Futebol Amapaense
Do passado de glórias ao futuro de incertezas
Texto: Elcio Barbosa
O Livro Bola de Seringa, lançado em 2009 pelo Jornalista Leonai Garcia, nos transporta a um passado não muito distante do futebol amapaense. Elucida algumas histórias bibliográficas de alguns jogadores que se destacaram atuando no decorrer de 40 anos pelo futebol da era amadora. A biografia relata contos, jogadas e lances maravilhosos que a juventude de hoje não imaginava que isso pudesse ter acontecido nesse período. O futebol tucuju, descrito na obra fez histórias na América do Norte, andou por toda América do Sul, e sem falar que marcou presença entre os principais clubes do Brasil, relembrado neste pequeno trecho do livro.
“pag.14, Bira, do bairro do Trem, foi um dos maiores goleadores do futebol paraense. Depois brilhou no Rio Grande do Sul, no Esporte Clube Internacional. Bira ainda jogou no México (Guadalajara) e no Atlético Mineiro. Marcelinho, outro nome que passou pelo Clube do Remo e depois chegou até o México. Depois de volta ao Brasil, jogou no Palmeiras. Aldo lateral direito que passou pelo Paissandu e chegou ao Fluminense com chances de chegar à seleção brasileira de 1970. Jason passou pelo Clube do Remo; Nacional de Manaus, onde foi o maior goleador; Rio Negro; chegou ao Clube de Regatas do Flamengo, na época de Zico; depois jogou no Atlético Mineiro. Zezinho Macapá atuou no Clube do Remo e depois ganhou a América Latina, indo jogar no vizinho Equador, de onde voltou para o Amapá”.
A história de 40 anos do futebol amapaense relatada no encadernado nos remete a pensar como era naquela época, que eles, (os jogadores), conseguiam jogar futebol e ter que ajudar no sustento da família ao mesmo tempo? Devido às informações pessoais de cada um encontradas no acervo aliadas as características da cidade antiga, a velha Macapá, e logo sabendo que a vida do atleta era mais difícil ainda. São essas, e outras reflexões que nos inspiram, e nos fazem viajar no imaginário e no tempo, no sentido de chegar a um entendimento da realidade, e definir de uma vez por todas, por essas e por outras histórias, que esses jogadores (craques do passado), foram importantes para o início, e a trajetória do futebol amapaense até as épocas atuais.
Entretanto, a era amadora passou e com ela também o tempo, proporcionando hoje em dia, saudades daqueles craques da bola, e sobretudo contadas por aqueles que vivenciaram e ainda são testemunhas vivas, e consideram que nos dias atuais, “que aquela época era a idade de ouro do futebol amapaense”, narradas pelo autor do livro bola de seringa. Clique aqui e leia mais…

