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Curso de drenagem de rodovias beneficia servidores do Estado

A Associação dos Servidores do Setor de Infraestrutura do Governo do Amapá (Assigeap) realizou recentemente o curso de Drenagem de Rodovias, ministrado pelo engenheiro civil Marcos Jabôr, do Departamento de Estradas e Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Especialista na área, Jabôr é consultor em Drenagem de Rodovias e Urbana, consultor em Engenharia e Análise de Valor, e consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O curso, resumido em 24 horas/aula, tratou de estudos hidrológicos, projetos de drenagem, construção e manutenção dos dispositivos de drenagem, análise de problemas e soluções adotadas. Para os profissionais que atuam na região Norte, em especial no Amapá, esses novos conhecimentos são essenciais na elaboração de projetos de drenagem. Principalmente porque moram e trabalham numa região onde os longos períodos de chuva são fatores determinantes na funcionalidade dos sistemas de drenagem.
De acordo com Marcos Jabôr, eles são projetados com o intuito de proteger as rodovias contra a ação da água, que pode prejudicar a segurança do tráfego, ameaçar a estabilidade e acelerar a deterioração de pavimentos. A água vinda das chuvas ou do lençol freático escoa pela superfície ou pelos vazios do subsolo atingindo os pavimentos. O dimensionamento do sistema de drenagem exige o estudo do local e a utilização de técnicas eficientes e adequadas.
Ainda conforme Jabôr, fundamental é identificar  como se dá o escoamento sobre o terreno natural antes das intervenções para execução da infraestrutura. Independente de ser um canal, valeta ou galeria, o cuidado deverá ser o mesmo, pois a garantia do funcionamento da obra é o controle de sua declividade. Dessa forma, locais sujeitos a chuvas intensas e terrenos que proporcionam um elevado escoamento precisam da atenção redobrada do projetista.
Em suas explanações, Jabôr explicou que a água pluvial gera escoamento superficial ou se infiltra. A do lençol freático se movimenta ou acumula abaixo da superfície. Dessa forma, pode demandar três tipos de drenagem: superficial, subsuperficial (pavimento) e a subterrânea (profunda). Na fase de elaboração dos projetos, deve-se estudar a topografia e o regime de chuvas da localidade onde está a obra. “Observar as condições geotécnicas locais também é fundamental”, comentou ele.
Para os participantes do curso, o engenheiro recomendou que ao desenvolverem projetos de drenagem façam ampla avaliação da ocorrência de fluxos de água no subsolo, que determinarão ou não a necessidade de implantação de dispositivos de drenagem profunda. Com esses dados, salientou Jabôr, o projetista terá condições de escolher os equipamentos de drenagem, estimar os volumes de água de escoamento e efetuar os dimensionamentos hidráulico e estrutural dos dispositivos.
Conforme ressaltou Marcos Jabôr, no encerramento do curso, obras que incluam escavações, desvios provisórios de cursos d’água ou que possam comprometer o equilíbrio do meio ambiente devem cumprir as determinações dos órgãos de gestão ambiental. “Assim, evita-se que ações desordenadas e não autorizadas pela autoridade ambiental instituída resultem no embargo parcial ou total da obra”, resumiu.
O curso foi patrocinado pela Arcelor Mittal, Armco STACO, Kanaflex, ABTC, Mecanorte e Tunel Bala, com apoio do CREA/AP, SETRAP, SEINF, Clube de Engenharia, Etecon, LB Construções e Maia Melo.

21/02/2011 - Publicado por | Uncategorized

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