planilhas de beneficiários dos repasses da Odebrecht. “Qual seria o Múmia da Odebrecht?”, indagou. “O Múmia é o Múmia, useiro e vezeiro. Mas os outros dois? Santa periquita da boca do monte, salvai-os!”, provocou. O paranaense chegou a publicar uma enquete: “Qual foi o jogral mais bonitinho? Do Savanarola (Deltan Dallagnol) ou do Múmia?”.

Assista o vídeo:

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Amapá é o pior Estado da Amazônia Legal em transparência do poder público

Reportagem: Anna Beatriz Anjos

A falta de transparência em relação a informações ambientais ainda predomina nos órgãos públicos da Amazônia Legal. Essa é a conclusão de um relatório lançado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), organização que atua na promoção da sustentabilidade do uso da terra e recursos naturais.
Os resultados da pesquisa, realizada de agosto a dezembro de 2016, aparecem em dois indicadores. Um deles, o índice de transparência ativa, busca medir o percentual de informações disponibilizadas de forma espontânea pelos órgãos públicos dos estados e a qualidade do que é oferecido, analisada através de critérios como atualização, detalhamento e formato de apresentação. Nesta categoria, a melhor colocação é do Pará, cujo índice ficou em 49% (veja no infográfico abaixo). Dos nove entes federativos que compõem a Amazônia Legal, entretanto, seis não atingem sequer os 20% e dois (Amapá e Maranhão) não ultrapassam a linha dos 5%. O ICV calcula que o índice geral da região seja de apenas 24%, nível considerado baixo.

 

O segundo indicador, denominado índice de transparência passiva, equivale ao percentual de pedidos de informação atendidos em relação aos solicitados. Embora seis estados tenham retornado a totalidade dos pedidos de informação enviados, o destaque negativo fica com o Amapá, que não respondeu a nenhum deles. Este é o único estado da Amazônia Legal que ainda não regulamentou a Lei de Acesso à Informação (LAI) e, portanto, não implantou o serviço de prestação de informações ao cidadão previsto na lei – dados públicos podem ser solicitados somente via ofício. O índice geral de transparência passiva, de acordo com o ICV, é de 75%.

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