A reportagem “Atriz, do princípio ao fim”, do caderno de cultura “EU & Fim de semana” do jornal Valor Econômico da sexta-feira e fim de semana (21, 22 e 23 de outubro) é para se guardar por muito tempo, precavendo-se, é claro, contra os cupins (os insetos e os “outros”; esses outros” são aqueles/as que te visitam e acabam levando “sem querer querendo” revistas, suplementos, recortes…).
O texto do jornalista Robison Borges é primoroso. Do tipo inspirador. Me transportou à minha adolescência, do tempo em que eu sonhava escrever igual aos grandes autores (Machado de Assis, Ernest Hemingway, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Eça de Queiroz, Érico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade…) Pretensão?! Nada disso!! Quando se é jovem, sonha-se com o impossível e não se tem nada. Mas, pelo menos se tem tempo.
Também me fez lembrar do porque larguei Psicologia para ingressar no nascente curso de Comunicação Social na UFPA. No início, ambicionava produzir grandes reportagens, construídas com textos irretocáveis a partir de contextos meramente teóricos. Logo descobri que “grandes reportagens e textos irretocáveis” são resultados de muita transpiração. Teoria e Práxis.
A atriz do “À mesa com valor” é Fernanda Montenegro. São seis páginas de intensa magia. Pura lição de como extrair o melhor da vida mesmo nas adversidades. Aos 82 anos, Fernanda é admirável. Me chamou atenção o parágrafo em que ela fala da criação dos filhos (Cláudio e Fernanda Torres):
“Criei meus filhos, juro por Deus, sem obrigação de Natal, sem obrigação de religião, sem obrigação de Dia das Mães, Dia dos Pais. Mas a verdade é que a força cultural que está em volta é tão grande que fico feliz de ter um Natal com eles, fico feliz de ter Ano Bom com eles, fico feliz quando eles se lembram do Dia das Mães. A gente vai vivendo e essas celebrações ficam necessárias. Isentas de presentes…”
28/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Espaço Livre |
Deixe um comentário
Estão fazendo um estardalhaço sobre a 48ª Expofeira. Principalmente os “porta-vozes da oposição” ao governo do Camilo Capiberibe. Jornais e programas em rádios comunitárias que operam ilegalmente como FM convencional não poupam críticas – infundadas, diga-se. Praticam o jornalismo de viés, calçando opiniões expressas nos microfones com entrevistas e reportagens perfidamente conduzidas.
Interessante é que esquecem propositalmente o passado recente, em especial os primeiros dois anos do governo Waldez Góes. Quem vive do passado é museu?! Conversa! Como um povo pode viver sem sua história? Só quando é conveniente aos interesses em evidência?! Pois é. Quando a turma do Waldez assumiu o governo em 2003, os recursos deixados pelo ex-governo Dalva Figueiredo (PT) beiravam a exiguidade. Quase tudo foi empregado na campanha de reeleição da professora nas eleições de 2002. Foi uma gastança sem precedentes para a época. Disso, poucos falam.
Mas Waldez ainda encontrou uns “caraminguás” nos cofres. Naquele primeiro ano de mandato, o pedetista realizou carnaval e Expofeira com pouco dinheiro. Em ambos o público beirou a média. No início de 2004 foi pior. Não tinha dinheiro para fazer o carnaval. Então o publicitário Paracy Negreiros, da Amazoom Sistema de Comunicação Ltda, resolveu usar uma reserva da conta da agência para ajudar a realizar o “carnaval do meio do mundo” – inclusive, o que poucos sabem é que a letra do samba promocional daquele carnaval é de minha autoria, com participação do Ronaldo Rony.
E também boa parte do planejamento conceitual do carnaval de 2004 foi feito por mim. Como o Euclides Moraes estava de férias, trabalhei em parceria com o Rony. Uma de minhas ideias foi usar um caminhão de carroceria aberta, com a logo do carnaval nas portas e decorado à caráter. Sobre a carroceria a metade de um globo terrestre, e sobre este “meio do mundo” um trono para o Rei Momo, acompanhado por uma banda e tocadores de Marabaixo.
A proposta era oficializar a abertura do carnaval nos bairros mais tradicionais de Macapá, promovendo bailes carnavalescos em cada um, com abertura tipicamente local, feita por dançarinos e tocadores de Marabaixo, e sequenciado por marchinhas e sambas de enredos dos blocos e escolas de samba do Amapá.
Por 15 dias (antes do carnaval) e em datas alternadas o veículo percorreria a cidade e concluíria esse percurso ao lado do Teatro das Bacabeiras, próximo à praça Veiga Cabral, com uma grande festa, com a presença do governador, prefeito, demais autoridades e convidados oficializando a abertura do carnaval em todo o Estado.
Esta e outras ideias compuseram um projeto que o Paracy, em reunião com o Waldez na residência oficial, apresentou e defendeu. Porém, o então governador, alegando falta de dinheiro, disse que as ideias eram boas, mas, inviáveis naquele momento. Se não estou enganado, o Paracy ainda comprou o caminhão e investiu na construção da alegoria. Só não percorreu os bairros. E me parece que naquele ano o carnaval foi oficialmente aberto por dançarinos e tocadores de Marabaixo no local proposto no projeto (ao lado do teatro). Com caminhão, rei Momo, banda e tudo o mais.
Por conta disso, considero a ferocidade dos críticos excessiva e desproporcional para o tempo que tem Camilo à frente do governo. Dez meses, para quem encontrou um Estado em frangalhos, é muito pouco para promover as mudanças prometidas em palanque. Neste instante, toda crítica, por mais que pareça justa, torna-se precipitada diante da realidade social, política e econômica do Amapá.
Agora, se a partir do segundo semestre de 2012 o cenário não apresentar alteração as críticas ao governo Camilo passam a ter fundamento. Pois, um ano e meio para qualquer governo é tempo suficiente para mostrar algum resultado. Por enquanto, é ter paciência, acompanhar o trabalho do governador e esperar pelas mudanças anunciadas.
24/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Política local, nacional e internacional | GEA alvo fácil |
1 Comentário

Caminhão carregado de toras de madeira subindo a ladeira
Há muito, mas muito mesmo para ser feito pelo Estado do Amapá. Sexta-feira, 14 de outubro, viajei para Pedra Branca do Amapari, a 217 quilômetros de Macapá, e a estrada de acesso ao município, mais de 120 quilômetros, está muito ruim. E isso, no período de estiagem das chuvas. A poiera produzida pelo tráfego de veículos embaça a visão dos motoristas, o que aumenta o risco de acidentes graves, e prejudica sobremodo a saúde das centenas de famílias residentes às margens da Perimetral Norte (foto de Gabriel Penha).
Os estragos causados aos pequenos veículos (automóveis) devido a buraqueira ao longo do percurso são inevitáveis. Trata-se de uma estrada em que descuidos, por menores que sejam, podem resultar em prejuízos incalculáveis. É um exercício de paciência, atenção redobrada e extremo cuidado. Eu já botei meu carro nessa gangorra maluca que muitos ainda teimam em chamar de “rodovia”. Foi de partir o coração o que aconteceu ao meu “celtinha”. Cada buraco – e foram muitos – em que ele caía batia fundo na alma.
É triste ver uma situação dessas. Parece que enterraram uma cabeça de burro no Amapá porque a “pisica” é tão grande que nada parece dar certo aqui. E olha que sai governo, entra governo e a coisa continua do mesmo jeito. É uns poucos apaniguados dos poderosos de plantão se dando bem, e a maioria, ou seja, nós, tomando na tarraqueta, sempre. E o desencanto aumenta mais conforme o tempo passa. E nem com reza braba a curica empina.
O que mais se vê é gente torcendo contra o Camilo. E dizendo que ele é responsável pela má qualidade da saúde pública. Falando que ele não deu jeito na segurança. Comentando que as estradas estão ruins porque o Camilo é culpado. Que o governo Camilo tá sem rumo. É muita porrada. E de gente que não tem nenhuma moral para criticar Principalmente a neo-oposição. Eu fico pensando: porra, o Waldez e o Pedro Paulo passaram oito anos nesse governo e não deram jeito na saúde, na educação, na segurança e o escambal a quatro, e agora os caras querem que em dez meses o Camilo dê jeito na merda que esses caras fizeram em oito anos. É muita sacanagem, né mesmo?!
É por isso que o Amapá tá emperrado. Não vai prá frente. Nem sai do lugar. Culpa desses merdas de políticos que só querem se locupletar. Vejam esses deputados e deputadas estaduais. Ganhando R$ 100 mil por mês para garantir as mordomias. E são todos, porque eu quero saber se a Cristina Almeida e o Agnaldo Balieiro, ambos do PSB, abriram mão dos R$ 100 mil! Se não fizeram isso, caramba, o governo Camilo já começa a preocupar. E os caras da oposição vão meter até o toco, e sem vaselina.
18/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Problema Social | Pedra Branca do Amapari |
1 Comentário

Por Emanoel Reis
Cento e vinte microempreendedores de Pedra Branca do Amapari, município a 217 quilômetros de Macapá, foram os primeiros beneficiados com recursos na ordem de R$ 1,3 milhão provenientes do Fundo de Economia Sustentável (FES), criado há dois meses pela prefeita Maria do Socorro Pelaes (PTN) e regulamentado pela Lei 242/2008, batizada de Lei da Compensação Social, promulgada para recompensar os impactos ambientais e sociais decorrentes da implantação do projeto de extração de minério de ferro pela mineradora Anglo Ferrous Amapá. Outros empreendedores igualmente foram habilitados para receber os empréstimos.
A cerimônia aconteceu na sexta-feira, 14 de outubro, na quadra poliesportiva da Escola Municipal São Pedro, localizada na rua Francisco Braz, bairro Central. Com valores variando entre R$ 10, 20, 25, 30 e 50 mil, os cheques foram entregues aos microempreendedores de Pedra Branca por autoridades convidadas para o evento como a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB), o secretário de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Sivaldo Brito, e o presidente da Câmara de Vereadores, Raimundo Nonato (PDT).
A prefeita Socorro Pelaes sancionou em agosto a lei que implantou o FES. Segundo informou, ele regula 23% dos recursos da Lei de Compensação Social e é destinado ao financiamento de atividades econômicas de iniciativas privadas e lucrativas. “É esse percentual que está sendo usado para impulsionar a economia do setor privado local através do financiamento de projetos de empreendedorismo”, assinala a gestora.
De acordo com o estabelecido pela Lei 242/2008, 33% dos recursos são destinados à infraestrutura dos setores de educação e saúde, 32% ao desenvolvimento comunitário do setor rural, 23% ao fomento de atividades da iniciativa privada, 7% para investimentos na Escola Família e 5% vão para o setor indígena.
O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, Edilson Cardoso, esclareceu que os microempreendedores cadastrados no FES receberam todo o apoio do Conselho Gestor, composto por representantes da Câmara de Vereadores, Associação Comercial e de dois integrantes de organizações não governamentais eleitos pela comunidade. “Esse conselho é amparado por uma assessoria jurídica e por analistas de projetos”, assinala. Ainda segundo Cardoso, após avalizada a inscrição do candidato ao empréstimo, os conselheiros fazem uma vistoria para comprovação da veracidade do empreendimento.
Para ter direito ao recurso, o candidato precisa atender dois requisitos: residir mais de um ano em Pedra Branca e investir o dinheiro somente no município. Em seguida, o FES formula o projeto adequado ao empreendimento a ser beneficiado e o repassa à assessoria jurídica e aos analistas. Somente após o aval dessas duas comissões, é encaminhado para aprovação final da prefeita Socorro Pelaes.
Os microempreendedores terão 36 meses para quitar os empréstimos, com carências de três meses (capital de giro), quatro meses (capital mixto) e seis meses (capital fixo). “O grande atrativo do fundo é que não haverá cobranças de juros. Os empreendedores poderão ampliar seus negócios sem a preocupação de pagar juros sobre os recursos recebidos”, assinala Edilson Cardoso.
Para Socorro Pelaes, os dois principais objetivos do FES são gerar emprego e renda. “E impulsionar o desenvolvimento social e econômico do município de Pedra Branca”. Conforme a prefeita, trata-se da continuidade de um trabalho que começou a ser realizado em 2004 [na ocasião, ela também exercia o mandato de prefeita]. “Nós deixamos todas as leis formuladas e aprovadas para que a empresa [Anglo, na época MPBA] alocasse esses recursos num fundo que beneficiasse a população. Na verdade, são medidas compesatórias para amenizar os impactos sociais e ambientais ocasionados pela exploração do minério de ferro em nossa região.”
A deputada federal Fátima Pelaes avalia a iniciativa da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari como de extrema importância para o desenvolvimento social e econômico da população do município. “Essa ação está estimulando o surgimento de empreendimentos sólidos e em condições de ampliar a oferta de emprego para centenas de pessoas que hoje sobrevivem com uma renda mínima. Dessa forma, elas estão contribuindo para melhorar a qualidade de vida de inúmeras famílias que atualmente enfrentam grandes dificuldades”.
16/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Política local, nacional e internacional | Negóscios em Pedra Branca |
Deixe um comentário
A profissão de jogador de futebol normalmente é curta, mas, pode estender-se um pouco mais se o atleta tiver autocontrole ao longo da carreira. Com alguns cuidados básicos, ele pode chegar em plena atividade aos 35, ou quem sabe até aos 40 anos – Túlio e Rivaldo são bons exemplos disso. Caso consiga despontar pelo talento como Zico, Romário, Edmundo, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Neymar, Paulo Henrique Ganso e muitos outros, cedo conseguirá a tão sonhada independência financeira. Mesmo sem o brilho dos chamados “gênios”, o bom jogador de futebol, se agir com parcimônia e diligência, com certeza construirá um excelente “pé-de-meia” para uma aposentadoria tranquila.
Mas, a maioria não consegue conviver bem com a riqueza, a fama e o luxo e acaba metendo os pés pelas mãos, extrapolando limites e cometendo verdadeiros desatinos, a exemplo de Bruno, o ex-goleiro do Flamengo preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), desde o dia 9 de julho de 2010 sob a acusação de encomendar a morte da ex-namorada, Eliza Samúdio. Ou do ex-craque Luiz Antônio Correia da Costa, o Müller, que perdeu tudo o que ganhou ao longo da carreira e hoje vive de favor na casa de amigos.
Porém, não é só saber como lidar com muito dinheiro ou com o assédio da Imprensa, dos torcedores, das mulheres. Ou exibir-se em carros de luxo e morar em mansões. Mas, fundamentalmente é planejar como agir após o fim da profissão, sem a bajulação dos cartolas, ignorado pela Imprensa e tratado como reles “aposentado” pela torcida. E quando o atleta não se prepara para o depois dos gramados a vida pessoal vira de ponta-cabeça. Clique aqui e leia mais…
16/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Espaço Livre | vida de jogador |
Deixe um comentário
Por Heverson Castro
Apesar de teoricamente ser nominada a “Casa do Povo”, pouquíssimas pessoas sabem realmente o que acontece nos subterrâneos da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá. Uma caixa-preta que ninguém ousa abrir sob pena de ser execrado em praça pública, não somente pelos parlamentares, mas, em especial, por quem se locupleta das vantagens proporcionadas pela subserviência e anuência às vaidades e ambições de quem comanda o legislativo estadual.
Recentemente, a revista Época publicou reportagem de uma página sobre a verba indenizatória recebida pelos deputados estaduais amapaenses. Exatos R$ 100 mil por mês. A maior do Brasil segundo assinalou o autor da matéria, jornalista Danilo Thomaz. Perde para Alagoas, R$ 39 mil; e (pasmem!) para o Maranhão, R$ 32 mil. E causa indignação – e repulsa – quando Thomaz inicia o texto destacando que “(…) o Amapá está na lanterna entre os Estados brasileiros no ranking da produção de riqueza – a soma de tudo o que lá se produz equivale a apenas 0,2% do PIB nacional, o pior resultado do país. Essa pobreza contrasta com a generosidade dos políticos do Estado em se concederem regalias”.
Mas para chegar a esse valor estratosférico, um grupo de deputados, reeleito e não reeleito nas eleições de 2010, começou a urdir um plano recheado de sutilidades jurídicas, combinado com habilidade típica de punguistas, em parceria com a antiga Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, presidida na época pelo ex-deputado e candidato derrotado ao governo do Amapá, Jorge Amanajás (PSDB). Trata-se do Ato de Nº 002/2010 promulgado em 18 de outubro de 2010 e assinado, além do próprio Amanajás, pelos deputados e deputadas Dalto Martins (PMDB), Eider Pena (PDT), Jorge Salomão (DEM), Mira Rocha (PTB) e Meire Serrão (PMDB). Com apenas uma canetada, a verba indenizatória dos parlamentares passou de R$ 15 mil mensais para R$ 50 mil. Um aumento de mais de 150% e completamente amoral se comparado às enormes deficiências sociais vividas pela população pobre do Amapá, que alcança 68% de sua totalidade. Clique aqui e leia mais…
16/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Imprensa Amazônica |
Deixe um comentário
O combate ao tráfico de drogas em Macapá, coordenado pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), já conseguiu desbaratar inúmeras quadrilhas que atuavam desenvoltas em bairros como Buritizal, Brasil Novo, Renascer e Perpétuo Socorro. As ações policiais, deflagradas a partir de longas investigações ou por meio de denúncias anônimas, conseguiram desmobilizar esquemas criminosos montados em residências aparentemente insuspeitas, e comprovar o envolvimento de famílias inteiras na compra e venda de drogas.
As prisões dos traficantes e o rompimento da corrente criminosa, contudo, têm sido insuficientes para conter o avanço do comércio de entorpecentes na capital do estado, impulsionado, principalmente, pelo crescente consumo promovido por jovens das classes média e alta. Sem descartar, porém, a afluência da juventude periférica, usuária maior de drogas acessíveis como o crack e o óxi, comprovadamente mais baratas, pesadas e letais.
A quantidade de novas “bocas” (pontos de venda de drogas) que surgem semanalmente, suplanta as desmobilizadas pelas operações policiais. Traficantes são presos, trancafiados nas celas do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), mas, em poucos dias surgem outros em substituição aos anteriores, e cada vez mais audaciosos e violentos. O trabalho realizado pelo delegado Antônio Uberlândio Gomes, titular da DTE, vem obtendo bons resultados, no entanto, os traficantes são em maior número.
A participação de mulheres no tráfico de drogas vem aumentando sobremodo nos últimos anos. A constatação é do próprio delegado da DTE, Uberlândio Gomes, e também de estatísticas sobre a população carcerária brasileira que revelam, em nível nacional, aumento crescente de mulheres que cumprem pena nas penitenciárias por envolvimento na compra e venda de entorpecentes.
Em Macapá, não poderia ser diferente. Famílias de baixa renda, geralmente chefiadas por mulheres residentes em bairros periféricos, estão sendo cooptadas pelos traficantes para que as casas onde moram se transformem em “bocas”. O argumento é o mesmo: possibilidades de ganhos fáceis acima dos R$ 3 mil por mês, e consequente melhora no padrão de vida. Clique aqui e leia mais…
16/10/2011
Publicado por emanoelreis |
Imprensa Amazônica | Drogas em Macapá |
Deixe um comentário