AMAPÁ EM DIA

Jornalismo Critico & Anárquico

Presidente do Cade ameaça investigação contra a Globo

Nas edições cinco e seis do jornal FOLHA DO ESTADO (a seis ainda está nas bancas), venho tratando à exaustão dos subterrâneos do futebol brasileiro. Na edição cinco, cheguei a “manchetar” a capa com o assunto (“Conspiração contra o futebol amapaense”) após publicar ampla matéria de minha autoria descortinando o jogo pesado, de interesses pecuniários inconfessos, envolvendo milhões de dólares, que movimentam os corredores, e povoam os luxuosos gabinetes de dirigentes dos grandes, médios e pequenos clubes de futebol de Norte a Sul do país.
E venho acompanhando de perto, inclusive veiculando notícias referentes ao assunto, aqui mesmo, neste blog. E por que desse meu interesse? Sou de uma geração de nortistas (estou com 5.0) que vivenciou o futebol de sua terra, no meu caso, Belém do Pará, onde nasci e passei boa parte de minha vida, com a paixão do torcedor que vai ao estádio acompanhar treino do clube do coração,  e que testemunhou o apogeu e a derrocada do futebol da região Norte, em especial, de Remo, Payssandu e Tuna Luso.
E sempre me questionei, e também a conhecidos cronistas do futebol, em Belém, porque clubes com  torcidas tão fanáticas e numerosas não conseguiam alavancar financeiramente. Alguns riam de minha inexplicável inocência porque na época, sendo eu repórter de esporte do jornal FOLHA DO NORTE, setorizado no Clube do Remo, não deveria estar questionando “essas coisas”. E a “época” a que me refiro remonta ao início dos anos 1990, quando o Remo tinha como treinador o Paulinho de Almeida, e uma equipe de bons jogadores, dentre eles Tiago (de Macapá), Chico “Monte Alegre”, Ney “Sorvetão” e outros.
Resumo da ópera, com a ascensão acachapante do Payssandu à Taça Libertadores, e logo depois, sua paulatina falência, minha curiosidade ampliou e busquei informações. As encontrei em Macapá, em 2004, quando editava o jornal O ESTADO. Fui apresentado ao economista Roberto Limeira de Castro, que em tempos passados, fora figura proeminente no futebol da Paraíba, exercendo cargos relevantes na Federação de Futebol daquele Estado.
Limeira de Castro tinha uma tese, por muitos ignorada e não levada à sério, que tinha tudo a ver com os questionamentos que eu vinha fazendo há pelo menos 15 anos. E não somente defendeu a tese, bem como apresentou farta documentação sobre a trama, uma verdadeira conspiração contra o futebol das regiões Norte e Nordeste, engendrada nos bastidores da criação do Clube dos Treze, a partir de julho de 1982.
Ao longo dessa quase indecifrável – e obscura – “era do futebol brasileiro” a Rede Globo de Televisão sempre desempenhou um papel preponderante, determinante mesmo, na parceria com o Clube dos Treze, CBF e clubes da elite do futebol brasileiro. Tudo a ver (como diz o slogan da emissora dos Marinho) com volumosas quantias, provenientes de patrocínios milionários.
Quase 30 anos depois, toda a sujeirada começa a vir à tona, com o C-13 se rebelando contra sua antiga aliada, a TV Globo, e envolvendo, até, o governo federal, leia-se CADE, o Congresso Nacional, com uma senadora requerendo maiores explicações sobre as negociações (ou seriam negociatas?) entre Rede Globo e os clubes de futebol da primeira divisão.
Leia nota abaixo sobre o assunto veiculada na sexta-feira, 25 de março, pelas principais agências de notícia, e acompanhe a história completa no jornal FOLHA DO ESTADO:

“O presidente do Cade, Fernando Furlan, diz que, se o Clube dos 13 enviar denúncia contra a Globo por negociar isoladamente os direitos de transmissão do Brasileiro, será aberta investigação preliminar na SDE (Secretaria de Direito Econômico). Se forem encontrados “indícios de violação da concorrência de mercado”, o Cade também abrirá processo.
As ameaças do Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre o tema já acontecem desde o início do mês, quando o Clube dos 13 se reuniu com o órgão que no ano passado fez acordo para tirar privilégios dados à Globo nas licitações de TV.
Na oportunidade, em Brasília, o procurador-geral do Cade, Gilvandro Araújo, disse que os times poderiam ser investigados caso negociassem diretamente com as emissoras sem obedecer às regras de concorrência, antitruste.
Até agora, apesar de a RedeTV! ter vencido a licitação do C13, a Globo já fechou com 9 equipes: Grêmio, Goiás, Cruzeiro, Coritiba, Vitória, Corinthians, Vasco, Sport e Santos.
RIVAL
Enquanto isso, além de Corinthians e Flamengo, a Record já fez proposta para adquirir os direitos de transmissão do Brasileiro para Atlético-MG, Atlético-PR, Internacional e São Paulo. Para mineiros e gaúchos, a emissora ofereceu R$ 60 milhões por ano.
O Atlético-MG pede R$ 70 milhões, valor que deve ser aceito pela Record e que é cerca de 50% maior que Cruzeiro e Grêmio obtiveram negociando com a Globo (R$ 47 milhões)”.

25/03/2011 Publicado por | Questões Sociais | | 2 Comentários

A execução do mecânico no “calor da ocorrência”

No domingo, 27 de fevereiro, três policiais militares foram à casa do  mecânico Ivanei dos Santos Castro, 33 anos, que residia na rua Laranjeira, Brasil Novo, para atender uma simples ocorrência de desentendimento conjugal. Santos Castro, pai de um filho ainda em tenra idade, discutia em voz alta com a mulher, Izonete Costa. A briga do casal chamou a atenção de vizinhos que, supostamente preocupados com o desfecho do bate-boca, entraram em contato com o CIOSP e relataram o ocorrido.
Três policiais militares chegaram à casa do mecânico. Ivanei estava alterado, ficou mais descontrolado quando viu os policiais à porta de sua casa, um imóvel humilde, igual aos milhares construídos com muita dificuldade, localizados na periferia de Macapá. Levantou a voz e quis saber quem tinha acionado a polícia, pois, no entendimento dele, tratava-se de uma “simples” briga entre marido e mulher e ninguém tinha o direito de “meter a colher”.
Um PM abordou Izonete querendo saber dela se poderia conduzir Ivanei até o CIOSP. E se a mulher, vítima das agressões verbais, formularia a denúncia. A dona de casa confirmou e se deixou conduzir à VTR, ocupando o banco do carona, enquanto dois policiais davam “voz de prisão” ao mecânico, àquela altura, completamente descontrolado. Ivanei gritava que estava em sua casa, e que não havia cometido nenhum crime, tratava-se de uma discussão entre marido e mulher, e que não entraria no “carro da ‘poliça’” porque “não era bandido”.
E começou a saracotear na frente dos policiais, esquivando-se dos ataques. Toda a cena, nessa ocasião, era assistida por dezenas de testemunhas, inclusive por duas cunhadas do mecânico que, a princípio, estavam contra ele, mas, após a PM agir com violência, passaram a defender o parente. Uma delas, Izoneide Costa, relata que Ivanei estava, realmente, perturbado, e não pretendia “acompanhar” os policiais porque julgava-se inocente, um cidadão acima de qualquer suspeita. Então, lembra ela, foi quando um dos policiais militares tentou imobilizar o mecânico com uma chave de braço. Ivanei mordeu um dos dedos do policial, libertando-se do golpe.
Com uma careta de dor e raiva, o PM fitou o mecânico, levou a mão ao coldre, preso no cós da calça da farda, segurou firme o cabo da arma e sacou. Fez oito disparos à queima-roupa. Três atingiram o mecânico em pontos vitais. Dois projeteis alvejaram as duas irmãs de Izonete, feridas nas pernas. Ivanei, executado na frente de sua casa, e diante de familiares e vizinhos, tombou às proximidades de uma valeta. Não adiantou reagir à truculência do trio de policiais militares. Resultaram em nada seus protestos de cidadão comum. Clique aqui e leia mais…

01/03/2011 Publicado por | Questões Sociais | | 4 Comentários

Verba volumosa

Recursos para Santana chegam a R$ 15 milhões

Reunião em Santana

Deputada Fátima Pelaes com lideranças em Santana

No último fim de semana de julho, a candidata a deputada federal pelo PMDB Fátima Pelaes participou de encontros com lideranças comunitárias e religiosas no município de Santana, a 21 quilômetros de Macapá, onde resumiu suas atividades parlamentares nos últimos três anos e meio, no exercício do seu quarto mandato na Câmara dos Deputados.

A parlamentar lembrou que nesses últimos anos tem se empenhado junto ao governo federal para garantir ao município santanense recursos para investimentos em pavimentação das vias públicas, esporte, saúde, educação, agricultura, segurança e turismo.

Segundo informou, foram mais de R$ 15 milhões destinados à Santana para melhorar a qualidade de vida da população e garantir aos jovens, por meio de cursos profissionalizantes, as ferramentas necessárias para o crescimento pessoal e profissional de cada um deles.

Continuando a discorrer sobre o tema (jovens, trabalho e renda), Fátima se reportou ao “Projeto Macapá Digital”, cujo principal objetivo é capacitar para o mercado de trabalho e incluir socialmente cerca de 40 mil jovens macapaenses.

Conforme a parlamentar, foram destinados ao “Projeto Macapá Digital” exatos R$ 2,3 milhões para aquisição de tecnologias avançadas (computadores, impressoras, escâneres, material didático e outros) que serão utilizadas no aprendizado de jovens carentes.

No entendimento de Fátima Pelaes, o desenvolvimento de um Estado passa necessariamente pela formação profissional das futuras gerações. “São elas as colunas basilares de uma sociedade. E quando bem formadas, bem preparadas no presente, certamente se tornarão adultos bem-sucedidos porque mais conscientes de seus deveres enquanto cidadãos e cidadãs”.

03/08/2010 Publicado por | Questões Sociais | Deixe um comentário

Futebol Amapaense

Do passado de glórias ao futuro de incertezas

Texto: Elcio Barbosa

amor à camisa

Craques do Ypiranga que brilharam na época do futebol amador

O Livro Bola de Seringa, lançado em 2009 pelo Jornalista Leonai Garcia, nos transporta a um passado não muito distante do futebol amapaense. Elucida algumas histórias bibliográficas de alguns jogadores que se destacaram atuando no decorrer de 40 anos pelo futebol da era amadora. A biografia relata contos, jogadas e lances maravilhosos que a juventude de hoje não imaginava que isso pudesse ter acontecido nesse período. O futebol tucuju, descrito na obra fez histórias na América do Norte, andou por toda América do Sul, e sem falar que marcou presença entre os principais clubes do Brasil, relembrado neste pequeno trecho do livro.

pag.14, Bira, do bairro do Trem, foi um dos maiores goleadores do futebol paraense. Depois brilhou no Rio Grande do Sul, no Esporte Clube Internacional. Bira ainda jogou no México (Guadalajara) e no Atlético Mineiro. Marcelinho, outro nome que passou pelo Clube do Remo e depois chegou até o México. Depois de volta ao Brasil, jogou no Palmeiras. Aldo lateral direito que passou pelo Paissandu e chegou ao Fluminense com chances de chegar à seleção brasileira de 1970. Jason passou pelo Clube do Remo; Nacional de Manaus, onde foi o maior goleador; Rio Negro; chegou ao Clube de Regatas do Flamengo, na época de Zico; depois jogou no Atlético Mineiro. Zezinho Macapá atuou no Clube do Remo e depois ganhou a América Latina, indo jogar no vizinho Equador, de onde voltou para o Amapá”.

A história de 40 anos do futebol amapaense relatada no encadernado nos remete a pensar como era naquela época, que eles, (os jogadores), conseguiam jogar futebol e ter que ajudar no sustento da família ao mesmo tempo? Devido às informações pessoais de cada um encontradas no acervo aliadas as características da cidade antiga, a velha Macapá, e logo sabendo que a vida do atleta era mais difícil ainda. São essas, e outras reflexões que nos inspiram, e nos fazem viajar no imaginário e no tempo, no sentido de chegar a um entendimento da realidade, e definir de uma vez por todas, por essas e por outras histórias, que esses jogadores (craques do passado), foram importantes para o início, e a trajetória do futebol amapaense até as épocas atuais.

Entretanto, a era amadora passou e com ela também o tempo, proporcionando hoje em dia, saudades daqueles craques da bola, e sobretudo contadas por aqueles que vivenciaram e ainda são testemunhas vivas, e consideram que nos dias atuais, “que aquela época era a idade de ouro do futebol amapaense”, narradas pelo autor do livro bola de seringa. Clique aqui e leia mais…

03/08/2010 Publicado por | Questões Sociais | | Deixe um comentário

Acima da lei

Empresa no topo das que mais desrespeitam direitos trabalhistas

Há pouco mais de sete anos estabelecido no Amapá, o Supermercado Y.Yamada, comandado pelo empresário Fernando Yamada, se mantém no topo das empresas que mais receberam multas trabalhistas em 2009. Segundo informações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AP), o montante a ser pago pelo poderoso grupo empresarial, chega a quase R$ 1 milhão. A assessoria jurídica da empresa não comentou a informação, tampouco o Departamento de Marketing. Ambos funcionam na loja do grupo localizada na avenida Manoel Barata, esquina com a travessa Frutuoso Guimarães, Campina, Belém/PA.

As multas aplicadas contra o Grupo Y. Yamada, em Macapá, são resultados de denúncias de ex-funcionários cujos direitos trabalhistas foram ignorados ou deixaram de ser cumpridos. No entanto, há casos de empregados trabalhando além do horário estabelecido na CLT (ou conforme convenção entre lojistas e comerciários). Da mesma forma, há quem não tenha direito à almoço, vale-transporte, tampouco ao lanche matinal ou vespetino. Outros direitos igualmente são negados aos trabalhadores e trabalhadoras da Y. Yamada segundo consta no relatório elaborado pelos fiscais do trabalho ao longo dos últimos 15 meses.

Um dos financiadores da campanha do ex-governador Waldez Góes ao Governo do Amapá, em 2002, o Grupo Y. Yamada se estabeleceu em Macapá quatro meses após a eleição do pedetista. Chegou com ares de querer açambarcar o setor de supermercados no Estado, postura que não surpreendeu os concorrentes locais (supermercados Fortaleza, Santa Lúcia, Sorriso…). A inauguração das lojas do grupo atraiu conhecidas estrelas do mundo empresarial belemense, além de jornalistas e executivos dos grandes jornais do Pará, a exemplo do diretor de Marketing das Organizações Romulo Maiorana, Guarany Júnior.

30/07/2010 Publicado por | Questões Sociais | | 1 Comentário

   

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