Em Macapá, ex-ministro petista enumera erros cometidos por Lula e Dilma

GILBERTO CARVALHO – Convidado ilustre da Plenária realizada pela CUT Amapá exortou militantes e sindicalistas para que participem da “construção do novo PT”
Reportagem: Emanoel Reis/Fotos: Mateus Araújo

Diante de uma plateia estimada em 200 pessoas, Gilberto Carvalho, o ex-chefe de gabinete do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Dilma Rousseff, fez um surpreendente mea-culpa em nome dos caciques petistas ao enumerar os erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores enquanto esteve no poder, entre 2003 e 2015. Ao final de sua palestra, concluiu, sem subterfúgios: “Nós nos acomodamos numa política de alianças e fizemos o mesmo que os outros fizeram.”

PALESTRA – Carvalho fala sobre erros e acertos do PT

A análise de Carvalho, que esteve em Macapá para participar da Plenária sindical da Central Única dos Trabalhadores Amapá (CUT-AP), realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amapá, calou fundo no peito de militantes mais exacerbados. Reconhecer os erros, no entendimento do “cardeal petista”, deve ser o princípio basilar de reconstrução da ideologia petista. “Governar é sempre saber fazer escolhas a favor dos carentes”, assinalou ele. E prosseguiu: “O problema é que nós nos afastamos desse preceito.”
Para o ex-ministro, o “preceito” empregado em seu arrazoado significa um amplo resgate do PT das origens, o partido que era das massas, o partido, de fato, dos trabalhadores brasileiros. “Tentam estigmatizar o PT. Mas, o PT não inventou a corrupção”, assinalou ele.

No entanto, o escritor carioca Augusto Franco, que foi muito amigo de Lula nos anos 1980, é taxativo ao afirmar em suas palestras que o PT “foi irremediavelmente contaminado pelo vírus da corrupção” quando estava no poder. Franco, que é criador e um dos netweavers da Escola-de-Redes, uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving, assinala que, para os dirigentes do partido, toda manifestação contrária ao ideário petista provém dos “agentes da elite abastada”, nunca de alguém independente, com uma visão crítica particular, e preocupado com o futuro do país (leia aqui a opinião de Augusto Franco: https://www.facebook.com/augustodefranco/posts/1635720793126779).

(Leia Mais Em Política)

STJ ainda tem vários processos contra o governador do Amapá

IMAGEM HISTÓRICA – Waldez e Marília Góes escoltados por agentes da Polícia Federal após prisões durante a Operação Mãos Limpas, em 10 de setembro de 2010

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a denúncia contra o governador Waldez Góes (PDT), em um dos processos referentes a Operação Mãos Limpas. No entanto, ao contrário do que parte da mídia veicula, trata-se de apenas uma das denúncias de várias que ele responde no STJ.
Nessa denúncia, Waldez era acusado de ter utilizado de forma irregular um veículo que faria parte da frota da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) na campanha eleitoral de 2010, quando ele foi candidato ao Senado Federal.
Nas outras ações penais, principalmente as de número 808 e 810, constam as denúncias mais robustas como a de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Segundo a PF e a Receita Federal, o esquema desviou recursos estimados em mais de R$ 300 milhões, entre outros crimes.
No caso da Ação Penal de 808, o último movimento que consta no processo é do dia 22 de junho deste ano: Juntada de Petição de Parecer do MPF nº 317591/2017. Já a ação Penal 810, consta no site do STJ que no dia 15 de agosto foi feito a Juntada de Petição de nº 398573/2017.

Sinopse do caso
A operação Mãos Limpas foi deflagrada em setembro de 2010, quando a Polícia Federal prendeu políticos, empresários e servidores públicos no Amapá. Entre eles, Waldez Góes e o então governador Pedro Paulo; a ex-primeira dama Marília Góes, e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Júlio Miranda. Em dezembro do mesmo ano, o desdobramento da operação prendeu o ex-prefeito de Macapá Roberto Góes.
A “Mãos Limpas” envolveu cerca de 700 policiais federais. No primeiro dia da operação, foram feitas 18 prisões temporárias e oito preventivas, além de 184 mandados de busca e apreensão e 87 conduções coercitivas.

(Fonte: http://mzportal.com.br/?p=28853)

Secretário de segurança do Amapá culpa vítima pelo próprio assassinato

CONTROVÉRSIAS – Secretário Ericlaudio Alencar atribui violência no Amapá ao governo Michel Temer e responsabiliza bancário assassinado em Macapá pela própria morte
Por: Emanoel Reis

Mesmo com 189 homicídios contabilizados extra-oficialmente entre janeiro e agosto deste ano pelo repórter de polícia João Bolero Neto, o titular da Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Estado do Amapá, delegado de Polícia Civil e deputado estadual Ericlaudio Alencar, afirma, peremptoriamente, que a violência está em espiral decrescente no Estado. Ou seja, em bom português, para o auxiliar do governador Waldez Góes (PDT), nos últimos meses, a Sejusp não tem registro de aumento da violência.
A surpreendente declaração de Alencar, feita durante entrevista a uma emissora de rádio, fomentou piadas irônicas e provocou risadas céticas em boa parte da população amapaense, em especial nos habitantes mais carentes de Macapá, vítimas usais dos grupos de criminosos que agem impunemente nos bairros periféricos, atuantes nas redes do tráfico de drogas e em assaltos seguidos de morte que aterrorizam a população.
Outra declaração controversa do secretário de Segurança do Amapá ecoou no Ministério da Justiça do governo Michel Temer. Conforme Alencar, a crise local na segurança pública é “culpa do governo federal” porque, assinala ele, “não tem um fundo específico de recursos para garantir investimentos na segurança pública nos estados”. Em outras palavras, como o governo federal direciona “gotas de dinheiro” para a segurança dos Estados, resta às secretarias atuação meramente burocrática. Para os ouvintes do programa, ficou clara a estratégia de Alencar: livrar a cara do governo estadual de um problema que, em sua essência, é do governo estadual.
A insistência dele nessa manobra, ganhou contornos tragicômicos ao atribuir ao funcionário do Banco do Brasil recentemente assassinado em Macapá a responsabilidade pela própria morte. Acompanhem o raciocínio de Ericlaudio Alencar: “Tirando o caso do gerente do banco, que o delegado Ronaldo [Coelho] está avançando nas investigações do latrocínio, porque sem querer jogar pedras na vítima, ele conhecia os seus algozes e não tomou [os] cuidados necessários ao abrir a porta de sua casa para eles”.

ESTATÍSTICA DAS MORTES VIOLENTAS DE 01.01 a 11.08.2017

1º ARMA DE FOGO: 114 homicídios
72 em Macapá;
19 em Santana;
4 em Calçoene, 4 em Laranjal do Jari;
3 em Ariri(Macapá), 3 em Porto Grande;
2 em Fazendinha, 2 em Oiapoque;
1 em Mazagão, 1 no Distrito do Coração (Macapá); 1 no Igarapé da Fortaleza/STN, 1 em Ferreira Gomes, 1 no Rio Preto (MZG);
112 do sexo masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado foram 131 homicídios, 90 em Macapá.

2º ARMA BRANCA: 75 homicídios
33 em Macapá;
13 em Santana;
4 em Pedra Branca, 4 em Tartarugalzinho;
2 em Laranjal do Jari, 2 em Ferreira Gomes, 2 em São Joaquim do Pacuí, 2 em Vitória do Jari, 2 no Piassacá/Vila Nova;
1 em Ilha de Santana, 1 em Santo Antonio da Pedreira,1 em Amapá, 1 em Tracajatuba/MCP, 1 em Calçoene, 1 em Serra do Navio, 1 em Porto Grande, 1 em Mazagão, 1 no Rio Preto (Mazagão), 1 em Bailique 1 em Oiapoque;
71 do Sexo masculino e 4 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 74 homicídios, 32 em Macapá.

3º TRÂNSITO: 51 óbitos
18 em Macapá;
5 em Santana;
4 na Rodovia Duca Serra, 4 na BR-156;
3 em Tartarugalzinho;
2 na Rodovia Alceu Paulo Ramos, 2 na Rodovia do Curiaú, 2 na Rodovia Ap 440, 2 na Rodovia JK;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Calçoene, 1 em Tracajatuba (Tartarugalzinho), 1 em Amapá, 1 em Mazagão, 1 em Vitória do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Maruanum (MCP);
22 de moto, 12 pedestres, 8 ciclistas, 9 de carro.
43 do sexo masculino e 8 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 60 casos,  25 em Macapá.

5º AFOGAMENTO: 36 óbitos ( 1 por homicídio)
9 em Macapá;
4 em Santana, 4 no Anauerapucu;
3 na BR-156, 3 no Igarapé da Fortaleza (STN), 3 em Tartarugalzinho;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Pedra Branca, 1 no Rio Matapi (MCP), 1 em Ajuruxi/Mazagão, 1 no Curiaú, 1 no Rio Vila Nova (MZG), 1 em Cutias do Araguary 1 no Rio Maracá/ MZG, 1 na Vila do Mucujá (MZG), 1 em São Jaoquim do Pacui;
30 do sexo masculino e 6 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 30 casos,  9 em Macapá.

4º SUICÍDIO: 32 óbitos
20 em Macapá;
5 em Santana;
2 em Mazagão;
1 em São Joaquim do Pacui, 1 no Bailique (MCP, 1 em Porto Grande, 1 na BR-156, 1 na Perimetral Norte (Porto Grande), 1 em Tartarugalzinho;
28 por enforcamento, 2 por arma de fogo e 2 por envenenamento.
26 do sexo masculino e 6 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 19 casos,  14 em Macapá.

6º PAULADA: 18 óbitos
9 em Macapá;
2 em Santana;
1 em Laranjal do Jari, 1 em Água Branca do Cajary (Laranjal do Jari), 1 em Porto Grande, 1 na BR-156 (Monte Tabor), 1 na Campina Grande (MCP), 1 no Igarapé da Fortaleza (STN), 1 em Tartarugalzinho;
17 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 17 casos,  10 em Macapá.

7º TRAUMATISMOS DIVERSOS: 8 óbitos
2 em Santana, 2 em Macapá;
1 no Anauerapucu/STN, 1 no Igarapé da Fortaleza/STN 1 em Pedra Branca, 1 em Porto Grande;
6 do sexo Masculino e 2 do sexo feminino
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  6 em Macapá.

8º CHOQUE ELÉTRICO: 6 óbitos
3 em Tartarugalzinho,
1 no Bailique (MCP), 1 em Mazagão Velho, 1 em Mazagão Novo;
Os 6 do sexo masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, 2 em Macapá.

9º QUEIMADURA: 4 casos
4 em Santana;
2 do sexo masculino e 2 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 7 casos,  4 em Macapá.

10º AGRESSÃO FÍSICA: 3 homicídios
2 em Macapá ;
1 no IAPEN;
3 Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado 2 casos.

11º ASFIXIA: 01 óbito
1 na Rodovia 440, 1 na Duca Serra
1 do sexo masculino e 1 do sexo feminino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

12º QUEDA: 2 óbitos
1 em Macapá, 1 no Delta do Matapi;
2 do Sexo Masculino.
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

13º ACIDENTE DE TRABALHO: 3 casos
1 no Cupixi/Porto Grande, 1 em Oiapoque, 1 em Macapá.
3 do Sexo Masculino
Obs.: No mesmo período do ano passado nenhum caso.

14º CAUSA DESCONHECIDA : 9 óbitos
4 em Macapá,
1 em Santana, 1 no Cupixi/Porto Grande e 1 na BR-156/Oiapoque, 1 n Pirativa (MCP), 1 na Ilha de Santana;
7 do sexo masculino e 2 do sexo indeterminado.
Obs.: No mesmo período do ano passado 9 casos,  5 em Macapá.

15º FETO: 2 casos
1 em Macapá, 1 na Rodovia do Curiaú;
Obs.: No mesmo período do ano passado 6 casos, em Macapá.

(Fonte: http://joaoboleroneto.blogspot.com.br)

População macapaense paga caro por transporte coletivo ruim

PENDENGA JUDICIAL – Juiz Mário Mazurek (falando ao microfone) reduziu o aumento em R$ 0,15. O promotor Luiz Marcos da Silva propõe a anulação do reajuste. Pesquisa de acadêmicos da UNIFAP expõe péssimas condições do transporte urbano em Macapá
Por: Emanoel Reis

Satisfação é uma palavra ausente do vocabulário de quem usa o transporte urbano em Macapá. Para atestar realidade tão sombria, basta uma breve consulta junto aos usuários para ouvir um antônimo que virou regra entre eles: descontentamento. Isso mesmo. A maioria absoluta critica o sistema de transporte coletivo macapaense. A começar pelo novo valor da passagem, três reais e vinte e cinco centavos, estipulado pelo juiz Mário Mazurek, da 2ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá. Em seguida, pelas más condições de muitos dos veículos em circulação na capital amapaense; por último, pelos maltratados ensejados por motoristas e cobradores contra crianças e idosos.
Realmente, não há motivos para festas quando o assunto é transporte urbano em Macapá. A questão guarda uma caixa-preta antiga e inexplicavelmente inacessível, inclusive, para o próprio prefeito de Macapá, Clécio Luis (Rede). Devido a complexidade do problema, Clécio Luís prefere manter-se à distância, mesmo isso significando uma mordida de tubarão branco nas já combalidas finanças das milhares de famílias carentes de sua municipalidade.
Aparentemente, Clécio lavou as mãos diante do imbróglio que teria começado com o vereador Rinaldo Martins (PSOL), depois encampado pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor. Numa ofensiva contra as pretensões do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amapá (Setap), o MPE protocolou pedido de anulação do aumento da tarifa de ônibus, o que deixou o presidente do Setap, Décio Melo, à beira de um ataque de nervos.
A única reação da Prefeitura de Macapá, mais para desencargo de consciência, partiu da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac). O diretor-presidente da autarquia, André Lima, declarou-se contrário ao aumento, observando que aguardaria o órgão ser notificado da decisão para tomar as “providências cabíveis”. Não esclareceu quais “providências” pretendia adotar. Ou se, pelo menos, ensaiou a adoção de alguma medida. Deu uma de esfinge e fechou-se em copas. (Leia Mais Em Cidade)

Falta de água potável penaliza população carente do Bailique

MEDIDA PREVENTIVA – Promotor de Justiça Luiz Marcos da Silva ajuíza ação civil pública contra a falta de água potável em comunidades do Bailique

Aproximadamente, duas mil pessoas estão sofrendo com a interrupção no abastecimento de água potável fornecida pela Companhia de Água e Esgotos do Amapá (Caesa). Elas residem nas comunidades de Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10, localizadas no Arquipélago do Bailique, a 180 quilômetros de Macapá.
Conforme denúncias apuradas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, há mais de dois anos, a ausência do produto nas torneiras domésticas vem impondo uma rotina de atribulações aos moradores dessas localidades. Sem água de qualidade, que deveria ser fornecida pela Caesa, homens e mulheres são obrigados a coletar a água poluída do rio Amazonas para consumo de suas famílias.
E conforme o ambientalista Almeida Junior, isso representa grave ameaça à saúde pública. Presidente do Instituto Ecológico e Cultural Amigos em Ação, Almeida Júnior ganhou notoriedade pelo alerta que vem fazendo: o rio Amazonas está tão poluído quanto o rio Tietê, no estado de São Paulo. Segundo Almeida, a falta de políticas de saneamento básico e de educação ambiental para a população do Amapá estão transformando o rio Amazonas em uma “lixeira pública”.
Foi esta realidade aterradora que motivou o mineiro Luiz Marcos da Silva, promotor de Justiça e titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Macapá, a ajuizar ação civil pública em desfavor da Caesa. “Todas as demandas giram sobre a qualidade da água, não raro imprestável ao ser humano e/ou a precariedade no fornecimento, seja porque o produto não chega suficientemente nas torneiras, seja porque a pressão é baixíssima, não tendo ao menos como se encher as caixas de água”, revela Marcos da Silva.
Os autos do Inquérito Civil 0003382-70.2016.9.04.001 versam sobre esta questão no Arquipélago do Bailique, envolvendo as respectivas comunidades. Este ICO teve como origem autos oriundos do Ministério Público Federal (MPF), que também instaurou idêntico procedimento. Nos autos do MPF, em 2015, já havia sido determinado ao Estado do Amapá, bem como à CAESA (leia-se governo Waldez Góes), que tomassem providências no sentido de fornecer água potável para essas comunidades ribeirinhas. “Portanto, já se passaram dois anos sem nenhuma solução, nem ao menos um paliativo”, denuncia o promotor.
Em nota, a direção da Caesa afirma estar tomando todas as providências para normalizar o fornecimento de água potável para Arraiol, Livramento, São Pedro do Curuá, Igarapé Marinheiro e Assentamento nº 10. Contudo, o engenheiro Sérgio La-Roque, ex-diretor-presidente da companhia amapaense, revela-se cético quanto às “tais providências”. Segundo afirma, nos últimos três anos, o sucateamento da Caesa torna-se mais visível porque o governo estadual investe pouco em sua recuperação. “Dessa forma, sua eficiência e qualidade ficam seriamente comprometidas, e isso penaliza boa parte da população carente do Amapá.”

NINP e PF apreendem 16 kg da droga “skank” em Macapá

ROTA DO SKANK – Os 16 tablets de droga apreendida em Macapá tinham em torno de 1 quilo cada. A droga é raramente encontrada no Brasil, sendo mais consumida na Europa

Após denúncia anônima, o Núcleo de Inteligência do Ministério do Amapá (NINP) e a Polícia Federal (PF), através da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), apreenderam em Macapá, 16 kg da droga “skank” (uma espécie de maconha cultivada em laboratório). A droga veio de Campo Grande (MS) e chegou ao Estado trazida por uma adolescente, que a transportou em voo comercial.
Ao desembarcar, a adolescente pegou um taxi, que já a aguardava no Aeroporto Internacional. O veículo foi abordado pelos agentes do MP e PF na Rua Hildemar Maia com a Avenida José Tupinambá, bairro Santa Rita. Em seguida, os dois foram encaminhados ao DRE para a autuação do flagrante.
“O sucesso dessa operação reflete a importância do apoio que estamos recebendo da comunidade nessa guerra diária contra o tráfico de drogas. Sabemos que não é fácil e existe um verdadeiro exército aliciado pelo crime. No entanto, nada pode ser mais poderoso que a união da comunidade nessa luta. Pedimos sempre que nos ajudem e denunciem. Qualquer informação pode ser útil e será devidamente apurada. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho”, manifestou a coordenadora do NINP, promotora de Justiça Andrea Guedes.

Saiba mais sobre o skank
Também conhecida como supermaconha e skunk, é uma droga mais potente que a maconha, ambas são retiradas da espécie Cannabis sativa e, por esse motivo, possuem em suas composições o mesmo princípio ativo – THC (Tetra-hidro-canabinol).
O que torna o Skank uma forma mais concentrada de entorpecente?
A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água).
Segundo estudos, no skank há um índice de THC sete vezes maior que na maconha. A porcentagem chega até 17,5%, sendo que na maconha é de 2,5%. Sendo assim, a quantidade necessária para entorpecer o indivíduo é bem menor.
Ações no organismo: A droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC alcance o cérebro e o aparelho reprodutor.
Efeitos colaterais: como já foi dito, a espécie Skank é mais entorpecente que a maconha, seu uso leva a alterações da serotonina e da dopamina no organismo, e fazem o indivíduo ter dificuldades de concentração por provocar danos aos neurônios. Provoca também lapsos de memória e afeta a coordenação motora.
Em geral, os efeitos da droga Skank são semelhantes aos da maconha: excitação, aumento de apetite por doces, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, alucinações e distúrbios na percepção de tempo e espaço.

O que é Skank ou Skunk?

Agravo regimental é negado por unanimidade em ação que Waldez Góes responde no STJ

DECISÃO DO STJ – O governador Waldez Góes responde a processo no STJ por malversação, peculato, improbidade administrativa, corrupção ativa e passiva

Foi julgado na tarde de terça-feira, 01 de agosto, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o agravo regimental na APn 810, que tem como parte o governador do Amapá Waldez Góes (PDT). Por unanimidade, o colegiado decidiu manter o desmembramento da ação quanto aos réus sem prerrogativa de foro, permanecendo no STJ a ação apenas contra o governador. Com a decisão, agora o STJ pode dispor fundamentadamente sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive com o afastamento do cargo.
O caso tem haver com a operação Mãos Limpas, desencadeada em setembro de 2010, pela Polícia Federal.
O grupo foi denunciado por peculato, fraude a licitação, inexigência indevida de licitação e associação criminosa.

Andamento do processo
No dia 7 de junho, a ministra relatora Nancy Andrighi determinou o desmembramento da ação quanto aos réus sem prerrogativa de foro. No entanto, uma denunciada recorreu para que pudesse ser mantida a competência do STJ em relação a ela, o que foi negado pelos ministros Humberto Martins, Maria Tereza de Assis Moura, Herman Benjamin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Raul Araújo e Félix Fischer.
A defesa do governador Waldez ainda não se pronunciou.

Decisão do STF
O julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da ADI 5.540 destravou o andamento das ações penais contra chefes dos Poderes Executivos estaduais no STJ. Naquela ocasião, o STF definiu que não há necessidade de prévia autorização das Assembleias Legislativas para o recebimento de denúncia ou queixa-crime e a instauração de ação penal contra governadores por crime comum. Com isso, as ações penais que estavam com a tramitação suspensa tiveram seu andamento retomado. Waldez é o governador com o maior número de processos tramitando no STJ.

(Fonte: http://amapa.net/index.php/2017/08/01/stj-nega-provimento-a-agravo-regimental-e-torna-waldez-reu-ameca-de-ate-perder-o-cargo/)

CONHEÇA A DECISÃO DO STJhttps://ww2.stj.jus.br/websecstj/cgi/revista/REJ.cgi/MON?seq=72272184&tipo=0&nreg=201500463626&SeqCgrmaSessao=&CodOrgaoJgdr=&dt=20170524&formato=PDF&salvar=false 

Facebook – Comentário do jornalista Paulo Silva Silva: “E o STJ não julgou recebimento ou não da denúncia. Logo o governador não é réu. Foi julgado apenas o agravo da Hécia Souza, que queria que todos os denunciados fossem julgados pelo STJ.”

A operação policial que mudou o cenário político amapaense

Era uma manhã de sexta-feira, 10 de setembro de 2010, quando 700 policiais federais, vindos de quatro Estados, cercaram os quatro cantos de Macapá e iniciaram a prisão de governador, ex-governador, ex-primeira-dama, autoridades públicas, secretários de Estado, políticos, servidores públicos e empresários. Estava começando a Operação Mãos Limpas, autorizada pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Para evitar vazamentos e conseguir prender políticos graúdos no Amapá, a deflagração da Operação Mãos Limpas precisou alugar um navio com capacidade para 700 policiais federais, que viajaram 22 horas pelo rio Amazonas até desembarcar em Macapá, numa espécie de “Dia D”. As tábuas de maré, que quando secam dificultam o trânsito de navios em Macapá, foram exaustivamente estudadas para evitar o encalhe do navio.
Foram dois meses de planejamento, a um custo que alcançou mais de R$ 1 milhão. Em operações anteriores, como a Pororoca (2004) e Sanguessuga (2006), pessoas que seriam presas souberam que policiais federais chegavam à cidade por meio de informações repassadas do Aeroporto de Macapá “Alberto Alcolumbre”.

Veja reportagem sobre a Operação Mãos Limpas:

(Leia Mais Em Política)

As gritantes diferenças entre José Mujica e Lula da Silva

Resultado de imagem para José Mujica presidente uruguaio

Quando Luís Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República do Brasil, em 2002, milhares de brasileiros e estrangeiros esperavam que o petista fosse cumprir todas as promessas que, por décadas, vinha fazendo dos palanques, em centenas de cidades brasileiras: a de implacável combate à corrupção e aos corruptos. Eu mesmo, ainda um jovem profissional, com pouco tempo no Jornalismo, ouvi do próprio Lula, durante visita dele à Belém do Pará, esta promessa. E as palavras daquele líder, à época, encheram meu jovem coração de esperanças sobre um futuro mais digno para nós, e claro, para as gerações vindouras — a de nossos filhos e netos.
Infelizmente, ao tomar posse e assumir o poder, Lula foi — e é — uma grande decepção para muitos de nossa geração. A geração que hoje navega entre os cinquenta e os sessenta anos de idade. Esta que não lutou contra a ditadura militar, na guerrilha do Araguaia, mas, atuou intensamente nos bastidores para que os partidos de esquerda saíssem da clandestinidade, que festejou nos campus universitários o surgimento do Partido dos Trabalhadores, que foi para as ruas reivindicar diretas já, que pintou a cara para gritar “Fora, Collor!” Lula frustrou os sonhos dessa geração, e este, sem dúvida, foi (e é) o seu pior crime.
Então, acompanhando hoje a projeção internacional alcançada por um político uruguaio que presidiu seu país com irrepreensível conduta ilibada, e é admirado mundialmente por se portar com decência, parcimônia, dignidade e transparência no comando de seu país, volto-me para dentro de meu próprio país e, sinceramente, envergonho-me de ser brasileiro diante de tanta injustiça, roubalheira e pilantragem espraiada por todos os segmentos sociais. E penso que se Lula tivesse se comportado — pelo menos um pouquinho — como José Mujica, o Brasil não estaria chafurdando neste lamaçal de desonestidade e cinismo exibido diariamente através dos noticiários.
Por isso, tornei-me fã deste grande líder mundial: José Mujica.

Estas entrevistas comprovam a coerência deste ícone da política mundial

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Piratas saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia

ÁREAS DE RISCO – Porto ilegal usado para travessia da fronteira Brasil-Bolívia, entre Guajará-mirim e Guayarámerín. Barco navegando no Rio Purus, em Boca do Acre (AM) — Fotos: Karla Mendes
Reportagem: Karla Mendes

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.
Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.
Com barcos pequenos e rápidos, os piratas cercam as embarcações, amarram uma corda e sobem na balsa, encapuzados, com luvas pretas e armas pesadas, fazendo arruaça. A tripulação é presa na cabine e os piratas tomam o comando. Eles levam a carga roubada para um barco maior, ancorado próximo às balsas. Em quase todas as ocorrências há também roubo de combustível dos tanques das embarcações. Muitas vezes, os piratas levam ainda todos os pertences da tripulação. (Leia Mais Em Cidade)

Governo estadual deixa Hospital da Mulher Mãe Luzia virar sucata

NEGLIGÊNCIA – Equipamento hospitalar que deveria estar salvando vidas virou abrigo de ratos e baratas em um corredor do Hospital da Mulher

Para instruir a Ação Civil Pública Coletiva nº. 0057741-15.2015.8.03.0001, em trâmite na 3ª Vara Civil e de Fazenda Pública de Macapá, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá realizou ampla diligência no Hospital da Mulher Mãe Luzia. Durante a ação, foi constatada falta de fisioterapeutas, medicamentos para bebês prematuros e raio-x, o que vem prejudicando o atendimento aos recém-nascidos.
A titular da 2ª Promotoria da Saúde, promotora Fábia Nilci, acompanhada da servidora Elizeth Paraguassu, visitou a Unidade de Tratamento Neonatal (UTIN) e a Unidade Semi-intensivo (berçário) para verificar a regularização do atendimento de fisioterapia 24 horas nesses ambientes e constatou que o serviço fisioterapêutico está funcionando adequadamente apenas na UTINEONATAL.
“Vimos que está descoberto de atendimento da UCINCo (berçário), acarretando com isso alguns transtornos em relação a estabilidade destas crianças, que por este motivo acabam retornando para a UTI”, explicou a promotora. Além disso, o MP-AP foi informado que o Hospital não está realizando Raios-X, por falta de revelador, obrigando os familiares, em alguns casos, a providenciar os exames em outros serviços privados, assumindo toda a despesa.
Outro grave problema é a falta do medicamento SURVANTA (BERACTANO), utilizado para restabelecer a atividade nos pulmões de bebês prematuros que apresentam a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). “Todos estão sem essa medicação. Tivemos conhecimento, ainda, que desde ontem um recém-nascido, diagnosticado com essa síndrome está correndo sério risco de não sobreviver”, reforçou Fábia Nilci.
A Promotoria da Saúde registrou também a falta de medicamentos do tipo antibióticos; Cateter de Acesso Venoso Central, e de alguns correlatos tais como, gaze e esparadrapo, que estão sendo solicitados da família dos pacientes.