AMAPÁ EM DIA

Jornalismo Critico & Anárquico

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As extraordinárias revelações do 18º livro do Velho Testamento – Parte I

Um dos livros mais antigos e de menor entendimento da Bíblia (independente da tradução) é o de Jó, 18º do Velho Testamento. Ele teria sido escrito por Moisés, durante o êxodo no deserto em busca da Terra Prometida, e concluído no ano 1473 antes de Cristo. Trata-se da história de um homem extremamente piedoso e bem-sucedido, com família saudável e bela, com muitos bens e igual número de amigos, que de repente perde tudo. Por conta desse trágico desfecho, inevitavelmente o leitor faz para si as seguintes perguntas: por que sofrem os inocentes? E por que há tanta perversidade na Terra?
Embora muito rico, dono de extensas terras, Jó personificava o homem agradável aos olhos de YAHVEH por cumprir os mandamentos divinos. Por isso, toda obra de suas mãos abundava com facilidade e todos no entorno dele igualmente eram contemplados pelo vento benfazejo da boa sorte. Dessa forma, Jó vivia uma vida de fausto. Assim comprovam os primeiros versículos de seu livro:
“1 Havia um homem na terra de Uz, por nome Jó. Era esse homem íntegro e reto, temia a Deus e desviava-se do mal. 2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3 Possuía ele sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas, e família numerosíssima; de sorte que este homem era o maior de todos os filhos do Oriente (…)”.
Acontece que conforme deixa entrever a escrita de Moisés, YAHVEH constumava reunir-se com Suas miríades celestiais (querubins, arcanjos, anjos…) para uma prestação de contas das atividades desenvolvidas segundo Suas próprias determinações (Jó 1: 6 Num dia em que os filhos de YAHVEH  vieram apresentar-se, sucedeu vir também entre eles Lúcifer). Diante do revelado nesse trecho, depreende-se que Lúcifer tinha livre acesso à presença de YAHVEH.
Também não podia ser diferente. Antes de tornar-se Opositor, Lúcifer era um (digamos) primeiro-ministro de YAHVEH (Ezequiel 28: 12 (…) Tu eras o selo da simetria e a perfeição da sabedoria e da formosura. 13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de todas as pedras preciosas (…) Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífares: no dia em que foste criado foram preparados. 14 Tu eras o querubim ungido (…), de sorte que estivesses sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras de fogo. 15 Tu eras perfeito nos teus caminhos desde o dia em que foste criado…).
Vamos nos atentar para esta cena: a convocação divina ecoa pelos universos até chegar ao conhecimento do outrora todo-poderoso querubim. Aquele com quem YAHVEH compartilhava todo Seu poder. “A perfeição da sabedoria e da formosura”. Ao ouvir o comunicado, levanta-se de seu trono e vocifera:
- Irei ter com meu Pai!
E segue ao encontro de YAHVEH. Este, informado da presença de Lúcifer, autoriza sua aproximação. Ao vê-lo percebe que apesar de todo o Mal concentrado nele, no fundo ainda o ama. E preocupado, pergunta:
- De onde vens? – Enquanto aguarda a resposta, YAHVEH perscruta as profundezas de Lúcifer.
- De rodear a Terra, e passear por ela! – Responde Lúcifer.
Então, YAHVEH decide sondá-lo sobre Jó
- Acaso notaste o meu servo Jó? Pois não há ninguém semelhante a ele na Terra, homem íntegro e reto, que teme a Mim e que se desvia do mal?!
É exatamente aqui que têm início os sofrimentos de Jó. Ele desconhece todo o enredo em ação sobre sua cabeça. Está em Uz, cuidando de seus afazeres, administrando seus bens, compartilhando com a família as benesses de ser um homem justo e piedoso, portanto, agradável a YAHVEH. Sua fé era inabalável, dessa forma sentia-se protegido de todo mal.
Ardiloso e pérfido na essência, Lúcifer lança o desafio.
- 9 (…) Acaso Jó teme debalde a Deus? 10 (…) Porventura não tens posto uma cerca ao redor dele, da sua casa e de tudo o que ele tem? Tens abençoado a obra das suas mãos, e os seus bens multiplicam-se na Terra.
Sofista habilidoso ao extremo, Lúcifer argumentou que Jó mantinha-se fiel e temente porque era vantajoso para ele. Ou seja, como na Teologia da Prosperidade “em que o cristão tem o direito de obter a felicidade integral, e de exigi-la, ainda durante a vida presente sobre a Terra, bastando para isso que tenha confiança incondicional em Deus”. Mesmo recurso utilizou no encontro com Eva (Gên. 3:1 a 5). Na ocasião, apresentou  um YAHVEH egoísta, que queria o conhecimento do “bem e do mal” somente para Si, por isso mantinha homem e mulher na “ignorância absoluta”.
- 11 Mas estende a mão agora, toca em tudo quanto ele tem, e ele te renunciará à tua face.
Então, mesmo com o coração sobremodo contrito, YAHVEH percebeu que se ignorasse o desafio de Lúcifer estaria anuindo ao argumento de que a fidelidade de Jó era “comprada”. E mesmo correndo o risco de Jó se rebelar devido à terrível prova a que seria submetido, YAHVEH decidiu entregá-lo às mãos de Seu Opositor:
- 12 (…) Eis que tudo o que ele tem está ao teu dispor; somente contra ele não estendas a tua mão.
E em poucos dias, Jó perdeu tudo o que tinha. Ainda assim, na pobreza extrema e pranteando a morte dos filhos e filhas, manteve-se fiel.
- Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. YAHVEH deu, e YAHVEH tirou; bendito seja o nome de YAHVEH.

As extraordinárias revelações do 18º livro do Velho Testamento – Parte II

Continuemos a tratar de Jó, o emblemático personagem do 18º livro do Velho Testamento. Foi exposto na edição passada que Jó morava na terra de Uz. Era íntegro de coração e reto nos compromissos. Jamais enganava ou traía alguém. Louvava YAHVEH diariamente em suas orações. Era pai de sete filhos e três filhas. Um dos homens mais ricos de sua época. Em suas propriedades haviam sete mil ovelhas, três mil camelos, 500 juntas de bois e 500 jumentas. Tinha ainda um grande número de servos.
Contudo, Jó perdeu tudo isso. Inclusive os filhos e filhas, que morreram de uma vez em um estranho acidente. Ainda assim manteve-se firme e não renegou suas convicções. Pelo contrário, proferiu um dos mais brilhantes aforismos: “Nu nasci e nu morrerei; YAHVEH deu, e YAHVEH tomou. Bendito seja o nome de YAHVEH”. Jó foi testado e aprovado com louvor, pois ficou entendido que sua fé não era interesseira.
Jó não temia a YAHVEH porque tudo de bom lhe acontecia. Ou porque tudo o que ele queria, ele tinha: família saudável, riquezas, vida próspera. A fé de Jó era verdadeira, e estava acima dos bens materiais. E por ser um homem justo, as obras de suas mãos se multiplicavam e nenhum mal o afligia. Isso até o fatídico (re)encontro entre YAHVEH e Lúcifer.
Neste segundo artigo, focalizaremos um dos mais abrangentes – e sinistros – vaticínios já proferidos em todos os tempos. Resultado de um desafio cujo propósito era provar a insignificância da natureza humana. E principalmente demonstrar, por meio de terrível teste, que YAHVEH desperdiçara tempo e energia com a criação de ser tão desprezível – e vulnerável.
Primeiro, é preciso esclarecer a origem da existência de Lúcifer. Ele foi escolhido para apascentar a humanidade. “Estavas no Éden, jardim de YAHVEH”… (Ez 28:13). Este era o Éden original e mineral, com todas as pedras preciosas preparadas exclusivamente para Lúcifer: “…no meio das pedras afogueadas andavas” (Ez 28:14). A Terra tornara-se a morada de Lúcifer, o ser mais perfeito criado por YAHVEH, o querubim ungido.
Lúcifer era o “primeiro-ministro” de YAHVEH na Terra, com a missão exclusiva de guiar e ensinar. A ele cabia conduzir a nova criatura ao panteão da sapiência universal. Ignorou o desígnio porque nutria profundo desprezo pela humanidade, segundo entendia, criada de matéria ordinária: a terra. Enquanto ele e os demais seres espirituais eram provenientes da luz e do fogo.
Por isso, quis provar que a falibilidade humana levaria YAHVEH ao declínio. Na primeira investida, foi bem-sucedido. Conseguiu inocular na alma (psy-khé) do homem o princípio da dúvida (Gên. 3:1 a 5). Ora, se há dúvida a fé mitiga. E sem fé, o homem perde-se em devaneios. O plano logrou êxito até a ocorrência de uma segunda rebelião nas hostes celestiais, imprevisível até para o próprio Lúcifer (narrada em Gênesis 6:1 a 7). Foi quando surgiram os Nefilins na Terra, filhos dos anjos que acasalaram com as filhas dos homens.
Lúcifer considerou uma aberração; para YAHVEH, uma afronta sem precedentes. E indignou-se sobremodo. “5 Viu que era grande a maldade do homem na Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era má continuamente. 6 Então se arrependeu de ter feito o homem, e pesou-lhe em seu coração. 7 Disse: ‘Farei desaparecer da face da Terra o homem que criei, desde o homem a todos os animais, porque me arrependo de os haver feito.’”
Essa reação deixou Lúcifer atemorizado. Destruindo a Terra, YAHVEH o destruiria também, pois, fora designado para habitar e cuidar da Terra. Lúcifer e suas miríades demoníacas ainda tentaram combater os anjos caídos liderados pelo arcanjo Gabriel (…”2 [os anjos] viram que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”). Contudo, a iniciativa resultou malsucedida porque fez aumentar mais a cólera divina. Então, o querubim se afastou à espera do fim inexorável.
Ironicamente, foi salvo por um homem. Logo o ser que tanto desprezava (e despreza) e com o qual tem uma relação de ódio abissal. Esse homem chamava-se Noé, justo e perfeito em seu proceder. E YAHVEH se agradou dele, livrando-o de sua ira. Por meio de Noé, a humanidade foi preservada.
Milênios mais tarde, encontra-se Lúcifer na presença de YAHVEH. Compareceu pois pretendia reivindicar sua supremacia na Terra, usurpada por Gabriel e seus anjos caídos. Bem, a princípio o objetivo era esse. Evidente que acompanhava Jó com grande interesse. Por isso, quando YAHVEH o instigou a observar o fazendeiro não titubeou em desafiá-LO. Pelo profundo conhecimento da natureza humana, tinha certeza da vitória. Nenhum homem suportaria sofrimento tão acaçapante. Da riqueza à pobreza num piscar de olhos. E ainda prantear a morte dos filhos e filhas.
Porém, a força da fé emanada por Jó, mesmo em agravante adversidade, o incitou a proferir o terrível vaticínio durante o segundo encontro:
- Pele por pele, tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende a mão agora, e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele te renunciará à tua face. (Jó 2: 1 a 7)
Existe bem mais precioso na face da Terra? Certamente, não. Tanto que após o desafio, YAHVEH quedou-se aflito, e para impedir a aniquilação de seu amado servo Jó, recomendou a Lúcifer:
- Eis que ele está ao teu dispor; somente poupa-lhe a vida.

As inesquecíveis lições do pastor Ezequiel José de Freitas

Conheci muito cedo a beleza do Livro Eclesiastes, supostamente escrito pelo rei Salomão, em Jerusalém, no ano 1000 antes de Cristo. Iniciava meus estudos bíblicos na antiga Igreja Batista da Marambaia, em Belém (PA), sob a orientação do pastor Ezequiel José de Freitas. Tudo, naquele momento, me parecia algo extraordinário. Não há nada comparado à intensidade da fé, quando verdadeiramente espiritual, e exercida segundo as recomendações de Jesus, o Cristo. O sentido da vida adquire contornos mais suaves e nenhum problema é capaz de mitigar essa crença.
Duas vezes por semana os jovens da Igreja Batista reuniam-se para aprofundar os conhecimentos bíblicos. Eram adolescentes ansiosos por descobrir verdades, por isso questionadores em demasia. Lúcia, Emanoel, Abigail, Jessé, Alice, Gilmar, Dudu (Eduarda), Terezinha, Aurivandiza, Rosinaldo, João Adjares. Tantos outros que a memória neste instante não conseguiu resgatar. Todos da mesma geração, iniciando a juventude numa década de incertezas.
O pastor Ezequiel era um líder espiritual extremamente carismático. Um ministro de Deus à frente do seu tempo que amava os jovens da sua igreja . E por isso, estimulava a busca pelo conhecimento. Ensinava que “a dúvida é o princípio da fé”. Certa ocasião, presidindo um desses encontros semanais, ele olhou sério para cada um de nós e perguntou:
-    Qual foi o primeiro mal sofrido pelo homem?
Ninguém teve dúvida em responder:
-    Foi a desobediência!!
-    Nada disso – retrucou ele. Eu perguntei o “mal sofrido” e não o “mal causado”.
Todos se entreolharam, sem entender patavina.
-    O primeiro mal humano foi a solidão – resumiu ele.
Então, fez uma das mais belas narrativas que eu já ouvi sobre Adão e Eva.
-    O homem se descobriu só. Sozinho no paraíso. Todos os demais seres da criação formavam um casal. Mas, ele não. Faltava-lhe uma igual. A fêmea de sua espécie. Então o desânimo, o desencanto, a melancolia foram os males sequentes à solidão. E Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea”. (Gên. 2:18). Agora, imaginem quando Adão abriu os olhos e viu à sua frente aquela mulher esplendorosa. Belíssima.
Eu fechei os olhos e tentei imaginar Eva vindo em minha direção. A primeira mulher. Magnífica. Foi uma fantasia indescretível. Realmente, Deus tinha (e sempre tem) razão. “Não é bom que o homem esteja só”. Salomão levou isso ao pé da letra. Segundo a Bíblia, teve 1000 mulheres. Setecentas concubinas e 300 esposas. Não me perguntem como ele fazia para dar conta de todas. Mas as escrituras sagradas relatam que o rei viveu uma vida de fausto. Logo se deduz ter usufruído de todos prazeres. Também não poderia ter sido diferente. Afinal, o próprio Deus falou com ele.
Dessa forma, Salomão escreveu Eclesiastes com elevado conhecimento de causa. Em especial o capítulo nove, versículos sete, oito, nove e dez: “7 Vai, come o teu pão com alegria, e bebe o teu vinho com coração contente; pois há muito que Deus se agrada das tuas obras./8 Sejam sempre brancos os teus vestidos, e não falte óleo sobre a tua cabeça./9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã que Ele te deu debaixo do sol, por todos os dias da tua vaidade. Pois essa é a tua porção na vida e no teu trabalho com que te fadigas debaixo do sol./ 10 Tudo o que alcançar a tua mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura para onde vais, não há obra, nem engenho, nem conhecimento, nem sabedoria”.
Essas palavras estão arraigadas no meu coração desde aqueles dias memoráveis. Durante o curso de Teologia, no seminário, volta e meia eu me flagrava lendo Eclesiastes com os olhos marejados.  “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã que Ele te deu debaixo do sol (…)”. Como esquecer essa recomendação? Sem dúvida, não é bom que o homem esteja só. Tampouco a mulher. Ambos são iguais. O pastor Ezequiel José de Freitas nos ensinou isso em 1977. em outra reunião, ele perguntou:
-    Vocês sabem por que Deus fez a mulher da costela do homem? Para que ela ande ao lado dele como esposa, amiga, companheira, ajudadora. Não fez de um osso do pé para que não vivesse subjugada. Nem da cabeça, para que não subjugasse o homem.
Nunca esqueci as lições do pastor Ezequiel. Além de meu líder espiritual, foi meu professor no seminário. Um homem extraordinário. Conheci poucos como ele ao longo de minha vida.

Um governo em busca de autonomia
Na rapidez com que se livrou de Nascimento e no embate para impor sua escolha, Dilma tenta abrir espaço para uma gstão com sua cara

Gabriel Manzano – Agência Estado.Com
Desta vez foram apenas quatro dias entre a denúncia do escândalo e a demissão do ministro – não mais um mês inteiro. E o demitido foi, de novo, um nome diretamente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Completando o episódio, a escolha do sucessor desembocou num duro embate entre a presidente Dilma Rousseff e o PR, o “dono” do Ministério dos Transportes.
Isso tudo é sinal, dizem alguns cientistas políticos, de que algo se move na definição, ou redefinição, do governo Dilma. Apesar do delicado momento e dos obstáculos práticos que enfrenta, ela parece abrir espaços e criar condições para montar, com seis meses na Presidência, um governo com sua cara . Mais afastado do legado lulista e, enfim, estruturado à sua imagem, semelhança e temperamento.
“Ficou claro, no episódio, que ela aprendeu rápido com o caso Palocci”, diz Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas. A presidente, diz ele, percebeu que se enfraqueceria diante da opinião pública se a crise nos Transportes, a exemplo da que envolveu Antonio Palocci na Casa Civil, se arrastasse por muito tempo. “Ela sabe que presidente mais fraco significa negociações mais caras com a base de apoio.”
Como ele, o historiador Marco Antonio Villa acredita que o episódio da saída de Alfredo Nascimento dos Transportes, mesmo ainda não concluído, amplia os espaços políticos da presidente: “Ela pode achar o caminho, daqui por diante, para estabelecer suas prioridades”, observa o historiador. Mas um bom teste, já de início, “é que consiga escolher alguém que não seja prenúncio de nova crise aí pela frente”.
Outro desafio é levar adiante um projeto acima do toma-lá-dá-cá entre Planalto e Congresso que vem sendo elegantemente chamado de presidencialismo de coalizão. “Dilma tem de achar o ponto ótimo entre impor seus preferidos e preservar o apoio da base aliada”, prossegue Villa. A saída pode ser o “modelo PT” usado por Lula: o partido aliado indica o ministro que quiser “mas o governo controla a secretaria-geral do ministério, onde cargos e verbas são decididos”.
Às vezes isso funciona, às vezes não. Como ressalta outro estudioso da política brasiliense, Humberto Dantas, “é bom lembrar que o demitido da vez, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, não só participa da escolha do seu sucessor como volta ao Congresso e lá vai articular durante mais quatro anos. E na condição de presidente de um partido com 46 votos”.

Os seis meses de Dilma

*Kennedy Alencar

No balanço de cem dias do governo Dilma, prevaleceu um julgamento mais positivo do que negativo _incluindo manifestações de surpresa daqueles que duvidavam da capacidade da candidata do PT na eleição presidencial de 2010.
Aos seis meses, apesar dos percalços, o saldo é favorável à primeira mulher presidente do Brasil.
O pior momento de sua administração aconteceu por razões sobre as quais a presidente tinha pouca responsabilidade. Foi um erro nomear Antonio Palocci Filho para a Casa Civil e concentrar tanto poder na pasta? Hoje parece fácil responder afirmativamente.
Palocci, porém, cumpriu um papel fundamental na campanha e na formação do governo. Estabeleceu os laços necessários com o grande capital que sempre namorou José Serra, o candidato do PSDB em 2010. O sorridente Palocci se desgastou ao represar a sede peemedebista por espaço no governo. Enfim, ele foi útil à presidente enquanto manteve condição política de permanecer à frente da Casa Civil.
Palocci caiu porque o padrão ético da política brasileira vem melhorando paulatinamente. A sociedade não aceitou o silêncio do ministro a respeito do meteórico enriquecimento.
Claro que crises sempre têm uma natureza ruim, mas podem ser oportunidades para correções de rumo e para aprender a governar. O ano de 2003 foi duro para Luiz Inácio Lula da Silva. A crise do mensalão, em 2005, muito mais. No entanto, também foram momentos em que Lula aprendeu a governar melhor. E ele saiu da Presidência com popularidade recorde para presidentes desde a redemocratização de 1985.
Dilma, ministra fundamental para o êxito lulista, está aprendendo a ser presidente. Por mais experiência que um político tenha, esse trabalho é difícil pra chuchu. A cada dia, relatam governadores, senadores, deputados e integrantes do Executivo, ela aprende a ser mais presidencial e menos ministerial. Correndo risco de simplificar em excesso, a tradução é a seguinte: enxergar mais a floresta do que a árvore.
Foi uma boa decisão o recuo de Dilma ao prorrogar por mais três meses o prazo de pagamento de emendas parlamentares que fazem parte dos restos a pagar de 2009. Não valia a pena comprar uma crise com o Congresso Nacional neste momento. Ela tem sabido resistir a pressões. Não precisa dar provas de mandonismo explícito _este, sim, um aspecto de sua personalidade que incomoda auxiliares. Evidência disso: o discurso do ministro Nelson Jobim (Defesa) na homenagem do Congresso aos 80 anos de FHC.
Um bom presidente deve entender os limites do seu imenso poder, saber reavaliar decisões e admitir erros. Ideia fixa na política é um risco danado. Se ainda puder dar alguma leveza ao cargo, com certo charme no contato pessoal, melhor ainda. Mas, convenhamos, Presidência não é concurso de simpatia…
Aos seis meses de governo, Dilma está acertando os ponteiros. Na economia, a inflação deixou de ser uma grande ameaça. O crescimento econômico de 2011 deverá ser razoável para um ano de ajuste fiscal. O real valorizado em relação ao dólar se tornou um problema crônico, que tem entre as causas uma onda internacional e que precisa ser monitorado constantemente.
Na política, provavelmente o Palácio do Planalto bancará a aprovação de um projeto que acabará com o sigilo eterno de documentos ultrassecretos. Há um entendimento com a oposição para criar a Comissão da Verdade sobre a ditadura militar de 1964. Dilma tem buscado dialogar com o Senado para amenizar o tom ruralista que a Câmara deu ao novo Código Florestal. Com atraso, tenta tirar do papel os projetos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Das promessas de campanha, colocou na praça os planos de combate à miséria e de ampliação do acesso à banda larga na internet com preço acessível aos mais pobres.
Há um rosário de problemas, como justificar uma ajuda de R$ 4 bilhões do BNDES à operação Pão de Açúcar-Carrefour. A presidente deve prestar contas à sociedade dessa benemerência com dinheiro com público. Não basta que as autoridades digam que o negócio é bom para o Brasil. A crise de Palocci ensinou a importância de dar satisfações ao distinto público.
No balanço dos seis meses, é honesto dizer que Dilma está presidindo bem.

*Kennedy Alencar escreve na Folha.com às sextas. Apresenta o programa de entrevistas “É Notícia”, da RedeTV!, à 0h30 de domingo para segunda. Faz comentários no “RedeTVNews”, telejornal que começa às 21h10. Na rádio CBN, é titular da coluna “A Política Como Ela É”, que vai ao ar às 8h55 de terças e quintas no “Jornal da CBN”.

O poder da mídia: estímulo e resposta

Nezimar Borges

O poder dos grandes meios de comunicação foi sempre objeto de estudo de especialistas da área da comunicação social, visto que vez por outra suscitam grandes polêmicas, e, dentro desta seara há uma “Agulha Hipodérmica”, teoria que se baseia na comunicação emissor-receptor condicionada por outra de natureza psicológica chamada de behaviorista.
Esta teoria lança mão da relação apoiada na simbiose estímulo-resposta ao observar a manipulação da mídia na exposição de fatos tendenciosos de acordo com conveniências oblíquas e, em resposta, o receptor inculto (massa alienada e manipulável por ela), aceita sua posição diante dos fatos. Sendo o sucesso desse processo satisfatório desde que o estímulo seja aplicado de forma correta, tendo como resposta o comportamento desejado.
Os MCMs (Meios de Comunicação de Massa) utilizam-se de sua onipresença e onipotência quase sempre através da “Agulha Hipodérmica” para atingir objetivos obscuros, como exemplo pode-se citar alguns casos, aqueles de viés político-social: A verdadeira causa do MST (Movimento dos Sem Terra no Brasil); ou a pecha pejorativa de que a Venezuela é uma ditadura, além do caso do golpe mal sucedido nesse país em 2002; ou ainda o caso Lula versus Collor em 1989; ou do caso do impeachment de Collor.
O caso do MST, portanto, é emblemático do ponto de vista da conscientização do que representa para os brasileiros. Entretanto o que se pensa sobre este Movimento? É possível que oito ou nove de dez pessoas tragam respostas positivas aos estímulos: o “pensamento” fruto de uma “lavagem cerebral”, retorno efetivo de uma resposta que passa pela defesa dos interesses dos MCMs; é bem provável que as mesmas emitam opiniões de acordo com a cartilha dos interesses econômicos por detrás da mídia. E, finalmente, os incautos e incultos digam “esse movimento não passa de uma penca de vagabundos que não tem o que fazer”.
Sobre esse Movimento, diz o brilhante jornalista Fernando Evangelista: “Comecei a pensar sobre “civilidades e democracias” quando pisei pela primeira vez num acampamento do MST. Só então, naquela visita, percebi o poder de manipulação da grande mídia. Pouco do que via e percebia daquela realidade correspondia à imagem midiática do Movimento…”.
Outro embuste da mídia é em relação à Venezuela. Causa surpresa e indignação vê-se diante de algumas personalidades, ditas cultas e bem informadas, afirmando que lá há uma ditadura e que não há liberdade de expressão. De duas uma: ou o indivíduo é muito ingênuo ou está sob efeito da substância introduzida pela “Agulha Hipodérmica”. Uma excrescência da mídia corporativa, pois lá durante esses últimos anos, o seu presidente tentou e por pouco não “matou” a democracia burguesa e a substituiu pela Democracia Socialista.
O referendo de 02 de dezembro de 2007 foi emblemático para o socialismo, o que despertou a preocupação dos media capitalistas do mundo diante da iminente queda daquela “democracia”. No Brasil, o preposto de porta-voz dos MCMs, estimulado e replicado várias vezes nos meios de comunicação, foi José Sarney, com discursos ardilosos, falseando informações sobre o que acontecia no país vizinho. Ele via com preocupação uma Revolução Socialista pelo viés democrático, pois bem sabia que nesse modelo de democracia, oligarcas como ele não têm voz nem vez. O que corrobora afirmar que poderia muito bem “contaminar” o Brasil. No entanto a Revolução Democrática Socialista infelizmente foi rejeitada por diferença mínima de 0,04% dos votos validos.
Aliás, nunca um acontecimento daquela magnitude acontecera no mundo, às portas do Brasil e no “quintal” imperialista. Uma afronta aos interesses econômicos monstruosos, o qual mobilizou o oligarca juntamente com quase todos os MCMs a denegrir, segundo seus interesses, e a propalar o que ocorrera, declarando ser um passo para o despotismo. Isto sem citar o golpe de estado que aprisionou o presidente venezuelano por dois dias em 2002. Mas que, felizmente, foi duramente rechaçado pela massa politizada, sendo, então, crucial para o revés do golpe patrocinado pelo imperialismo nortista. Devolvendo o presidente ao seu povo.
Políticos que questionam ou afetam os interesses da democracia burguesa, enfrentam o poder da mídia (poder econômico), que propaga falaciosamente a imagem desses políticos como sendo agentes despóticos, “antidemocráticos”, “nocivos à democracia” e, sobretudo, opositores da “liberdade de expressão”. No Amapá, há de se remeter ao Governo Socialista de anos atrás, inexorável com a corrupção e com a elite deste Estado, teve como revide a represália da mídia local (TV’s e rádios), a qual tratou de macular a imagem do então governador da época como sendo a de um ditador.
A mesma analogia pode ser vinculada a tantos outros socialistas na América Latina, a qual os MCM’s persistem em distorcer e a falsear informações, em decorrência, ainda subsistem hoje em dia considerações à teoria da “Agulha Hipodérmica” que vez por outra sai do limbo para o debate acalorado nas academias de Comunicação Social país afora.

Nezimar Borges
Professor de Física
Contacto:(96) 9147-0520
Twitter: twitter.com/@nezimarborges
Blog: nezimarborges.blogspot.co

Celular X Bíblia

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório… ?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela ‘pega’ em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim.
E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.
‘Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto’! (Is 55:6)*

TELEFONES DE EMERGÊNCIA:
Quando você estiver triste, ligue João 14.
Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.
Quando você estiver preocupado, ligue Mateus 6:19,34.
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.

Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 63.
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.
Quando você estiver solitário e com medo, ligue Salmo 23.
Quando você for áspero e crítico, ligue 1 Coríntios 13.
Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3:12-17.

Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39.
Quando você quiser paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30.
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.

4 Comentários »

  1. Gostaria de entrar em contato com o sr. Hilton da Silva Pontes, pois gostaria de contratar seus serviços .
    Atenciosamente,
    Patricia Pavao

    Comentário por Patricia Pavao | 26/02/2010 | Responder

    • Cara Patricia:
      Estou procurando o cartão de visita que o dr. Hilton Pontes me deu após a entrevista. Nele estão os contatos atuais dele. Assim que encontrar o cartão passo por e-mail as informações para vc.

      Obrigado por acessar este Amapá Em Dia.

      Um abraço do
      Emanoel Reis

      Comentário por emanoelreis | 27/02/2010 | Responder

  2. ola meu nobre te encontrei aqui q bom!QUEM E QUERIDO SEMPRE E LEMBRADO, CONTINUO LEMBRANDO DE VC NAS MINHAS ORAÇOES AI ESTA MEU MSN E AQUI O ORKUT pr.sergiopaulo@hotmail.com “QUERO AGRADEÇER A DEUS PELO DIA EM QUE ELE ESTAVA MUITO INSPIRADO E PERMITIU Q VC FOSSE GERADO NO VENTRE DE SUA MAE E AI NASCEU ESSE SER HUMANO MARAVILHOSO,VENCEDOR, PRINCIPE CHAMADO EMANOEL REIS E AGRADECER TAMBEM POR DEUS TER PERMITIDO Q EU ME TORNASSE SEU AMIGO ATE A PROXIMA AMIGO Q DEUS TE ABENÇOE DESDE SIAO !seu amigo e amigo de deus SERGIO PAULO .

    Comentário por PR.SERGIO PAULO /O AMIGO DE DEUS | 21/06/2010 | Responder

  3. Fala garoto, o visual do jornal ficou de primeira na telinha, tenho acompanhado diariamente as noticias. Cara hj é aniversario do Bar do Abreu, toma pelo menos uma por mim, não esquece de dizer para o Ronaldo que estou desejando Parabens e Feliz Aniversario. abraço.

    Comentário por carlos calixto | 12/09/2010 | Responder


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