Ansiedade
Curiosidade demais em todas as esquinas
A evolução da propaganda eleitoral no rádio e na TV pouco tem acrescentado para ajudar o eleitor amapaense ainda em dúvida a se definir em quem votar para governador. E já nos encaminhamos para o fim de agosto. O que mais vejo são pessoas ansiosas em saber quem está na frente nas pesquisas, quem vai perder ou quem vai ganhar. Eu gostaria de ter uma máquina do tempo e programá-la para às 23 horas do dia 3 de outubro. Depois retornar com todas as respostas e satisfazer a curiosidade de todo mundo. Mas, aí não teria nenhuma graça, para nós simples mortais, sabermos o futuro. Porque em não havendo erros a corrigir, a vida perderia todo o sentido para os humanos. E o bom de sermos o que somos é exatamente a nossa finitude.
Eu não sei (nem gostaria) de saber quem será o próximo governador do Amapá. Temo que a descoberta me assombre. Prefiro acreditar que o eleitor está suficientemente maduro para fazer a melhor escolha. Essa esperança tem me acompanhado em todos os lugares, e tento transmiti-la aos hesitantes que encontro nas esquinas. Nessas ocasiões acrescento sempre uma boa pitada de bom senso na receita entregue ao interlocutor, acrescida da seguinte observação: em caso de dúvida, a mudança é sempre melhor que a mesmice.
Rejeição ascendente
As batatas assadas de Pedro Paulo Dias
O ex-governador do Pará, médico Almir Gabriel, costumava falar que “com a máquina pública na mão, governador só perde eleição se quiser”. Mas, por enquanto, essa não parece ser a verdade do também médico e governador Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), no Amapá. Mesmo com a máquina, Pedro Paulo vem amargando altos índices de rejeição como candidato à reeleição e sua pretensão de continuar ocupando o principal gabinete do Palácio do Setentrião está seriamente ameaçada.
O candidato do PP (Partido Progressista) não consegue transformar suas ações político-administrativas em dividendos eleitorais. Por mais que se esforce, parece difícil convencer o eleitor de que será capaz de fazer um governo melhor do que o do antecessor. Pelo contrário, tem demonstrado claramente a intenção em continuar adotando as mesmas práticas empregadas pelo ex-governador Waldez Góes (PDT). E isso é uma demonstração de fraqueza.
Por isso, o eleitor ainda não confia em Pedro Paulo como gestor e principalmente não vê nele o político experimentado nas lides eleitorais. Nem independente. O próprio governador não tem colaborado muito para mudar essa imagem. No sábado, 7 de agosto, durante lançamento oficial da campanha, seguido de caminhada pelo centro comercial de Macapá, via-se um Pedro Paulo desconfortável no papel de protagonista.
Esta é a primeira vez em que o governador disputa uma eleição como cabeça de chapa. Em 2002 e 2006 foi o Rubens Barrichello, ou agora o Felipe Massa, de Waldez. Esteve sempre na coadjuvância como candidato a vice-governador. Soube muito bem desempenhar esse papel a tal ponto de passar os dois mandatos sem se envolver diretamente na gestão do pedetista. E essa disposição foi tamanha que quando assumiu o governo em abril passado ficou que nem cego em tiroteio. Precisou recorrer aos conhecimentos do ex-supersecretário Alberto Góes, seu candidato a vice.
A situação pode ser pior se Pedro Paulo precisar combater no front oposto um adversário amplamente amparado pela vontade popular. Para PP, tratar-se-ia de um oponente quase imbatível nas urnas. Hoje, perfis com essas características são os dos candidatos do PSB e PTB, Camilo Capiberibe e Lucas Barreto.
Aliás, falando em Barreto não surpreendeu a boa colocação dele na pesquisa do Ibope. Afinal, desde 2006 não exerce nenhum cargo eletivo. Disputou a Prefeitura de Macapá em 2008 com relativo sucesso e passou os meses seguintes percorrendo o interior do Estado. Antes das eleições 2010, Barreto tinha consolidado, aos olhos da população, a imagem de candidato ao governo. Clique aqui e leia mais…
Verba volumosa
Recursos para Santana chegam a R$ 15 milhões
No último fim de semana de julho, a candidata a deputada federal pelo PMDB Fátima Pelaes participou de encontros com lideranças comunitárias e religiosas no município de Santana, a 21 quilômetros de Macapá, onde resumiu suas atividades parlamentares nos últimos três anos e meio, no exercício do seu quarto mandato na Câmara dos Deputados.
A parlamentar lembrou que nesses últimos anos tem se empenhado junto ao governo federal para garantir ao município santanense recursos para investimentos em pavimentação das vias públicas, esporte, saúde, educação, agricultura, segurança e turismo.
Segundo informou, foram mais de R$ 15 milhões destinados à Santana para melhorar a qualidade de vida da população e garantir aos jovens, por meio de cursos profissionalizantes, as ferramentas necessárias para o crescimento pessoal e profissional de cada um deles.
Continuando a discorrer sobre o tema (jovens, trabalho e renda), Fátima se reportou ao “Projeto Macapá Digital”, cujo principal objetivo é capacitar para o mercado de trabalho e incluir socialmente cerca de 40 mil jovens macapaenses.
Conforme a parlamentar, foram destinados ao “Projeto Macapá Digital” exatos R$ 2,3 milhões para aquisição de tecnologias avançadas (computadores, impressoras, escâneres, material didático e outros) que serão utilizadas no aprendizado de jovens carentes.
No entendimento de Fátima Pelaes, o desenvolvimento de um Estado passa necessariamente pela formação profissional das futuras gerações. “São elas as colunas basilares de uma sociedade. E quando bem formadas, bem preparadas no presente, certamente se tornarão adultos bem-sucedidos porque mais conscientes de seus deveres enquanto cidadãos e cidadãs”.
Futebol Amapaense
Do passado de glórias ao futuro de incertezas
Texto: Elcio Barbosa
O Livro Bola de Seringa, lançado em 2009 pelo Jornalista Leonai Garcia, nos transporta a um passado não muito distante do futebol amapaense. Elucida algumas histórias bibliográficas de alguns jogadores que se destacaram atuando no decorrer de 40 anos pelo futebol da era amadora. A biografia relata contos, jogadas e lances maravilhosos que a juventude de hoje não imaginava que isso pudesse ter acontecido nesse período. O futebol tucuju, descrito na obra fez histórias na América do Norte, andou por toda América do Sul, e sem falar que marcou presença entre os principais clubes do Brasil, relembrado neste pequeno trecho do livro.
“pag.14, Bira, do bairro do Trem, foi um dos maiores goleadores do futebol paraense. Depois brilhou no Rio Grande do Sul, no Esporte Clube Internacional. Bira ainda jogou no México (Guadalajara) e no Atlético Mineiro. Marcelinho, outro nome que passou pelo Clube do Remo e depois chegou até o México. Depois de volta ao Brasil, jogou no Palmeiras. Aldo lateral direito que passou pelo Paissandu e chegou ao Fluminense com chances de chegar à seleção brasileira de 1970. Jason passou pelo Clube do Remo; Nacional de Manaus, onde foi o maior goleador; Rio Negro; chegou ao Clube de Regatas do Flamengo, na época de Zico; depois jogou no Atlético Mineiro. Zezinho Macapá atuou no Clube do Remo e depois ganhou a América Latina, indo jogar no vizinho Equador, de onde voltou para o Amapá”.
A história de 40 anos do futebol amapaense relatada no encadernado nos remete a pensar como era naquela época, que eles, (os jogadores), conseguiam jogar futebol e ter que ajudar no sustento da família ao mesmo tempo? Devido às informações pessoais de cada um encontradas no acervo aliadas as características da cidade antiga, a velha Macapá, e logo sabendo que a vida do atleta era mais difícil ainda. São essas, e outras reflexões que nos inspiram, e nos fazem viajar no imaginário e no tempo, no sentido de chegar a um entendimento da realidade, e definir de uma vez por todas, por essas e por outras histórias, que esses jogadores (craques do passado), foram importantes para o início, e a trajetória do futebol amapaense até as épocas atuais.
Entretanto, a era amadora passou e com ela também o tempo, proporcionando hoje em dia, saudades daqueles craques da bola, e sobretudo contadas por aqueles que vivenciaram e ainda são testemunhas vivas, e consideram que nos dias atuais, “que aquela época era a idade de ouro do futebol amapaense”, narradas pelo autor do livro bola de seringa. Clique aqui e leia mais…
Pobre de marré, marré
Papaléo Paes chora falta de dinheiro para campanha
Candidato à reeleição pelo Amapá, Papaléo Paes (PSDB) usou a palavra na segunda-feira, 02 de agosto, no plenário do Senado, para lamentar a apertada situação financeira. Paes disse que não tem dinheiro, como os eleitores pensam, porque apenas com o salário de parlamentar não é possível enriquecer. “Então, se eu aparecer com riqueza, tenham certeza absoluta de que esta riqueza não é proveniente do ato legal do recebimento dos meus salários; é de atitudes ilegais, corruptas e daí por diante”.
A falta de recursos, segundo Paes, dificulta a campanha eleitoral, inclusive para divulgar o trabalho parlamentar. “Lamentavelmente, eu não tive meu trabalho divulgado no meu Estado. Eu não tive condições financeiras para divulgar o meu trabalho”, disse, antes de listar os três projetos de lei de sua autoria aprovados: o Dia Nacional da Língua Portuguesa; o Dia Nacional da Cidadania; e uma alteração fundamental na eleição do Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Mas, infelizmente, o povo do meu Estado não sabe disso. Lá não tem TV aberta”, lamentou.




