AMAPÁ EM DIA

Jornalismo Critico & Anárquico

Curtas & Certeiras

Reapareceu cantando
O ex-governador Waldez Góes deu o ar da graça em público, coisa que não fazia desde que foi preso pela PF na operação Mãos Limpas. Ele apareceu no ensaio da Embaixada de Samba Cidade de Macapá, comandada por gente da família de seu aliado o ex-senador Gilvam Borges. Ao lado de Ivo Canutti, Waldez cantou “É Hoje” (de Caetano Veloso), uma das duas músicas de seu repertório (a outra é um carimbó do Pinduca). O ex-governador não aparecia em público desde a convenção do PDT.

Queda de prefeitos
Pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional dos Municípios mostra que dos 5.563 prefeitos eleitos em 2008, 383 não estão mais no cargo. Foram cassados 210, 48 deles por fraudes na campanha eleitoral. No Amapá, só quem perdeu o mandato foi Zezinho, da Pedra Branca. Cassado seis vezes, Roberto Góes, prefeito de Macapá, segue na cadeira por força de liminares. Euricélia Cardoso, de L. do Jari, foi cassada e voltou ao mandato por decisão do TSE.

O governo era outro
Tentando jogar a culpa no atual governo, algumas emissoras de rádio divulgaram esta semana, tendo como fonte o Ministério Saúde, dados sobre mulheres sem atendimento médico durante a gravidez.  No percentual de óbitos entre menores de um ano por causas mal definidas, o Amapá apareceu com 57,6, para média nacional de 50,4. O que elas esconderam é que os dados são de 2008/2009, quando Waldez Góes era o governador do Estado.

Sentença desrespeitada
Faz dois meses que Martinha Souza, com decisão judicial debaixo do braço, tenta ocupar vaga no Conselho Tutelar da Zona Norte de Macapá, mas a sentença da 1ª Vara Cível e de Fazenda Pública da capital não é cumprida. Martinha ganhou a vaga de Marlete Oliveira e Marco Antônio Santos, considerados inaptos para o exercício do cargo. O município parecer ter jogado a sentença no lixo, e vai ficando por isso mesmo.

Inscrição falsa
Acusadas de usar documentos falsos para inscrição de eleitor, 20 pessoas foram denunciadas pelo promotor de Justiça Afonso Guimarães, de Santana. Os denunciados seriam cabos eleitorais de candidatos, que induzem eleitores a fazerem transferências fraudulentas de domicílio eleitoral com o fim de obterem os votos. Quem inscreve e quem fornece declaração falsa pode pegar até cinco anos de cadeia.

Projeto básico
Autorizada pela Aneel, a Ferreira Gomes Energia já pode realizar estudos geológicos e topográficos necessários à elaboração do projeto básico da Linha de Transmissão, em 230kV, UHE Ferreira Gomes – SE Macapá, com extensão aproximada de 85 km, em circuito simples, que passará pelos municípios de Ferreira Gomes, Porto Grande e Macapá, no Estado do Amapá.

Liberação aprovada
Na volta do recesso, a Sudam referendou a aprovação de 41 projetos de empresas que pleiteavam incentivos fiscais. A diretoria aprovou, ainda, a liberação financeira da terceira subparcela ao projeto da empresa Santo Antonio Energia pela implantação da UHE Santo Antonio. O empreendimento é financiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e tem capacidade de geração de 3.150,40 MW de energia.

Remoção de juízes
O juiz federal Flávio da Silva Andrade, que estava na Secção Judiciária da Bahia, acaba de ser titularizado, pelo critério de antiguidade, na Vara Única da Subseção Judiciária de Laranjal do Jari, no Amapá. Já o juiz Náiber Pontes de Almeida está saindo de Goiás para ser o titular na Vara Única da Subseção Judiciária do Oiapoque, pelo critério de merecimento.

Nada mudou
Desde janeiro deste ano, a Assembleia Legislativa do Amapá vem tendo repasse mensal de quase R$ 14 milhões, por força da lei promulgada pelo deputado Moisés Souza, que o Estado ainda não conseguiu derrubar. Mesmo assim, segundo servidores, a Casa não vem recolhendo as consignações descontadas em folha e falta até o cafezinho nas salas.

Articulando motim
Assinando artigo no qual se apresenta como Bombeiro Militar, Alexander Costa, filiado ao PSOL, revela que a Associação dos Militares do Amapá tem se posicionado a favor de motim (militar não faz greve) no Estado. No mesmo artigo, publicado em blogs, Costa diz que a classe ficou esquecida desde 2003 (quando Waldez Góes assumiu o governo). O detalhe: nos oito anos de Waldez os bombeiros ficaram caladinhos, embora tenham passado da sexta para a nona posição nacional em termos de remuneração.

24/02/2012 - Publicado por | Imprensa Amazônica

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